A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, fez um pronunciamento antes de abrir a sessão de julgamentos na Corte, nesta terça-feira (10/3), sobre o Dia Internacional das Mulheres. Na ocasião, Cármen, única ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje, em meio a nove homens, falou sobre as dificuldades enfrentadas por mulheres no mercado de trabalho e sobre as dificuldades, exclusões e injustiças vividas.
“Não tem sido fácil a vida das mulheres nesta humanidade. Durante muito tempo, o projeto político foi de monopólio do poder pelos homens, paralelo a um monopólio da violência e da participação nos espaços de decisão. E, no caso brasileiro, os índices de violência contra a mulher são absolutamente inaceitáveis“, afirmou.
A presidente da Corte ainda trouxe dados sobre mortes de mulheres no Brasil e de violência. “Mata-se uma mulher no Brasil a cada poucas horas. A cada minuto há uma ameaça, uma agressão, uma violação de direitos. É impossível imaginar que essas práticas ainda persistam em uma sociedade que se pretende civilizada, na qual o direito à igualdade foi fixado de forma clara e expressa”, lamentou.
Houve ainda o pedido de reflexão, diante da data comemorativa, sobre a luta das mulheres na construção brasileira – ” marcada por tantas desigualdades, exclusões e injustiças – as mulheres tiveram de lutar muito para ocupar espaços e para que seus direitos fossem reconhecidos”, analisou.
Igualdade
Diante do plenário da Corte Eleitoral, Cármen ainda ressaltou que as mulheres são construtoras da sociedade. “Somos, antes de tudo, seres humanos que querem participar, com igualdade, da vida pública e da vida privada, contribuindo para o progresso da sociedade. Para isso, precisamos do esforço de todas as pessoas, homens e mulheres”.
“Este Dia Internacional da Mulher deve ser um espaço de reflexão e também de ação. Mulheres e homens que querem contribuir para que a atividade humana seja realmente de todas as pessoas que desejam viver de forma civilizada, e não marcada pela violência”, ressaltou.
A ministra ainda concluiu que: “Uma sociedade que exclui mulheres é uma sociedade incompleta. E é exatamente isso que queremos transformar. “Mulheres são condição e símbolo de humanidade, nem sempre reconhecidas por todas as sociedades como pessoas humanas plenas, sujeitos de direitos e participantes das organizações públicas e privadas como os outros”.
Em seguida, a ministra lembrou que 10 de março é o Dia da Mulher Magistrada: “As juízas brasileiras são valiosas mulheres, que se dedicam ao trabalho, se dedicam à sua própria comunidade, ao bem comum e à sua própria condição de uma vida autônoma, de uma vida também que contém os espaços de cuidados pessoais. Assim fazem as juízas, como todas as outras pessoas”.
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), se reuniu nesta terça-feira (10), em Brasília, com o presidente nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Aécio Neves, para discutir a possibilidade de filiação do gestor à legenda com vistas à disputa pelo governo do Acre nas eleições de 2026. De acordo com o secretário […]
Beattie integra o segundo mandato de Donald Trump desde outubro de 2025, como funcionário sênior do do Departamento de Assunto culturais e Educacionais e na área de Diplomacia Pública. Eleé responsável por assuntos dos EUA ligados ao Brasil.
Beattie coleciona algumas polêmicas em sua carreira. No primeiro mandato de Trump, ele exerceu o cargo de redator de discursos. Em 2018, ele foi demitido do governo após discursar em um evento de supremacistas brancos.
À época, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil republicou o post de Beattie, o que causou um incidente diplomático e fez o Itamaraty pedir explicações.
Bolsonaro na Papudinha
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista pós-eleições de 2022. Ele está custodiado na Papudinha, em Brasília, desde janeiro deste ano. A defesa do ex-presidente pediu ao STF autorização excepcional para que Bolsonaro receba a visita de Darren Beattie no dia 16 ou 17 de março.
Também foi requisitado a presença de um intérprete para traduzir a conversa.
Uma mulher de 23 anos foi presa pela polícia na tarde desta terça-feira (10/3) por tentativa de homicídio contra o ex-companheiro dela, de 29 anos. A agressora entrou dentro de uma lanchonete em Ceilândia e atacou o homem com uma faca. O crime aconteceu no dia 2 de março.
Veja:
Em vídeo cedido ao Metrópoles (veja acima) é possível ver a autora entrando no estabelecimento, com a presença de crianças, e indo em direção ao balcão. Já fora das imagens, consegue-se ouvir a agressora ameaçar a vítima aos gritos, dizendo: “você quer que eu te mate? Seja homem, você só se garante com polícia”.
De acordo com os agentes, a mulher estava pedindo dinheiro ao rapaz, e durante a discussão pegou uma faca da cozinha e começou fazer diversas ameaças. Ela golpeou a perna da vítima e, depois, tentou acertar a barriga e o ombro do ex, mas não conseguiu.
Uma mulher com um bebê de colo e funcionários puderam ser vistos entrando dentro da lanchonete e, após muita confusão e gritaria, conseguem tirar a faca da mulher e impedir que o pior acontecesse. Ela foi retirada do estabelecimento e, revoltada, chutou uma mesa. O caso foi registrado na 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), que investiga o caso.
No momento da prisão, a agressora estava em casa e aceitou tranquilamente a abordagem policial, e admitiu a “vontade de matar o ex-namorado”.
Outras ameaças
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), não é a primeira vez que a mulher vai até o estabelecimento e faz ameaças contra o rapaz. A vítima registrou um boletim de ocorrência em novembro de 2025 por agressão física. À polícia, a mulher chegou a dizer que não tinha nada a perder e que queria matar a vítima.
Ela também já havia sido presa em janeiro deste ano por violência doméstica após uma série de ameaças, mas foi posta em liberdade depois de audiência de custódia. Na época, ela ainda teria quebrado objetos da lanchonete.
A PCDF pediu a prisão preventiva da mulher devido a gravidade dos fatos e o histórico violento. Ela foi autuada por tentativa de homicídio e extorsão, com pena de até 35 anos de reclusão.
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recuperou R$ 68 bilhões em créditos da dívida ativa da União em 2025, o maior valor já registrado pelo órgão.
O montante inclui débitos que não foram pagos dentro do prazo e que acabaram cobrados pela União por meio de negociações, execuções fiscais e outras medidas administrativas.
O resultado representa cerca de R$ 8 bilhões a mais que o recuperado em 2024, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (10/3).
Do total, R$ 66,1 bilhões vieram da dívida ativa da União e R$ 1,9 bilhão corresponde a débitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), cuja recuperação cresceu 38% na comparação anual.
De acordo com a PGFN, parte relevante dos valores foi obtida por meio de transações tributárias, mecanismo que permite renegociar débitos com descontos em juros e multas em troca de pagamento ou parcelamento. Esse tipo de acordo respondeu por R$ 30,8 bilhões recuperados em 2025.
O órgão também destacou o avanço de operações voltadas ao combate a fraudes fiscais estruturadas. Segundo o relatório, cerca de R$ 52 bilhões foram recuperados em ações contra grandes devedores e esquemas de sonegação, incluindo investigações sobre empresas de fachada e ocultação de patrimônio.
Além da recuperação direta de valores, a atuação da procuradoria evitou perdas estimadas em R$ 462,2 bilhões para a União em disputas judiciais e administrativas.
Desse total, R$ 164,2 bilhões foram preservados em processos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e R$ 298 bilhões em decisões judiciais tributárias.
Segundo o órgão, os resultados refletem uma estratégia de priorização de grandes casos, uso de tecnologia para gestão do contencioso tributário e ampliação de negociações com contribuintes para reduzir disputas judiciais prolongadas.
O programa Bar do Vaz, transmitido nas plataformas digitais do ac24horas, nesta terça-feira (10) recebeu o senador Márcio Bittar (PL-AC), recentemente oficializado como pré-candidato ao Senado na chapa que deve ser formada ao lado do governador Gladson Cameli. A composição mira as duas vagas que estarão em disputa para o Senado Federal.
O programa iniciou abordando a não candidatura de Tião Bocalom pelo PL nas eleições deste ano. Segundo ele, em 2024 caminhou com Bocalom, além de relembrar a sua parceria com Gladson Cameli. Durante a entrevista, o senador Márcio Bittar também relembrou bastidores da campanha de 2018 e destacou o papel do então candidato ao governo, Gladson Cameli, em sua eleição ao Senado.
Segundo Bittar, Gladson teve atuação decisiva na reta final da disputa. “Quando entra em campanha, é um dos melhores que eu conheço no Acre. Na reta final, quando ele decidiu ir para o microfone, praticamente parou de pedir voto para ele e passou a pedir voto para mim. O Petecão também ajudou, mas ele era o líder, era o candidato a governador”, afirmou.
O senador Márcio Bittar afirmou que a prioridade do Partido Liberal (PL) é a eleição do presidente da República e do presidente do Senado Federal. Segundo ele, essa diretriz está alinhada ao projeto político do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Eu não vou negar que a prioridade é essa. Falo isso aqui e em todo lugar: a prioridade é a eleição do presidente do Brasil e do presidente do Senado. É isso que é prioridade para o meu líder, Jair Bolsonaro”, declarou.
Bittar também ressaltou a importância da manutenção da aliança no Acre para fortalecer sua tentativa de reeleição. Ele reconheceu que enfrentará uma disputa difícil nas urnas e destacou que o apoio do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza Assis é estratégico para seu projeto político. “Eu não tenho uma campanha fácil, não tenho uma reeleição simples. A manutenção da aliança com o Gladson e com a governadora Mailza é muito importante para mim. E o Bocalom entendeu isso”, afirmou.
O senador Márcio Bittar afirmou que, embora o prefeito Tião Bocalom tenha o direito de disputar o governo do Estado, a expectativa é de que ele permaneça no Partido Liberal (PL). “Quero encerrar esse assunto dizendo que o Bocalom tem todo o direito. Ele não saiu do PL, e nós não queremos que ele saia. Mas, se decidir deixar o partido ou a aliança para ser candidato ao governo, é um direito dele. E ele não será meu adversário, até porque o candidato a presidente que ele apoia é o mesmo que eu apoio”, declarou.
Bittar também defendeu o nome da ex-deputada federal Jéssica Sales como candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por Mailza Assis. Segundo ele, pesquisas qualitativas indicam que o nome da ex-parlamentar fortalece a composição.“A Jéssica soma muito. A gente já tinha essa intuição, mas as pesquisas qualitativas confirmaram. Ela agrega à chapa”, afirmou.
Foto: Sérgio Vale/ac24horas
O senador fez duras críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ao tratar sobre desenvolvimento econômico na região amazônica. Segundo ele, a Amazônia precisa avançar social e economicamente, e as atuais políticas ambientais estariam dificultando esse processo. “Nós precisamos libertar a Amazônia. A Amazônia precisa progredir. Não faz sentido uma região tão rica conviver com pobreza e falta de oportunidades”, afirmou.
O parlamentar também questionou restrições à exploração de recursos naturais e defendeu mudanças no modelo de desenvolvimento aplicado à região. Para ele, o excesso de limitações impede a geração de emprego e renda. “Aqui não pode fazer nada. Os jovens estão desempregados, muitos não veem perspectiva. Vão estudar para trabalhar onde?”, declarou.
Bittar também comentou sobre a possibilidade de sabatina e votação de indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) no atual cenário político. Ele afirmou que não votaria favoravelmente à indicação de Messias para a Corte. “De jeito nenhum. Isso é um soldado do partido. É alguém alinhado ao governo. Eu não voto”, declarou.
Bittar criticou o que considera indicações de perfil estritamente partidário e citou outros nomes que, segundo ele, teriam atuado de forma semelhante em governos anteriores. Para o senador, o atual Senado, sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não teria legitimidade política para avançar com esse tipo de indicação neste momento.
“Eu defendo a tese de que este Senado, com este governo, perdeu legitimidade para indicar quem quer que seja. O mínimo de respeito que ainda resta é deixar o povo votar. Em breve haverá eleição para presidente da República e renovação do Senado. Que o novo governo e o novo Senado indiquem e decidam se aprovam ou não”, afirmou.
O senador Márcio Bittar afirmou que acredita na vitória de Mailza Assis nas eleições deste ano, em eventual disputa contra o senador Alan Rick. Segundo ele, diversos fatores favorecem a candidatura da progressista. “Eu acredito na vitória dela. Primeiro, é uma mulher. O Acre tem suas particularidades políticas, e essa questão da esquerda, do PT, ainda é muito forte. A Mailza não tem nenhum fato que a desabone”, declarou.
Foto: Sérgio Vale/ac24horas
Bittar destacou ainda a trajetória política da vice-governadora, lembrando que ela já ocupou o cargo de senadora e, segundo ele, mantém uma imagem preservada. “Ela ocupou o Senado, como você mesmo disse, e não há nada que a desabone. Antes mesmo de se tornar uma figura mais conhecida, já tinha envolvimento com a política. Sempre teve uma postura muito correta”, afirmou.
Durante a entrevista, Marcio Bittar também comentou sobre o ex-aliado Eduardo Velloso, com quem mantinha uma relação de amizade. Para o senador, houve um distanciamento político entre os dois. “Eu fui obrigado a perceber que a amizade parecia existir apenas da minha parte. Mas é um direito dele, não tem problema nenhum. Confesso que me surpreendeu, mas ele tem todo o direito de tentar se viabilizar”, contou.
O senador acreano se mostrou favorável à anistia e criticou a esquerda. “Total. Isso é uma das coisas que eu não contava que iria ver. Eu peguei o finalzinho da campanha da anistia de 79. Como é que você convive bem, tendo havido uma anistia? Foram várias. Vamos pegar a última, de 79. Foram anistiadas pessoas que mataram, que sequestraram, que assaltaram banco, que pegaram em armas. E eles não negam isso. Não negam também que, em momentos de lucidez, Fernando Gabeira e Caetano Veloso declararam que não lutavam pela democracia, mas pela ditadura do proletariado. Então, Roberto, vamos lá: esse grupo lutava por uma revolução no Brasil, por um golpe de Estado. Para isso, pegaram em armas, foram para a guerrilha urbana e rural e foram anistiados. Que coração duro é esse? É o mesmo coração do Stalin, o mesmo coração do Che Guevara, um coração de ferro. Só vale para eles. Eles se anistiam, mesmo tendo matado pessoas, e hoje não pode anistiar quem não pegou em arma. Que golpe teve aqui no Brasil? A esquerda é cruel. Só protege os seus. Aqui no Acre houve mulher vítima de agressão ligada à esquerda, e eles passaram pano. Eu lembro de um movimento aqui em Rio Branco em que um político do PT falou de mulheres da Justiça de forma desrespeitosa, e ficou por isso mesmo. O filho do Lula foi acusado de agredir a mulher, e eles ficaram em silêncio. Defendem o Irã, onde o aiatolá mandava estuprar antes de matar mulheres, onde se apedrejava mulher em praça pública por tirar o véu, e ainda assim passam pano. Então é isso: anistiaram ladrão, anistiaram assassino, anistiaram sequestrador — e agora não pode anistiar outros? Essa é a minha posição”, afirmou.
Belo Horizonte – Uma Recomendação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) determina que Juiz de Fora só abra áreas interditadas pelas chuvas depois de uma “rigorosa avaliação técnica” do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, atestando a inexistência de risco nos locais.
As informações levantadas pelo Ministério Público, mostram que aproximadamente 25% dos moradores de Juiz de Fora, ou cerca de 128 mil habitantes, moram em áreas de risco geológico e hidrológico.
Na recomendação, o MPMG afirma que “as severas chuvas que atingem a região desde 16 de fevereiro, associadas a vulnerabilidade social e ao descumprimento de normas urbanísticas e ambientais, promoveram um quadro de calamidade pública, resultando, até o momento, em 65 mortes e mais de 8.584 desabrigados e desalojados em Juiz de Fora”, diz a nota.
A legislação brasileira obriga municípios a vistoriarem áreas de risco e promoverem, quando necessário, intervenções preventivas e a evacuação da população desses locais. Além disso, os municípios são os responsáveis pela coordenação das ações de defesa civil e pelo sistema de alerta e alarme para risco de desastres.
O caso foi comunicado pelos próprios moradores à Delegacia de Polícia Civil de Jauru, que deu início às investigações.
Através de imagens registradas por uma câmera de segurança do local, os policiais constataram que o homem havia danificado a imagem de Nossa Senhora. Ela ficava exposta em uma pequena capela, dentro de uma caixa de vidro, no centro da cidade.
Homem autuado por danificar imagem de Nossa Senhora Aparecida
No vídeo, é possível ver o homem com o machado em mãos, em direção ao local onde a imagem de Nossa Senhora estava. Em seguida, conforme as imagens, ele fugiu do local.
“A mando de espíritos”
O delegado responsável pela investigação, Uendel Jesus, afirmou que “o homem alegou ter praticado o ato a mando de espíritos e que se arrependeu de ter quebrado a imagem”.
Ainda de acordo com o delegado, “por se tratar de crime de menor potencial ofensivo, com pena que varia entre três meses a um ano, o suspeito foi ouvido, autuado por vilipêndio de objeto de culto religioso e, em seguida, liberado, mediante assinatura de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO)”.