Após quase três horas de reunião realizada nesta terça-feira (17), em Rio Branco, o MDB do Acre deixou claro que a disputa interna pela vaga de vice na chapa da vice-governadora Mailza Assis (PP) caminha para um desfecho já conhecido nos bastidores: a consolidação do nome da ex-deputada federal Jéssica Sales. O presidente estadual da […]
Categoria: Teste
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MDB marca reunião para homologar Jéssica Sales como pré-candidata a vice de Mailza no dia 28
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Onça-parda é flagrada pela 3ª vez nos telhados de casas em Esmeraldas
Belo Horizonte – A onça-parda apareceu pela terceira vez nas ruas de Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, na tarde desta terça-feira (17/3). Ela foi flagrada de novo pelas câmeras de segurança de residências da Rua Petrolina, no bairro São Pedro, pelo terceiro dia em pouco menos de uma semana. Era por volta das 13h30 quando a câmera flagrou o animal descendo de um muro, andando pela rua e pulando em cima do telhado de uma residência de dois andares.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) tentou capturar o animal, mas até agora em vão. Os militares chegaram a publicar na manhã desta terça (17/3), um vídeo educativo explicando sobre os cuidados que os moradores devem ter ao se deparar com o felino e dos riscos de tentar pegá-lo.
Equipes dos Bombeiros, com apoio da Polícia Ambiental, foram ao local dos avistamentos para realizar a captura do felino. A prioridade é realizar a captura de forma segura, evitando riscos tanto para os moradores quanto para o animal, que deverá ser encaminhado para um local adequado.
Moradores relatam medo e incerteza diante da situação, enquanto acompanham a movimentação das equipes responsáveis pelo resgate.
A primeira aparição foi na noite a noite da última quinta-feira (12/3) onde o felino aparece andando calmamente pela rua até tentar pular no muro de uma casa. A segunda vez, a aparição aconteceu na tarde de segunda (16/3) onde as filmagens mostram o animal andando pelo telhado de várias casas.
Segundo o biólogo Thiago Gelape, é comum a presença de onças-pardas em áreas de Mata Atlântica e Cerrado próximas à Região Metropolitana de BH, mas os avistamentos urbanos não são comuns, devido ao temperamento e costumes do animal.
“Esse tipo de animal, felino de grande porte, geralmente procura fazendas por causa do gado e outros animais domésticos criados livres, que são presas mais fáceis. Eles são animais de mata, aparecer no meio da rua não é comum”, explicou Thiago.
A orientação das autoridades é para que, em caso de novo avistamento de onça ou outro animal silvestre perigoso, os moradores acionem imediatamente o Corpo de Bombeiros (193) ou a Polícia Militar Ambiental (181 ou 190), mantendo distância segura e evitando confrontos.
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Justiça rejeita ação de Gleisi para obrigar Flávio a remover vídeo
Reprodução/ redes sociais
A 22ª Vara Cível de Brasília indeferiu um pedido de tutela de urgência apresentado pela deputada Gleisi Hoffmann (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). A parlamentar buscava a remoção imediata de um vídeo publicado por Flávio no Instagram, alegando que a mídia manipulada digitalmente vinculava sua imagem a atos de violência, criminalidade e expressões de autoritarismo.
Na decisão obtida pela coluna, a magistrada Acacia Regina Soares de Sá considerou que o conteúdo postado pelo senador, embora utilize imagens “desagradáveis” e expressões de impacto para intensificar a crítica, não extrapolou os limites da liberdade de expressão.
A juíza destacou que o vídeo em questão, que afirma que Gleisi “protege o crime”, configura uma crítica à atuação política do PT, mantendo-se no campo da manifestação de opinião.
A magistrada ressaltou que o direito de crítica é mais amplo quando se trata de agentes públicos e políticos com posições ideológicas opostas. Em análise preliminar, a Justiça entendeu que o vídeo não atribui à deputada a prática efetiva de crimes, mas expressa a opinião do senador sobre a atuação política da adversária.
A decisão teve fundamento no artigo 220 da Constituição Federal, que veda qualquer restrição à manifestação do pensamento e à informação. A juíza também citou jurisprudência do STF ao pontuar que eventuais abusos devem ser reparados preferencialmente por retificação, direito de resposta ou indenização, e não pela remoção de conteúdo, que é medida excepcional.
Segredo de Justiça
O processo, que atribui à causa o valor de R$ 30.000,00, passará a tramitar em segredo de justiça para salvaguardar a estabilidade institucional. Com o indeferimento da liminar, Flávio Bolsonaro foi intimado a apresentar sua contestação no prazo de 15 dias.
A juíza optou por não designar audiência de conciliação neste momento, por considerar improvável uma composição amigável entre as partes.
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Quem sai do BBB 26 nesta terça? Veja resultado da enquete atualizada
Reprodução/Globo
A disputa do paredão do BBB 26 segue acirrada, mas uma participante aparece na frente para deixar o reality nesta terça-feira (17/3). De acordo com a enquete atualizada às 19h45, Ana Paula Renault lidera a rejeição, com 49,66% dos votos. Na sequência, surge Breno, com 32,37%, ainda distante da primeira colocada.
Já Leandro Boneco aparece como o menos votado para sair, somando apenas 17,97% — o que indica menor risco de eliminação neste momento.
Apesar da tendência apontada pelas enquetes, vale lembrar que o resultado oficial só será revelado durante o programa ao vivo, e pode surpreender.
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60718 votos totais
Divulgação/TV Globo
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Ana Paula Renault49.66% (30155 votos)1º
Leandro Boneco17.97% (10910 votos)2º
Breno32.37% (19653 votos)3º -

Congresso Nacional promulga acordo Mercosul-União Europeia
Em sessão solene, o Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (17) o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia.
Ao assinar o decreto que ratifica o acordo comercial no Brasil, o presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), apontou que o acordo envia um sinal claro em defesa da paz e da prosperidade no momento em que o mundo sofre com guerras e tensões comerciais.
“O comércio é a chave da paz mundial. Países que negociam entre si têm mais a perder com a guerra do que ganhar com ela. O comércio cria nações amigas, nações parceiras. Conflitos armados, que destroem vidas e riqueza, dificilmente ocorrem entre economias que compartilham cadeias de produção, de investimento e de mercados consumidores. O comércio gera paz e prosperidade”, destacou Alcolumbre em discurso, diante de outros parlamentares e autoridades do governo federal, como o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Industria e Comércio, Geraldo Alckmin.
Após cerca de 26 anos de negociações, iniciadas ainda em 1999, os termos do acordo, que criará uma zona de livre comércio de 718 milhões de habitantes e cerca de R$ 113 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços), foram assinados no fim de janeiro, em Assunção, no Paraguai, entre representantes dos dois blocos.
Menos de dois meses depois, a ratificação foi concluída pelo Congresso Nacional no início deste mês. Era a última etapa para que o acordo, pelo lado brasileiro, entrasse em vigor. Os parlamentos de Argentina, Uruguai e Paraguai, demais sócios do Mercosul, também já ratificaram o acordo.
Do lado da União Europeia, o Parlamento Europeu pediu, em janeiro, que o Tribunal de Justiça do bloco faça uma avaliação jurídica sobre o acordo, mas a presidente da Comissão Europeia, Usrula von der Leyen, garantiu que o bloco aplicará o tratado de forma provisória a partir de maio, mesmo com a pendência de análise judicial.
“Em um mundo marcado pelo protecionismo, pelo unilateralismo e pela incerteza, este acordo tem também um valor político e civilizatório. Ele aproxima duas regiões que compartilham valores fundamentais: a defesa da democracia, do multilateralismo, dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável”, apontou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante a sessão solene. Ele aproveitou para cobrar a internalização definitiva do acordo pelo lado europeu.
“Do lado de cá do Atlântico, faço um voto sincero e confiante: que o Parlamento Europeu e o Tribunal de Justiça do Bloco mostrem que estão à altura deste momento distinto e exerçam, com prontidão, a missão célebre que lhes cabe”, afirmou.
Com o tratado, o bloco sul-americano, composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, vai zerar tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens vendidos pelo Mercosul em até 12 anos.
“O acordo diversifica mercados, reduz vulnerabilidades externas, fortalece nossa integração, avança e amplia a resiliência da economia brasileira frente a choques globais. Ele é, portanto, um instrumento de política econômica e também de política externa, alinhado a uma estratégia de desenvolvimento sustentável e inclusivo”, apontou Alckmin, ao lembrar que o acordo reúne agora o equivalente a um quarto da economia mundial.
Segundo o vice-presidente, estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o acordo vai gerar impacto positivo em praticamente todas as variáveis macroeconômicas, como expansão do PIB, aumento das exportações, geração de empregos, atração de investimentos, redução de custos e maior oferta de produtos ao consumidor.
Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira defendeu o caráter histórico da entrada em vigor do acordo.
“Como tem dito, repetidamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o acordo de parceria entre Mercosul e União Europeia é um marco histórico para ambos os blocos, especialmente relevante no atual contexto de forte fragmentação da ordem internacional. A União Europeia é nossa segunda maior parceira comercial, com uma corrente de comércio que superou os US$ 100 bilhões em 2025”, observou o chanceler.
Para evitar que a nova zona de livre comércio crie desequilíbrios em cadeias produtivas e de valor, o governo brasileiro editou, há duas semanas, um decreto que regulamenta as regras de aplicação de salvaguardas para produtores nacionais.
As medidas de salvaguardas bilaterais poderão ser aplicadas quando as importações de um produto sujeito a condições preferenciais, em decorrência de um acordo, aumentarem em quantidade e em condições tais que causem ou ameacem causar um prejuízo grave à indústria doméstica. Esses instrumentos podem ser adotados para proteger tanto o setor industrial quanto o agrícola.
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Pronta em minutos, maionese caseira é bem melhor que a industrializada
Olga Pankova/Getty Images
Se você acha que fazer maionese em casa é complicado, essa receita vai te fazer repensar. Com poucos ingredientes e preparo rápido, o resultado é um creme leve, fresco e muito mais saboroso do que as versões de supermercado.
Perfeita para sanduíches, saladas ou até como base para outros molhos, essa maionese caseira entrega textura cremosa e sabor equilibrado — e o melhor, feita na hora.
Ingredientes
Modo de preparo
- No liquidificador, adicione as gemas, o suco de limão e o sal.
- Bata por alguns segundos até começar a formar uma mistura homogênea.
- Com o liquidificador ligado, despeje o óleo em fio, lentamente.
- Continue batendo até a mistura engrossar e atingir consistência cremosa.
- Ajuste o sal e finalize com pimenta-do-reino, se desejar.
A emulsão que forma a maionese acontece justamente nesse processo de bater enquanto o óleo é incorporado aos poucos, garantindo a textura firme e estável do molho.
Dica rápida que faz diferença
Se a maionese ficar muito espessa, basta adicionar algumas gotas de água morna e bater novamente até chegar ao ponto ideal.
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TCU aponta falhas no combate ao tráfico de drogas em portos
Felipe Menezes/Metrópoles
O Tribunal de Contas da União (TCU) deve analisar, na sessão plenária desta quarta-feira (17/3), um relatório que aponta falhas no combate ao tráfico de drogas nos principais portos do país. A auditoria operacional será relatada pelo ministro Augusto Nardes.
O trabalho avaliou a atuação de órgãos portuários, aduaneiros e policiais no enfrentamento ao tráfico – especialmente de cocaína – nos principais portos brasileiros. Segundo o relatório, o Brasil tem sido usado como rota internacional para o envio de drogas a outros países.
A auditoria identificou falhas em investigações conduzidas pela Receita Federal (RFB) e pela Polícia Federal (PF), além de fragilidades na governança da segurança portuária e na coordenação das políticas de controle de fronteiras.
O TCU também destaca a adaptação do crime organizado, que passou a usar diferentes modais de transporte para o envio de entorpecentes, o que exige maior investimento em inteligência por parte das forças de segurança.
Para melhorar o controle, a área técnica do tribunal propõe medidas para fortalecer a atuação dos órgãos envolvidos e aprimorar os mecanismos de coordenação e fiscalização em portos e fronteiras. O relatório será submetido à análise do plenário.
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Homem com faca persegue passageiro de ônibus na Rodoviária do Plano Piloto
Divulgalção/PMDF
Um homem foi detido na tarde desta terça-feira (17/3) por Políciais Militares do Distrito Federal (PMDF) na Rodoviária do Plano Piloto. Ele apresentava comportamento agressivo e estava portando uma faca.
Segundo relato das testemunhas que estavam no local, o suspeito estava alterado e discutindo com uma pessoa dentro de um ônibus, passando até em persegui-la já fora do coletivo.
Com medo de que um ataque pudesse acontecer, os passageiros rapidamente acionaram a Base Móvel, que localizaram o homem. O motivo da discussão não foi esclarecido.
Durante a abordagem o agressor resistiu às ordens policiais e continuou apresentando comportamento agressivo. Ele precisou ser contido pela equipe policial pois não queria soltar a faca.
O preso foi levado até a 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) e autuado por ameaça e porte de arma branca.
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“Eu apoio Mailza, Gladson e Petecão”, diz Marcus Alexandre no Bar do Vaz
O ex-prefeito de Rio Branco e atual presidente do diretório municipal do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na capital, Marcus Alexandre, foi o entrevistado do programa Bar do Vaz na tarde desta terça-feira, 17. Durante o bate-papo, o dirigente partidário abordou diversos temas, entre eles as eleições gerais deste ano e a decisão tomada de candidatura no pleito estadual para uma cadeira na Assembleia Legislativa.
O presidente municipal do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Marcus Alexandre, iniciou a entrevista falando sobre as dificuldades enfrentadas por pré-candidatos a cargos majoritários. Segundo ele, o momento é de intensa articulação nos bastidores e de avaliação estratégica para garantir a sobrevivência política.“O candidato majoritário nessa época agora está descabelado, porque ele tem que tomar providência de muita coisa. Então, se eu fosse um candidato majoritário, eu não estaria aqui com essa tranquilidade que eu estou hoje. Sendo pré-candidato a deputado estadual, ou seja, uma eleição proporcional, é claro que tem uma leveza maior do que você estar se preocupando com tudo. O majoritário, o candidato a governador ou ao Senado, tem que estar preocupado com as chapas de estadual, de federal, com posições, alianças. Não é o meu caso agora. Eu vou cumprir o que o meu partido está tomando de decisão. Mas não sou eu que estou à frente do processo”, afirmou.
Marcus Alexandre reafirmou sua pré-candidatura a deputado estadual para a Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) e classificou a decisão como um “recomeço” em sua trajetória política.
Durante a entrevista, o emedebista destacou que a definição foi tomada após um período de reflexão pessoal e diálogo com a família e amigos próximos. “Eu sempre tive coragem de tomar decisão. Quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve. Então, eu sempre tive coragem de decidir. E as decisões da minha vida eu sempre convivi com elas. Quando eu segui a minha intuição, na maioria das vezes, o resultado foi positivo. Quando eu deixei de seguir a minha intuição, também não tive o resultado que esperava. Então, dessa vez, eu tomei uma decisão antecipada, reuni a minha família. Ano passado foi um ano de reflexão na minha vida, porque a família é a base de tudo. Quero aqui aproveitar e mandar um beijo para minha esposa e para os nossos filhos. Eu reuni com eles primeiro, depois com os amigos mais próximos, e tomamos a decisão de que a caminhada seria essa. Eu sei dos riscos, sei que ser candidato a deputado tem seus desafios, mas é um recomeço. E eu tenho humildade para dizer isso: é um recomeço”, comentou.
Marcus Alexandre, comentou sua relação política com o ex-senador Jorge Viana e afirmou que, mais do que vínculos pessoais, o sentimento que carrega é de gratidão. “Amor eu tenho pela Gisele, pela minha esposa, pelos meus filhos, pelo meu pai, pela minha mãe, pelo meu irmão. Amor é isso, é incondicional. O que eu nunca tirei do meu coração foi a gratidão”, declarou.
Marcus relembrou que, em 2012, quando foi candidato à Prefeitura de Rio Branco, era pouco conhecido e contou com o apoio de um projeto político que viabilizou sua candidatura. “Naquela ocasião, um projeto político me apoiou para ser candidato a prefeito. Pegaram um candidato pouco conhecido e ajudaram esse candidato. Claro que eu tive meu mérito, estudei Rio Branco, fui aos bairros, construí meu trabalho. Depois, na reeleição, já era a defesa da minha própria gestão, já tinha o que mostrar”, afirmou.
O ex-prefeito também falou sobre a decisão de disputar o governo do Estado em 2018, quando concorreu ao Palácio Rio Branco em eleição vencida por Gladson Cameli. Segundo ele, trata-se de uma escolha da qual se arrepende. “Veio a decisão de 2018, que é uma decisão da qual eu me arrependo. Ali eu estava exercendo a gratidão. Era um nome que o grupo apoiou e entendeu que competia naquela ocasião. Foi a primeira decisão difícil”, disse.
Marcus acrescentou que outra decisão marcante foi aceitar compor como candidato a vice em um pleito posterior, classificando o momento como igualmente desafiador. “A segunda decisão difícil foi a de aceitar ser vice. Essa decisão foi tão difícil que, quando terminou a campanha, a amizade com o Jorge já não era mais a mesma. Foi uma caminhada que não foi boa para mim”, comentou.
Marcus demonstrou felicidade no Movimento Democrático Brasileiro (MDB). “Sou o segundo vice-presidente estadual. Então, eu sou da executiva estadual e sou o presidente municipal. Eu ocupo funções hoje que jamais teria ocupado em outras ocasiões. Então, eu me sinto respeitado, valorizado. Em todas as discussões eu sou chamado para dar opinião. Por estar na executiva, que é deliberativa, participo das decisões. Eu não tenho nenhum motivo para dizer qualquer coisa, a não ser agradecer ao MDB, aos dirigentes, aos cabeças-pretas e aos cabeças-grisalhas”, destaca.
O emedebista contou ainda que os gastos de uma campanha para deputado estadual podem chegar a R$ 900 mil, conforme o teto definido pela Justiça Eleitoral. “Uma campanha, como você diz que é pouco, que não tem o que gastar, tem sim. A previsão é o teto que o TRE define para as candidaturas, que eu acho que deve estar perto de 900 mil reais. Ainda não foi divulgado, né? Mas é claro que nós não vamos ter esse recurso. Eu não tenho nenhuma ilusão de que vai vir o teto para a campanha. E acredito que, se vier aí uns 20% ou 30%, já é muito. Então, é uma campanha em que essa questão estrutural traz uma dificuldade.”
Alexandre disse ainda que, caso fosse prefeito de Rio Branco, estaria apoiando a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do Estado. “Se o governo tivesse nos apoiado naquela eleição, a nossa chance era muito maior, porque nós já estávamos liderando a pesquisa. Se o governo tivesse apoiado a nossa candidatura, talvez hoje eu fosse prefeito e já estaria apoiando a Mailza para o governo. Porque, se tem uma coisa que eu sei, é ser grato. Diferente do que ela está recebendo agora em gratidão pelo que fez pelo prefeito. Se tivessem me apoiado, hoje a posição era outra. Mas já passou, o passado ninguém reescreve”, declarou.
Marcus demonstrou confiança na candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo e afirmou que não se pode subestimar sua força política. “Não, não penso assim não, Vaz. Na política, quem subestima alguém já começa errado. Até porque a palavra diz que a humildade precede a honra e a soberba precede a queda. Tem muita gente que já se achou eleita e chegou no final e se decepcionou. Eu vivi isso em 2024. Estávamos vencendo as eleições até um mês antes, quando o Estado e a Prefeitura se juntaram e foram para os bairros. A gente viu o que aconteceu. Então, não se pode subestimar a força da máquina. A Mailza vai assumir o governo daqui a uns dias, será governadora no exercício do mandato. Isso já traz uma possibilidade muito grande. Vai ter a maior parte dos atores da política, dos partidos e das estruturas. Eu não sou desses que subestimam. Acho que ela tem muita chance. Nas conversas que tive com ela no MDB, posso dizer que é uma pessoa serena, que dá ouvido para a gente”, afirmou.
Marcus também fez críticas à gestão do prefeito Tião Bocalom e afirmou que, na sua avaliação, a atual administração não apresenta os resultados esperados. “Não, não faz [um bom trabalho]. Porque, olha, o Bocalom recebeu a prefeitura da Socorro com dinheiro em caixa, sem dívida. Ele tinha tudo para fazer o trabalho que quisesse. Esse é o primeiro aspecto. Quando chegou no final do mandato, foi atrás de um empréstimo para lançar o programa Asfalta Rio Branco, tentando fazer em dois meses o que não tinha feito em quatro anos. E o povo ainda deu mais uma chance para ele. Eu não estou aqui me lamentando, porque já passou, ele ganhou a eleição, mas trabalhou com a esperança das pessoas. Entrou apressado, faltando dois ou três meses para a eleição. Tem rua em que tiraram o asfalto e até hoje não voltaram para colocar de novo”, declarou.
O ex-prefeito também questionou o uso de recursos oriundos de empréstimo. “Segundo o próprio secretário, foram gastos mais de R$ 100 milhões de um total de R$ 140 milhões, que é um empréstimo para ser pago em 20 anos. Nós vamos ter que pagar esse dinheiro. Não era recurso de arrecadação própria, era empréstimo, e a população vai arcar com isso ao longo dos anos”, afirmou.
Marcus Alexandre ainda comparou entregas de obras na área da educação e da saúde. “O Bocalom vai entregar a primeira creche agora, ali na Vila Acre. Na nossa gestão, construímos 14. As creches que aparecem na TV no início do ano letivo foram construídas na nossa gestão, na do Angelim e de outros prefeitos. Agora é a primeira que ele vai entregar. Nós construímos 28 postos de saúde. Ele entregou um e reformou, pintou os outros e retirou as placas”, disse.
Marcus disse ainda que pretende apoiar Sérgio Petecão ao Senado como forma de agradecimento pelo apoio recebido em 2024. “Na campanha para prefeito, quem andou comigo nos bairros, quem foi atrás de votos, foi o Petecão. Então, o primeiro nome que eu tenho que considerar é o dele, porque estava ao meu lado no sol e na chuva. Eu preciso considerar o nome do Petecão, senão estaria sendo ingrato com o que ele fez por mim”, afirmou.
Alexandre também demonstrou gratidão ao governador Gladson Cameli, ressaltando que, apesar das disputas eleitorais, sempre houve respeito na relação institucional. “Na chapa da Mailza, eu entendo que o nome principal é o do governador. Eu concorri contra ele em 2018. Terminou a campanha, voltei para a secretaria onde sou servidor há mais de 20 anos. Na época, o doutor Djalma assumiu o Tribunal de Justiça e pediu minha cessão. O Gladson poderia ter negado, mas autorizou. Em 2022, concorri contra ele novamente. Depois, fui convidado para trabalhar no TRE e, mais uma vez, ele autorizou minha cessão. Ele teve oportunidades de dificultar, mas nunca perseguiu ou constrangeu. Muito pelo contrário, sempre me tratou com respeito. Eu não tenho o que dizer do governador nesse aspecto. Está na chapa da Mailza, mas também preciso considerar o Petecão. Assim como considero o Gladson, que nas oportunidades que teve, atendeu aos pedidos que fiz”, declarou.
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Secretário que denunciou postos de gasolina detalha momentos de pânico
Reprodução/ Redes Sociais
Secretário que denunciou postos de gasolina que adulteravam combustíveis na cidade do Rio de Janeiro, João Pires detalhou os momentos de pânico que viveu após perseguição automobilística.
À frente da Secretaria de Proteção e Defesa do Consumidor, Pires disse ser cedo para avaliar se o episódio se trata de um atentado ou de uma tentativa de assalto. Ele informou à coluna que o caso é investigado pela Delegacia de Homicídios.
“Um carro me emparelha, abre as duas portas, e apontam dois fuzis do lado do carona, para mim. Institinvamente, eu piso fundo no acelerador para sair dali. Tudo parecia ser um assalto. Começo a imaginar se não era melhor parar o carro, porque estava ficando perigosa a perseguição, a mais de 150 quilômetros por hora. Foi aí que veio um estalo: se o carro não parou até agora, pode ser que ele não queira só me assaltar.”
“Aí eu avisto uma viatura do lado esquerdo da rodovia, eu estava do lado direito, e é o momento que eu achei que, se jogasse para dentro do posto de gasolina, o carro não iria me acompanhar com medo da viatura que estava do outro lado da pista.”
Questionado se acredita que se tratar de uma ameaça por conta de sua atuação combatendo irregularidades em postos de gasolina, Pires respondeu:
“Eu não consigo te afirmar isso, porque seria leviano. Mas todo mundo sabe que a máfia dos combustíveis envolve gente perigosa capaz de fazer isso. E a gente sabe que hoje em dia, com medo de facilitar as investigações, simulam um assalto para não ter cara de perseguição, de execução, de agressão. Tem essas estratégias, como apareceu aí no [caso do] Banco Master”.