Categoria: Teste

  • Mega-Sena 2986: sorteio desta quinta-feira (19) pode pagar R$ 3,5 milhões

    Mega-Sena 2986: sorteio desta quinta-feira (19) pode pagar R$ 3,5 milhões

    Sem vencedores na terça-feira (17), a loteria acumulou e o prêmio máximo pode pagar R$ 3,5 milhões essa noite.

    O sorteio será realizado às 21h, no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, e será transmitido ao vivo pelas redes sociais da Caixa.

    Para concorrer, os apostadores podem registrar seus jogos até uma hora antes do sorteio, às 20h, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa, pelo site ou aplicativo do banco. O bilhete simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

    Para os jogos feitos pelo site da Caixa, o valor mínimo para apostar na Mega-Sena é de R$ 30, seja para uma única aposta ou mais.

  • Governo dos EUA cria domínio aliens.gov em meio a rumor de arquivo secreto

    Governo dos EUA cria domínio aliens.gov em meio a rumor de arquivo secreto

    O governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, registrou o domínio de site “aliens.gov”. O registro atual modificado na última terça-feira (17) está atrelado ao “Executive Office of the President” (Gabinete Executivo do Presidente, tradução livre), conforme informação checada pela reportagem.

    Procurada pela CNN Brasil, a Casa Branca respondeu ao pedido de explicação do motivo com um emoji de alien e a frase: fique ligado!

    A mudança vem de encontro com o anúncio feito por Trump no final de fevereiro. O presidente dos Estados Unidos afirmou que pediria que órgãos do governo divulgem arquivos sobre vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados e OVNIs (objetos voadores não identificados).

    A decisão foi tomada em resposta de Trump ao ex-presidente Barack Obama, que afirmou em uma entrevista a um podcast que “alienígenas são reais”, mas que até hoje não há uma prova sobre isso, dando uma percepção pessoal sobre o tema.

    Não é de hoje que o tema é destaque, principalmente nos Estados Unidos. No passado, o Projeto Livro Azul, do governo americano, investigava casos envolvendo OVNIs, muitos até hoje sem explicação.

    Cientificamente, um OVNI é um objeto voador não identificado. Ou seja, não significa que é algo ligado a “extraterrestres”. Manchas no céu, eventos meteorológicos, aeronaves estranhas (militares) e outros tipos de fenômenos se enquadram nessa descrição.

    O Brasil, por exemplo, mantém em seu Arquivo Nacional um registro de todas as ocorrências de OVNIs em território nacional que computa eventos que não necessariamente são relacionamentos a discos voadores e seres de outros planetas.

    “Esta denominação serve para designar qualquer objeto voador que não teve sua origem identificada de maneira imediata. Ou seja, podem ser satélites, drones, balões, fenômenos naturais, entre outros”, diz o órgão em seu site.

    A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, por outro lado, mudou a nomenclatura que usa para tratar de fenômenos desse gênero. Desde 2022, eles usam a sigla UAPs, que em português significa fenômenos anômalos não-identificados.

  • Ônibus de viagem pega fogo em frente a casa e mobiliza bombeiros no DF. Veja vídeo

    Ônibus de viagem pega fogo em frente a casa e mobiliza bombeiros no DF. Veja vídeo

    Divulgação/CBMDF
    ônibus pega fogo em Arapoanga

    Um ônibus de viagem pegou fogo enquanto estava estacionado na madrugada desta quinta-feira (19/3), na Quadra 10, Conjunto A, em Arapoanga (DF). Não houve registro de vítimas.

    Veja:

     

    O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado às 2h35 e mobilizou quatro viaturas para atender a ocorrência.

    No local, as equipes encontraram o veículo em chamas, com o fogo concentrado na parte superior e se propagando para os bancos internos.

    Os bombeiros atuaram prontamente no combate ao incêndio, conseguindo controlar as chamas. Em seguida, foi realizado o rescaldo, eliminando possíveis focos remanescentes e garantindo a segurança da área.

    O ônibus estava estacionado em frente à residência do proprietário, que permaneceu responsável pelo local após a finalização da ocorrência.

    Após a contenção das chamas, o ônibus ficou sob a responsabilidade do proprietário.

    A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada para  prestar apoio, juntamente com a perícia do CBMDF, que fará os levantamentos necessários para apurar as causas do incêndio.

    Não há informações sobre as causas do incêndio.

  • Zerar ICMS do diesel não garante queda na bomba, avalia secretário da Fazenda do Acre

    Zerar ICMS do diesel não garante queda na bomba, avalia secretário da Fazenda do Acre

    O secretário da Fazenda do Acre, Amarísio Freitas, afirmou nesta quarta-feira, 18, em entrevista ao ac24horas, que a proposta do governo federal de zerar o ICMS do diesel importado ainda carece de detalhamento e, na avaliação dele, dificilmente terá impacto direto no bolso do consumidor.

    A União propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação.

    A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), nesta quarta-feira (18). Órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, o Confaz teve um encontro virtual para discutir medidas para conter a alta do diesel após o início da guerra no Oriente Médio.

    Segundo o gestor, a medida foi apresentada de forma preliminar durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), sem que os estados tenham recebido informações completas.

    “A proposta ainda não foi apresentada formalmente, houve uma reunião pela manhã, online, do Confaz e ficaram de apresentar, a União a proposta de como seria feito a compensação das possíveis perdas. No momento nenhum Estado ou secretaria da Fazenda tem condições de se manifestar de forma concreta”, explicou.

    Freitas ressaltou que os estados pediram mais clareza sobre a iniciativa antes de qualquer posicionamento. “Foram trazidos informações superficiais e pedimos que apresentassem proposta com todos os detalhes”, disse.

    Ele também chamou atenção para a dependência dos estados em relação ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Para o governo federal, eles têm como desonerar e não afetar diretamente suas ações, pois têm outros impostos que compõem sua arrecadação, já os Estados dependem apenas do ICMS”, observou.

    Ao comentar experiências anteriores, o secretário citou mudanças tributárias feitas em anos recentes como a do governo Jair Bolsonaro em 2022. “Já vivemos isso lá atrás com as LC 192 e 194 que de forma arbitrária o Governo Federal da época zerou os impostos federais e baixou a alíquota do ICMS dos Estados, levando à menor alíquota praticada, no nosso caso foi para 17%”, afirmou.

    Atualmente, segundo ele, a tributação do diesel segue parâmetros definidos nacionalmente. “Hoje do diesel o que se arrecada é 1,17 do litro e esse valor não vai aumentar, vale até o ano que vem”, explicou, ao detalhar que a metodologia considera preços médios divulgados pela ANP.

    Apesar da proposta de redução, Freitas foi direto ao avaliar o impacto prático da medida avaliada pelo Governo Lula. “Ou seja, independente de aumentar ou diminuir dificilmente a redução proposta chegará até o consumidor final”, afirmou.

    O secretário acrescentou que os estados seguem aguardando a formalização da proposta pelo Ministério da Fazenda. “De toda forma o Comsefaz e secretários estaduais aguardam a proposta pelo Ministério da Fazenda para então tomar a decisão final”, concluiu.

    Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

  • Quem perde e quem ganha, no jogo cabuloso de xadrez da troca partidária?

    Quem perde e quem ganha, no jogo cabuloso de xadrez da troca partidária?

    Não se pode fazer análise política com o fígado, tem que se focar nos fatos. Para começar a conversa: filiação a um partido não é algo indissolúvel. A política gira em torno do interesse, seja financeiro, por espaços no poder ou por perspectiva de poder. Vamos começar pela saída dos deputados Tadeu Hassem e Eduardo Ribeiro da base do governo e se aliando à candidatura de oposição do senador Alan Rick (Republicanos). Em tese, se for olhado só por um lado da moeda perderia a candidata Mailza Assis (PP), mas se for olhado o outro lado da mesma moeda, vamos ver que o buraco é mais embaixo. Com a aliança com o MDB, a Mailza ganhou dois deputados, o Tanízio Sá e a Antônia Sales. Ambos, se comparados politicamente, têm bem mais votos que o Tadeu e o Eduardo. Disparados! Sem falar que com o MDB, a Mailza também marcou outro tento: ganhou duas reconhecidas lideranças, o ex-prefeito Marcus Alexandre e a ex-deputada federal Jéssica Sales (MDB). Sem falar que o MDB é um partido organizado em todos municípios. Os fatos são estes, avaliem quem saiu ganhando ou perdendo. O pensamento é livre.

    Outra figura política a abandonar o governo foi a ex-prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem. É uma vencedora de eleições para prefeita. Só que agora está sem mandato. E, no político sem mandato, nem o vento bate nas costas, diz o velho ditado. Seria uma aliança de peso na região do Alto Acre para a candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao governo, se junto com ela tivesse saído do PP seu principal aliado, o prefeito Carlinhos do Pelado. Mas este declarou ao BLOG em entrevista exclusiva que fica no PP e apoiará a candidata Mailza Assis ao governo. Por tabela, a decisão da Fernanda levou o prefeito de Epitaciolândia, Sérgio Lopes, seu desafeto político, a anunciar que será candidato a deputado federal na chapa do PL do senador Márcio Bittar. Lembrando: Bittar apoia a Mailza para o governo. Não brigo com os fatos. E esses são os fatos frios e reais que estão na mesa. Cada um que tire a sua conclusão sobre essa movimentação de ontem.

    Não tenho bola de cristal para dizer se foi um erro ou não, os deputados Tadeu Hassem, Eduardo Ribeiro e a ex-prefeita Fernanda Hassem se bandearam para uma candidatura de oposição ao governo, ao qual estiveram atrelados até ontem com o emprego de familiares em cargos de confiança do governo do Gladson. Se o senador Alan Rick (Republicanos) ganhar, terão os bônus no seu governo. Se a Mailza Assis (PP) ou o prefeito Tião Bocalom ganharem, terão dado um tiro no pé. As urnas que vão dizer se acertaram ou entraram numa grande roubada.

    Não se tratarão de perseguição as demissões que virão de mais indicados dos políticos que abandonaram a base do governo. Seus afilhados estão em cargos de confiança. No momento em que se aliam a um candidato de oposição, perdem a confiança do governo, e por tabela os aludidos cargos. Faz parte do jogo. Ninguém pode reclamar de nada. Quem se arrisca na política, está sujeito às retaliações.

    Esse jogo de empurra e empurra da direção nacional do PSDB, sobre quem ficará com o partido, virou brincadeira. Pela terceira vez a decisão foi adiada. O prefeito Tião Bocalom continua resiliente de que o desfecho lhe será favorável e disputará o governo pela sigla.

    A previsão é de que o ex-governador Jorge Viana (PT) anuncie na coletiva à imprensa prevista para hoje, que será candidato a uma das duas vagas para o Senado. Será uma pedra importante no jogo, disputando uma vaga com os candidatos do andar de cima. Deixará a briga para o Senado mais embolada.

    Qualquer deputado tem o direito de trocar de partido. Mas não se queixar que não foi bem tratado no governo do Gladson. É só ver o quanto levaram de emendas parlamentares e os nomes de familiares e afilhados que estão em cargos de confiança nos oito anos do atual governo.

    A candidatura de Jorge Viana (PT) ao Senado é tudo o que os seus aliados que disputarão mandatos de deputados e para o governo, queriam como desfecho. Jorge será o grande puxador de votos na federação formada pelo PT-PV-PSDB. E ajudará a candidatura do médico Thor Dantas (PSB) ao governo a ser mais conhecida.

    Essa delação premiada do famoso Vorcaro do Banco Master, que está em negociação, pode implodir a política e a República, pegando figurões do Judiciário, Legislativo e Executivo.

    A região do Alto Acre – Assis Brasil, Epitaciolândia e Brasiléia – deverá ter três candidatos a deputado federal. A ex-prefeita Leila Galvão, e os prefeitos Jerry Correia e Sérgio Lopes. Muitas bocas para pouco pirão de votos.

    Embora não apareça bem avaliado no momento, ainda assim o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, será peça importante na eleição, pelo fato de estar no poder. Deve apoiar ao Senado o Gladson e o Bittar, e a Mailza para o governo.

    A dúvida que ainda perdura sobre a candidatura do prefeito Tião Bocalom ao governo, é se manterá seu nome no jogo, mesmo se não ganhar o PSDB. Posso até errar, mas acho que não recuará na intenção de disputar o Palácio Rio Branco. Estamos perto de saber.

    O prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado, prepara uma grande festa para receber amanhã, os seus candidatos ao governo e a senador, Mailza Assis e Gladson Cameli, respectivamente. Será uma forma de mostrar a sua lealdade a ambos.

    O MDB, com a ajuda do governo, espera ter uma chapa de peso para a Câmara Federal. Muitos nomes citados, mas é bom aguardar até o dia 4 de abril, para confirmar ou não a expectativa da cúpula regional do MDB. Até essa data pode acontecer tudo, ou nada.

    Luis Carlos Moreira Jorge, Bacharel em Direito, no jornalismo político desde 1978, militou nos principais órgãos de comunicação do estado, foi secretário de Comunicação de três governadores e três prefeitos.

  • Defesa de Vorcaro propõe a Mendonça delação inédita e conjunta com PF e PGR

    Defesa de Vorcaro propõe a Mendonça delação inédita e conjunta com PF e PGR

    O advogado de Daniel Vorcaro, José Luís de Oliveira Lima, o Juca, ofereceu ao ministro relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, um formato conjunto de delação premiada de Daniel Vorcaro envolvendo a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.

    O ministro sinalizou positivamente a ideia, cujo objetivo é promover algo que não seja passível de questionamentos no futuro.

    O modelo é inédito em grandes delações feitas no Brasil, inclusive durante a Operação Lava Jato.

    Os dois órgãos historicamente se rivalizam sobre a quem cabe o protagonismo da investigação e há inclusive uma discussão jurídica ainda em curso no Supremo Tribunal Federal sobre isso.

    No caso Master, o desafio seria ainda maior, dado o caráter suprapartidário e amplo das relações de Vorcaro, o que demandaria um alinhamento fino entre a defesa, os dois órgãos e o ministro André Mendonça — que ainda não há.

    Como a CNN mostrou na segunda-feira, o plano inicial de Vorcaro é delatar políticos e poupar o Alexandre de Moraes e Toffoli justamente porque se acredita que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não aceitaria uma delação contra o STF.

    Além disso, a relação entre Mendonça e Gonet é distante, ainda mais depois da última fase da operação, na qual Mendonça considerou “lamentável” Gonet não ter se manifestado sobre a recondução á prisão de Vorcaro.

    Ambos também veem com apreensão as conexões, consideradas muito próximas do Palácio do Planalto, do diretor-geral da Polícia Federal.

    Apesar de tudo isso, a avaliação de quem conversou com o advogado de Vorcaro e Mendonça após o encontro de ambos é a de que seja apresentada uma delação premiada “séria”, entendida como algo que atingirá quem de fato cometeu irregularidades com Vorcaro.

  • Do pó ao Pix: esquema milionário de tráfico usava bets para lavar montanhas de dinheiro

    Do pó ao Pix: esquema milionário de tráfico usava bets para lavar montanhas de dinheiro

    Arte/Metrópoles
    Bet do tráfico

    Uma megaoperação deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira (19/3) pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) revelou um dos mais sofisticados esquemas de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro já identificados na capital do país. Batizada de “Resina Oculta”, a ação da Polícia Civil do DF (PCDF) escancarou uma engrenagem criminosa milionária que utilizava empresas de fachada, “laranjas” e plataformas ilegais de apostas, as chamadas bets , para “limpar” montanhas de dinheiro amealhadas com a venda de haxixe, skunk e cocaína.

    A investigação, iniciada em 9 de outubro de 2025, teve como ponto de partida uma apreensão expressiva: 47,4 quilos de haxixe e 877 gramas de skunk encontrados em um apartamento desocupado no Riacho Fundo. O que parecia, à primeira vista, um caso isolado, rapidamente evoluiu para a descoberta de uma complexa rede interestadual de tráfico e ocultação de capitais.

    Embora os investigadores não tenham revelado o nome das bets suspeitas, o Metrópoles apurou se tratar de empresas menores, clandestinas e sem expressão no mundo das apostas virtuais.

    Entreposto do crime no DF

    As diligências conduzidas pela polícia identificaram quatro indivíduos diretamente responsáveis pela recepção e distribuição das drogas na capital. No entanto, o aprofundamento das investigações revelou algo muito maior: um verdadeiro centro logístico do tráfico, que abastecia diversos revendedores em diferentes regiões do DF e  Entorno.

    O grupo operava como um entreposto de drogas, concentrando grandes quantidades de entorpecentes antes de redistribuí-los para traficantes de menor escala responsáveis pela venda direta ao consumidor final.  Com o avanço das técnicas de inteligência, incluindo cruzamento de dados e análise financeira, os investigadores conseguiram mapear o fluxo de dinheiro da organização criminosa.

    Os valores movimentados chamaram atenção: remessas milionárias eram enviadas regularmente para a região Norte do país, especialmente para cidades estratégicas próximas a áreas de fronteira. Cidades como Manaus surgiram como pontos-chave da engrenagem financeira, funcionando como polos de redistribuição e ocultação dos valores ilícitos.

    Laranjal fantasma

    Um dos aspectos mais impressionantes do esquema foi a utilização massiva de empresas de fachada. Em São Luís, no Maranhão, mais de 20 empresas foram identificadas como peças fundamentais na lavagem de dinheiro.

    Um empresário local, com 22 CNPJs registrados em seu nome, utilizava essas estruturas para movimentações financeiras vultosas. Em apenas 45 dias, uma única empresa movimentou aproximadamente R$ 30 milhões.

    Grande parte dessas empresas, no entanto, existia apenas no papel. Durante diligências de campo, os policiais encontraram:

     O frentista milionário

    Entre os casos mais emblemáticos está o de um jovem de apenas 19 anos, morador da periferia de Goiânia. Formalmente, ele trabalhava como frentista em um posto de combustíveis. Na prática, porém, figurava como proprietário de 10 empresas utilizadas para movimentar grandes quantias em dinheiro vivo.

    Apesar da baixa renda declarada, suas empresas estavam diretamente ligadas ao fluxo financeiro da organização criminosa, um claro exemplo da utilização de “laranjas” para ocultar os verdadeiros beneficiários do esquema.

    Outro braço da organização chamou atenção pelo uso das redes sociais como ferramenta de lavagem de dinheiro. Uma mulher moradora de Manaus (AM), que se apresentava como empresária e influenciadora digital, utilizava uma loja de sapatos e sandálias — com mais de 50 mil seguidores — para justificar movimentações financeiras suspeitas.

    Nas redes, ostentava uma vida de luxo. Nos bastidores, segundo a investigação, desempenhava papel relevante no esquema, lavando dinheiro proveniente do tráfico de cocaína e haxixe.

    Apostas ilegais: a nova fronteira da lavagem

    Um dos mecanismos mais sofisticados identificados foi o uso de plataformas de apostas on-line ilegais. Ao menos 15 empresas ligadas a “bets” foram mapeadas. Nenhuma delas possuía autorização formal para operar.

    Muitas utilizavam redes sociais para promover jogos populares, como o chamado “tigrinho”, atraindo milhares de usuários em todo o país. Essas plataformas funcionavam como verdadeiras máquinas de lavagem de dinheiro, permitindo:

    Além disso, parte dessas operações também estava associada a fraudes virtuais, ampliando ainda mais o alcance criminoso.

     Núcleos financeiros

    A estrutura da organização era dividida em núcleos:

     Prisões, bloqueios e operações

    Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil deflagrou a Operação Resina Oculta com força total:

    No campo financeiro:

    Rede criminal

    As investigações ainda apontaram que pelo menos 29 pessoas adicionais ligadas ao tráfico no DF e Entorno utilizavam o mesmo sistema financeiro para ocultação de valores. Mandados também foram expedidos contra esses indivíduos.

    A operação Resina Oculta expõe a crescente sofisticação das organizações criminosas no Brasil, que vêm combinando tráfico de drogas com estratégias avançadas de lavagem de dinheiro, incluindo tecnologia digital e exploração de brechas legais.

    Ao atingir simultaneamente a logística do tráfico e o coração financeiro da organização, a ação da polícia representa um duro golpe contra um sistema que movimentava milhões e se espalhava por diversas regiões do país. As investigações continuam, e novas fases da operação não estão descartadas.

     

  • "Cavalona do pó" comprou fazenda com dinheiro do tráfico lavado em bets. Veja vídeo

    "Cavalona do pó" comprou fazenda com dinheiro do tráfico lavado em bets. Veja vídeo

    Reprodução/Redes sociais
    mulher de biquini na praia

    A prisão da empresária e influenciadora amazonense Mirian Mônica da Silva Viana, a “Cavalona do pó” apontada como peça-chave de um esquema nacional de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por meio de bets clandestinas, tornou-se um dos principais focos da Operação Resina Oculta, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nesta quinta-feira (19/3).

    Nas redes sociais, a realidade exibida pela empresária parecia distante do submundo do crime apontado pelas investigações. Em dezenas de fotos e vídeos publicados no Instagram, a influenciadora construía uma imagem de luxo, poder e sucesso, sempre marcada por viagens frequentes e cenários dignos de cartões-postais.

    Veja imagens da empresária presa:

    Desfilando de lancha

    Entre registros em destinos de clima frio, com paisagens bucólicas e hospedagens sofisticadas, e temporadas em praias paradisíacas, Mirian aparecia desfilando em lanchas, curtindo passeios exclusivos e posando em resorts à beira-mar com diárias que podem ultrapassar milhares de reais.

    Sempre em destaque, a investigada surgia com roupas de grife, corpo escultural resultado de procedimentos estéticos de alto custo e cercada de ambientes luxuosos. As imagens reforçavam uma rotina de ostentação constante, viagens internacionais, hotéis de alto padrão e experiências restritas a uma elite econômica.

    Para os investigadores, o contraste entre o padrão de vida exibido e a renda formal declarada levanta fortes suspeitas de que o conteúdo nas redes sociais também funcionava como vitrine para legitimar valores de origem ilícita, criando uma aparência de prosperidade empresarial enquanto recursos do tráfico circulavam por trás das publicações.

    Prisão em rodovia

    Mirian já havia sido presa em 15 de dezembro de 2025, em Rio Verde (GO), durante abordagem da Polícia Rodoviária Federal na BR-060. Dois veículos viajavam em conjunto:

    O motorista do veículo com a droga afirmou que havia recebido o entorpecente em Manaus (AM) e que faria a entrega em Brasília mediante pagamento. Todos os envolvidos se conheciam e eram da mesma cidade, indicando atuação coordenada.

    Empresa lavanderia do tráfico

    As investigações revelaram que a empresa ligada à influenciadora — uma loja de calçados — recebeu, ao longo de 2025, valores provenientes de diversos traficantes do Distrito Federal.

    O grupo também utilizava:

    Os valores eram pulverizados por diferentes regiões do país, especialmente no Norte, dificultando o rastreamento.

    Operação e Medidas judiciais

    A ação policial cumpriu:

    No caso de Mirian, a Justiça determinou sua prisão temporária e o bloqueio de suas contas. Em 13 de março de 2026, a investigada passou a cumprir prisão domiciliar, por decisão judicial.

    A Polícia Civil aponta que o esquema envolvia dezenas de pessoas e uma estrutura sofisticada de circulação de dinheiro do tráfico. Novas fases da operação não estão descartadas. A operação Resina Oculta segue em andamento e busca desarticular completamente a rede criminosa que atuava em vários estados do país.

  • Como um simples frentista movimentou milhões de reais com bets e tráfico

    Como um simples frentista movimentou milhões de reais com bets e tráfico

    Arte/Metrópoles
    Bomba de gasolina jorrando dinheiro

    Yago César dos Santos Ferreira, de apenas 19 anos, levava uma vida aparentemente simples como frentista em um posto de combustíveis, em Goiânia. Morador de uma comunidade periférica da capital goiana, ele está no centro de uma investigação que revelou um esquema milionário de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em diversos estados do país por meio de bets clandestinas.

    Ele é um dos nove alvos de mandados de prisão temporária no âmbito da Operação Resina Oculta, deflagrada nesta quinta-feira (19/3), pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

    Apesar da baixa renda declarada, Yago figura como proprietário de dez empresas, todas utilizadas, segundo a investigação, para movimentar grandes quantias provenientes do tráfico de cocaína e haxixe. Para a polícia, ele atuava como “laranja”, ocultando os verdadeiros responsáveis pelo esquema financeiro da organização criminosa.

    Descoberta do esquema

    O grupo não apenas distribuía drogas, mas também operava um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro. Os valores eram enviados para diferentes estados, especialmente para a região Norte, e pulverizados por meio de empresas de fachada.

    Em São Luís (MA), um empresário com dezenas de CNPJs registrados movimentou cerca de R$ 30 milhões em apenas 45 dias. Já em Manaus (AM), um núcleo operado por três mulheres era responsável por fragmentar e redistribuir os valores, dificultando o rastreamento.

    Empresas de fachada

    A investigação também revelou o uso de aproximadamente 15 plataformas de apostas online ilegais como ferramenta de lavagem de dinheiro. Essas empresas simulavam atividades legais enquanto movimentavam recursos ilícitos.

    Além disso, diversas empresas registradas no esquema não possuíam funcionamento real, operando apenas no papel para dar aparência de legalidade ao dinheiro do tráfico.

    Ação policial

    A operação cumpriu:

    Operação nacional

    Ao todo, pelo menos 29 pessoas ligadas ao tráfico utilizavam o mesmo sistema financeiro para ocultação de valores.

    A Operação Resina Oculta revelou uma organização criminosa altamente estruturada, que unia tráfico de drogas, empresas de fachada e tecnologia digital para movimentar milhões em todo o país — tendo como uma de suas figuras mais emblemáticas um jovem frentista que, no papel, era dono de um verdadeiro império empresarial.

    As investigações prosseguem e novos desdobramentos podem ocorrer nos próximos dias.

  • Cartas na manga

    Cartas na manga

    Cartas na manga

    19 de março de 2026 – 05h00 6 min de leitura

    A entrevista do presidente do MDB, Vagner Sales, ao ac24horas, após a reunião com o partido, deixou até os cabeças brancas surpresos. Na conversa a portas fechadas, Vagner defendeu que a executiva estadual pose de democrática e só anuncie o nome de Jéssica Sales como indicada a vice de Mailza depois de ouvir as representações municipais. Sales admitiu ao ac24horas, que a reunião marcada pro dia 28 é apenas protocolar.

    Táticas conhecidas

    O prefeito Bocalom caminha para repetir, com uma certa teimosia, os mesmos erros do primeiro mandato. Basta lembrar 2022: apoiou Petecão, rompeu logo após o quarto lugar, não conseguiu eleger um deputado federal mesmo à frente do maior município do Acre e, de quebra, viu três vereadores de oposição conquistarem vagas na Assembleia só com críticas a sua gestão. Um roteiro difícil de ignorar, mas aparentemente fácil de repetir.

    Uma vaga para Kelen

    Para 2026, o enredo parece ganhar uma nova edição: aposta no “eterno suplente”, abre espaço para Alysson e ainda tenta viabilizar a eleição da própria esposa e sua ao Governo do Estado. O problema é que há uma regra básica na política que insiste em se confirmar: a casa dividida não constrói vitória sólida. E, para Kelen se eleger, seria necessário exatamente o oposto, um grupo coeso, alinhado e competitivo. Algo que, pelo menos até agora, a Prefeitura ainda não conseguiu demonstrar.

    Indefinição tucana

    O prefeito Tião Bocalom aguardava para a terça, 17, uma definição da direção nacional do PSDB sobre sua possível filiação, de olho em uma candidatura ao governo do Estado. No entanto, o presidente nacional da sigla, Aécio Neves, adiou a decisão, e o impasse continua. Caso o “ninho tucano” não se confirme como destino, resta ao prefeito a alternativa do Avante.

    Política

    O adiamento da decisão do PSDB sinaliza indefinição no xadrez eleitoral, recaindo diretamente sobre o mais eletrizante candidato. Mas a incerteza não trava articulações e montagem de chapas. O calendário pressiona respostas rápidas.

    Pra falar de amor…

    O produtor do programa Bar do Vaz, no site ac24horas confirmou para hoje, entrevista exclusiva em suas plataformas, com o pré-candidato ao senado, Jorge Viana. Será a hora de Vaz procurar saber por que acabou o amor político entre ele e Marcus Viana Alexandre. O programa começa às 16 horas.

    Gratidão e recados

    A entrevista do ex-prefeito Marcus Alexandre no programa Bar do Vaz foi esclarecedora. Com um discurso marcado por gratidão e lealdade, ele reafirmou que seu apoio ao senador Sérgio Petecão está mantido, reforçando fidelidade e lealdade a quem, segundo ele, esteve ao seu lado na campanha de 2024. Em tempos em que palavra na política anda cada vez mais rara, Marcus fez questão de amarrar seu bigode no do senador 100% popular.

    Impasse na Câmara

    Vereadores e trabalhadores de aplicativos se reuniram na Câmara Municipal de Rio Branco para discutir o projeto de lei que regulamenta o transporte individual privado de passageiros por motocicletas intermediado por aplicativos na capital acreana. A reunião foi longa, com divergências e ajustes propostos. No final, o presidente Joabe Lira se comprometeu a promover alterações no texto.

    Eleição é coisa boa!

    Eleição chegando e, com ela, máquinas de todos os tipos nas ruas. É o marketing mais antigo e fuleiro do mundo, mas que funciona. É tanto asfaltamento que até rua sem buraco está sendo recapeada, em Rio Branco, só pra ficar pretinha. Ah, se todo ano tivesse eleições…

    Alô, TRE!

    Nos bastidores, já tem gente achando que o nome do viaduto Mamédio Bittar pode não sobreviver ao calendário eleitoral. O ambiente político mudou. Na política, homenagem também é um recado, né Arnaldo?

    Tempo

    Renda

    Os R$ 682,16 de custo da cesta básica em Cruzeiro do Sul comprometem 42,1% do salário mínimo de R$ 1.621. O índice expõe perda de poder de compra. Na prática, mais de dois quintos da renda vai para itens básicos.

    Família

    Ainda sobre cesta básica, o gasto de R$ 2.387,56 para uma família padrão na segunda maior cidade do Acre equivale a 1,47 salários mínimos. O custo básico supera a renda individual. O resultado é dependência de múltiplas rendas (e ajudas sociais, como o Bolsa Família) ou endividamento puro e simples.

    Operação

    A apreensão de 2 celulares na Operação Mute evidencia foco na comunicação do crime no Acre. Mesmo com baixo volume, o impacto é estratégico. Cortar contato externo pode reduzir coordenação de facções.

    Vade retro, “Satanás!”

    É um péssimo momento para ser religioso institucional no Brasil. Igrejas das mais variadas denominações, mas principalmente evangélicas, envolvidas em escândalos financeiros e políticos, como a Lagoinha com Vorcaro. Além disso, no Acre, virou moda a criação de institutos para arrecadação de dinheiro público, sem a devida transparência na execução dos recursos. O jeito é se apegar a Deus, e não aos homens.

    Narcotráfico

    O encontro da Renarc com 7 estados reforça a padronização investigativa. A prioridade no rastreamento financeiro indica mudança de estratégia. O foco passa a ser o dinheiro, não só a droga.

    Logística

    A dimensão territorial da Amazônia impõe gargalos operacionais à polícia. Custos e tempo de deslocamento elevam a complexidade das ações. A resposta tem sido investimento em inteligência e tecnologia.

    Ambiental

    Estratégia

    O fórum da Amazônia Legal amplia iniciativas como o plano ecológico e a Agenda 2050. A meta de Gladson, mesmo fora do governo, é atrair recursos e integrar políticas regionais. O desafio segue na execução e mensuração de resultados.

    Fiscalização