Categoria: Teste

  • Lula e Paulo Okamotto transferiram R$ 873 mil para Lulinha

    Lula e Paulo Okamotto transferiram R$ 873 mil para Lulinha

    Arte/Metrópoles
    Lula e Lulinha

    O presidente Lula (PT) transferiu R$ 721,3 mil para o seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em três transações. Dois desses pagamentos — um de R$ 244,8 mil e outro de R$ 92,4 mil — foram feitos no dia 27 de dezembro de 2023.

    Um outro pagamento, de R$ 384 mil, foi feito por Lula a Lulinha em 22 de julho de 2022. Os depósitos partiram de uma conta de Lula na agência do Banco do Brasil de São Bernardo do Campo (SP).

    Na mesma data de julho de 2022, o petista Paulo Okamotto, então presidente da Fundação Perseu Abramo, o “think tank” do PT, transferiu R$ 152.488,39 para Lulinha. O depósito aparece acompanhado da anotação “Depósito cheque BB liquidado”. Paulo Okamotto também é diretor do Instituto Lula.

    Não há qualquer indicação do motivo do pagamento.

    Dois dias depois desse pagamento de R$ 384 mil, em 25 de julho, Lulinha investiu R$ 386 mil em um fundo de investimentos do Banco do Brasil, o BB Renda Fixa Longo Prazo High. Trata-se de um fundo voltado para títulos públicos e privados, visando rentabilidade acima do CDI.

    Antes da transferência de Lula, o saldo da conta era de R$ 12.031,92. Após o depósito do então presidenciável do PT e da aplicação no fundo, o montante ficou em R$ 10.199,12.

    A mesma coisa aconteceu com os pagamentos de dezembro de 2023. Antes dos depósitos de Lula e Okamotto, o saldo da conta era de R$ 5.196,55. Após os depósitos dos dois, que somaram R$ 489 mil, Lulinha investiu o equivalente a R$ 299,2 mil em fundos do Banco do Brasil. Além do BB Renda Fixa Longo Prazo High, também aplicou em outro fundo de renda fixa, o BB Referenciado DI Plus Estilo.

    Após esses investimentos, o Banco do Brasil debitou pouco menos de R$ 180 mil a título de “taxa de custódia”, levando o saldo da conta para R$ 2 mil negativos.

    Essas informações constam da quebra de sigilo de uma das contas bancárias de Lulinha. Como revelou a coluna, o filho do presidente da República movimentou cerca de R$ 19,3 milhões nessa conta bancária em quatro anos, de 2022 a 2025.

    À coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, aliados de Lulinha disseram que parte do valor movimentado por ele na conta era de uma herança.

    Nos últimos dias, a defesa de Lulinha tem negado qualquer envolvimento dele com o Careca do INSS ou com os descontos indevidos nas aposentadorias. A defesa afirma que o filho do presidente prestará os devidos esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal, que é o foro adequado para a investigação.

  • Tapas, socos e enforcamento: vereador é denunciado por agredir mulher

    Tapas, socos e enforcamento: vereador é denunciado por agredir mulher

    Material cedido ao Metrópoles
    soco

    A Polícia Civil de Tocantins (PCTO) apura uma grave denúncia envolvendo um vereador de Maurilândia, município no norte do estado. Ammon Eduardo Ribeiro (União Brasil-TO), 23 anos, é acusado de agredir a própria companheira com socos durante a comemoração do seu aniversário, na madrugada do último domingo (1/3). Essa não seria a primeira vez que a mulher é vítima dos ataques do político.

    Ao Metrópoles a vítima detalhou as agressões sofridas. Segundo ela, a ocorrência não é inédita, mas o episódio nunca havia ocorrido na frente de outras pessoas, como ocorreu no domingo. Natural da região de Maurilândia, a jovem morou no Distrito Federal durante a infância.

    “A gente estava comemorando o aniversário dele, de 23 anos. Eu comprei bolo, fiz surpresa, comprei presente, fiz tudo. De noite, resolvemos ir para uma festa eu, ele, o irmão dele e um amigo dele. Aí ele começou as briguinhas”, relembra.

    De acordo com a vítima, que não terá a identidade revelada, as agressões foram mantidas em segredo por muito tempo. “Eu nunca tive coragem de expor” , detalhou a mulher.

    Segundo a vítima, em determinado momento da festa, Ammon resolveu ir embora. “A gente estava curtindo de boa, ele se zangou e quis vir embora. Eu falei ‘tá bom’. Então, ele me chamou para ir para casa dele e quando eu desci do carro, ele fechou a porta na minha cara” relatou.

    A jovem disse ter ficado muito chateada, visto que havia preparado a surpresa para o companheiro poucas horas antes e acabou sofrendo agressões. Após ter a porta fechada em sua cara, a vítima resolveu voltar para a festa com o irmão do vereador.

    “Eu voltei para a festa para comprar cerveja. Quando eu estava dentro do carro com o irmão dele, ele veio de moto e o amigo dele abriu a porta do carro. Nesse momento ele começou a me dar socos. Me deu vários, na minha cara. Não deu nem tempo de descer do carro“, relembra.

    O vereador e a vítima namoraram por dois anos e desde sempre o parlamentar teria apresentado comportamento agressivo, como excesso de ciúmes. Ele, ainda, teria desferido tapas, puxões de cabelo e enforcamento contra a mulher.

    “Ele sempre mostrou sinais de violência, de ser uma pessoa agressiva. Tudo começou com ele falando da minhas roupas, que eu não podia usar roupa curta, que eu não podia postar foto minha no Instagram, querendo me afastar de alguns amigos meus. Era extremamente ciumento, mas quem me traía era ele. Estou recebendo vários relatos de traições”, diz.

    A mulher disse que as agressões aumentaram quando ele se tornou vereador, no ano passado. “Acho que subiu para cabeça e ele se achou o dono do mundo. Eu perdoava ele. Conversava muito, pedia a Deus para mudar ele. Mas dessa vez ele que se expôs. Me agrediu em público, por isso que eu tive coragem de denunciar, porque ele mesmo se expôs”, relatou.

    Além do Boletim de Ocorrência registrado na delegacia de Maurilândia, a vítima solicitou medidas protetivas contra o vereador e diz ter entrado em contato com o presidente da Câmara de Vereadores, mas não teve sucesso até o momento.

    O outro lado

    O vereador Ammon Ribeiro informou, por meio de nota publicada nas próprias redes sociais, que prestou depoimento à polícia e disse não estar foragido. “Diante das publicações recentes, esclareço que não estou foragido. Já me apresentei espontaneamente às autoridades, prestei esclarecimentos e sigo à disposição para colaborar com as apurações. Por orientação jurídica e respeito ao devido processo legal, não farei comentários adicionais”.

    A Câmara dos Vereadores de Maurilândia foi procurada pelo Metrópoles para falar a respeito do episódio, mas, até a última atualização deste texto, não havia se pronunciado O espaço segue aberto para possíveis manifestações.

  • Vagas de emprego: DF tem 630 vagas disponíveis, com salários de até R$ 3 mil

    Vagas de emprego: DF tem 630 vagas disponíveis, com salários de até R$ 3 mil

    Marcello Casal Jr/Agência Brasil
    Carteira de Trabalho

    As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 630 vagas disponíveis, nesta quinta-feira (5/3), para quem procura vaga de emprego. O maior salário do dia é de R$ 3 mil.

    O cargo com a remuneração mais alta é o de padeiro, em Planaltina. Há uma vaga disponível, com exigência de experiência prévia na função.

    Também há oportunidades para montador, em Samambaia Sul. São 40 vagas, com salário de R$ 2.424,40. Também são ofertadas outras 40 para operador de caixa, na Zona Industrial do Guará, com remuneração de R$ 1.621. Na mesma região, há 40 vagas para repositor de mercadorias, com o mesmo salário.

    Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana.

    Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das Agências do Trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br.

  • STF vai decidir se mantém decisão que negou domiciliar a Bolsonaro

    STF vai decidir se mantém decisão que negou domiciliar a Bolsonaro

    Igo Estrela/Metrópoles
    Bolsonaro durante cerimônia do "Brasil para Todos" no Planalto. Ele leva a mão ao queixo, olhando para frente - Metrópoles

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide, nesta quinta-feira (5/3), se mantém a decisão do ministro Alexandre de Moraes que negou novo pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

    O julgamento será no plenário virtual, das 8h às 23h59. A primeira turma é composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

    O pedido de prisão domiciliar humanitária foi negado por Moraes na segunda-feira (2/3). De acordo com o ministro, o local em que Bolsonaro está preso garante a dignidade da pessoa humana, com atendimento médico, atividades físicas, sessões de fisioterapia, além de assistência religiosa.

    “Diferentemente do alegado pela Defesa, as condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, às necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana, o recebimento de numerosas visitas de familiares, amigos, parentes e aliados políticos”, disse.

    A defesa do ex-presidente tinha alegado a “existência de risco de vida e a incompatibilidade entre o ambiente carcerário e o rigor das terapias contínuas exigidas”.

    Bolsonaro está preso na Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses. O ex-presidente foi condenado por cinco crimes: liderança de organização criminosa; tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito; golpe de Estado; dano contra o patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado.

     

  • Irã diz que os EUA se arrependerão "amargamente" de afundar fragata

    Irã diz que os EUA se arrependerão "amargamente" de afundar fragata

    Pentagon/ reprodução
    Navio do Irã afundado pelos EUA

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abas Araghchi, disse nesta quinta-feira (5/3) que os Estados Unidos se arrependerão “amargamente” do ataque à fragata Dena. O navio, com 130 marinheiros a bordo, foi atingido em águas internacionais perto do Sri Lanka.

    “Lembrem-se das minhas palavras: os Estados Unidos se arrependerão amargamente do precedente que criaram”, disse Abas Araghchi pelo X.

    Autoridades do Sri Lanka disseram que resgataram 32 pessoas com vida e que haveria ao menos 87 mortos.

    O ataque foi confirmado pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. “Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar a salvo em águas internacionais”, disse.

    Ainda segundo o secretário, este foi o primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial. “Assim como naquela guerra — quando ainda éramos o Departamento de Guerra — estamos lutando para vencer”, declarou Hegseth.

    https://t.co/PiqQpVIrMupic.twitter.com/Wc1e0B0um7

    — Department of War 🇺🇸 (@DeptofWar) March 4, 2026

     

     

  • Como funcionários fantasmas ajudaram a lavar bilhões de Vorcaro

    Como funcionários fantasmas ajudaram a lavar bilhões de Vorcaro

    Divulgação
    Empresario Daniel Vorcaro

    Quando a Polícia Federal (PF) começou a seguir o rastro do dinheiro no caso do Banco Master, encontrou um mecanismo que usava empresas intermediárias, contratos simulados e pessoas registradas formalmente como prestadores de serviço, mas que, na prática, funcionavam como peças de um sistema de lavagem de dinheiro.

    Segundo a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que embasou a operação, parte dessa engrenagem operava com estruturas que davam aparência de legalidade ao dinheiro sujo.

    Empresas com CNPJ regular eram usadas para firmar contratos de consultoria ou prestação de serviços que, no papel, pareciam operações comerciais comuns.

    Na prática, porém, esses vínculos serviam para justificar transferências financeiras destinadas a servidores públicos, integrantes de um grupo de vigilância privada e outros operadores do esquema.

    No topo da estrutura estava Daniel Vorcaro, apontado pela investigação como o principal articulador do sistema.

    O caminho do dinheiro

    O dinheiro partia da empresa Super Participações e Empreendimentos S.A., ligada ao grupo econômico do banco. A partir daí, seguia para companhias intermediárias, entre elas a Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal Ltda., controlada por Leonardo Augusto Furtado Palhares.

    Para os investigadores, a Varajo funcionava como uma “conta de passagem”. Os recursos entravam como pagamento por supostos serviços de consultoria e depois eram repassados a terceiros, novamente com justificativas contratuais.

    O objetivo era criar camadas entre a origem do dinheiro e o destinatário final, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

    A mesma estrutura teria sido usada para pagar integrantes de um grupo conhecido nas investigações como “A Turma”, coordenado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “Sicário”.

    Os valores saíam da Super Participações, passavam por empresas ligadas a Mourão, como a King Participações Imobiliárias Ltda., e chegavam aos integrantes do grupo. Segundo a investigação, Mourão recebia cerca de R$ 75 mil mensais, com bônus conforme o desempenho.

    Pagamentos

    Os pagamentos eram operacionalizados por Fabiano Campos Zettel, apontado como operador financeiro do esquema, e por Ana Claudia Queiroz de Paiva, funcionária responsável por executar transferências a mando de Vorcaro.

    A decisão judicial descreve que os repasses eram realizados “principalmente, mas não de forma exclusiva”, por meio da Super Participações.

    A engrenagem também alcançava servidores de alto escalão do Banco Central do Brasil. Segundo a decisão do STF, Paulo Sérgio Neves de Souza, chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária (Desup), e Belline Santana, chefe do mesmo departamento, teriam atuado como consultores informais do Banco Master.

    Para remunerá-los sem levantar suspeitas, o grupo teria estruturado contratos simulados de consultoria por meio da Varajo.

    O dinheiro era transferido como se fosse pagamento por serviços profissionais. Na prática, segundo a investigação, tratava-se de compensação por informações e orientações prestadas ao banco.

    As mensagens interceptadas pela PF ajudam a ilustrar a dinâmica dessa relação. Em uma delas, registrada nos autos, aparece a frase: “Belline cobrando. Paga?”. Para os investigadores, o diálogo evidencia a cobrança por pagamentos vinculados à suposta consultoria.

    Ocultação patrimonial

    Além dos pagamentos recorrentes, a investigação revelou uma operação de ocultação patrimonial de grande escala.

    Em janeiro de 2026, a PF identificou que R$ 2.245.235.850,24 estavam depositados em uma conta em nome de Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro, junto à CBSF DTVM, conhecida como Reag. Segundo a decisão judicial, a empresa é apontada como especializada em operações de lavagem de dinheiro.

    Para os investigadores, utilizar o nome de um familiar acrescentava mais uma camada de ocultação, dificultando a vinculação direta dos recursos ao controlador do banco.

    Carteiras de crédito

    Outra frente do esquema envolvia transferências bilionárias entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

    Entre julho de 2024 e outubro de 2025, o BRB transferiu R$ 16,7 bilhões ao grupo Master por meio da compra de carteiras de crédito que, segundo a investigação, eram insubsistentes ou superavaliadas.

    Inicialmente, essas carteiras foram atribuídas a duas associações de servidores públicos da Bahia, a ASTEBA e a ASSEBA.

    As autoridades, porém, identificaram que não havia movimentação financeira compatível com os valores declarados. Posteriormente, a titularidade dos créditos foi transferida para uma empresa chamada Tirreno, descrita nos autos como um CNPJ recém-criado sem histórico operacional.

    Para a Polícia Federal, o conjunto dessas operações revelava que contratos aparentemente legítimos eram usados como fachada para transferências ilegais.

    Organização criminosa

    A investigação descreve que empresas intermediárias e vínculos formais de prestação de serviço funcionavam como instrumentos para dar aparência legal a pagamentos que, na prática, sustentavam corrupção, lavagem de dinheiro e estruturas paralelas de vigilância.

    Ao analisar o material reunido pela PF, o ministro André Mendonça concluiu que havia indícios de uma organização criminosa com “altíssima capacidade de reorganização” e com mecanismos sofisticados para ocultar recursos e influenciar agentes públicos.

    Com base nessas conclusões, o STF decretou a prisão preventiva de Daniel Bueno Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e Marilson Roseno da Silva.

    Já os servidores do Banco Central investigados foram afastados de suas funções e proibidos de acessar sistemas ou manter contato com outros investigados.

    Para o relator, permitir que os investigados permanecessem em liberdade poderia comprometer as investigações e manter em funcionamento uma estrutura que, segundo os autos, produziu prejuízos bilionários ao sistema financeiro.

  • Condomínio ocupa áreas públicas com quadra de esportes e igreja no DF

    Condomínio ocupa áreas públicas com quadra de esportes e igreja no DF

    Material cedido ao Metrópoles
    condominio-quadra-esportes-igreja-1

    O condomínio Alto da Boa Vista, localizado em Sobradinho (DF), ocupou áreas públicas, reservadas para a construção de uma escola e um posto de saúde, com uma quadra de esportes e uma igreja.

    Durante o processo de regularização, o condomínio concordou com a obrigatoriedade de destinar áreas para equipamentos públicos. No entanto, parte destes locais passou a ser ocupada pelo próprio residencial, que nega irregularidades (leia abaixo).

    O condomínio construiu uma quadra de esportes em um local reservado para uma escola pública, na Quadra 105/106. O espaço é alugado por uma escolinha de futebol, o que impede o uso público e gera renda para o residencial.

    Veja:

     

    Como não tinha licença para construção na área reservada para um colégio público, o condomínio foi multado e a Justiça determinou a demolição da quadra de esportes. Para tentar impedir a derrubada, o condomínio firmou acordo com o programa “Adote uma Praça”, do Governo do Distrito Federal (GDF). No entanto, o processo é alvo de questionado por órgãos de controle.

    Igreja

    Enquanto a quadra de esportes ainda está envolvida no embate judicial, o condomínio recentemente permitiu a construção de um galpão de uma igreja, em uma área destinada para a construção de um posto de saúde. Um cruz foi erguida em frente ao galpão, que é utilizado para cultos. O uso fere uma decisão judicial, que impede a ocupação dos espaços públicos no residencial.

    DF Legal

    A Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) realizou três ações fiscais na quadra de esportes do condomínio. Na primeira oportunidade, em 2021, o condomínio foi notificado a apresentar licença para as obras realizadas na área.

    Em 2024, diante do não cumprimento da notificação, foi lavrada multa de R$ 13.751,70 e intimação demolitória para as edificações construídas em lote institucional. Em 2025, nova fiscalização aplicou multa de R$ 36.043,30 pelo descumprimento da notificação e nova intimação demolitória pela ocupação irregular do lote destinado à Secretaria de Educação.

    “Diante da notícia da continuidade do problema, irá enviar novamente equipe de fiscalização para verificar a questão”, afirmou a pasta, em nota enviada ao Metrópoles.

    Sobre o galpão da igreja, a pasta informou que ainda não tinha conhecimento do novo caso. A população pode fazer reclamações e denúncias via Ouvidoria, pelo telefone 162 ou site ParticipaDF.

    Condomínio

    O síndico do condomínio, Tony Pimentel, frisou que o residencial é regular, de acesso controlado que, no processo de sua regularização, precisou destinar áreas para Equipamentos Públicos Comunitários, conforme previsto no MDE RP 51/1999.

    “Cumpre esclarecer, entretanto, que a destinação dessas áreas não obriga o Poder Público à construção imediata de equipamentos públicos”, argumentou. Segundo o síndico, em manifestações administrativas anteriores, o GDF teria informado não haver interesse na implantação de escolas ou outros equipamentos nas áreas mencionadas.

    Diante desse cenário, e alegando promover urbanização, segurança e melhor utilização do espaço, o condomínio aderiu ao programa Adote uma Praça, por meio do Termo de Cooperação nº 01/2022.

    “Existe processo administrativo em trâmite junto ao DF Legal, no qual toda a documentação vigente foi apresentada. Em resposta, foi apontada suposta ausência de assinaturas no termo apresentado. Contudo, o documento contém assinaturas físicas e assinatura digital válida, estando regular e vigente. A questão segue sendo tratada na esfera administrativa para os esclarecimentos formais necessários”, explicou.

    De acordo com o síndico, em consulta recente ao GDF, os lotes constam como disponíveis no Núcleo de Patrimônio da Secretaria de Economia. Por isso o condomínio está em tratativas para viabilizar a destinação definitiva da área como praça pública, com finalidade comunitária.

    Escolinha de futebol

    “No que se refere à escolinha de futebol, esclarecemos que o condomínio não possui qualquer interesse arrecadatório. Ao contrário, o condomínio investe anualmente recursos próprios na manutenção, conservação e melhoria das áreas comuns. A utilização do espaço para atividades esportivas decorreu de solicitação da própria comunidade, deliberada em assembleia, resultando na edição da RAG 04/2023”, justificou.

    Segundo a gestão do condomínio, ficou definido pela assembleia a utilização do espaço em horários específicos, preservando-se a convivência e o uso coletivo. “Ressalta-se que o condomínio dispõe de duas quadras poliesportivas, sendo apenas uma destinada às atividades da escolinha”, completou.

    O síndico não apresentou explicações sobre o terreno ocupado pela igreja. O Metrópoles tentou contato com o responsáveis, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para eventuais posicionamentos.

  • Irã nega ter disparado míssil em direção à Turquia

    Irã nega ter disparado míssil em direção à Turquia

    Wisam Hashlamoun/Anadolu via Getty Images
    Imagem colorida, Rastros de luz de mísseis balísticos iranianos são vistos no céu noturno acima de Hebron, na Cisjordânia. - Metrópoles

    O Irã negou nesta quinta-feira (5/3) ter disparado um míssil em direção à Turquia. O país ainda disse respeitar a soberania do vizinho.

    “As forças armadas da República Islâmica do Irã respeitam a soberania do país vizinho amigo, a Turquia, e negam qualquer lançamento de mísseis contra seu território”, disse em comunicado.

    Ontem, o Ministério da Defesa da Turquia disse que um míssil balístico foi disparado do Irã em direção ao seu espaço aéreo. O artefato, porém, foi interceptado e destruído pelos sistemas de defesa aérea e antimíssil da Organização do Tratado Norte (Otan), no leste do Mar Mediterrâneo.

    Segundo o ministério, o míssil foi detectado após cruzar o espaço aéreo iraquiano e sírio. Segundo a imprensa local, os destroços caíram no distrito de Dortyol, na província de Hatay. Não foram registradas vítimas.

    A Turquia faz fronteira com o Irã e faz parte da Otan. Após o ocorrido, a organização se manifestou. “Condenamos os ataques do Irã contra a Turquia. A OTAN se solidariza firmemente com todos os seus aliados, incluindo a Turquia, enquanto o Irã continua seus ataques indiscriminados em toda a região. Nossa postura de dissuasão e defesa permanece forte em todos os domínios, inclusive no que diz respeito à defesa aérea e antimíssil”, afirmou a porta-voz Allison Hart.

  • Como atleta de Francisco Morato chegou às Paralimpíadas de Inverno. Veja vídeo

    Como atleta de Francisco Morato chegou às Paralimpíadas de Inverno. Veja vídeo

    Divulgação / Alessandra Cabral – CPB
    Paralimpíadas de Inverno começam nesta sexta-feira (6/3), e Elena Sena estreia após uma trajetória de superação e títulos internacionais - Metrópoles

    Elena Sena, de 22 anos, moradora de Francisco Morato, na região metropolitana de São Paulo, vai integra a delegação brasileira que disputará, a partir da próxima sexta-feira (6/3) até o dia 15 de março, as Paralimpíadas de Inverno Milano Cortina 2026.

    O Brasil terá oito representantes nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milano Cortina 2026, sendo três mulheres e cinco homens. A delegação competirá nas modalidades de biatlo, esqui cross-country e snowboard. Esta será a maior participação feminina do país em edições de inverno.

    Disputando as provas de esqui cross-country e biatlo, Elena Sena reforça a equipe feminina brasileira na competição ao lado de Aline Rocha e Vitória Machado. Para a jovem, a convocação representa não apenas a estreia em um evento deste porte, mas o resultado de uma trajetória marcada por adaptação ao esporte de neve e preparação intensa para competir em alto nível.

    Moradora do bairro Recanto Feliz, em Francisco Morato, Elena cresceu longe de qualquer estrutura voltada aos esportes de inverno, principalmente, na neve.

    O primeiro contato com o esporte veio ainda na escola pública, em um projeto de contraturno da prefeitura.

    “Eu ficava o dia inteiro na escola porque gostava de estar fazendo as coisas”, relembra. Foi ali que se apaixonou pelo handebol. Chegou a ser titular nos jogos interescolares, mas sentia que existia um limite. “Eu assistia aos campeonatos na televisão e pensava: eu nunca vou poder estar ali”. Ela sequer sabia que existia a possibilidade de entrar no esporte paralímpico.

    Centro Paralímpico

    O ponto de virada na trajetória de Elena começou quando um professor percebeu seu potencial esportivo e decidiu inscrevê-la na escolinha do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, localizado na zona sul da capital paulista, a . Para treinar, ela precisava cruzar cidades utilizando trens, metrô e ônibus, enfrentando longas horas de deslocamento. Ainda assim, não hesitou. “Era uma oportunidade gigantesca”, afirma.

    Na época com 17 anos, o início dos treinos no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro marcou uma mudança significativa em sua trajetória. Foi ali que passou a conviver diariamente com outros atletas com deficiência, muitos com vivências semelhantes à sua. A atleta nasceu com uma má-formação na perna esquerda, que não se desenvolveu completamente.

    Ao Metrópoles, Elena contou que o seu primeiro esporte começou pelo vôlei sentado. Ela vivia um momento de crescimento nas atividades esportivas quando, por acaso, durante um passeio escolar em Jundiaí, interior de São Paulo, viu atletas praticando roller ski, uma versão do esqui no asfalto. “A semana inteira eu não consegui parar de pensar em ski. Eu fiquei obcecada”, relembra.

    O entusiasmo, porém, encontrou um obstáculo, em 2020, devido à pandemia de Covid-19, que fechou as atividades do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro e interrompeu os treinos presenciais. Elena descreve o período como desafiador, mas agarante que nunca cogitou parar. Sem acesso à estrutura oficial, adaptou a rotina e passou a treinar roller ski no quintal de casa. Todos os dias.

    Ao lado dela, a família teve papel central. O pai ajudou a improvisar equipamentos e estruturas para manter a preparação ativa, enquanto a mãe reorganizou a rotina da casa para que a filha pudesse seguir treinando.

    “Eu não tinha perspectiva de quando as coisas iam voltar, mas eu pensava: quando abrir, eu preciso estar pronta.”

    Ciclo Olímpico

    Quando as atividades foram retomadas, ela voltou ainda mais preparada. Intensificou os treinos em cidades do interior paulista, como São Carlos, passou a competir em etapas nacionais e, na sequência, internacionais. Vieram provas na Argentina e temporadas na Europa, incluindo competições na Noruega, país referência no esqui. A evolução técnica se consolidou também no biatlo, modalidade que combina esqui e tiro esportivo.

    Após acumular resultados consistentes no ranking mundial e cumprir os índices exigidos, Elena teve a convocação confirmação, obtida com um ciclo construído entre treinos improvisados em casa, competições  fora do país e uma rede de apoio familiar que esteve presente em cada etapa do caminho. Ela jáiniciou oficialmente os preparativos para as Paralimpíadas de Inverno 2026.


    Elena Sena resume o momento com emoção e senso de responsabilidade. “Eu sinto muito orgulho de tudo o que eu construí até aqui. Cada treino, cada dificuldade, cada apoio da minha família fizeram parte desse caminho.” Para ela, a convocação é mais do que um resultado esportivo, é a confirmação de que persistir valeu a pena.

    Mais do que representar o país, a atleta leva para a neve a própria trajetória. “Eu entro para dar o meu melhor e buscar o primeiro lugar. Se não vier, eu sei que entreguei tudo”, afirma. A estreia nas Paralimpíadas de Inverno simboliza não apenas um marco na carreira, mas a confirmação de um projeto que começou no quintal de casa e agora ganha projeção mundial.


    1º fim de semana das Paralimpíadas de Inverno

    Sexta-feira,  6 de março

    16h — Cerimônia de abertura

    Porta-bandeiras: Aline Rocha e Cristian Ribera

    Sábado, 7 de março

    6h — Biatlo 7,5km Sprint

    Aline Rocha

    Elena Sena

    Domingo, 8 de março

    6h — Biatlo 12,5km Individual

    Elena Sena


    O restante da programação do Time Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milano Cortina 2026 pode ser conferido aqui. Para ver todas as datas, horários e modalidades, basta acessar o cronograma completo disponível no link.

  • Sargento que usou viatura para transar com travesti em motel do DF vira réu

    Sargento que usou viatura para transar com travesti em motel do DF vira réu

    Material cedido ao Metrópoles
    travesti gravando viatura em motel

    A Auditoria Militar do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) formalizou denúncia contra um 1º Sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) após ele abandonar o posto de trabalho e desviar uma viatura da corporação para ir até um motel, em Taguatinga, fazer programa com uma travesti. A Justiça aceitou a denúncia e o militar se tornou réu.

    Travesti expõe PMs fardados em viatura após “festinha” em motel:

    O militar, que estava escalado para funções de manutenção de frota, chegou fardado no motel e foi gravado pela garota de programa.

    O caso, que ganhou repercussão nacional após vídeos circularem em grupos de mensagens, tramita na Justiça Militar. O sargento responderá por dois crimes principais: abandono de posto e peculato-desvio.

    Segundo o Inquérito Policial Militar (IPM), os fatos ocorreram em 2 de setembro de 2024. O sargento estava escalado no 28º Batalhão (Riacho Fundo) como auxiliar de garagem. Durante uma diligência externa para levar viaturas a oficinas em Samambaia e Taguatinga, o denunciado teria usado um pretexto falso para se afastar de seu colega de equipe.

    Flagrante em vídeo

    A relação extraconjugal e o uso indevido do equipamento público foram revelados pela própria acompanhante, uma mulher trans identificada como Pâmela Martins. Nas imagens publicadas em suas redes sociais, ela aparece com as chaves da suíte 3, filmando a chegada da viatura caracterizada.

    “Vem amor, quarto três!”, diz ela no vídeo, enquanto o sargento estaciona o veículo na garagem privativa do quarto. Em outro trecho da gravação, a mulher ironiza a situação, afirmando que seu “público é diferenciado” e mencionando uma “festinha” dentro do estabelecimento.

    As acusações

    A Promotoria de Justiça Militar dividiu a denúncia em dois fatos delituosos:

    A coluna apurou que as investigações internas foram devidamente encaminhadas e que o militar, agora, figura como réu no processo. Se condenado, o sargento pode enfrentar penas que variam de detenção à exclusão dos quadros da corporação, além das sanções administrativas cabíveis.