Categoria: Teste

  • Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 3,5 milhões nesta quinta

    Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 3,5 milhões nesta quinta

    Rafaela Felicciano/Metrópoles
    Mega-Sena - Metrópoles

    O concurso 2986 da Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 3,5 milhões nesta quinta-feira (19/3). O sorteio será realizado a partir das 21h no Espaço da Sorte, em São Paulo.

    As apostas podem ser feitas até às 20h pelo site oficial da Caixa Econômica ou em casas lotéricas.

    O sorteio é transmitido ao vivo pelas redes sociais da Caixa e o resultado pode ser conferido no Metrópoles.

    Sorteio

    No último sorteio da Mega-Sena, na terça-feira (17/3), três apostas acertaram os seis números e dividiram um prêmio total de mais de R$ 104 milhões.

    As apostas vencedoras são das cidades de Camocim (CE), Catalão (GO) e Presidente Castelo Branco (PR). Como o prêmio foi dividido igualmente, cada uma vai receber cerca de R$ 34,8 milhões.

    Os números sorteados foram: 06-08-21-32-41-60. 

     

  • Flávio Bolsonaro, um candidato sem ideias ou com medo de expô-las

    Flávio Bolsonaro, um candidato sem ideias ou com medo de expô-las

    LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
    o-senador-flavio-bolsonaro-conversa-com-a-imprensa-apos-solicitar-um-novo-pedido-de-prisao-domiciliar-para-o-pai-condenado-por-tentativa-de-golpe-de-estado-metropoles-4

    Como Flávio Bolsonaro pretende governar o país caso derrote Lula e se eleja presidente da República em outubro próximo?

    Atenção, coleguinhas jornalistas: não perguntem a ele. Mas, se perguntarem, não se satisfaçam com a primeira resposta.

    Jair Bolsonaro, o golpista condenado e agora enfermo, nunca esteve nem aí para essa história de programa de governo.

    Mas quando em 2018, não escondeu de ninguém que lhe faltavam ideias para governar.

    No princípio, orientado por seu faro, limitou-se a atacar adversários e a repetir um monte de chavões de sua própria autoria ou da autoria de terceiros.

    Como descobriu a tempo que precisaria dizer alguma coisa sobre economia, procurou um economista para falar por ele.

    Foi quando entrou em cena o economista Paulo Guedes, que fora professor na Universidade do Chile à época da ditadura do general Augusto Pinochet.

    Bolsonaro batizou Guedes de “Posto Ipiranga”, dono do bordão famoso “Pergunta lá no Posto Ipiranga”.

    Os coleguinhas deram-se por satisfeitos, mas não só. Empresários, agentes do mercado financeiro e banqueiros, também.

    Estava em jogo impedir que o PT voltasse a governar o país. De resto, Guedes jurava que Bolsonaro era um liberal de carteirinha. A direita de todos os matizes aderiu de imediato.

    Diga-se a favor de Bolsonaro que ele, em pessoa, jamais escondeu o que era e o que pretendia: “derrubar o sistema” para pôr outro no seu lugar”. Tarefa, no mínimo, para oito anos ou mais.

    Palavras ao vento, cada um que as interpretasse ao seu gosto. Mas para Bolsonaro, derrubar o sistema significava derrubar a democracia tal qual a conhecemos. Deu no que vimos.

    Flávio é candidato do pai, deverá ao pai os votos que amealhar, mas quer se apresentar como uma versão atualizada do pai. Daí sua preocupação com um programa de governo.

    O documento está sendo esboçado, há cinco meses, com consulta a especialistas e formatação pela consultoria GO Associados.

    Elenca medidas com apelo popular e outras com diagnóstico sobre problemas a serem enfrentados.

    Acontece que o governo Lula instruiu seus aliados a começarem a criticar Flávio desde já para que ele não continue crescendo.

    Então, o anúncio do programa do filho do papai ficará para mais adiante, talvez para o final de julho ou começo de agosto.

    Se Flávio, hoje, vive um bom momento sem ter que expor suas ideias ou a falta delas, por que estragar o bom momento?

    A mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada em 7 de março, mostrou Flávio empatado tecnicamente com Lula em simulação de segundo turno: o presidente tem 46% e ele, 43%.

    Dirão os antipetistas: Lula venceu em 2022 sem lançar um programa de governo.

    Dirão os petistas: depois de ter disputado a Presidência seis vezes, tendo ganho em duas ocasiões, Lula carecia de um programa de governo para se eleger novamente?

    Em linhas gerais, quem não conhece o que Lula pensa?

    Não foi por falta de um programa que Lula venceu Bolsonaro por uma minúscula diferença de votos. Foi porque não é fácil derrotar um presidente candidato à reeleição e no exercício do cargo.

    Flávio saberá, se já não sabe, que não é fácil.

     

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  • Haddad deixa ministério, mas não iniciará pré-campanha de imediato

    Haddad deixa ministério, mas não iniciará pré-campanha de imediato

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista ao Acorda Metrópoles, na manhã desta quinta-feira (29/1).

    Embora vá deixar o Ministério da Fazenda já nesta semana para ser candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) não iniciará de imediato as agendas de pré-campanha.

    Segundo auxiliares, Haddad pretende tirar alguns dias de férias com a família a partir da próxima semana. Só depois desse período é que o quase ex-ministro começará a rodar o estado.

    Antes das férias, Haddad ainda pretende dar algumas entrevistas. O objetivo, de acordo com aliados, é que ele use os espaços para defender o seu “legado” à frente do Ministério da Fazenda.

    Haddad começou as despedidas da pasta desde a semana passada. O último evento dele como ministro será na quinta-feira (19/3), em São Paulo, com a presença do presidente Lula.

    A previsão é de que a exoneração de Haddad seja publicada já na sexta-feira (20/3) no Diário Oficial da União. No mesmo dia, Dario Durigan deve ser nomeado como novo ministro da Fazenda.

  • Trump presenteia aliados com sapatos de número errado e vira meme

    Trump presenteia aliados com sapatos de número errado e vira meme

    Chip Somodevilla/Getty Images
    O presidente dos EUA, Donald Trump (à esquerda), participa de uma reunião bilateral com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte (não aparece na foto)

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem presenteado seus aliados com sapatos de couro como cortesia.

    O problema é que nem sempre ele acerta o número do calçado, mas mesmo assim todo mundo tem usado os presentes. Segundo reportagem do Wall Street Journal, é comum ver aliados de Trump experimentando os sapatos no Salão Oval. “É hilário porque todo mundo tem medo de não usá-los”, disse uma funcionária da Casa Branca ao jornal.

    According to media reports, Donald Trump has been buying $145 Florsheim dress shoes for allies in his inner circle, and people are reportedly “afraid not to wear them.”

    Marco Rubio was photographed wearing a pair Trump ordered for him by just guessing his size. They looked… pic.twitter.com/OaLzVauATX

    — Dr.Sam Youssef Ph.D.,M.Sc.,DPT. (@drhossamsamy65) March 11, 2026

    O tamanho errado dos sapatos não passou despercebido e virou meme na internet.

    📸 Marco Rubio wearing oversized shoes that Trump ordered for him by just guessing his size. Trump has been buying $145 Florsheim dress shoes for allies, using the gifts as a lighthearted way to encourage loyalty within his circle. Source: The Times
    pic.twitter.com/xFVUTZyg3T

    — Dr.Sam Youssef Ph.D.,M.Sc.,DPT. (@drhossamsamy65) March 15, 2026

    El soldado Marco Rubio alias zapatos de payaso 😅😅 pic.twitter.com/7xQQKfla8F

    — The Mexican Family (@TheMXFam) March 17, 2026

    pic.twitter.com/ccnVtwslBv

    — Fintwit Capital (@fan_fintwit) March 11, 2026

    A marca escolhida por Trump para os presentes é a Florsheim, uma empresa fundada em Chicago em 1892. O preço médio dos pares é de US$ 145 (cerca de R$ 761).

    Entre os que já receberam o presente estão o secretário de Estado, Marco Rubio, o vice-presidente J.D. Vance,  o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, os comentaristas de direita Sean Hannity e Tucker Carlson e o senador republicano Lindsey Graham.

     

  • Lula “errou” ao receber Vorcaro fora da agenda, avalia Erika Hilton

    Lula “errou” ao receber Vorcaro fora da agenda, avalia Erika Hilton

    A deputada Erika Hilton (PSol) afirmou em entrevista à coluna nesta quinta-feira (19/3) que o presidente Lula “errou” ao receber o banqueiro Daniel Vorcaro fora da agenda oficial, mas avaliou que a decisão ocorreu sem conhecimento prévio de desdobramentos e não configurou irregularidade. Segundo ela, o encontro poderia ter sido formalizado para evitar questionamentos posteriores.

    “[Lula] errou. Poderia ter colocado na agenda. Talvez o presidente Lula não tivesse a dimensão do que viria por aí. Talvez não tivesse o problema. E, às vezes, na ingenuidade, a gente acaba errando também. Faltou malícia”, declarou.

    A deputada opinou que autoridades devem ter cautela: “A gente precisa tomar cuidado”.

    Erika Hilton argumentou que o presidente costuma receber pessoas fora da agenda e que o encontro com Vorcaro não foi uma exceção. “O presidente Lula recebe pessoas fora da agenda, isso não é uma exceção a Daniel Vorcaro. Então, acho que poderia ter tido essa malícia, mas não teve porque deve ter sido algum encontro informal”, disse.

    A deputada também afastou a existência de favorecimento ao empresário ou ao Banco Master. “Eu não acho que tenha sido um erro grave”, afirmou. E completou: “O presidente da República não andou no jatinho, não fez uma PEC que dava benefícios ao Banco Master. O presidente Lula não articulou a compra do Banco Master pelo BRB”.

  • Erika Hilton revela telefonema do SBT após falas de Ratinho

    Erika Hilton revela telefonema do SBT após falas de Ratinho

    A deputada Erika Hilton (PSol-SP) revelou ter recebido um telefonema do SBT depois que o apresentador Ratinho, em seu programa, afirmou que a parlamentar não poderia ser considerada uma mulher porque “não tem útero”. Em entrevista à coluna, a congressista disse ter tomado “todas as medidas judiciais” contra o comunicador e esperar uma atitude mais incisiva por parte da emissora.

    De acordo com a deputada, representantes do SBT entraram em contato com sua assessoria e chegaram a falar diretamente com ela pelo telefone. Erika Hilton preferiu não revelar o conteúdo da conversa.

    “Enviaram comunicados públicos, enviaram comunicados através da minha assessoria, fizemos conversas ao telefone. Acho que essa conversa fica no âmbito dos bastidores, né? Mas tivemos conversa, tivemos nota pública e há um diálogo muito saudável, me parece, por parte da emissora com relação à equipe jurídica”, relatou Erika Hilton.

    “Não vejo muitos avanços, não me parece que estamos conseguindo avançar da maneira como nós gostaríamos. [Eu esperava] talvez uma retratação no próprio programa. A emissora tomando para si essa responsabilidade e dizendo: ‘Não, olha, extrapolou os limites do respeito, extrapolou a crítica política. Vamos tomar alguma medida’. Eu não sei, eu nunca tive uma emissora de televisão, não sei quais são as medidas legais que uma emissora pode tomar”, disse a deputada.

    “Cunho misógino”

    Erika Hilton lamentou o episódio e considerou ainda que as declarações de Ratinho foram ofensivas a mulheres cisgênero que, por qualquer razão não possuem o sistema reprodutor feminino completo.

    “Eu me senti agredida, eu me senti violentada, eu me senti ridicularizada, eu senti a minha imagem manchada e tomei todas as medidas que achava cabíveis. Tomei as medidas direcionadas ao apresentador, tomei as medidas pedindo para que o SBT fizesse uma retratação e tomei as medidas para que, caso isso não aconteça, a suspensão do programa também seja determinada”, disse.

    “Eu acho que, quando você vai a um programa de televisão em rede aberta, uma concessão pública, num horário de alta audiência, e você se sente autorizado a, primeiro, ir para o campo da política não só para dar uma opinião, mas também agredir uma parlamentar, né? Porque você dizer que uma pessoa não é mulher porque ela não tem útero é violar várias mulheres que também não têm útero e são cisgênero. É você violar mulheres que não menstruam e ainda fazer isso com cunho misógino, e dizer: ‘Ah, pra ser mulher tem que ficar chata três dias’”, destacou Erika Hilton.

    “O apresentador é agressivo, incorre em crime mais de uma vez. Ele sempre tratou as mulheres com tom de menosprezo. Há inúmeros episódios de comportamento machista, há episódios de comportamento racista. É que dessa vez ele mexeu com uma mulher grande, uma mulher que mobilizou a sociedade, uma mulher que fez com que as pessoas se indignassem. Não só as pessoas dos movimentos sociais. Artistas, pessoas da intelectualidade que se indignaram, porque você não pode aceitar que a opinião esbarre na violência, que ela acirre ainda mais o ódio”, afirmou a deputada.

  • EUA registra 'alien.gov' após Trump mandar divulgar arquivos sobre ETs

    EUA registra 'alien.gov' após Trump mandar divulgar arquivos sobre ETs

    Stephen Leonardi/Unsplash
    extraterrestre

    O governo dos Estados Unidos registrou os domínios “alien.gov” e “aliens.gov” nesta quarta-feira (18/3). Apesar do registro, não há nenhum site no ar ainda. A revelação foi feita por um rastreador automatizado de novos sites federais.

    A ação ocorre um mês após o presidente Donald Trump ordenar a divulgação de todos os arquivos sobre supostos extraterrestres em posse dos Estados Unidos. Na ocasião, Trump disse que divulgaria os arquivos governamentais relacionados ao assunto.

    “Devido ao enorme interesse demonstrado, instruirei o Secretário da Guerra e outros Departamentos e Agências relevantes a iniciarem o processo de identificação e divulgação de arquivos governamentais relacionados à vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e objetos voadores não identificados (OVNIs), bem como quaisquer outras informações ligadas a esses assuntos altamente complexos, porém extremamente interessantes e importantes. DEUS ABENÇOE A AMÉRICA!”, escreveu o republicano.

    A medida foi tomada em resposta à polêmica em torno de uma fala do ex-presidente Barack Obama. Durante entrevista ao podcast do youtuber Brian Tyler Cohen, ele disse saber da existência de ETs, embora nunca os tenha visto.

    Após a fala viralizar, Obama esclareceu que, durante seu mandato como presidente, não teve acesso a evidências de contato entre extraterrestres e o planeta Terra. “Eu não vi nenhuma evidência durante minha presidência de que extraterrestres tenham feito contato conosco. Sério”, frisou.

  • Itamaraty dá novo passaporte a Erika Hilton após governo Trump registrá-la com gênero masculino

    Itamaraty dá novo passaporte a Erika Hilton após governo Trump registrá-la com gênero masculino

    O Itamaraty concedeu um novo passaporte diplomático para Erika Hilton após o governo de Donald Trump registrá-la com o gênero masculino ao emitir o visto da parlamentar.

    A revelação foi feita por Erika Hilton em entrevista à coluna nesta quinta-feira (19/3). Quando recebeu o visto dos Estados Unidos, em 2025, a deputada chegou a acionar a ONU e a Corte Interamericana de Direitos Humanos.

    “O meu visto, o Itamaraty me deu um passaporte novo para que eu não precisasse mais andar com aquele passaporte. Eles [Estados Unidos] só mudaram o gênero no visto, eles não mudaram no passaporte. Mas eu não queria um carimbo no meu passaporte com aquela tamanha violência. Então eu pedi a emissão de um novo passaporte. Então o meu passaporte antigo está guardado, porque também há vistos de outros países”, informou Erika Hilton.

    Erika Hilton informou que não houve avanço em relação às representações enviadas à ONU e à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

    “Essa [emissão de um novo passaporte pelo Itamaraty] foi a maior medida a que nós conseguimos chegar. O mundo está em guerra. A ONU precisaria se manifestar em outras instâncias, não só na violência que eu sofri. Tem violação de direitos humanos, tem gente inocente morrendo, e a ONU me parece com uma incapacidade de conseguir dar uma resposta à sociedade. Está debaixo do guarda-chuva fascista de Donald Trump, alinhado com Israel.”

    “Não piso nos EUA”

    Erika Hilton afirmou que não pisará nos EUA enquanto Donald Trump permanecer na presidência do país.

    “Não tem como eu pisar nos Estados Unidos. Para pisar nos Estados Unidos, preciso abrir mão da minha identidade, de quem eu sou, então não tem a menor possibilidade de eu ir aos EUA.”

  • Veja próximos passos após prisão de coronel da PM pela morte de Gisele

    Veja próximos passos após prisão de coronel da PM pela morte de Gisele

    Reprodução
    Imagem colorida mostra tenente-coronel preso por suspeita de feminicídio

    Preso nessa quarta-feira (18/3) sob suspeita de feminicídio, o tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, 53, foi denunciado tanto na Justiça Militar quanto na Justiça comum. Ele é investigado pela morte da companheira e soldado da PM Gisele Alves Santana. Ao final do processo, o agente pode ser condenado nos dois tribunais.

    Geraldo Leite Rosa Neto foi detido em São José dos Campos, no interior de São Paulo, após solicitação da Corregedoria da PM ao Tribunal de Justiça Militar (TJM). Posteriormente, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) também defendeu a prisão, que foi decretada pelo Tribunal de Justiça (TJSP) no final da tarde.

    Na prática, os dois processos funcionam em paralelo, o que iniciou uma discussão sobre qual tribunal é competente para o caso. A própria defesa do tenente-coronel questionou o decreto de prisão do TJM e afirmou que entrou com reclamação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), porque Geraldo Neto está preso “por duas justiças distintas”. “Se houve a imputação de feminicídio e fraude processual, foi no âmbito privado, e não no âmbito da Justiça Militar”, disse o advogado Eugênio Malavasi.

    Oficialmente, crimes cometidos por militares são apreciados pela Justiça Militar. Mas casos de homicídio praticados por um policial contra vítimas civis são analisados na Justiça comum.

    Ao Metrópoles, a advogada criminalista Renata Camila Alves Prado afirmou que a discussão acontece porque a vítima também era da PM, o que motivaria o julgamento na Justiça Militar. No entanto, como o crime teria sido motivado por questões particulares alheias à instituição, a competência passa à Justiça comum. Segundo a especialista, o envolvimento dos dois tribunais não prejudica o andamento do processo.

    “A Justiça comum irá processar o crime de feminicídio e fraude processual. Já a Justiça Militar irá, ao final, processá-lo pelas condutas administrativas, ou que gerem impacto, pois muitos crimes acabam sendo punidos tanto na Justiça comum como na Justiça Militar”, afirmou.

    Prisão e próximos passos

    Geraldo Leite Rosa Neto foi preso em São José dos Campos, no interior de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (18/3). Em seguida, ele foi levado ao 8º Distrito Policial (Belenzinho), na região central da capital paulista, para prestar depoimento. Segundo a apuração do Metrópoles, o agente sustentou a versão de que a soldado Gisele cometeu suicídio, tese questionada pelos investigadores (veja mais a seguir).

    Após o depoimento, ele passou por exame de corpo de delito no Hospital da Polícia Militar e foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, onde foi recebido com abraços por colegas de farda e permaneceu preso. A audiência de custódia deve ser tealizada, nesta quinta-feira (19/3), por videoconferência. A prisão preventiva não tem prazo de validade e deve ser revisada por juiz a cada 90 dias.

    Segundo as autoridades, os pedidos de prisão foram motivados para garantir a ordem pública e o andamento das investigações. O magistrado do TJM destacou o risco de interferência nas investigações, inclusive pela possibilidade de influência sobre testemunhas, além da gravidade concreta dos fatos apurados.  Já o TJ destacou que o réu ocupa alto cargo na hierarquia da PM e muitas testemunhas são da corporação, o que poderia influenciar os depoimentos.

    Polícia Civil descarta suicídio

    O caso foi inicialmente tratado como suicídio. No entanto, passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio e fraude processual após o avanço das investigações do 8º DP, que analisou laudos periciais, depoimentos de testemunhas e registros das primeiras horas após a a morte da PM.

    Segundo a perícia, Gisele foi “abordada por trás, com mão esquerda do agressor na mandíbula/face e arma na mão direita dirigida à têmpora direita. Após o disparo, o corpo foi deposto ao chão, houve escoamento sanguíneo e manipulações subsequentes (inclusive posição da arma na mão)”, descreveu o documento.

    As autoridades também levaram em consideração o contexto de violência doméstica que rodeava o relacionamento entre Geraldo e Gisele. O tenente-coronel ainda usava sua posição hierárquica para potencializar a violência, apontaram as apurações.

    “Os primeiros socorristas relataram que a cena que presenciaram ao chegarem no local do ocorrido foi atípica para suicídio: Gisele estava ao solo, envolta por toalha, com a arma semiempunhada na mão direita, sem contratura muscular, tendo sido retirada com facilidade pelo socorrista, com manchas de sangue concentradas na região da cabeça e do braço direito. Além disso, o investigado estava no corredor, sem camisa, ao telefone, mantendo tranquilidade incomum ao contexto, enquanto a Sd PM Gisele ainda apresentava batimentos cardíacos e respiração profunda e agonizante no interior do apartamento”, disse o documento.

    Outro elemento considerado pelos investigadores foi o intervalo entre o disparo ouvido por vizinhos e as ligações feitas pelo coronel às centrais de emergência. Uma moradora do mesmo andar afirmou ter sido acordada por um forte estrondo às 7h28, enquanto o primeiro telefonema registrado pelo oficial, solicitando socorro, ocorreu às 7h57.


    Morte de PM levou à prisão de tenente-coronel