Categoria: Teste

  • Advogado procura Mendonça e diz que Lulinha topa falar

    Advogado procura Mendonça e diz que Lulinha topa falar

    Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles
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    À frente da estratégia da defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o advogado Marco Aurélio de Carvalho procurou o ministro do STFAndré Mendonça na semana passada para falar sobre o inquérito da “Farra do INSS”, relatado pelo magistrado.

    O encontro, segundo apurou a coluna, ocorreu na noite da quarta-feira (11/3), no gabinete de Mendonça na Corte, em Brasília. Na conversa, o advogado reiterou a confiança no ministro e colocou Lulinha à disposição para prestar depoimento.

    “Ele (Lulinha) está disposto a prestar depoimento pessoalmente. Ele pretende fazer uma colaboração espontânea, voluntária e efetiva para esclarecer qualquer dúvida que porventura possa surgir a respeito do seu envolvimento direto ou indireto com qualquer tipo de irregularidade”, afirmou Marco Aurélio à coluna, confirmando a conversa com Mendonça.

    Na segunda-feira (16/3), o advogado deu entrevista à emissora GloboNews admitindo que Lulinha viajou a Portugal em 2024 com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, mais conhecido como “Careca do INSS”.

    A viagem foi revelada pelo Metrópoles, na coluna Andreza Matais, em dezembro de 2025. A entrevista, contudo, foi a primeira vez que a defesa admitiu publicamente a viagem e a relação de Lulinha com o Careca do INSS.

    Ao admitir a viagem e colocar o filho do presidente à disposição para falar, a defesa visa passar uma imagem colaborativa. Com isso, tenta evitar que Mendonça determine medidas cautelares contra o filho do presidente da República.

  • Vereador do PL apaga vídeo sobre motoboys após denúncia de Boulos

    Vereador do PL apaga vídeo sobre motoboys após denúncia de Boulos

    Igo Estrela/Metrópoles
    Imagem colorida de Guilherme Boulos, homem branco, de cabelo e barba aparada castanha, gesticulando com as mãos - Metrópoles

    O vereador Rubinho Nunes (PL-SP) apagou das redes sociais na segunda-feira (16/3) um vídeo que mostrava um protesto de motoboys após denúncia do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

    Na publicação, o parlamentar afirmou que as imagens mostravam uma manifestação de motoboys contra o governo do presidente Lula. O vídeo, no entanto, registrava um protesto ocorrido no Rio de Janeiro.

    Ao compartilhar o conteúdo, Nunes escreveu: “Lula e Boulos quiseram taxar o iFood. A resposta dos motoqueiros”.

    Após a divulgação do vídeo, Boulos reagiu nas redes sociais e afirmou que aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estariam espalhando informações falsas sobre a manifestação.

    Segundo o ministro, as imagens que passaram a circular nas redes mostram, na verdade, um protesto realizado há cerca de dois meses por entregadores após a morte de um motoboy.

    “Os bolsonaristas começaram a divulgar hoje, nas redes sociais, imagens de uma manifestação de motoboys, afirmando que se tratava de um protesto de entregadores contra o governo do presidente Lula e contra medidas que buscam garantir trabalho digno e seguro contra acidentes para a categoria. Sabe o que eles fizeram? Usaram imagens de uma manifestação que ocorreu há dois meses no Rio de Janeiro, organizada de forma legítima por entregadores após a morte de um motoboy”, disse o ministro.

    Veja o vídeo:

     

     

     

  • Michelle Bolsonaro e o novo cerco à imprensa

    Michelle Bolsonaro e o novo cerco à imprensa

    LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
    MIchelle Bolsonaro após saída do ex-presidente do hospital DF Star – Metrópoles 2

    Não há limites para o que podemos chamar de “logística da mentira”.

    O episódio envolvendo Michelle Bolsonaro e o compartilhamento de um vídeo histérico contra jornalistas na porta do hospital onde o ex-presidente está internado é a prova de que o bolsonarismo não abre mão do seu método favorito: o ataque à imprensa.

    Michelle, com seus 8 milhões de seguidores, não apenas compartilhou um vídeo, ela deu o sinal verde para uma nova onda de ameaças contra profissionais que estão apenas cumprindo o seu dever de informar.

    O vídeo em questão é de um amadorismo gritante. Uma mulher que aparenta alto grau de fanatismo acusa jornalistas de estarem “comemorando” ou “desejando” a morte de Jair Bolsonaro. É uma cena patética, sem qualquer prova, baseada em fragmentos de conversas que ela diz ter gravado, mas que ninguém viu.

    Para o jornalista político João Bosco Rabello, o objetivo é claro: desumanizar os repórteres que estão de plantão sob sol e chuva, que de praxe conversam sobre os próximos passos da política nacional em intervalos das coletivas e portarias. Querem transformar o trabalho da imprensa em um desejo mórbido, uma inversão de valores que só serve para alimentar os grupos de ódio nas redes sociais.

    A ironia, segundo Rabello, é que nem mesmo os maiores adversários políticos de Bolsonaro desejam a sua morte. Politicamente, ele vivo é muito mais “útil” para a oposição — seja para responder pelos seus crimes na Justiça, seja para não virar um mártir que unifique a direita de forma incontrolável. É preciso que Bolsonaro esteja saudável o suficiente para que possa assumir as consequências da tentativa de golpe contra a democracia brasileira.

    Michelle Bolsonaro sabe disso. Ela não é ingênua. Ao espalhar essa farsa, ela busca sensibilizar aquela parcela do eleitorado que ainda hesita, usando a internação do marido como isca para uma guerra cultural.

    É um golpe baixo, pequeno e mesquinho.

    No fim das contas, a família Bolsonaro mostra que, mesmo diante de um leito de hospital, a prioridade nunca é a recuperação do homem, mas a sobrevivência do método golpista que se alimenta da desinformação e do medo.

    Fiquemos atentos: é o cartão de visitas de algumas campanhas que virão nessas eleições.

  • Mulher que escreveu livro sobre luto é condenado por matar marido

    Mulher que escreveu livro sobre luto é condenado por matar marido

    Facebook/ reprodução
    Kouri Richins e Eric Richins,

    A norte-americana Kouri Richins foi condenada a prisão perpétua, nessa segunda-feira (16/3), pelo assassinato do marido com um drink Moscow Mule com fentanil. O crime aconteceu em 2022 em Utah, no oeste dos Estados Unidos.

    A acusação contra ela só surgiu um ano após a morte do marido. Nesse meio tempo, ela escreveu um livro infantil intitulado “Are You With Me?” (Você Está Comigo?), sobre como lidar com o luto. Mas, em maio de 2023, Kouri foi presa acusada de ter matado o marido. 

    Segundo ela, o livro foi criado para ajudar pessoas, incluindo seus três filhos, a lidar com a morte de um ente querido.

    De acordo com a investigação, segundo o Daily Mail, Kouri matou o marido com a intenção de ficar com a herança dele, de US$ 4 milhões, e assumir um romance com o amante Robert Josh Grossmann.

    “Ela queria se separar de Eric Richins, mas não queria abrir mão do dinheiro dele”, disse o promotor do Condado de Summit, Brad Bloodworth.

  • Colômbia acusa Equador de bombardeio na fronteira

    Colômbia acusa Equador de bombardeio na fronteira

    Vinícius Schmidt/Metrópoles
    Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, deixa Palácio do Itamaraty após dia de reuniões com países da América do Sul 1

    O presidente colombiano, Gustavo Petro, disse que tem provas de que o Equador lançou uma “bomba” próximo à fronteira do país.

    “Uma bomba lançada de um avião foi encontrada. Os métodos serão investigados minuciosamente, muito perto da fronteira com o Equador, o que de certa forma confirma minha suspeita”, disse durante uma reunião com seus ministros nesta segunda-feira (16/3).

    Petro ainda disse ter falado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os supostos ataques. Equador e Estados Unidos têm trabalhado juntos no combate ao tráfico de drogas.

    “Pedi a ele que ligasse para o presidente do Equador [Daniel Noboa] porque não queremos entrar em guerra”, afirmou.

    Equador e Colômbia vivem uma crise envolvendo o combate ao narcotráfico na fronteira e uma guerra comercial. Daniel Noboa impôs uma taxa ao vizinho no início do ano, que aplicou o princípio da reciprocidade.

    Guerra ao tráfico

    No domingo (15/3), o ministro do Interior do Equador, John Reimberg, afirmou que mais de 75 mil policiais e militares estão mobilizados para atuar nas quatro províncias onde foi imposto um toque de recolher noturno.

    O objetivo é o combate ao narcotráfico no país. A medida está prevista para durar 15 dias em Guayas, El Oro, Los Ríos e Santo Domingo de los Tsáchilas.

    “Mais de 75 mil membros das forças, incluindo a Polícia Nacional e as Forças Armadas, foram mobilizados nas quatro províncias onde atuaremos “, disse ele em coletiva de imprensa.

     

     

  • Máscara e blindado: como narco mais procurado dos EUA fugia da polícia

    Máscara e blindado: como narco mais procurado dos EUA fugia da polícia

    Arte/Metrópoles
    Marset

    Veículos blindados, identidades falsas, arsenais e máscaras hiper-realistas. Até chegar ao topo da lista vermelha de procurados da Interpol, o narcotraficante uruguaio Sebastián Enrique Marset Cabrera (foto em destaque)usou todos os artifícios possíveis para escapar do radar das forças de segurança. Seus truques, porém, foram vencidos pelas polícias norte-americana e boliviana na última sexta-feira (13/3).

    Diversas investigações indicam que Marset utilizava veículos de altíssima segurança, incluindo carros blindados de luxo. Durante operações na Bolívia — onde o traficante montou sua base — autoridades apreenderam diversos veículos de alto padrão vinculados a ele e identificaram o uso de proteção armada em sua frota.

    Na sexta-feira (13), quando Marset, a meia-irmã dele, Tatiana Marset Alba, de 22 anos, dois venezuelanos e um colombiano foram presos, a polícia também apreendeu um arsenal, além de diversos veículos avaliados em mais de R$ 2 milhões. O que mais chamou atenção, porém, foi a descoberta de várias máscaras hiper-realistas no imóvel, supostamente usadas pelos criminosos para se disfarçarem ao deixar o esconderijo.

    Empresário e infiltrado no futebol

    O traficante construiu sua carreira criminal sobre algo simples: ser quem precisasse ser. Líder do chamado Primeiro Cartel Uruguaio, ele aprendeu a transformar identidades em escudos: documentos perfeitos, histórias de vida detalhadas, perfis em redes sociais e até sotaques e maneirismos ajustados ao cenário.

    Em público, surgia como empresário próspero e apaixonado por futebol; nos bastidores, coordenava uma rede transnacional de tráfico e lavagem de dinheiro.

    Uma de suas máscaras mais eficazes foi a de “empresário brasileiro” estabelecido em Santa Cruz de la Sierra. A cobertura fazia sentido: brasileiros são comuns na região, o ambiente de negócios favorecia investimentos e a documentação parecia impecável, de registros civis a históricos profissionais.

    Com essa identidade, Marset montou empresas em ramos diversos e se aproximou do futebol local, adquirindo participação em um clube e até entrando em campo. A rotina de treinos, entrevistas e presença em jogos não era apenas vaidade: servia para legitimar sua fortuna, ampliar o trânsito social e estabelecer contatos.

    O futebol abre portas sociais e políticas, além de normalizar movimentações financeiras vultosas. Reformas em estádios, transferências, patrocínios e viagens de equipe tornam-se justificativas plausíveis para grandes volumes de dinheiro em circulação.

    Marset explorou essa janela com frieza cirúrgica, equilibrando a imagem de “benfeitor do esporte” com operações que, segundo investigações, abasteciam sua logística de drogas e lavagem de dinheiro. A camisa 10 — símbolo de liderança e criatividade dentro de campo — ajudava a consolidar a narrativa do “craque-investidor”.

    Por trás das máscaras, havia método. Marset operava com um arsenal de documentos de vários países, presença digital coerente e mudanças constantes na aparência — barba, cabelo, óculos e retoques sutis.

    Cada persona vinha acompanhada de biografia, contatos e rotinas verificáveis. Antes de usar uma identidade em operações maiores, ele a testava em situações menores: check-in em hotéis, abertura de contas e aparições sociais. A estratégia funcionou por anos.

    A visibilidade proporcionada pelo futebol, no entanto, também criou um acervo de imagens e vídeos. Quando análises biométricas e cruzamentos de dados avançaram, a distância entre o “empresário brasileiro” e o foragido uruguaio começou a desaparecer.

    A partir daí, a máscara caiu: pegadas digitais, documentos e padrões de comportamento passaram a ligar suas diferentes identidades. As mesmas ferramentas tecnológicas que sustentavam sua camuflagem acabaram contribuindo para desmascará-lo.

    Ligação com o PCC

    Se Marset deixou rastros por diversos países, no Brasil — vizinho ao Uruguai, sua terra natal — não foi diferente.

    Por aqui, além de manter vínculos com atividades criminosas, o traficante teria se aliado a uma das maiores facções do país: o Primeiro Comando da Capital (PCC).

    Em novembro do ano passado, a coluna noticiou com exclusividade, logo após a operação mais letal da história contra o Comando Vermelho (CV), no Rio de Janeiro, que Marset havia se aproximado do PCC.

    Um vídeo obtido pela reportagem mostra Marset reunido com lideranças da facção. Na gravação, ele faz ameaças diretas a rivais e forças policiais e afirma que poderia provocar uma guerra na fronteira do Brasil.

    Segundo investigações, o vídeo teria sido gravado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde o narcotraficante mantinha sua base de operações. Nas imagens, ele aparece portando um fuzil e cercado de aliados armados, diante de bandeiras e símbolos que remetem ao PCC e à atuação do grupo também no Paraguai.

  • Estudante morta fez dossiê expondo exigências de namorado para abortar

    Estudante morta fez dossiê expondo exigências de namorado para abortar

    Imagens cedidas ao Metrópoles
    Imagem colorida de estudante morta ao lado de conversas com o namorado que pressionava por aborto - Metrópoles

    Antes de morrer, a estudante de medicina Carolina Andrade Zar, de 22 anos, montou um dossiê com prints de conversas de WhatsApp que revelam que o seu namorado a pressionou para tirar a própria vida e abortar a gravidez.

    Conforme o documento obtido pelo Metrópoles, o companheiro da vítima xingava e manipulava emocionalmente a jovem para induzi-la a tirar o filho. Assim que soube da gravidez, ele a acusou de estar tentado dar um “golpe” e afirmou que a criança seria a “pior coisa” que poderia acontecer na vida dele.

    Nas conversas, é possível ver o homem instruindo Carolina a comprar medicamentos ilegais e pressionando-a para que apagasse conversas e ocultasse o aborto dos familiares. O namorado utilizou várias vezes a ameaça de se matar ou “fazer uma besteira” como forma de pressão.

    “Minha mãe faz misto pra mim e arruma minha cama até hoje. Eu não posso ter um filho”, disse o jovem. Ele também chegou a sugerir que iria “jogar o carro contra um caminhão”.

    Após ser agressivo, o homem mudava o discurso para um tom de arrependimento e promessas de que “superariam juntos”, tentando convencer Carolina de que o aborto era o “melhor para os dois”.

    A vítima revelou no dossiê que sonhava em ser mãe e chegou a afirmar que fingiria o aborto, mas que jogaria o remédio fora e sumiria da vida do namorado, criando o filho sozinha. “[Iria] falar pra ele me entregar o remédio que eu fazia sozinha, porque aí ele ia achar que eu tinha feito e eu jogava o negócio no vaso sanitário”, escreveu.

    O rapaz, no entanto, não se convenceu e reservou um quarto de hotel para realizarem o procedimento juntos. Segundo os relatos da estudante, o casal esperou cerca de 12 horas até ter certeza de que a medicação tinha cumprido o efeito esperado. Ela já estava com 12 semanas de gestação, e passou muito mal após a ingestão da pílula.

    Durante o procedimento, o jovem segurou a namorada pela cintura e pelos braços para impedir que ela se movesse ou mudasse de ideia devido à dor.


    Estudante morre após ingerir arsênio e caso é registrado como suicídio


    Pai aponta indução ao suicídio

    Cerca de duas semanas antes do suposto suicídio, Fauez Zar, o pai de Carolina, soube do aborto. Segundo ele, a jovem passou os últimos momentos repetindo: “Queria meu filho de volta, pai”. A jovem também dizia: “Eu fui acreditar nele [namorado], mas deveria ter conversado com senhor”.

    Na mesma época, a estudante de medicina enviou uma série de mensagens à sogra, relatando com detalhes tudo o que havia acontecido desde a descoberta da gravidez.

    “Não estou aqui por vingança. Estou aqui porque a minha dor merece ser dita, porque o que aconteceu comigo não pode ser apagado como uma conversa excluída. E porque, no fundo, eu ainda acredito que você pode me ouvir de coração aberto como mulher”, disse à mãe do namorado, se referindo ao fato do rapaz ter ordenado que ela apagasse todas as mensagens entre o casal. No dossiê, não há a resposta da mulher.

    Para Fauez Zar, o autoextermínio foi induzido pelo rapaz. “O aborto ela jamais faria, até porque eu sempre quis ter um neto. Ela era filha única. Eu faço hemodiálise, portanto, minha expectativa de vida é incerta”, disse o advogado.

    “Meu desejo é fazer Justiça para inibir que outras famílias passem pelo que estou passando, pois muito embora nada vai trazer a Carolina de volta, eu devo ao menos tentar alertar e mostrar à sociedade o resultado das consequências de homens que agem dessa forma contra mulheres, que não são poucos”, declarou.

  • Chile inicia construção de muro na fronteira com Peru

    Chile inicia construção de muro na fronteira com Peru

    Governo do Chile/ reprodução
    Presidente José Antonio Kast visita obra de construção de muro

    O Chile iniciou a construção de um muro na fronteira com o Peru. Nesta segunda-feira (16/3), o presidente José Antonio Kast, recém-empossado no cargo, foi até Arica, no norte do país, para visitar as obras.

    A construção do muro, promessa de campanha de Kast, tem a intenção de combater a imigração ilegal na fronteira. 

    De acordo com o governo chileno, o plano inclui medidas firmes como o fechamento total da fronteira à imigração ilegal — ou seja, o fechamento de passagens não autorizadas — e penalidades severas. 

    Também serão cavadas trincheiras de 3 metros de profundidade em áreas de grande fluxo migratório, impedindo o acesso de veículos e a passagem de caravanas. Além disso, terá torres de vigilância, radares térmicos, drones autônomos com reconhecimento facial, câmeras infravermelhas e térmicas, operando 24 horas por dia, sete dias por semana.

    A estimativa é que 337 mil migrantes irregulares, em sua maioria venezuelanos, vivam no Chile.

     

  • Caso Master: PF suspeita de vazamento em operação contra aliado de Alcolumbre

    Caso Master: PF suspeita de vazamento em operação contra aliado de Alcolumbre

    Amprev/Divulgação
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    A Polícia Federal (PF) suspeita que houve vazamento da operação que mirou o ex-presidente da Previdência do Amapá, Jocildo Silva Lemos, indicado ao cargo pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    Jocildo foi um dos alvos da operação da PF, deflagrada em 6 de fevereiro, que apura a destinação de R$ 400 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro,preso em Brasília.

    Os investigadores passaram a suspeitar de vazamento por alguns motivos, especialmente por causa de um telefonema que a esposa de Jocildo recebeu do procurador jurídico da Previdência do Amapá 18 minutos antes de os agentes baterem à porta da residência com um mandado de busca e apreensão.

    Investigadores consultados pela coluna relatam que, quando chegaram à casa do principal alvo da operação, por volta das 6h, Jocildo não estava no local.

    Apreensão do celular

    Familiares informaram aos agentes que ele havia acabado de sair para fazer exercícios físicos, o que impediu a apreensão imediata do telefone celular de Jocildo.

    Quando Jocildo retornou à residência, a PF constatou que o aparelho entregue pelo aliado de Alcolumbre havia sido recentemente habilitado para uso e não tinha mensagens, fotografias nem registros de contatos, o que chamou a atenção dos investigadores.

    Ao ser questionado, Jocildo afirmou que havia entregue o celular que usa no dia a dia a um amigo, identificado pela PF como Mauro Júnior, procurador jurídico da Amapá Previdência.

    Segundo Jocildo, o aparelho foi levado até Mauro para o conserto de uma “rachadura na traseira do dispositivo”. Explicação que não convenceu os investigadores. Após contato, Mauro foi até a casa do então presidente da Previdência para entregar o aparelho alvo da diligência.

    A PF também aponta outra evidência que reforça a suspeita de vazamento. Às 5h42 do dia da operação, pouco antes da chegada dos agentes, Mauro ligou para a esposa de Jocildo.

    Para os investigadores, esse conjunto de circunstâncias indica fortes indícios de que Jocildo tinha conhecimento prévio da operação, o que poderia explicar o afastamento do celular que utilizava no cotidiano. Ele pediu demissão do cargo em 11 de fevereiro.

    A PF apreendeu o celular da esposa de Jocildo e trabalha agora para realizar a perícia nos aparelhos recolhidos.

    A coluna não conseguiu localizar a defesa de Jocildo. O Metrópoles também tentou contato com a Amapá Previdência, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. Já a assessoria do senador Davi Alcolumbre optou por não se manifestar.

    Investigação

    Os investigadores acreditam que Jocildo teve papel fundamental para que houvesse a destinação de R$ 400 milhões em Letras Financeiras ao Master, tendo em vista que ele atuava como coordenador do comitê de investimentos e exerceu papel central na condução das três reuniões realizadas em julho de 2024 — nos dias 12, 19 e 30 — que trataram da aplicação de recursos no banco.

    Conforme mostrou a coluna, o dirigente influenciado diretamente as votações que autorizaram os aportes, mesmo diante de alertas técnicos sobre risco e concentração dos recursos em uma única instituição financeira.

    A apuração aponta ainda que as decisões avançaram sem a exigência prévia de análises mais detalhadas sobre a situação do banco de Vorcaro — prática considerada fora do padrão de cautela esperado na gestão de um fundo previdenciário.

    Além disso, de acordo com o relatório, a Caixa Econômica teria se recusado a adquirir os mesmos ativos por considerá-los de risco elevado. Para os investigadores, esse elemento indica que sinais de alerta podem ter sido ignorados pela cúpula da Previdência do Amapá.

    A PF também registrou que Jocildo participou das deliberações que aprovaram as aplicações e assinou autorizações que permitiram a transferência efetiva dos recursos, conectando as decisões do comitê à liberação dos valores para o Banco Master.

    Além de Jocildo, foram alvos de mandados de busca e apreensão José Milton Afonso Gonçalves — apontado como mentor intelectual e articulador das operações no comitê — e a Jackson Rubens de Oliveira.