Categoria: Teste

  • Carro cai em vala no Setor O, na marginal de acesso à BR-070

    Carro cai em vala no Setor O, na marginal de acesso à BR-070

    CBMDF/Reprodução
    carro cai em vala na BR-070

    Um carro caiu em uma vala, na noite de domingo (15/3), na via marginal de acesso à BR-070, próximo ao Terminal do Setor O, em Ceilândia. O veículo, um VW Gol vermelho, estava transitando pela pista, quando caiu dentro de um buraco que se abriu durante as chuvas.

    O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado e deslocou duas viaturas para o atendimento. Entretanto, ao chegar ao local, o motorista já havia deixado o veículo. O condutor conseguiu sair pela porta traseira.

    De acordo com os bombeiros, ele foi avaliado pelos socorristas, mas não apresentou ferimentos e não houve necessidade de transporte para unidade de saúde.

    Coube à Polícia Militar do DF (PMDF) preservar o local.

  • Quem assumirá o Tesouro na dança das cadeiras após a saída de Haddad

    Quem assumirá o Tesouro na dança das cadeiras após a saída de Haddad

    Ceron-secretário

    A saída de Fernando Haddad do comando do Ministério da Fazenda, nesta semana, provocará uma dança das cadeiras nos principais cargos da pasta.

    Um dos postos que passarão por mudanças será a Secretaria Nacional do Tesouro. Atual secretário, Rogério Ceron mudará de cargo na Fazenda.

    Ceron deixará o Tesouro para assumir a Secretaria Executiva do Ministério no lugar de Dário Durigan, que, por sua vez, assumirá como novo ministro da Fazenda.

    Para o lugar de Ceron no Tesouro, Durigan e Haddad decidiram nomear Daniel Cardoso Leal, que ocupa o cargo de subsecretário da Dívida Pública desde 2025.

    Leal é servidor de carreira do Tesouro desde 2014. Ele também tem experiência no mercado financeiro e em outras áreas de gestão da dívida pública.

  • A voz da razão nem sempre ouvida e a nova guerra no Oriente Médio

    A voz da razão nem sempre ouvida e a nova guerra no Oriente Médio

    Arte Carla Sena/Metrópoles sobre fotos Getty Images
    eua-ira-trump-guerra-oriente-medio—arte-metropoles-1

    Dá-se o nome de “voz da razão” à capacidade humana de pensar de forma lógica, ponderada e objetiva, agindo como um guia interior para o discernimento moral e prático. Ela busca soluções sensatas e tenta controlar emoções impulsivas ou irracionais.

    Se o primeiro-ministro Winston Churchill tivesse ouvido a voz da razão, deveria ter chegado a um acordo com a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, porque opor-se a ela significava longos anos de muito “sangue, trabalho, lágrimas e suor”.

    Mas ele não deu e o mundo agradece. Churchill teve a sorte de os japoneses terem atacado a marinha americana estacionada na ilha de Pearl Harbor. Os Estados Unidos entraram na guerra. A Grã-Bretanha perdeu seu império. O resto é história conhecida.

    A julgar pelo desequilíbrio de forças entre o Vietnã e os Estados Unidos, os norte-vietnamitas deveriam ter se rendido. Foram alvos de mais bombas do que os nazistas e seus aliados. Por fim, derrotados, os americanos declararam vitória e foram embora.

    Primo do Profeta Maomé, primeiro dos imames para todos os muçulmanos xiitas, o califa Ali ibn Abi Talib ensinou:

    “Para que sua voz seja ouvida, peça o possível”.

    Nada é mais apropriado do que oferecer reconciliação sem reivindicar vitória. Porque uma vitória, por mais decisiva que seja, é apenas temporária. No momento, o que os Estados Unidos e Israel oferecem ao Irã é o suicídio, e isso não será aceito por ele.

    O Irã precisa apenas não perder para ter sucesso. Os Estados Unidos e Israel precisam de uma vitória maiúscula para evitar a derrota. Uma guerra, que segundo Donald Trump terminaria em poucos dias, já dura 16 e não tem data para acabar.

    A esta altura, parece que a única medida de sucesso que resta depende exclusivamente de estatísticas militares: o número de missões de jatos israelenses e americanos, a tonelagem de bombas, o número de alvos destruídos e o número de mortos.

    Essas estatísticas poderiam permitir que Trump declarasse vitória caso desejasse abandonar a guerra que está se alastrando, prolongando-se e custando mais do que o planejado inicialmente, mas nenhuma delas representará um sucesso estratégico.

    Só há um vencedor até aqui: as grandes companhias petrolíferas. O valor de mercado combinado das seis maiores empresas ocidentais listadas na bolsa de valores aumentou em mais de US$ 130 bilhões desde o início da guerra em 28 de fevereiro.

    Trump enfrenta uma escolha difícil, segundo o New York Times: ir em frente para alcançar os objetivos ambiciosos que estabeleceu ou tentar se desvencilhar de um conflito que está gerando ondas devastadoras de choque militares, diplomáticos e econômicos.

    A voz da razão recomenda o segundo caminho, mas ela nem sempre é levada em conta.

     

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  • Contratada pela Codevasf compra perfuratriz de poços a mando de deputado do PL

    Contratada pela Codevasf compra perfuratriz de poços a mando de deputado do PL

    Reportagem Metropoles
    Perfuratriz ao deixar a fabricante em Umuarama (PR)

    Um caminhão doado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) a uma prefeitura do Maranhão transportou de forma irregular uma máquina de perfuração de poços, enviada por um deputado federal a um aliado político em Estreito (MA).

    O detalhe: a máquina foi comprada por uma empresa de engenharia que tem um contrato milionário com a Codevasf. Nas redes sociais, no entanto, o político de Estreito que recebeu o maquinário diz tratar-se de um presente do deputado federal Júnior Lourenço (PL-MA).

    A máquina em questão é chamada de perfuratriz. Foi comprada por R$ 89.092,00 em 11 de fevereiro de 2026 de uma fabricante em Umuarama (PR), a quase 3 mil km de Miranda do Norte, segundo a nota fiscal. A compradora é uma pequena construtora da cidade de Dom Pedro (MA), próxima a Estreito, chamada JP Silva Construções e Serviços LTDA.

    A JP Silva tem diversos contratos com a Codevasf. Em fevereiro deste ano, o Diário Oficial da União trouxe uma contratação de R$ 699 mil da empresa com a 8ª Superintendência do órgão, em São Luís (MA). Em dezembro passado, a mesma superintendência contratou a firma por R$ 16,6 milhões para serviços de asfaltamento.

    No vídeo divulgado pela fabricante nas redes sociais, é possível ver a máquina sendo colocada em um reboque e montada em um caminhão Mercedes-Benz, modelo Accelo 817, de placa SMQ-4J98. O veículo foi adquirido pela Codevasf e doado em novembro de 2024 à prefeitura de Miranda do Norte, a 600 km de Estreito.

    A máquina foi recebida em Estreito pelo pecuarista e ex-candidato a prefeito José Maria Pernambuco (PSB), aliado de Júnior Lourenço. Nas redes, ele publicou um vídeo agradecendo ao congressista pelo envio do maquinário.

    Procurado pela coluna na tarde de sexta-feira (13), Zé Maria Pernambuco disse não saber que a máquina foi comprada pela empreiteira JP Silva Construções. Segundo ele, o equipamento foi adquirido de forma privada pelo deputado federal Júnior Lourenço e por outra pessoa, cuja identidade ele não revelou.

    Zé Maria Pernambuco também atribuiu os questionamentos sobre a perfuratriz à “politicagem” no município e disse ter a nota fiscal da máquina, que mostraria a compra por Júnior Lourenço, mas se recusou a encaminhar o documento. Segundo ele, o equipamento ainda não foi usado para perfurar nenhum poço.

    A cidade de Estreito ocupou o noticiário nacional no fim do ano passado, depois da queda da ponte Juscelino Kubitscheck, que ligava a cidade ao município vizinho de Aguiarnópolis (TO).

    As informações foram encaminhadas por meio de uma representação anônima ao Ministério Público Federal (MPF), à qual a coluna também teve acesso.

    A reportagem procurou o deputado federal Júnior Lourenço por e-mail e WhatsApp, mas ele não respondeu. A coluna não conseguiu contato com a empresa JP Silva Construções nem com a prefeitura de Miranda do Norte. O espaço segue aberto.

  • Bets: saiba quanto brasileiros gastam por mês em jogos e apostas

    Bets: saiba quanto brasileiros gastam por mês em jogos e apostas

    Levantamento revela que cerca de 20% dos apostadores gastam mais de R$ 1 mil por mês em bets

  • Feminicídio: taxa no DF superou a média nacional em 2025. Veja quem eram as vítimas

    Feminicídio: taxa no DF superou a média nacional em 2025. Veja quem eram as vítimas

    LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
    Manifestação contra o feminicídio - Metrópoles

    O Distrito Federal registrou 28 vítimas de feminicídio em 2025, o equivalente a 1,8 morte a cada 100 mil habitantes, taxa acima da média nacional (1,43) e que coloca a capital federal na oitava posição entre as unidades da Federação. Dados da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) indicam ainda que, em média, uma mulher foi assassinada por motivação de gênero a cada 13 dias no DF ao longo do ano.

    Além dos feminicídios consumados e confirmados pela Secretaria de Segurança Pública, houve 131 tentativas, ou seja, uma mulher foi atacada a cada 3 dias em 2025.

    Em relação a 2024 quando houve o registro de 23 feminicídios, o número de assassinatos contra mulheres na capital aumentou 21,1%. De 2015 até janeiro de 2026, foram confirmadas 227 vítimas e nove ainda estão sob análise da SSP-DF.

    Com quatro casos, a região administrativa de Planaltina liderou o número de feminicídios, seguido por Samambaia, que teve três, e Ceilândia, Recanto das Emas e Sobradinho registraram dois casos cada.

    Nos três primeiros meses de 2026, seis mulheres já foram vítimas de feminicídio, além de cinco tentativas do crime que acabou não sendo consumado. Em janeiro e fevereiro a SSP-DF registrou 13 tentativas.

    O caso mais recente registrado foi o da manicure Luana Moreira Marques, 41 anos, morta pelo ex-companheiro em Planaltina. Um dia depois do Dia da Mulher, o motorista de aplicativo Wellington de Rezende Silva, 43 anos, armou uma emboscada para assassiná-la. A manicure foi morta a facadas, dentro do carro do ex-marido, na DF-128, região de Planaltina (DF).


    UF’s com maiores taxas de feminicídio em 2025 a cada 100 mil habitantes


    Veja quem são as vítimas de 2025

     

    Feminicídio dentro do quartel

    O último feminicídio registrado em 2025, que vitimou a cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, foi um dos principais casos que marcaram aquele ano. O ex-soldado Kelvin Barros da Silva confessou o crime após esfaquear a colega e queimá-la. O ex-militar segue preso aguardando julgamento.

    O corpo da militar foi encontrado no dia 6 de dezembro, pouco depois das 16h, carbonizado e com um corte no pescoço pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), que apagou um incêndio no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RGC), no Setor Militar Urbano. Em nota, os bombeiros confirmaram que encontraram grande quantidade de combustível após extinguirem as chamas.


    Vítimas de feminicídio no DF em 2025


    Os demais casos de feminicídio seguem sob sigilo ou ainda estão em investigação, e os nomes das vítimas não foram divulgados.

    Ações de enfrentamento da SSP

    A subsecretária de Prevenção à Criminalidade da SSP-DF, Reginele Rozal, afirmou que o enfrentamento da violência doméstica contra a mulher é uma das prioridades da política de segurança pública do DF. “Os dados de 2025 mostram com clareza a dimensão desse desafio. A violência doméstica ainda é um problema grave e persistente da nossa sociedade, mas também indicam que a atuação das forças de segurança tem sido mais firme na responsabilização dos agressores e na proteção das vítimas”, disse.

    Ela explicou que a estratégia do governo se baseia em análise de dados, integração entre instituições e uso de tecnologia. “A Secretaria tem adotado uma atuação integrada envolvendo a Polícia Civil, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o Detran, além de uma rede ampliada de proteção que inclui o sistema de Justiça e diversos serviços de acolhimento às vítimas”, afirmou.

    Entre as principais ferramentas estão programas de monitoramento e proteção, como o Programa Viva Flor e o acompanhamento de agressores com tornozeleira eletrônica. “Hoje temos cerca de 2 mil mulheres protegidas por esses programas no Distrito Federal. A mensagem é clara: a violência contra a mulher não é tolerada. Quem agride está sendo responsabilizado e quem precisa de proteção encontra uma rede preparada para agir rapidamente”, declarou. A subsecretária também destacou a importância das denúncias para interromper o ciclo da violência.

  • Desaparecimento no DF termina em homicídio brutal e prisão de irmãos. Veja vídeo

    Desaparecimento no DF termina em homicídio brutal e prisão de irmãos. Veja vídeo

    Divulgação/PCDF
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    Uma ocorrência inicialmente registrada como desaparecimento de pessoa no Distrito Federal acabou revelando um homicídio brutal com indícios de tortura e ocultação de cadáver. Dois irmãos, de 37 e 48 anos, foram presos no último sábado (14/3) pela Polícia Civil do DF (PCDF), por meio da 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural).

    O caso começou a ser investigado após familiares procurarem a polícia para comunicar o desaparecimento da vítima, que havia saído de casa para realizar um serviço e não retornou. A partir das primeiras diligências e da análise dos elementos reunidos ao longo da investigação, os policiais passaram a trabalhar com a hipótese de que o desaparecimento estava ligado a um crime violento.

    A Polícia Civil do DF não divulgou a identidade da vítima para não atrapalhar a investigação em curso.

    De acordo com as apurações, a vítima foi levada pelos irmãos até uma chácara, onde teria sido ameaçada, agredida e submetida a intensa violência enquanto era pressionada a revelar o paradeiro de bens supostamente desaparecidos.

    Após o período de agressões, os investigados teriam colocado a vítima em um veículo e a levado para uma área rural, onde ocorreu a execução. Segundo a polícia, o corpo foi posteriormente lançado em um rio de forte correnteza, o que dificultou sua localização.

    Investigações em andamento

    Mesmo após a indicação do possível local onde o cadáver teria sido descartado, equipes da Polícia Civil do Distrito Federal realizaram diversas diligências na região, com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). As equipes fizeram buscas nas margens e no leito do rio, mas o corpo ainda não foi encontrado. A ausência do cadáver também impede, até o momento, a confirmação pericial da arma utilizada no crime.

    Veja imagens das buscas:

    A investigação continua pela 8ª DP para esclarecer completamente a dinâmica do crime e tentar localizar o corpo da vítima. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o caso demonstra como uma investigação detalhada foi capaz de transformar um registro inicial de desaparecimento em um inquérito de homicídio, identificar os suspeitos e efetuar a prisão dos dois irmãos investigados.

  • Denza inaugura maior loja do país e anuncia recarga ultrarrápida

    Denza inaugura maior loja do país e anuncia recarga ultrarrápida

    16/03/2026 03:00, atualizado 16/03/2026 03:00

    metropoles.com

    Brasília ganhou um novo endereço no mercado de luxo automotivo eletrificado. A Denza, marca premium da BYD, inaugurou a flagship (carro-chefe)na capital federal — considerada a principal loja da marca na América do Sul.

    Além disso, o grupo aproveitou o evento para anunciar a chegada do Flash Charger, tecnologia de carregamento ultrarrápido que deve reduzir significativamente o tempo de recarga dos veículos eletrificados da marca.

    Localizada próxima do Aeroporto de Brasília, a concessionária recebeu investimento de cerca de R$ 20 milhões e passa a operar como uma das principais vitrines da estratégia da Denza no país.

    A operação é conduzida pelo Grupo Saga, um dos maiores conglomerados automotivos do Brasil, que reúne atualmente 120 lojas e 20 marcas no portfólio.

    Durante o evento, executivos da BYD e da Saga destacaram o papel de Brasília como um dos mercados mais promissores do país para veículos eletrificados — fator apontado como determinante para a escolha da cidade como sede da flagship.

    A inauguração contou também com a presença do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que cortou a fita, marcando a abertura oficial da unidade.

    Durante o evento, o governador Ibaneis Rocha adquiriu um Denza B5, tornando-se um dos primeiros proprietários do modelo na capital federal.

    Brasília como vitrine do mercado de elétricos

    Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil e head comercial e de marketing da BYD Auto, o desempenho da capital federal no segmento de veículos eletrificados motivou a chegada da marca premium ao mercado local.

    “Nós apostamos aqui como a flagship porque a BYD cresce muito em Brasília. Ela lidera o mercado de varejo em determinados meses e, em alguns momentos, até o mercado geral”, afirmou.

    Concebida para atuar no segmento de alto padrão da mobilidade eletrificada, a loja também reflete o perfil do consumidor local, que, segundo Baldy, ajudou a embasar a decisão de instalar na cidade a unidade de referência da marca no continente.

    “Brasília também foi o local do Brasil que mais acolheu a marca BYD proporcionalmente no país. É a unidade federativa onde o consumidor mais investe e mais opta pelo carro eletrificado. O brasiliense sabe reconhecer tecnologia e apostar em novas soluções.”

    Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil e head comercial e de marketing da BYD Auto

    A unidade da Denza de Brasília possui 4.237 m² de área total, com 1.480 m² dedicados ao showroom, o que faz dela a maior concessionária Denza do país. Antes mesmo da inauguração oficial, a operação já registrava resultados expressivos.

    A concessionária comercializa atualmente entre 50 e 60 veículos por mês, e isso mesmo tendo apenas um modelo disponível no portfólio até agora, o B5.

    De acordo com o diretor regional da Saga em Brasília, Gian Mendonça, a operação foi iniciada no dia 1º de janeiro de 2026 e, logo no primeiro mês, foi registrado um recorde de vendas no segmento premium na capital federal.

    “Hoje vendemos apenas o B5. Em breve teremos a chegada do Z9, prevista para julho, e do D9 no segundo semestre, além de outros modelos que devem integrar o portfólio ao longo do ano.”

    diretor regional da Saga em Brasília, Gian Mendonça

    Flash Charger promete reduzir tempo de recarga

    Um dos principais anúncios da noite foi a apresentação do Flash Charger, uma tecnologia de carregamento ultrarrápido que deve estrear na América Latina com os próximos modelos da marca.

    Com a promessa de reduzir o tempo necessário para recarregar veículos elétricos, o sistema foi desenvolvido para oferecer níveis de potência superiores aos carregadores convencionais, permitindo que parte significativa da autonomia do veículo seja recuperada em poucos minutos de conexão.

    “A Denza chega ao grupo BYD com as melhores tecnologias do grupo. A próxima novidade para a América Latina será o carregamento rápido Fast Charge; e o Denza Z9 será o primeiro carro lançado com essa tecnologia.”

    Sérgio Maia, CEO do Grupo Saga

    Ele ainda ressaltou que o compromisso da BYD é que todas as novas inovações tecnológicas sejam lançadas prioritariamente nos produtos da Denza.

    Incentivos locais ajudam a impulsionar o mercado

    Executivos da montadora e representantes do setor também destacaram o papel das políticas públicas locais. O ambiente regulatório do Distrito Federal foi apontado ao longo do evento como um dos fatores que mais favorecem a expansão da mobilidade elétrica na capital.

    “Brasília sempre teve um mercado forte para carros premium. Somado a isso, as políticas públicas voltadas à eletrificação tornam o cenário ainda mais favorável para a chegada de uma marca como a Denza”, explicou Gian Mendonça.

    O governador Ibaneis Rocha destacou que a expansão do setor foi impulsionada por políticas públicas como a isenção do IPVA para veículos elétricos.

    “Nós abrimos mão de cerca de R$ 186 milhões em IPVA, mas arrecadamos aproximadamente R$ 860 milhões em ICMS. Ou seja, incentivamos uma pegada ecológica e ainda geramos renda para o estado”, ponderou.

    O governador Ibaneis Rocha frisou que a expansão do setor foi impulsionada pelas políticas públicas adotadas pelo Distrito Federal

    Estratégia premium da marca

    Para Sérgio Maia, CEO do Grupo Saga, o que diferencia a Denza das demais marcas está na combinação entre eletrificação, desempenho e sistemas avançados de assistência à condução.

    “O nível de sofisticação não está em uma única tecnologia. Primeiro vem a eletrificação. Os carros combinam motores elétricos com sistemas híbridos que entregam uma performance que não tem equivalente no mercado”, acrescentou.

    Segundo Maia, os veículos chamam a atenção pelo nível de conectividade e pelos sistemas de assistência ao motorista, conhecidos como ADAS (Advanced Driver Assistance Systems), que ampliam a segurança durante a condução.

    Esses recursos não substituem o motorista, mas ajudam a corrigir automaticamente eventuais desvios ao longo do trajeto.

    “Internamente, o carro praticamente ensina o cliente a dirigir. O nível de conectividade com a estrada, por meio dos sistemas ADAS, faz com que o veículo entregue ao motorista uma segurança muito superior durante a condução”, salientou.

    Expansão da Denza no Brasil

    A inauguração em Brasília faz parte da estratégia de crescimento da marca no país. Segundo Baldy, a expectativa é que a Denza esteja presente em 22 cidades brasileiras nos próximos 12 meses.

    “Temos planos de expansão. Vamos abrir concessionárias da Denza em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e Ceará”, declarou.

    O avanço da mobilidade elétrica no país ajuda a explicar esse movimento de expansão. Em 2025, o Brasil registrou 223.912 veículos eletrificados vendidos, alta de 26% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O resultado representa um novo recorde para o setor.

    Nesse cenário, a nova unidade em Brasília passa a funcionar como uma das principais vitrines da estratégia da Denza no país, posicionando a capital federal como ponto de partida para a expansão da marca no mercado brasileiro de mobilidade elétrica premium.

  • O VLT vai eliminar os ônibus da W3? Veja o que dizem os especialistas

    O VLT vai eliminar os ônibus da W3? Veja o que dizem os especialistas

    Material cedido ao Metrópoles
    VLT - Metrópoles

    Após implantar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre a W3 e o Aeroporto Internacional de Brasília, como pretende a Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob), o próximo passo da pasta será eliminar o tráfego de ônibus na avenida. Especialistas, porém, alertam que a retirada definitiva dos coletivos da via pode ser mais complexa do que se imagina.

    O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) barrou a versão inicial do VLT, porque o traçado previa uma rede de energia aérea, o que agrediria o tombamento da capital. O Governo do Distrito Federal (GDF) reformulou a proposta, que agora planeja fiação soterrada. O projeto é avaliado pelo Tribunal de Contas do DF (TCDF).

    Segundo o coordenador do Observatório da Mobilidade 3S da Faculdade de Tecnologia da Universidade Brasília (UnB), Pastor Willy Gonzales, especialista em transporte público, a eliminação dos ônibus da W3 depende de um plano de execução de longo prazo para sair do papel.

    “As pessoas que utilizam a W3 se deslocam para outras regiões administrativas (RAs). O VLT não faz isso. Ele pode integrar a estação da Asa Sul, a Central ou da Asa Norte, que ainda não foi concluída”, afirmou. Por exemplo, o BRT, lançado para a transporte de longas distâncias entre cidades, passa pela avenida.

    De acordo com o especialista da UnB, grande parte do passageiros que embarcam e desembarcam, especialmente nas quadras finais da W3 Sul e Norte, não moram em Brasília (DF) e usam o transporte coletivo para se deslocar entre seus empregos e residências em outras regiões do DF.

    “Fizemos um estudo que mostra a necessidade de criação de mais um ponto de integração, na antiga Rodoferroviária. Mas o problema é o seguinte: as pessoas vão precisar fazer mais integrações. Quem vem de Taguatinga fará três integrações. Isso causa desconforto ao passageiro”, explicou.

    Gradual

    Adriana Modesto, doutora em transporte e formada pela UnB, pensa na mesma linha. “Se o VLT for implantado (infraestrutura e operação), acredito que será por etapas. Assim sendo, o realocamento dos ônibus convencionais será realizado de forma gradual ou, alternativamente, quando concluída a execução da obra”, ponderou.

    Para a especialista, a eventual transferências das linhas de ônibus deverá ser planejada para garantir qualidade e conforto aos passageiros. “O BRT passa pela W3. Eu mesma uso essa linha para me deslocar”, pontuou. Por isso, de acordo com Modesto, a eventual retirada dos ônibus demanda um monitoramento contínuo.

    “Lembre-se, pessoas de várias RAs acessam a área central. Parte dessas RAs têm metrô, BRT, outras não, então, passageiros que vêm de regiões que não têm nem um e nem o outro, virão de ônibus convencional, então precisam prever como será essa integração com o futuro VLT”, completou.

    Orgânico

    Na avaliação de Adriana Modesto, o VLT deve ser implantando de forma orgânica com o sistema de transporte coletivo. “É como um corpo com várias capilaridades que funcionam em conjunto. Quando um elemento desse organismo deixa de funcionar vai reverberando em todas as outras partes”, destacou.

    No entanto, segundo a doutora, a primeira preocupação com o projeto é a garantia de recursos. A construção do VLT não chega ao patamar de uma obra do Metrô, mas é vultuosa. Por isso, antes do lançamento do edital o governo deve ter os recursos garantidos. Caso contrário, há risco de paradas e lentidão na execução do projeto em plena W3.

    Na comparação com o ônibus, o VLT tem maior capacidade de passageiros, velocidade média, eficiência energética, conforto, segurança, confiabilidade e integração com a paisagem urbana. Apresenta menor impacto ambiental, sendo mais silencioso e sustentável. Em relação ao BRT apresenta um maior custo inicial de implantação.

    Asa Norte

    Modesto lembrou que o VLT causou impactos positivos em cidades como Berlim, Porto e Gant e por isso tem potência para revitalizar a W3. “Por ter crescido nessa grande Boulevard nas décadas de 1970, 1980, fui testemunha ocular de seu auge e presencio hoje seu declínio no que tange à área comercial”, comentou.

    Para a especialista, o VLT pode causar um impacto ainda maior na Asa Norte, em termos de mobilidade. “O Metrô para seus residentes ainda está parado lá na ‘Estação da década de 1990’. Seria a oportunidade de Brasília realmente se modernizar, até porque, o ‘futuro não é mais como era antigamente’”, arrematou.