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  • Prepare-se para suar: veja como fica o tempo nos próximos dias em SP

    Prepare-se para suar: veja como fica o tempo nos próximos dias em SP

    Divulgação/Governo de São Paulo
    Imagem colorida mostra homem se protegendo do sol forte em São Paulo - Metrópoles

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê uma quarta-feira (18/3) na cidade de São Paulo com tempo bastante parecido com o verificado no início da semana: sol, forte calor e possibilidade de pancadas de chuva isoladas.

    Segundo o instituto, a temperatura mínima deverá ser de 18ºC e a máxima poderá chegar aos 29ºC.

    Próximos dias

    Na quinta (19/3), o paulistano deverá viver um panorama parecido: temperaturas oscilando entre 19ºC e 28ºC, sol, calorão, mas sem chuva e possibilidade de rajadas de vento à tarde.

    Na sexta (20/3), a temperatura máxima deverá ser mais baixa (23ºC), conforme a previsão do Inmet. A mínima será de 19ºC. O dia também deverá ter ventos moderados e possibilidade de rajadas, mas não está previsto chuva na capital paulista.

  • Lulinha abre empresa na Espanha em meio a investigações do INSS

    Lulinha abre empresa na Espanha em meio a investigações do INSS

    Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles
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    O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, abriu uma empresa em Madri, na Espanha, em meio a investigação sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Lulinha não é investigado no esquema, mas o nome dele surgiu devido à relação dele com investigados. 

    A empresa, Synapta SL,  foi aberta em 13 de janeiro deste ano e inscrita no Registro Mercantil de Madrid em 6 de fevereiro. 

    De acordo com o registro, a empresa presta serviços de tecnologia, como consultoria técnica e de TI; planejamento e projeto de sistemas de TI que integram equipamentos, software e tecnologias de comunicação. O capital declarado foi de 3 mil euros (cerca de R$ 18 mil). Além disso, a empresa tem cinco advogados espanhóis como procuradores.

    Lulinha é o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e é empresário do ramo de tecnologia. À Folha de S. Paulo, a defesa do empresário disse que a empresa não tem relação com as investigações em andamento e que segue exigências legais. Os advogados também informaram que a empresa tem objetivos futuros e ainda não iniciou as atividades.

    O filho do ex-presidente está na Espanha pelo menos desde o meio do ano passado. O nome dele apareceu em um depoimento de uma testemunha que afirmou que ele recebia uma mesada de Antônio Carlos Camilo Antunes,  o Careca do INSS. Os dois também teriam viajado juntos para Portugal.

    A defesa de Lulinha confirmou a viagem. Segundo os advogados, a viagem ocorreu em novembro de 2024. Lulinha teria sido convidado para visitar, ao lado do empresário, uma fábrica de produtos de cannabis medicinal em Portugal.

    Lulinha também se disponibilizou a falar com os investigadores. O advogado Marco Aurélio de Carvalho procurou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na semana passada para falar sobre o inquérito da “Farra do INSS”, relatado pelo magistrado, segundo apuração da coluna Igor Gadelha.

  • E Lulinha, hein?

    E Lulinha, hein?

    Reprodução/Metrópoles
    Empresas de Lulinha estão registradas em sala vazia

    A situação de Lulinha, filho do presidente… Resposta de 1.409 leitores:
    Está melhor – 25,1%
    Está como sempre esteve – 55,5%
    Está se complicando – 19,4%

  • Conheça as vantagens de migrar para o mercado livre de energia

    Conheça as vantagens de migrar para o mercado livre de energia

    18/03/2026 06:00, atualizado 18/03/2026 06:00

    metropoles.com

    Empresas com conta de luz superior a R$ 5 mil por mês, que sejam de média e alta tensão (Grupo A), já podem optar pela contratação de energia no mercado livre, modelo que permite negociar preços, prazos e condições diretamente com fornecedores.

    A migração traz previsibilidade de custos, economia no longo prazo e pode aumentar a eficiência na gestão do negócio. A decisão, no entanto, exige planejamento e escolha criteriosa do fornecedor de energia a fim de evitar riscos.

    A abertura gradual do mercado livre de energia para o chamado Grupo A tem ampliado as opções para pequenas e médias empresas em diversas regiões do país.

    Para negócios com consumo relevante, como supermercados, restaurantes, indústrias de cerâmicas, empresas do varejo, prédios e condomínios comerciais, entre outros, a possibilidade de firmar contratos de energia por vários anos representa uma mudança importante na gestão financeira.

    O ambiente de contratação livre permite ao cliente negociar valores e estabelecer condições contratuais mais adequadas ao respectivo perfil de consumo.

    Isso significa reduzir a exposição às oscilações provocadas por fatores como o regime de chuvas, que impacta a geração hidrelétrica e, consequentemente, os preços da energia no país.

    A previsibilidade proporcionada por contratos de médio e longo prazos tem sido um dos principais atrativos para as empresas.

    Ao fixar condições previamente acordadas, é possível projetar custos com mais segurança e manter o foco no negócio, sem surpresas que afetem o fluxo de caixa ao longo do ano, a estabilidade financeira da empresa ou que gere riscos operacionais para o negócio.

    Veja aqui as principais vantagens de migrar para o mercado livre:

    Lições internacionais e os riscos da abertura acelerada

    Especialistas alertam, porém, que a migração exige cuidado por parte dos empresários na hora de fazer a contratação da comercializadora.

    Isso porque a entrada acelerada de novos agentes no mercado livre ampliou as opções disponíveis, mas também trouxe desafios à gestão de risco das empresas.

    Comercializadoras com estrutura financeira limitada ou pouca experiência na gestão de risco podem ter dificuldade para cumprir contratos em momentos de maior instabilidade, o que pode gerar insegurança e prejuízos para o consumidor.

    Muitas vezes essas comercializadoras oferecem também energia a preços irrealistas e, com muita frequência, não conseguem cumprir os contratos.

    “Muitas vezes, na busca por reduzir custos no curto prazo, o empresário, diante de ofertas irreais, toma a decisão sem avaliação adequada. Isso pode colocar o negócio em risco, porque algumas comercializadoras acabam não conseguindo cumprir os contratos firmados e, em casos extremos, deixam de entregar a energia contratada. A empresa tem então que recontratar a energia emergencialmente, pagando valores muito superiores.”

    Rita Knop, diretora comercial da Neoenergia

    Experiências internacionais mostram que a ampliação da concorrência, quando ocorre de forma acelerada e sem mecanismos adequados de proteção, pode gerar efeitos negativos.

    No Reino Unido, por exemplo, a crise energética entre 2021 e 2022 levou 29 fornecedores à falência, afetando quase 4 milhões de clientes.

    Relatório da National Audit Office apontou que a entrada de empresas pouco capitalizadas tornou o sistema mais vulnerável, e parte dos custos acabou sendo arcado pelos consumidores.

    Na França, cerca de 20 comercializadoras deixaram o mercado no mesmo período, incapazes de sustentar os preços ofertados em um cenário de forte volatilidade. 

    Os episódios têm pontos em comum: capital insuficiente, modelos de negócio excessivamente agressivos e estrutura de governança frágil. Em mercados abertos, agentes com menor capacidade financeira tendem a ser os primeiros a sair, e os impactos recaem diretamente sobre quem contratou.

    No Brasil, o setor também já registrou casos de comercializadoras que entraram em recuperação judicial ou encerraram as atividades, acumulando débitos expressivos.

    Para as empresas, isso pode significar necessidade de recontratação emergencial, perda de previsibilidade orçamentária, exposição a condições de mercado de energia menos favoráveis e comprometimento de margens – que já são apertadas, sobretudo em setores como varejo e alimentação.

    Para negócios, cujas margens muitas vezes variam entre 1% e 2% do faturamento, qualquer variação inesperada na conta de energia pode comprometer de forma irremediável o capital de giro e inviabilizar planos ou investimentos das empresas.

    Por isso, especialistas recomendam que a decisão de migrar para o mercado livre seja acompanhada de avaliação da solidez financeira, histórico de atuação e estrutura de gestão de risco da comercializadora. É sempre importante assegurar a entrega da energia, o produto principal.

    Mercado livre dá novo impulso às empresas

    Para as empresas, a decisão de ingressar no mercado livre passou a fazer parte da estratégia financeira do negócio. A possibilidade de escolher o fornecedor e definir condições contratuais mais alinhadas ao perfil de consumo permite maior controle sobre custos e mais clareza no planejamento de médio e longo prazo.

    Esse foi o caso do restaurante Ta San Yuen. Em 2024, a companhia buscou alternativas no mercado livre e formas de melhorar a gestão da energia. Depois de analisar propostas de diversas comercializadoras, optou por estruturar a portabilidade para o mercado livre de energia com a Neoenergia.

    O processo começou com um diagnóstico detalhado do consumo, incluindo análise de sazonalidade, horários de maior demanda e condições da infraestrutura existente.

    A partir desse levantamento, foi desenhado um contrato de fornecimento com horizonte de 3 anos, permitindo projetar uma economia estimada de 30% ao longo de todo o período.

    Os resultados foram além da redução gradual do custo da energia.

    foto colorida de dois homens em frente a um restaurante - Metrópoles
    O restaurante Ta San Yuen alcançou uma economia de 30% na energia com o Mercado Livre

    “A migração nos levou a revisar processos e a adotar uma gestão mais eficiente do consumo. Ganhamos previsibilidade no fornecimento, reduzimos custos ao longo do tempo e conseguimos produzir mais com menor gasto de energia, investindo, por exemplo, parte da economia na reforma do restaurante”, afirma Breno Chuang Chan, dono do restaurante.

    Assessoria energética durante todo processo de migração 

    A combinação entre geração própria, gestão de risco consolidada e solidez financeira permite à Neoenergia sustentar contratos mesmo em cenários de alta volatilidade. A companhia estruturou-se para este novo momento de expansão do mercado livre brasileiro.

    O ingresso das grandes e agora as pequenas e médias empresas com conta acima de R$ 5 mil no mercado livre permitiu um crescimento importante desse segmento em 2025, e a expectativa é que essa forma de contratação deverá acelerar entre 2026 e 2028.

    Apenas em 2025, o número de empresas no mercado livre de energia cresceu 41% em 12 meses, alcançando o número de 82,5 mil clientes no país. 

    Para atender empresas que buscam o mercado livre, a Neoenergia tem consultores especializados no tema.

    Esses profissionais orientam o consumidor para esse novo modelo de contratação de energia e identificam os riscos envolvidos, as alternativas contratuais e as possibilidades disponíveis para as empresas, sempre considerando os aspectos de previsibilidade de fornecimento e de custo ao longo do tempo.

    “Trata-se de uma decisão estratégica para a empresa, algo que vai mudar a relação dela com um insumo essencial para o negócio”, afirma a diretora comercial. “Partimos sempre dessa perspectiva. Entendemos que é fundamental oferecer consultoria especializada para que o empresário tenha todos os elementos necessários para uma escolha estratégica para o seu negócio.”

  • O que de fato estará em jogo nas eleições deste ano

    O que de fato estará em jogo nas eleições deste ano

    Carla Sena/ Arte Metrópoles
    Lula x Flávio Bolsonaro

    Ano de eleições para presidente da República, Câmara dos Deputados, Senado, governos estaduais e Assembleias Legislativas, é ano destinado na imaginação coletiva a imprimir novos rumos ao país. É o que se espera dele, embora nem sempre aconteça.

    Aconteceu quando Juscelino Kubistchek se elegeu presidente no final dos anos 1950. Não aconteceu quando seu sucessor, Jânio Quadros, renunciou com seis meses de mandato, abrindo passagem ao golpe militar adiado pelo suicídio de Getúlio Vargas.

    A ditadura, que era para ser breve, estendeu-se por 21 anos, e terminou sem entregar o que seus responsáveis prometeram. Em 1989, Fernando Collor se elegeu sob a bandeira da renovação. Mal governou por dois anos. A corrupção o derrubou.

    Collor dizia dispor de uma só bala para ferir de morte a inflação. Foi com um único tiro, o Plano Real, que Fernando Henrique Cardoso o fez, e se reelegeu, cedendo depois o lugar ao primeiro operário a governar o país, e que o governaria mais duas vezes.

    Presidente ou presidenta? Dilma fez questão de ser chamada de presidenta, a primeira – e única até agora – da história do Brasil. Acabou impichada depois de se reeleger. Seu vice, Michel Temer, foi um tapa-buraco. Jair Bolsonaro, um retrocesso.

    2026 não parece ser o ano para a entreabrir o baú da felicidade. Se Lula vencer, enfrentará as mesmas dificuldades do presente, certamente agravadas por um Congresso ainda mais conservador do que o atual, e um Supremo Tribunal Federal enfraquecido.

    Se o vencedor for Flávio, aperte o cinto: o reacionarismo estará de volta. A primeira iniciativa dele será tirar o pai da prisão, via um indulto ou a aprovação da anistia pelo Congresso. A segunda, acuar o Supremo, retirando dali alguns carrascos do seu pai.

    Ministro do Supremo é obrigado a se aposentar aos 75 anos de idade. Os próximos serão Luiz Fux, em 2028, e Cármen Lúcia em 2029, seguidos de Gilmar Mendes, em 2030. A vaga aberta com a saída de Luiz Roberto Barroso só deverá ser preenchida em 2027.

    Não foi ainda porque o Senado ameaça barrar o nome escolhido por Lula – Jorge Messias, o Advogado-Geral da União. Messias é evangélico, mas não “terrivelmente” como André Mendonça, que faz parte da bancada bolsonarista do Supremo.

    Com direito a se candidatar à reeleição; com poder de retirar por impeachment ministros da mais alta Corte de Justiça do país e de nomear mais três ou quatro; com um Congresso amigo, serviçal, Flávio ficará dispensado de pensar em golpe. Golpe para quê?

    Dizem que essa é uma das belezas da democracia: ela permite que autocratas cheguem ao poder máximo por meio do voto. É o caso de muitos por toda parte (alô, alô, Trump!).

     

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  • Moro se reúne com Valdemar para discutir filiação ao PL

    Moro se reúne com Valdemar para discutir filiação ao PL

    O senador Sergio Moro

    Pré-candidato ao governo do Paraná, o senador Sergio Moro (União-PR) se reúne nesta quarta-feira (18/3), em Brasília, com caciques do PL para discutir a possível filiação ao partido.

    O encontro deve ter as presenças do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

    Moro passou a assediado pelo PL após o atual governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), indicar que será candidato à Presidência da República contra Flávio nas eleições de 2026.

    Na semana passada, Ratinho se reuniu com Rogério Marinho. Na conversa, o senador deixou claro que o PL não fechará aliança com o PSD no estado, caso o governador concorra à Presidência.

    Nas conversas preliminares com Moro, o PL indicou que daria legenda para ele ser candidato a governador, garantia que o ex-juiz não tem hoje no União Brasil, apesar de liderar as pesquisas.

    A ideia do PL é de que Moro concorra ao governo do Paraná e sirva de palanque para Flávio Bolsonaro no estado, mesmo que o senador seja candidato por outro partido.

  • Tesouro faz maior intervenção em mais de 10 anos para conter juros

    Tesouro faz maior intervenção em mais de 10 anos para conter juros

    Divulgação/Tesouro Nacional
    Tesouro Nacional

    O Tesouro Nacional fez novas recompras de títulos públicos para conter a alta dos juros futuros, impulsionada por incertezas globais e domésticas, nessa terça-feira (17/3). Em dois dias, o volume de operações somou R$ 43,6 bilhões, superando nominalmente as intervenções da pandemia de Covid-19 (R$ 35,56 bilhões em 15 dias) e de crises como as de 2013 e 2018.

    O objetivo é reduzir a volatilidade na curva de juros, que serve de base para as expectativas da Taxa Selic.

    Atualmente, o mercado enfrenta a pressão do conflito no Oriente Médio e alta no preço do petróleo. A possibilidade de uma greve dos caminhoneiros também aumenta as incertezas internas.

    Nova taxa de juros

    A atuação ocorre na mesma semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para decidir a nova taxa básica de juros, a Selic. O mercado espera um corte de 0,25 ponto percentual na Selic nesta quarta-feira (18/3).

    Antes do agravamento dos conflitos no Oriente Médio, a expectativa era de um corte de 0,5 ponto.

     

     

  • Careca do INSS usou firma de idosa de 90 anos e “lavanderia” do Corinthians

    Careca do INSS usou firma de idosa de 90 anos e “lavanderia” do Corinthians

    Metropoles
    Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS

    O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, fez repasses milionários para uma firma envolvida no escândalo do desvio do patrocínio da Vai de Bet ao Corinthians. Também enviou dinheiro para uma empresa registrada em nome de uma mulher de 90 anos, já falecida.

    Em ambos os casos, o objetivo era fazer o dinheiro circular por diversos CNPJs, pulverizando os valores entre diferentes empresas de fachada. O procedimento é usado para dificultar o rastreamento dos recursos, segundo a CPMI do INSS no Congresso.

    Os repasses para as duas firmas foram feitos por uma das empresas de Careca, a Arpar Participação e Empreendimentos. De setembro de 2023 a janeiro de 2025, a Arpar movimentou R$ 445,2 milhões, segundo técnicos da CPMI.

    Uma da empresas que recebeu da Arpar, segundo a CPMI, é a Wave Intermediação, que recebeu R$ 1,05 milhão do CNPJ do Careca. Registrada em nome de um motoboy, a empresa está sediada em uma quitinete no bairro da Lapa, em São Paulo (SP).

    Mesmo assim, as contas bancárias da Wave Intermediação movimentaram R$ 4,85 bilhões de 2023 a 2025, segundo dados da quebra de sigilo fiscal da empresa, repassados pela Receita Federal à CPMI.

    A Wave é conhecida no noticiário policial.

    Em julho passado, a empresa foi mencionada pelo MPSP na denúncia contra o ex-presidente do Corinthians, Augusto Melo, acusado de desviar dinheiro do contrato de patrocínio do clube com a Vai de Bet. Atualmente, Melo é réu por furto qualificado, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

    Assim como na farra do INSS, a Wave atuou como uma “conta de passagem” no desvio do patrocínio do Corinthians.

    Firma no nome de idosa de 90 anos movimentou R$ 300 milhões

    Outra das empresas usadas pelo Careca do INSS pertencia, ao menos no papel, a uma idosa de 90 anos. A empresa em questão é a Premier Indústria e Comércio LTDA.

    Por meio da Arpar, o Careca do INSS enviou pelo menos R$ 6,9 milhões para a Premier. Ao todo, de 2023 a 2025, as contas bancárias da empresa movimentaram R$ 297,1 milhões.

    No papel, a dona era Diva Ribeiro Calil. Ela morreu em setembro passado, aos 90 anos. Ainda assim, a Premier movimentou R$ 65,7 milhões em suas contas bancárias em 2025, inclusive após a morte da suposta proprietária.

    Como revelou a coluna, uma terceira firma usada pelo Careca do INSS é uma consultoria de fachada, a Spyder Intermediações.  O padrão se repete: registrada em nome de um auxiliar de serviços gerais de 25 anos, a Spyder movimentou R$ 371 milhões em suas contas.

  • Rueda dizia que ganharia bilhões para intermediar venda do Master

    Rueda dizia que ganharia bilhões para intermediar venda do Master

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
    O presidente do União Brasil, Antônio Rueda

    O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, afirmou a mais de um interlocutor que ganharia bilhões com a concretização da venda do Banco Master ao BRB.

    Daniel Vorcaro conheceu Rueda por intermédio de Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB.

    À frente do União Brasil, terceiro maior partido político do país, Rueda é alvo do Palácio do Planalto e da Polícia Federal. O presidente Lula já demonstrou publicamente que não gosta do dirigente por ele ter articulado a derrubada de seu padrinho político, o deputado Luciano Bivar (PE). Assim como Vorcaro, o enriquecimento repentino de Rueda e a ostentação com festas, mansões e bens de luxo também chamam atenção no meio político.

    Mensagens reveladas por O Globo mostram que o então presidente do BRB relatou a Vorcaro um encontro com Rueda, transmitindo o recado de que o dirigente gostaria de se reunir com ele.

    Em outra frente, Rueda operou para que dinheiro do Fundo de Previdência do Rio fosse aplicado no Master.

    Rueda, Ciro e Alcolumbre – os alvos do governo

    A coluna apurou que o núcleo político do governo estimulou Lula a atacar Vorcaro e o caso Master por acreditar que as investigações atingiriam Rueda, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil) — uma trinca que daria suporte à eleição do opositor de Lula ao Planalto nas eleições deste ano. Juntos, União Brasil e PP concentram a maior força partidária do país.

    Dos três, apenas Ciro Nogueira conseguiu sair da mira por suas ótimas relações com o comando do PT.

    Em comum, Rueda, Ciro e Alcolumbre frequentavam as festinhas promovidas por Vorcaro. A cena de Alcolumbre dançando é narrada por dez entre dez políticos em Brasília.

    A meia volta volver do governo

    A estratégia de usar a operação para corroer o Centrão mostrou-se equivocada quando o envolvimento de petistas veio à tona.

    Como revelou o Metrópoles, o Master contratou Ricardo Lewandowski e Guido Mantega.

    Ex-ministro do Supremo, Lewandowski permaneceu na folha de pagamento de Vorcaro mesmo enquanto ocupava o cargo de ministro da Justiça no governo Lula, com remuneração de R$ 250 mil mensais. Mantega, por sua vez, tinha contrato de R$ 1 milhão por mês.

    O pedido de emprego partiu do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

    O Metrópoles revelou que a nora de Wagner também estava na folha de pagamento do Master. Florista, ela recebia milhões por meio da BK Financeira.