
Seu palpite: quem se elegerá em outubro governador de São Paulo? Respostas de 2.458 leitores:
Fernando Haddad – 66,3%
Tarcísio de Freitas – 33,7%


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23/03/2026 06:00, atualizado 23/03/2026 06:00
Um gesto simples e cotidiano, que é esvaziar a bexiga de forma espontânea, simplesmente deixa de acontecer quando uma pessoa convive com retenção urinária crônica. Nesses casos, a urina permanece acumulada no organismo, o que pode favorecer infecções urinárias recorrentes, exigir uso frequente de antibióticos e, em situações mais graves, provocar danos renais.
O problema pode estar associado a diferentes causas, especialmente condições neurológicas como lesão medular, mielomeningocele e esclerose múltipla. Dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 350 mil pessoas convivem com retenção urinária hoje no Brasil.
O tema se torna ainda mais delicado e necessário de ser debatido quando pesquisas mostram que usuários de cateterismo intermitente têm, em média, 3,5 infecções do trato urinário por ano, o que demonstra o impacto da condição quando o esvaziamento vesical não ocorre de forma adequada.
Segundo Marthyna de Mello, Medical Affairs Manager da Coloplast, a retenção urinária crônica ocorre quando há interrupção na comunicação entre o cérebro e o sistema urinário, algo comum em pessoas com lesão medular. Nesses casos, o organismo perde a capacidade de controlar adequadamente o esvaziamento da bexiga.
A especialista explica que o problema não está apenas na mobilidade, frequentemente associada à lesão medular, mas também no funcionamento do sistema urinário e intestinal.
Quando o esvaziamento não ocorre de forma completa, a urina residual permanece na bexiga, criando condições favoráveis para infecções e outras complicações.
“Se esse paciente não esvazia a urina adequadamente, ele sempre vai ter uma urina residual na bexiga. Com isso começam as infecções do trato urinário, o uso de antibiótico e um ciclo que pode evoluir até para dano renal.”
Marthyna de Mello, gerente de assuntos médicos da Coloplast
O cateterismo intermitente limpo é o método mais difundido no Brasil para o manejo da retenção urinária crônica. O procedimento consiste na introdução de um cateter na uretra para drenar a urina acumulada na bexiga, geralmente feito entre quatro e seis vezes ao dia.
No Brasil, o cateter mais utilizado ainda é o de PVC, que exige lubrificação manual antes da introdução, inclusive hoje é o disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. Mas, segundo Marthyna, esse processo pode aumentar o risco de contaminação e causar atrito durante o procedimento.
Ela explica que tecnologias mais recentes, como o cateter hidrofílico, chegam prontos para uso, com lubrificação uniforme no próprio material, o que reduz etapas do procedimento e facilita a adesão ao tratamento, especialmente entre pessoas com limitações motoras nas mãos.
Pesquisas mais recentes têm comprovado que cateteres hidrofílicos podem reduzir significativamente complicações associadas ao procedimento, incluindo infecções urinárias, traumas uretrais e estenose uretral.
Para quem vive com retenção urinária crônica, o impacto vai além do aspecto clínico. A condição influencia diretamente a autonomia, a vida social e o trabalho.
Andrea Schwarz, usuária de cateter hidrofílico, embaixadora da Coloplast e palestrante, perdeu os movimentos das pernas aos 22 anos após uma má formação congênita da medula se manifestar de forma aguda. Desde então, passou a redescobrir o próprio corpo e a rotina diária.
Ela conta que, por muitos anos, a maior dificuldade não estava relacionada à mobilidade, mas à adaptação da função urinária. Antes de conhecer o cateterismo intermitente, enfrentou infecções urinárias frequentes e limitações na rotina.
Segundo Andrea, o uso do cateter hidrofílico trouxe mudanças significativas no dia a dia, permitindo maior independência e segurança.

“Isso me trouxe mais autonomia, mais saúde, mais praticidade, mais agilidade. Eu ganhei muito em qualidade de vida. Mudou a minha relação com o trabalho, com a minha vida pessoal, com os lugares que eu conseguia ir e para onde eu conseguia viajar.”
Andrea Schwarz, usuária de cateter hidrofílico, embaixadora da Coloplast e palestrante
Ela também defende que o tema ainda é cercado por tabus, apesar de se tratar de uma necessidade básica de saúde, e que falar abertamente ao público é um movimento que têm ajudado muitas pessoas a superarem as limitações.
Embora o cateter hidrofílico tenha sido incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) pela Portaria nº 37, de 24 de julho de 2019, a oferta ainda não é uniforme em todo o país.
A decisão do Ministério da Saúde estabeleceu a incorporação da tecnologia para o cateterismo vesical intermitente em pessoas com lesão medular e bexiga neurogênica.
No entanto, a consulta pública de nº 34, promovida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) em 2020, para definir o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da bexiga neurogênica ainda não resultou na publicação do documento, que é considerado essencial para padronizar o diagnóstico, o tratamento e os critérios de dispensação do dispositivo no sistema público de saúde.
Na prática, isso significa que a oferta do cateter hidrofílico ainda depende de iniciativas locais, decisões administrativas ou ações judiciais, tanto no SUS quanto na saúde suplementar.
Segundo Gilberto Koehler, gerente de Relações Institucionais, Governamentais e Grupos de Defesa de Pacientes da Coloplast, a ausência desse protocolo nacional dificulta a implementação uniforme da tecnologia.
“Essa não é uma tecnologia que vai encarecer os custos da saúde, muito pelo contrário. Apesar do custo inicial mais alto do que o cateter convencional, ela traz economia para o sistema de saúde porque evita internações.”
Gilberto Koehler, gerente de Relações Institucionais, Governamentais e grupos de defesa de pacientes da Coloplast
A padronização da dispensação desses dispositivos é considerada fundamental para garantir que os usuários tenham acesso contínuo ao tratamento e consigam manter o esvaziamento adequado da bexiga.
Segundo Koehler, a empresa tem atuado junto a instituições públicas e organizações da sociedade civil para contribuir com a regulamentação dos protocolos clínicos e ampliar o acesso à tecnologia já incorporada ao sistema de saúde.
Para saber mais acesse www.retencaourinaria.com.br
Referências:
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção à Pessoa com Lesão Medular. 1. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2015.
KENNELLY, M. et al. Adult Neurogenic Lower Urinary Tract Dysfunction and Intermittent Catheterization in a Community Setting: Risk Factors Model for Urinary Tract Infections. Advances in Urology, 2019.
PANNEK, J. et al. EAU Guidelines on Neurogenic Lower Urinary Tract Dysfunction. European Association of Urology, 2013.
LAPIDES, J. et al. Clean, intermittent self-catheterization in the treatment of urinary tract disease. Journal of Urology, 1972.
CAMERON, A. P. et al. Bladder Management After Spinal Cord Injury in the United States 1972–2005. Journal of Urology, 2010.
FURLAN, J. M. Lesão medular: conceitos básicos. Jornal Brasileiro de Neurocirurgia, 2001.
Estudo epidemiológico de nascidos vivos com Espinha Bífida no Brasil. Brazilian Journal of Health Review.
Prevalence of comorbidities in multiple sclerosis patients with neurogenic bladder. ScienceDirect.
COLOPLAST. IC User Survey. 2016.


O tempo segue quente e seco na maior parte do estado de São Paulo nesta segunda-feira (23/3). Ao longo do dia, o sol aparece entre muitas nuvens, deixando a sensação de calor e abafamento.
Na parte da tarde, há risco de temporais no oeste e sudoeste paulista. Essas chuvas podem ser moderadas com raios e trovoadas.
Nas demais regiões, o tempo segue estável e sem previsão de chuva.
Na cidade de São Paulo, segundo a Defesa Civil, a temperatura varia entre 18°C e 30°C.
No interior, em Piracicaba, dia de sol com algumas nuvens. A mínima é de 19°C e a máxima chega aos 31°C.
O sol também aparece no litoral, mas a temperatura não sobe muito. No Guarujá, o calor varia entre 23°C e 28°C.


Vai acabar a vida boa do senador Flávio Bolsonaro (PL), o candidato do pai dele a presidente. Porque até aqui foi muito boa, sem concorrentes à direita, e à esquerda somente Lula com quem se bater. Por isso ele cresceu sem obstáculos, herdando os votos do pai enfermo e somando-os aos dos antipetistas.
Se parte, somente uma parte da direita dita civilizada ainda resiste aos seus encantos, ela o apoiaria se não lhe restasse outra opção. Afinal, às favas todos os escrúpulos desde que seus interesses sejam satisfeitos. De resto, o voto é secreto. Quem poderá saber em quem votei? Posso continuar posando de direita civilizada.
Romeu Zema renunciou, ontem, ao governo de Minas Gerais porque pretende, ou diz pretender, disputar a Presidência pelo NOVO. Nos próximos dias, se não se arrepender, Ratinho Júnior renunciará ao governo do Paraná para disputar a Presidência pelo PSD do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.
Flávio tentou atrair Zema e Ratinho para seu lado, mas sem sucesso. No caso de Ratinho, ofereceu-lhe mundos e fundos, da vice-presidência a ministro poderoso no seu eventual governo. Ou as duas coisas juntas. Ao sentir-se rejeitado por ele, anunciou apoio a Sérgio Moro, candidato à sucessão de Ratinho.
A fantasia de candidato moderado vestida por Flávio começará em breve a ser posta em xeque – à direita por Zema, que poderá lhe tomar uma parcela dos votos mais radicais, à esquerda por Lula e os seus aliados. Entre Flávio, Zema e Ratinho, Lula torce por Flávio para reeditar a batalha que travou com Bolsonaro em 2022.
Diz-se que a eleição deste ano será decidida por uma diferença igual ou menor que a de quatro anos atrás. Por ora, isso não passa de palpite, aposta, ou desejo. Sabe-se lá o que irá acontecer nos próximos meses. Ninguém será cobrado por previsões contrariadas pelos resultados, a não ser os institutos de pesquisas.
Os pontos fracos de Lula são explorados diariamente pela imprensa que quer vê-lo pelas costas desde a primeira eleição, a de 1989, depois do fim da ditadura. Ela só tolerou Lula uma vez para evitar a reeleição de um candidato, o pai de Flávio, que a hostilizou e quis derrubar a democracia. Não conseguiu por pouco.
Os pontos fracos de Flávio pedem para ser explorados com a mesma intensidade. Flávio é uma cópia encardida do pai a quem nunca disse não, como seus irmãos nunca disseram. Se disseram, não foi em público. Se disseram, renderam-se às suas ordens. Ah, mas Flávio não estimulou o pai a dar o golpe.
Não se conhece uma palavra que Flávio tenha dito contra o golpe. Ele se refere ao golpe como um suposto golpe. E, se eleito, promete suspender a pena do pai e anistiar os supostos golpistas. Ora, mas é natural que Flávio proceda assim em defesa do pai. Ora, mas não se premia golpistas para não se incentivar novos golpes.

Ministro de Lula vai na contramão das pesquisas e faz previsão pessimista para candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará em 2026


O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu não acatar o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL) para suspender a negociação de um empréstimo de até R$ 20 bilhões destinado à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
A decisão foi tomada por unanimidade pelo plenário da Corte. Nas considerações que embasaram o julgamento, o tribunal destacou que “ainda não há ato administrativo formalizado sobre o assunto que configure objeto concreto de apreciação por parte do Tribunal em sede de atuação cautelar”, diz trecho do acórdão.
A Corte considerou ainda que o empréstimo já está sendo monitorado. “O acompanhamento da situação e de eventuais operações de crédito com garantia da União está sendo realizado no âmbito do TC Processo 021.622/2025-6, que subsidiará a análise das contas”, informou o órgão.
Flávio Bolsonaro pediu a abertura de investigação sobre a operação de crédito, além de questionar os motivos que levaram a estatal a registrar prejuízos que, segundo ele, somam R$ 7 bilhões entre 2024 e 2025.
De acordo com a representação, “atos praticados por agentes vinculados ao Ministério da Fazenda, ao Tesouro Nacional, à Casa Civil da Presidência da República e à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) indicam a possível ocorrência de irregularidades graves e/ou ilegalidades relacionadas à operação de crédito em fase de negociação, estimada em até R$ 20 bilhões”.
No documento, o senador também atribui ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a “grave deterioração financeira e administrativa” dos Correios. “Em apenas dois anos, os sinais de colapso se intensificaram: o prejuízo acumulado da estatal em 2024 foi de R$ 2,6 bilhões. Já em 2025, somente no primeiro semestre, a empresa reportou um déficit alarmante de R$ 4,4 bilhões, superando todo o prejuízo do ano anterior”, argumentou.


A mulher que caiu do terceiro andar de um prédio em Águas Lindas (GO), no Entorno do Distrito Federal, ficou em cárcere privado por três dias, período em que foi torturada pelo marido. A polícia investiga se a vítima foi empurrada pelo agressor ou se jogou para fugir dele.
Veja resgate dos bombeiros:
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Um post compartilhado por Bombeiros de Águas Lindas | 20º BBM (@bombeirosaguaslindas)
Policiais militares do 17º BPM e bombeiros de Águas Lindas foram acionados para atender o caso na última quarta-feira (18/3). No local, a vítima, com medo de ser morta, não quis falar nem dar detalhes.
Testemunhas, porém, contaram à polícia que, após dias trancada e sendo agredida, ela conseguiu fugir e pedir ajuda. Ela, então, retornou à casa e tentou se esconder.
O marido arrombou a porta e foi atrás dela. A mulher caiu do terceiro andar em seguida. A polícia não descarta a suspeita de tentativa de feminicídio.
Imagens:
Logo após a queda, o marido da vítima, suspeito do crime, fugiu. Ele foi preso momentos depois em uma loja de materiais de construção da região.
Com o agressor, que tem passagens por tráfico de drogas — inclusive antecedentes na Bahia —, a equipe da PM apreendeu porções de maconha.
O Corpo de Bombeiros atendeu a mulher, que estava com muitas lesões. A vítima foi socorrida com fraturas graves na perna e no braço, além de diversos ferimentos.
Vizinhos que a viram despencar do apartamento acionaram o Corpo de Bombeiros (CBMGO) e a Polícia Militar (PMGO). A vítima de foi levada para um hospital da região. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dela.
A Polícia Civil de Goiás vai apurar o crime.


O resultado de um exame de sanidade mental pode alterar o rumo do processo contra Enzo Cardoso Vaz Ribeiro (foto em destaque), de 23 anos, denunciado pelo Ministério Público (MPDFT) por esfaquear o ex-namorado cinco vezes em um laboratório da Embrapa, no dia 6 de outubro de 2025.
A defesa de Enzo solicitou um laudo psiquiátrico por alegar que o jovem estava em surto psicótico quando cometeu o crime. Ele está preso desde o dia do crime.
A solicitação foi atendida pelo Ministério Público e pela Justiça do DF, que suspendeu o processo de tentativa de homicídio até que saia o resultado do exame.
Foi anexado ao processo um laudo médico de uma internação do jovem em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no dia 19 de setembro, três semanas antes do crime. Na ocasião, ele teria ingerido vários medicamentos.
No relatório médico consta que Enzo tem como comorbidades depressão, abuso de substância e transtorno de personalidade borderline. Segundo relato de familiares, ele tentou se suicidar quatro vezes.
Relembre o crime
Ex-estagiário da Embrapa e ex-estudante da UnB, Enzo perseguiu a vítima durante um ano e tentou esfaqueá-la dentro do apartamento onde o jovem vive, na Universidade de Brasília (UnB), em 25 de setembro.
O ataque ocorreu uma semana antes do esfaqueamento no laboratório da Embrapa. Existe um inquérito policial em curso investigando Enzo Cardoso pelo crime de perseguição.
O aluno da UnB, que preferiu não se identificar, mora na Casa do Estudante (CEU) relatou à época do ataque que os dois tiveram um breve relacionamento, que foi rompido há cerca de 1 ano.
Desde então, a vida da vítima virou um filme de terror. Segundo o universitário, o ex-estagiário da Embrapa não aceitou o término e iniciou uma série de perseguições.
“Ele chegou a me perseguir pelos corredores da UnB. Tentou várias vezes forçar a porta na minha residência na Casa do Estudante, furtou objetos pessoais e mandava mensagens para pessoas que me seguem no Instagram, questionando qual a relação delas comigo”, relatou.
A situação saiu de controle uma semana antes do ataque na Embrapa, quando Enzo bateu à porta da casa do jovem se identificando com o nome de outra pessoa. “Ele veio no meu apartamento, bateu na minha porta usando um nome falso e, quando abri pra ver quem era, ele estava com uma faca, mas eu consegui fechar a porta antes que ele me atacasse”, relatou a vítima.
A vítima dos ataques chegou a relatar que após ter sido detido pela Polícia Militar do DF na Embrapa, Enzo chegou a sorrir. Na denúncia feita, o MPDFT chegou a relatar que o jovem demonstrava estabilidade emocional. A defesa do jovem chegou a alegar que ele estava instável emocionalmente.
Enquanto aguarda o desfecho processual, Enzo Cardoso segue preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória 1 (CDP 1) do Complexo Penitenciário da Papuda.
A defesa do jovem não foi localizada até a publicação desta reportagem. O canal para manifestação segue aberto.


O Tribunal Superior do Trabalho (TST) rejeitou o recurso de um empresário que tentava reverter a condenação por assédio moral após fazer comentários a um funcionário, apoiador do presidente Lula, como “faz o L”, ao cobrar salários atrasados.
Em decisão proferida na quinta-feira (19/3), a ministra Maria Helena Mallmann manteve o entendimento do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região, em Fortaleza (CE).
Segundo o processo, o trabalhador, que atuava como faxineiro em uma empresa de comércio de produtos farmacêuticos, relatou ter sido alvo de comentários políticos no ambiente de trabalho, especialmente ao cobrar o pagamento de salários em atraso.
De acordo com a defesa, ao exigir os vencimentos, o empregado era hostilizado com frases como “vá pedir ao Lula” ou “faça o L”, por ser apoiador do petista.
Antes de o caso chegar ao TST, o patrão, identificado como Crisóstomo Fernandes Damasceno, afirmou em depoimento que os conflitos começaram após o funcionário passar a defender Lula e o PT.
Ele também relatou ter sido chamado de “miliciano” pelo trabalhador, por apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e disse que, em resposta, passou a fazer comentários, chamando o empregado de “bandido” por apoiar Lula.
Apesar das trocas de ofensas, a Justiça entendeu que a conduta do empregador extrapolou o limite de um debate político e configurou assédio moral no ambiente de trabalho. Por isso, foi mantida a condenação do empresário e da sócia Karina Negreiros Costa Damasceno ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais.
A decisão também determinou o pagamento de salários atrasados e outras verbas trabalhistas.
Ao analisar o recurso, a ministra destacou que a revisão do caso exigiria reexame de provas, o que não é permitido nessa fase processual. Por isso, o pedido não foi admitido.
“A análise da decisão demonstra que a questão foi decidida com base no conjunto fático-probatório dos autos, em especial, na confissão do sócio da empresa, que confirmou os comentários depreciativos dirigidos ao trabalhador. Nesse contexto, a pretensão recursal encontra óbice na Súmula nº 126 do TST, uma vez que o reexame da matéria demandaria o revolvimento de fatos e provas, o que é vedado nesta fase recursal”, escreveu.
A relatora ressaltou ainda que a condenação nas instâncias anteriores se baseou em elementos já analisados, especialmente no depoimento do próprio sócio, que admitiu ter feito os comentários.
Com isso, foi mantida a decisão que condenou os sócios ao pagamento de indenização ao trabalhador.
Procurada, a defesa dos sócios não se manifestou até o fechamento desta edição.


O vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo (PL), tem sido apontado como o favorito para ficar com a candidatura ao Senado em São Paulo na chapa encabeçada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A expectativa é de que a definição ocorra após a visita de Mello ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília, marcada para 18 de abril.
Segundo membros do PL, Mello é o nome favorito de Bolsonaro para a vaga. Ambos são amigos pessoais. No início do mês, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) ofereceu um almoço para o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), no qual a candidatura de Mello ao Senado, também presente no encontro, foi discutida (foto em destaque).
O nome do vice-prefeito, no entanto, tem resistências dentro do próprio PL, especialmente na ala mais ligada ao ex-deputado-federal Eduardo Bolsonaro (PL).
O “filho 02” tinha expectativa de emplacar um aliado seu para a vaga, depois de sua própria candidatura naufragar diante de seu “autoexílio” nos Estados Unidos. Os dois principais postulantes desse grupo são os deputados federais Mario Frias (PL-SP) e Marco Feliciano (PL-SP). Na última semana, uma comitiva de deputados próximos a Eduardo viajou ao Texas para se reunir com o ex-deputado.
Os encontros, no entanto, não foram suficientes para se chegar a um consenso sobre o escolhido. Nesse nevoeiro, Mello desponta como o favorito na corrida.
O Metrópoles mostrou que o próprio entorno de Nunes tem se mostrado otimista com a possibilidade e acredita que Mello tem chances reais de se eleger. Além disso, atuação do vice-prefeito tem incomodado aliados e secretários do prefeito.
O auxiliar costuma dizer que sua postura de denunciar e fiscalizar ações da própria gestão “incomoda muita gente” e que sua candidatura ao Senado é esperada por pessoas da própria prefeitura. “Ninguém me quer na prefeitura”, já afirmou Mello.
Recentemente, uma denúncia feita por Mello à polícia — sobre uma suposta tentativa de grampeá-lo e de abrir uma conta falsa em seu nome para atribuir a ele o recebimento de dinheiro de uma empresa de ônibus — aumentou o desgaste com o prefeito.
Pela Lei Eleitoral, o vice-prefeito não precisa se desincompatibilizar do cargo para disputar o Senado, desde que não assuma a prefeitura interinamente nos seis meses anteriores às eleições, marcadas para outubro.