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  • Filho de ex-ministro de Bolsonaro é condenado por incitar linchamento virtual

    Filho de ex-ministro de Bolsonaro é condenado por incitar linchamento virtual

    Reprodução/Câmara Municipal do Recife
    Gilson Machado Filho, filho do ex-ministro de Bolsonaro - Metrópoles

    O filho do ex-ministro Gilson Machado foi condenado a pagar R$ 10 mil após estimular linchamento virtual contra um internauta que comemorou a morte do ativista americano Charlie Kirk.

    A decisão é dessa terça-feira (17/3) e condena o vereador do Recife Gilson Machado Filho (PL) por expor a imagem e o perfil do internauta nas redes sociais o que desencadeou uma série de ataques.

    Entre as mensagens recebidas, constam ofensas de cunho racista e ameaças, com expressões como “macaco negro de merda” e “beiço de chimpanzé”.

    O internauta havia escrito na conta do vereador no Instagram que “Bolsonaro condenado e o outro indo encontrar Deus. Sorriam!”.

    Em resposta, o vereador, filho do ex-ministro de Bolsonaro, republicou a foto e o perfil do autor nas redes sociais, com a frase “Vamos deixar ele famoso”.

    Ao analisar o caso, o juiz Carlos Antônio Sobreira Lopes, do 2º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de Olinda (PE), afirmou que a atitude do internauta é “lastimável”, mas que a reação do vereador ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao provocar o chamado “efeito manada”.

    “O que não se admite é que um agente político, investido de mandato eletivo e dotado de expressivo alcance comunicacional, convoque seus milhares de seguidores para ‘deixar famoso’ um cidadão comum, transformando a reação legítima a um comentário reprovável em verdadeira campanha de perseguição virtual”, escreveu o juiz.

    Lopes prosseguiu: “A expressão ‘vamos deixar ele famoso’, no ecossistema das redes sociais, não é neutra. Constitui, conforme amplamente reconhecido pela doutrina especializada em comunicação digital, um comando de mobilização de audiência – um convite à ação coletiva contra um indivíduo.”

    O internauta ingressou com pedido de indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil, mas o juiz fixou a reparação em R$ 10 mil. Além disso, o vereador terá de apagar as postagens e não repetir a conduta, sob pena de multa de R$ 500 por descumprimento, limitada a R$ 15 mil.

    Em contato, a defesa do vereador afirmou que adotará as medidas cabíveis para recorrer da decisão (veja a íntegra da nota abaixo).

    “Com a devida vênia, o entendimento consignado na decisão não se mostra juridicamente adequado, seja por não observar, em sua devida extensão, o regime constitucional de proteção à liberdade de expressão, à livre manifestação do pensamento e à crítica, nos termos dos arts. 5º, incisos IV e IX, e 220 da Constituição Federal, seja por desconsiderar os limites normativos da responsabilidade civil delineados nos arts. 186, 187 e 188, inciso I, do Código Civil”, escreveu o advogado Leonardo Nunes Ferreira.

    Nota defesa

    A defesa informa que já teve ciência da sentença proferida nos autos e que adotará as medidas recursais cabíveis, com vistas à sua integral reforma.

    Com a devida vênia, o entendimento consignado na decisão não se mostra juridicamente adequado, seja por não observar, em sua devida extensão, o regime constitucional de proteção à liberdade de expressão, à livre manifestação do pensamento e à crítica, nos termos dos arts. 5º, incisos IV e IX, e 220 da Constituição Federal, seja por desconsiderar os limites normativos da responsabilidade civil delineados nos arts. 186, 187 e 188, inciso I, do Código Civil.

    No caso concreto, a controvérsia não teve origem em conduta ilícita atribuível ao parlamentar. Ao contrário, decorreu de manifestação pública anterior, voluntariamente divulgada pelo próprio autor, em conteúdo de extrema gravidade, inclusive com teor ofensivo e desejando a morte de terceiro, circunstância expressamente demonstrada nos autos.

    Não houve, portanto, divulgação de fato inverídico, criação artificial de narrativa ofensiva ou prática que, em termos jurídicos, justifique a imposição de condenação indenizatória.

    A impropriedade, em verdade, está na tentativa de deslocar para o réu as consequências jurídicas e sociais de uma exposição produzida pelo próprio demandante, em ambiente público, por sua exclusiva iniciativa. Por essa razão, a conclusão adotada na sentença, além de dissociada da moldura fática efetivamente debatida no processo, também não se compatibiliza com a necessária aferição dos pressupostos do dever de indenizar.

    Também sob a perspectiva da proporcionalidade e da razoabilidade, a condenação fixada em R$ 10.000,00 mostra-se inadequada, sobretudo diante do contexto concreto dos autos e da inexistência de conduta ilícita indenizável por parte do vereador.

    A defesa, portanto, reafirma seu entendimento de que a sentença merece reforma integral pelas vias processuais próprias.

  • Coronel preso por feminicídio é recebido com abraços em presídio da PM. Veja vídeo

    Coronel preso por feminicídio é recebido com abraços em presídio da PM. Veja vídeo

    Reprodução
    Coronel preso por feminicídio é recebido com abraços em presídio da PM

    O tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi recebido com abraços por colegas de farda ao chegar, na tarde desta quarta-feira (18/3), nas dependências do Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. Ele está preso preventivamente sob suspeita de matar a esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana, de 32. O momento foi capturado em vídeo pelo youtuber Oslaim Brito. Veja:

    As imagens mostram o tenente-coronel chegando ao presídio em um carro descaracterizado, seguido por uma viatura da Corregedoria da PM. Em seguida, ele aparece na entrada da penitenciária sendo abraçado por um colega de farda, com “tapinhas” nas costas.

    Gisele foi encontrada baleada na cabeça, no apartamento do casal, no Brás, região central da capital paulista, em 18 de fevereiro. O tenente-coronel nega ter cometido o crime e afirma que ela tirou a própria vida.

    Nesta quarta (18/3), o oficial se tornou réu na Justiça comum e na Justiça Militar, sob acusações de feminicídio com duas qualificadoras – motivo torpe e meio que dificultou a defesa da vítima – e fraude processual. Ele é acusado de ter alterado a cena do crime para fazer parecer um suicídio.

    O dia do disparo

    Gisele foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido. Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia da PM ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois, em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo, conforme o atestado de óbito.

    Desde o início da investigação, depoimentos colhidos pela polícia e registros das primeiras horas após o tiro passaram a levantar dúvidas sobre a narrativa apresentada pelo coronel.

    Socorristas e a cena no corredor

    Socorristas relataram que encontraram o oficial no corredor do prédio quando chegaram ao local, enquanto a vítima estava caída na sala do apartamento, com grande quantidade de sangue na região da cabeça.

    Testemunhas também afirmaram não ter visto manchas de sangue nas mãos ou nas roupas do militar, detalhe que passou a ser analisado pelos investigadores.

    Intervalo entre o tiro e o pedido de socorro

    Outro elemento considerado pelos investigadores foi o intervalo entre o disparo ouvido por vizinhos e as ligações feitas pelo coronel às centrais de emergência.

    Uma moradora do mesmo andar afirmou ter sido acordada por um forte estrondo por volta de 7h28, enquanto o primeiro telefonema registrado pelo oficial, solicitando socorro, ocorreu às 7h57.

    Visita de desembargador

    As investigações também apontaram movimentações incomuns no apartamento após o episódio.

    Imagens de câmeras de segurança mostram que o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo do coronel, foi até o prédio e chegou a entrar no apartamento acompanhado do oficial após a retirada da vítima (assista abaixo). O local ainda não havia sido periciado.

    Depoimentos indicam ainda que o coronel tomou banho e trocou de roupa antes de deixar o imóvel, comportamento que também passou a ser analisado no curso das investigações.

    Conclusão da perícia

    Com o avanço das análises periciais e a reconstituição da sequência de acontecimentos dentro do imóvel, a Polícia Civil concluiu que a dinâmica do disparo não corresponde à hipótese de suicídio inicialmente apresentada.

    Com base nesse conjunto de elementos, a Justiça autorizou a prisão do tenente-coronel, que passou a responder pela morte da policial militar.

    O caso segue sob investigação do 8º DP, que ainda reúne novos elementos periciais e depoimentos para esclarecer completamente as circunstâncias da morte de Gisele Alves Santana.

    O que diz a defesa do coronel

    O advogado Eugênio Malavasi, que defende o tenente-coronel, questiona o mandado de prisão expedido pela Justiça Militar, já que, “se houve a imputação de feminicídio e fraude processual, foi no âmbito privado, e não no âmbito da Justiça Militar”.

    “Entendo que a Justiça Militar não é competente para o decreto preventivo”, argumentou Malavasi.


    Morte de PM levou à prisão de tenente-coronel


  • Lázaro Ramos entrega curiosidades de bastidores do Oscar

    Lázaro Ramos entrega curiosidades de bastidores do Oscar

    Metrópoles
    Lázaro Ramos

    Lázaro Ramos foi um dos destaques do tapete vermelho do Golden Globes Tribute Gala Brazil, na noite desta quarta-feira (18), no Rio de Janeiro. O ator é apresentador do evento ao lado de Bruna Marquezine, na edição de estreia que marca a chegada da premiação ao país, com homenagens ao audiovisual brasileiro.

    Dias antes, Lázaro Ramos esteve em Los Angeles para acompanhar o Oscar 2026, a convite do amigo Wagner Moura, indicado na categoria de Melhor Ator. Já no evento no Rio, Lázaro comentou a experiência e revelou bastidores da cerimônia.

    “Não fiquei nervoso. Na verdade, fiquei muito feliz… Fiquei com a turma do filme, nos bastidores, assistindo tudo. Tem uma coisa muito engraçada, que ninguém sabe: toda vez que dá intervalo eles colocam música e todo mundo começa a dançar. Achei isso sensacional”, contou.

    E continou, em conversa com este colunista do Metrópoles: “Outra coisa é que aquele teatro fica dentro de um shopping. Eles colocam um monte de tapumes, isso foi a maior curiosidade”.

    O ator também contou como foi a rotina corrida após a viagem aos Estados Unidos. Segundo ele, teve pouco intervalo entre o retorno ao Brasil e os compromissos profissionais, que incluíram gravações da novela A Nobreza do Amor e preparação para a apresentação do evento do Globo de Ouro.

    “Cheguei do Oscar, fui para o Projac gravar 18 cenas. Dormi e hoje de manhã estava aqui ensaiando, como bom trabalhador”, brincou.

    Sobre o convite para comandar o Golden Globes Tribute Gala Brazil, Lázaro destacou a relação com o cinema nacional e a importância da premiação, que homenageia nomes como Fernanda Montenegro e Antonio Pitanga.

    “Fiquei feliz, achei lindo. Minha relação com o cinema brasileiro é no lugar que mudou a minha vida. Fico feliz de estar aqui representando vários talentos que a gente tem. Mas, acima de tudo, para premiar essas pessoas, Fernanda Montenegro, Antônio Pitanga e as novas gerações”, concluiu.

  • Governo aguarda decisão da Justiça sobre permanência de presidente do Iapen

    Governo aguarda decisão da Justiça sobre permanência de presidente do Iapen

    O governador do Acre, Gladson Cameli, afirmou nesta quarta-feira (18) que não pretende tomar decisão imediata sobre a permanência do presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Marcos Frank Costa e Silva, após a recente condenação judicial do gestor.

    Questionado pela imprensa, o chefe do Executivo estadual declarou que aguarda o andamento do processo na Justiça antes de qualquer medida administrativa. Segundo ele, o fato de o presidente do Iapen ter recorrido da decisão impede uma ação precipitada por parte do governo.

    “Eu estou aguardando que a Justiça se manifeste. Ele recorreu da condenação, e eu não posso ser o juiz de quem vai ser condenado ou não. Isso é uma questão de Justiça”, afirmou.

    Cameli ressaltou que o gestor tem o direito à ampla defesa e que o governo respeitará o devido processo legal. “A Justiça vai tomar as providências. Ele está fazendo a sua defesa com todo o direito. Ele não tem por que sair, a não ser que a Justiça condene definitivamente e eu não tenha outras coisas a fazer”, declarou.

  • Gladson relembra pandemia e exalta atuação da saúde durante entrega da nova sede do SAMU

    Gladson relembra pandemia e exalta atuação da saúde durante entrega da nova sede do SAMU

    Durante a entrega da nova sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Rio Branco, nesta quarta-feira (18), o governador do Acre, Gladson Cameli, fez um discurso marcado por lembranças da pandemia de Covid-19 e reconhecimento ao trabalho dos profissionais da saúde no período mais crítico da crise sanitária.

    Ao relembrar o início da gestão, Cameli destacou que não imaginava enfrentar um cenário tão desafiador logo no começo do mandato. “Ninguém me avisou lá em 2018 que eu ia pegar a maior pandemia da história. Ninguém me avisou”, afirmou.

    O governador atribuiu à organização das contas públicas em 2019 a capacidade de resposta do estado diante da emergência sanitária em 2020. Segundo ele, o equilíbrio financeiro permitiu que o Acre adotasse medidas rápidas para conter os impactos da pandemia.

    “Graças ao esforço de alinhar as contas, conseguimos enfrentar aquele momento. Era o ano em que começaríamos as grandes obras, mas chegou a pandemia. Mesmo assim, conseguimos fazer o que precisava ser feito”, declarou.

    Cameli também ressaltou o empenho das equipes de saúde e de outros setores do governo, destacando o esforço coletivo para salvar vidas. “Foram momentos em que ninguém dormia. Cada um fazia o máximo de si. Eu sou grato de coração a todos os servidores da saúde. Isso eu levo para a vida”, disse.

    Entre as ações citadas, o governador lembrou a criação de dois hospitais de campanha no estado — um em Rio Branco e outro em Cruzeiro do Sul — como estratégia para ampliar a capacidade de atendimento durante o pico da doença. Ele afirmou que a decisão de estruturar unidades próprias foi mais viável diante dos altos custos de locação temporária.

    “Quando fui ver orçamento para três meses, era um valor absurdo. Então decidimos fazer nossas próprias estruturas, e isso fez a diferença”, pontuou.

    Ao final, Cameli destacou que a experiência da pandemia deve servir como aprendizado coletivo. Ele relembrou as restrições impostas à população naquele período, como o isolamento social e a impossibilidade de contato entre familiares.

    “Que isso sirva de exemplo. Teve uma época em que a gente não podia nem cumprimentar um familiar. Foi um momento muito difícil, mas que mostrou a importância de estarmos unidos”, concluiu.

  • Governador garante que Pedro Pascoal permanece na Saúde na gestão de Mailza

    Governador garante que Pedro Pascoal permanece na Saúde na gestão de Mailza

    O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), afastou nesta quarta-feira (18) os rumores de que o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, deixaria o cargo com a posse da vice-governadora Mailza Assis no comando do Executivo estadual, prevista para o dia 2 de abril. A declaração foi dada durante conversa com a imprensa, quando o governador foi questionado sobre possíveis mudanças no secretariado com sua saída temporária para disputar uma vaga ao Senado.

    Segundo o governador, as especulações sobre uma eventual saída do secretário surgiram a partir de um convite feito por ele próprio para que Pascoal disputasse uma vaga de deputado federal nas eleições de 2026.

    “Os rumores de que ele sairia eram porque eu queria que ele fosse candidato a deputado federal. Eu disse a ele que seria um ótimo nome, mas a decisão não é do governador. Ele precisa olhar para si e decidir se é isso que quer”, explicou.

    Gladson também deixou claro que não prevê mudanças no primeiro escalão durante a gestão de Mailza Assis, afastando a possibilidade de uma reforma administrativa por iniciativa do governo.

    “Eu não conto com nenhuma demissão de secretários. Isso já tem a palavra da vice-governadora. Só deixam os cargos aqueles que quiserem se descompatibilizar para disputar a eleição de 2026”, afirmou.

    A fala do governador busca conter especulações sobre instabilidade na equipe e sinaliza continuidade administrativa na área da saúde, considerada uma das pastas estratégicas do governo.

  • Prefeito Sérgio Lopes anuncia pré-candidatura a deputado federal pelo PL: “seguimos firmes”

    Prefeito Sérgio Lopes anuncia pré-candidatura a deputado federal pelo PL: “seguimos firmes”

    O prefeito Sérgio Lopes (PL) anunciou nesta quarta-feira, 18, que irá disputar uma vaga na Câmara Federal nas eleições de 2026. A decisão, segundo ele, foi tomada após reuniões com seu grupo político e apoiadores, em meio à reconfiguração do cenário político no Acre.

    O gestor também confirmou que o vereador José Henrique será pré-candidato a deputado estadual pelo mesmo grupo. Inicialmente, Sérgio Lopes era cotado para disputar uma vaga à Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac).

    “Olá, pessoal. Estou passando aqui para dar uma notícia excelente para todos vocês que nos acompanham aí pelas redes sociais, nossos apoiadores, nossos eleitores, que diante da construção desse novo cenário, que foi veiculado recentemente na mídia acreana, em conversa com os nossos apoiadores, em conversa com o nosso grupo político, nós tomamos uma decisão de lançar a nossa pré-candidatura como deputado federal, atendendo o pedido do meu senador da República, o senador que mais luta pelo Estado do Acre, o senador Márcio Bittar”, pontuou.

    “Nós estamos nos colocando à disposição do Partido Liberal do PL como pré-candidato a deputado federal. Nós teremos como pré-candidato a deputado estadual o vereador José Henrique, o vereador mais jovem do Estado do Acre, que é um grande nome para a Assembleia Legislativa”, afirmou.

    A pré-candidatura, segundo ele, não é motivada por interesses pessoais, mas por um projeto político mais amplo. Nas redes sociais, o prefeito destacou que a decisão foi construída com base no diálogo e na responsabilidade com o futuro do estado.

    “Seguimos firmes, à disposição do Partido Liberal, com humildade para ouvir, determinação para agir e fé de que dias melhores podem e devem ser construídos. Nosso compromisso é com o povo, com a verdade e com um futuro mais digno para todos”, destacou.

    Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

  • Após tribunal militar, Justiça comum decreta prisão de coronel da PM

    Após tribunal militar, Justiça comum decreta prisão de coronel da PM

    Arquivo pessoal
    Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele - Metrópoles

    O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decretou a prisão preventiva do tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, suspeito de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32.

    A decisão é do final da tarde desta quarta-feira (18/3) e atende a um pedido da Polícia Civil, feito nessa terça-feira (17/3), após conclusão do inquérito que investiga o caso.

    O Ministério Público do estado (MPSP) se manifestou favorável à prisão e denunciou o tenente-coronel por feminicídio com duas qualificadoras – motivo torpe e meio que dificultou a defesa da vítima – e fraude processual. Ele é acusado de alterar a cena do crime.

    A Justiça comum aceitou a denúncia e expediu o mandado de prisão preventiva. O coronel, no entanto, já estava preso desde a manhã dessa quarta, quando foi detido em casa por agentes da Corregedoria da PM, a pedido do Tribunal de Justiça Militar (TJM).

    Tanto na Corte comum quanto na Corte militar, Geraldo é réu por feminicídio. A juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro, da 5ª Vara do Júri, destacou, na decisão desta quarta, que não há conflito de competência entre o TJSP e o TJM.

    O tenente-coronel foi encaminhado Presídio Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, e permaneceu à disposição da Justiça. Ele nega ter matado a esposa e afirma que ela tirou a própria vida.

    O dia do disparo

    Gisele foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido. Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia da PM ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois, em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo, conforme o atestado de óbito.

    Desde o início da investigação, depoimentos colhidos pela polícia e registros das primeiras horas após o tiro passaram a levantar dúvidas sobre a narrativa apresentada pelo coronel.

    Socorristas e a cena no corredor

    Socorristas relataram que encontraram o oficial no corredor do prédio quando chegaram ao local, enquanto a vítima estava caída na sala do apartamento, com grande quantidade de sangue na região da cabeça.

    Testemunhas também afirmaram não ter visto manchas de sangue nas mãos ou nas roupas do militar, detalhe que passou a ser analisado pelos investigadores.

    Intervalo entre o tiro e o pedido de socorro

    Outro elemento considerado pelos investigadores foi o intervalo entre o disparo ouvido por vizinhos e as ligações feitas pelo coronel às centrais de emergência.

    Uma moradora do mesmo andar afirmou ter sido acordada por um forte estrondo por volta de 7h28, enquanto o primeiro telefonema registrado pelo oficial, solicitando socorro, ocorreu às 7h57.

    Visita de desembargador

    As investigações também apontaram movimentações incomuns no apartamento após o episódio.

    Imagens de câmeras de segurança mostram que o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo do coronel, foi até o prédio e chegou a entrar no apartamento acompanhado do oficial após a retirada da vítima (assista abaixo). O local ainda não havia sido periciado.

    Depoimentos indicam ainda que o coronel tomou banho e trocou de roupa antes de deixar o imóvel, comportamento que também passou a ser analisado no curso das investigações.

    Conclusão da perícia

    Com o avanço das análises periciais e a reconstituição da sequência de acontecimentos dentro do imóvel, a Polícia Civil concluiu que a dinâmica do disparo não corresponde à hipótese de suicídio inicialmente apresentada.

    Com base nesse conjunto de elementos, a Justiça autorizou a prisão do tenente-coronel, que passou a responder pela morte da policial militar.

    O caso segue sob investigação do 8º DP, que ainda reúne novos elementos periciais e depoimentos para esclarecer completamente as circunstâncias da morte de Gisele Alves Santana.

    O que diz a defesa do coronel

    O advogado Eugênio Malavasi, que defende o tenente-coronel, questiona o mandado de prisão expedido pela Justiça Militar, já que, “se houve a imputação de feminicídio e fraude processual, foi no âmbito privado, e não no âmbito da Justiça Militar”.

    “Entendo que a Justiça Militar não é competente para o decreto preventivo”, argumentou Malavasi.


    Morte de PM levou à prisão de tenente-coronel


  • Os bastidores da conversa de Moraes e Flávio Bolsonaro

    Os bastidores da conversa de Moraes e Flávio Bolsonaro

    Vinícius Schmidt/ Metrópoles
    Flávio Bolsonaro e Alexandre de Moraes, que foi beneficiado por decisão dos EUA

    O ministro do STF Alexandre de Moraes e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniram na noite da terça-feira (17/3), no gabinete do magistrado na Corte, em Brasília.

    A conversa, segundo apurou a coluna, durou cerca de 20 minutos e contou com a presença do advogado Paulo Cunha Bueno, que atua na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O encontro ocorreu a pedido de Flávio e foi intermediado por um ministro de um tribunal superior de Brasília que tem boa relação tanto com o senador quanto com Moraes.

    Pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio pediu o encontro para fazer um apelo ao ministro do Supremo por o que chama dde “prisão domiciliar humanitária” para o pai.

    Bolsonaro poderia ter morrido

    A aliados, Moraes relatou que a conversa foi amena. No diálogo, o ministro e o senador reconheceram que, se não fossem os médicos da Papudinha, Bolsonaro teria morrido.

    O episódio mencionado ocorreu na sexta-feira (13/3), quando o ex-presidente foi socorrido e levado às pressas ao hospital com quadro de pneumonia por broncoaspiração.

    Na conversa, Flávio fez um relato detalhado sobre a situação de saúde do pai e afirmou que Bolsonaro não tem mais condições de dormir sozinho, como ocorre na Papudinha.

    Após o encontro, o senador ligou para aliados próximos para fazer um relato sobre a reunião. Nas conversas, Flávio se mostrou otimista de que Moraes vai transferir Bolsonaro para casa.

  • Roberta Luchsinger recebeu R$ 2,2 milhões de pivô de esquema com Juscelino Filho

    Roberta Luchsinger recebeu R$ 2,2 milhões de pivô de esquema com Juscelino Filho

    Repasse feito à lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, consta em relatório da PF obtido pela coluna