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  • Com apoio velado de Nunes, Mello Araújo vira favorito do PL ao Senado

    Com apoio velado de Nunes, Mello Araújo vira favorito do PL ao Senado

    Instagram/melloaraujo10
    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o vice-prefeito Mello Araújo (PL), e o senador Flávio Bolsonaro (PL)

    O vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo (PL), tem sido apontado como o favorito para ficar com a candidatura ao Senado em São Paulo na chapa encabeçada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A expectativa é de que a definição ocorra após a visita de Mello ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília, marcada para 18 de abril.

    Segundo membros do PL, Mello é o nome favorito de Bolsonaro para a vaga. Ambos são amigos pessoais. No início do mês, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) ofereceu um almoço para o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), no qual a candidatura de Mello ao Senado, também presente no encontro, foi discutida (foto em destaque).

    O nome do vice-prefeito, no entanto, tem resistências dentro do próprio PL, especialmente na ala mais ligada ao ex-deputado-federal Eduardo Bolsonaro (PL).

    O “filho 02” tinha expectativa de emplacar um aliado seu para a vaga, depois de sua própria candidatura naufragar diante de seu “autoexílio” nos Estados Unidos. Os dois principais postulantes desse grupo são os deputados federais Mario Frias (PL-SP) e Marco Feliciano (PL-SP). Na última semana, uma comitiva de deputados próximos a Eduardo viajou ao Texas para se reunir com o ex-deputado.

    Os encontros, no entanto, não foram suficientes para se chegar a um consenso sobre o escolhido. Nesse nevoeiro, Mello desponta como o favorito na corrida.

    Saída providencial

    O Metrópoles mostrou que o próprio entorno de Nunes tem se mostrado otimista com a possibilidade e acredita que Mello tem chances reais de se eleger. Além disso, atuação do vice-prefeito tem incomodado aliados e secretários do prefeito.

    O auxiliar costuma dizer que sua postura de denunciar e fiscalizar ações da própria gestão “incomoda muita gente” e que sua candidatura ao Senado é esperada por pessoas da própria prefeitura. “Ninguém me quer na prefeitura”, já afirmou Mello.

    Recentemente, uma denúncia feita por Mello à polícia — sobre uma suposta tentativa de grampeá-lo e de abrir uma conta falsa em seu nome para atribuir a ele o recebimento de dinheiro de uma empresa de ônibus — aumentou o desgaste com o prefeito.

    Pela Lei Eleitoral, o vice-prefeito não precisa se desincompatibilizar do cargo para disputar o Senado, desde que não assuma a prefeitura interinamente nos seis meses anteriores às eleições, marcadas para outubro.

  • Visita de 12 minutos: desembargador orientou coronel na cena do crime

    Visita de 12 minutos: desembargador orientou coronel na cena do crime

    Reprodução/PMSP
    Homem de cabelos grisalhos, camisa social azul, em meio a policiais militares fardados e homem sem camisa - Metrópoles

    Imagens captadas por câmeras corporais de policiais militares mostram o momento em que um homem de camisa social azul, cabelos grisalhos, sai de um elevador, atravessa uma área já isolada e vai direto ao encontro do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.

    São 9h07 do dia 18 de fevereiro. Poucos segundos depois, os dois seguem juntos em direção ao apartamento onde a soldado Gisele Alves Santana havia sido encontrada baleada. Ela morreu no mesmo dia, às 12h04, no Hospital das Clínicas.

    O homem de cabelos grisalhos é o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan. Ele não estava ali por acaso. Foi chamado, segundo o magistrado, na condição de amigo.

    Na ocasião, o oficial da PM afirmou que a esposa havia se suicidado, versão sustentada ao amigo magistrado. Exatamente um mês após isso, Geraldo Neto seria preso preventivamente pelo feminicídio de Gisele e por fraude processual. Ele é réu em processos tanto no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) quanto na Justiça Militar (TJM).

    Ligações antes do encontro

    O próprio desembargador relatou à Polícia Civil que, naquela manhã, havia acabado de sair de uma aula de ginástica, quando recebeu uma ligação do coronel, que falava de forma acelerada e nervosa. Registros da Polícia Científica, obtidos pelo Metrópoles, mostram que esse contato não foi imediato nem único.

    Antes de conseguir falar pela primeira vez com o desembargador, às 8h04, o tenente-coronel tentou contato ao menos três vezes, entre 8h02 e 8h03, sem sucesso. Há ainda registros de novas oito tentativas até que, por volta das 08h41, o magistrado atende novamente à chamada do oficial.

    Além do desembargador, Geraldo Neto já havia feito outras ligações, tentando acionar o 190, não aguardando atendimento em um primeiro momento. Também falou com um superior e, só depois, voltou a buscar contato externo, incluindo o magistrado.

    O conjunto dos dados revela uma sequência de chamadas em poucos minutos.

    Tentativa de conter entrada na cena do crime

    Quando chegou ao prédio e se encontrou com o amigo, o desembargador não concordou em acessar o apartamento, pelo contrário.

    Desde o primeiro momento, como registado por câmeras corporais de militares, ele tenta conter o coronel. Diante da porta, reforça que o ideal seria não entrar, mas não é ouvido. O tenente-coronel insiste, avança e o magistrado, então, o acompanha.

    Menos de 30 segundos após o encontro, ambos cruzam a porta do apartamento, já sob preservação policial.

    Incômodo e insistência

    O que ocorreu em seguida foi registrado por áudios e imagens das câmeras corporais.

    Nelas, o desembargador permanece no interior do imóvel por ao menos 12 minutos. Nesse período, segundo os registros, demonstra incômodo com a situação. Em determinado momento, tenta novamente demover o coronel, orientando para “saírem dali”.

    Mais uma vez, o oficial não dá ouvidos, insistindo em permanecer. Fala que precisa tomar banho. Ele chega a pedir para que o desembargador o aguardasse. O pedido não foi atendido pelo magistrado que, antes de sair do imóvel, reforçou a necessidade de saírem dali. O coronel, ainda assim, não recuou.

    A cena expõe um contraste. De um lado, um esforço, ainda que limitado, de conter a permanência no local. De outro, a insistência do oficial em circular e permanecer dentro de um espaço que deveria estar isolado.

    A versão repetida

    Durante esse ínterim, o desembargador ouve a versão apresentada e sustentada, até o momento, pelo coronel. Nela, o oficial afirma que a esposa teria tirado a própria vida.

    A narrativa é detalhada, composta pelo relato de uma suposta discussão no quarto, seguida de um período no banheiro e, depois, a descoberta da vítima caída na sala, baleada na cabeça, com a arma na mão.

    Mais tarde, já no corredor do apartamento onde houve o crime, o coronel repete a mesma versão diante de outros policiais.

    O mesmo relato foi registrado em depoimento para a Polícia Civil, que em um mês investigou e indicou, de forma técnica, provas que desmentem a versão do tenente-coronel, referendadas pela Corregedoria da PM.

    Cogan, como consta nos registros da Polícia Civil, dialogava via mensagens e telefonemas com Geraldo Neto, em diferentes ocasiões. Até a mais atual fase do inquérito do caso, o magistrado era tido na investigação como amigo do oficial, na condição de testemunha.

  • Justiça pune empresário que viaja de jatinho, mas deve R$ 5,5 milhões

    Justiça pune empresário que viaja de jatinho, mas deve R$ 5,5 milhões

    Justiça tomou passaporte de empresário que ostenta viagem de luxo ao Caribe e a Miami, enquanto teima em não pagar dívida milionária

  • Madrugada concentra 41% das infrações por furar farol vermelho em SP

    Madrugada concentra 41% das infrações por furar farol vermelho em SP

    William Cardoso/Metrópoles
    Imagem mostra sinal vermelho à noite - Metrópoles

    Os radares da cidade de São Paulo flagraram quase 60 mil infrações por avanço de sinal vermelho durante a madrugada, entre janeiro e novembro do ano passado, segundo os dados mais recentes da Prefeitura de São Paulo. Esse montante equivale a 41,5% de todas as capturas realizadas no período pelos equipamentos eletrônicos na capital paulista.

    Na prática, é como se 4 em cada 10 infrações por furar o sinal vermelho ocorressem no período da meia-noite às 5h59. Essa proporção se destaca porque a quantidade de veículos em circulação pelas ruas da cidade nesse período é bastante inferior ao que se vê durante as manhãs, tardes e noites, quando o trânsito paulistano chega a ultrapassar os 1.000 km de congestionamento em alguns dias do ano.

    O número elevado pode ter relação com a falsa crença de que, durante a madrugada, é permitido avançar o sinal vermelho, sem o risco de tomar multa. Na prática, isso não é verdade. Representa uma infração gravíssima, com 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa no valor de R$ 293,47.

    Presidente da Comissão de Direito do Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil, em São Paulo (OAB-SP), Ademir dos Santos lembra que obedecer ao sinal vermelho é uma obrigação, não algo facultativo.

    “As autoridades e os órgãos de trânsito fazem um estudo para analisar cada semáforo. Nos locais onde entendem que não há riscos, eles deixam o sinal no amarelo piscante. Na condição de amarelo piscante ou desligado, sim, o condutor pode avançar. Agora, se o semáforo estiver funcionando e ele estiver com o foco vermelho, é obrigatória a parada, sob pena de infringir o artigo 208 do Código de Trânsito Brasileiro”, diz.

    Recursos e insegurança

    O representante da OAB-SP diz que, no passado, muitas pessoas se utilizavam da insegurança como forma de entrar com recurso para ter multas desse tipo anuladas.

    “Funcionou bastante, mas, hoje, os estudos estão muito mais avançados, as interpretações foram sendo modernizadas também e o entendimento é que a coletividade deve ser protegida, não o direito individual”, afirma Santos. “Nesse sentido, os recursos são indeferidos”, afirma, citando o que tem ocorrido como regra, apesar das exceções.

    Santos foi integrante do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran-SP), que julga recursos. Ele diz que, durante as análises, notou que alguns locais, em algumas cidades, durante a noite, o semáforo estava vermelho e as pessoas avançavam por causa da segurança.

    “O que eu, como conselheiro, fazia? Indeferia o recurso, porque a infração foi cometida, mas ao mesmo tempo, dada a quantidade de alegações de que aquele cruzamento era inseguro, solicitava a expedição de ofício para as autoridades aumentassem o policiamento ou estudassem a possibilidade de deixar no amarelo piscante”, diz.

  • Juiz invoca caso Mauro Cid para limitar acesso da defesa a inquérito

    Juiz invoca caso Mauro Cid para limitar acesso da defesa a inquérito

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    Mauro Cid durante primeira Turma 1 do Supremo Tribunal Federal STF comecou a interrogar os reus do nucleo 1 por participacao na suposta trama golpista - Metrópoles 2

    Um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) usou precedente do caso Mauro Cid, ex-ajudante do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para restringir o acesso da defesa a um inquérito por tráfico de drogas em Sorocaba.

    Em decisão, o desembargador Renato Genzani Filho, ao analisar um habeas corpus apresentado pela defesa do investigado, afirmou que o acesso não pode alcançar diligências em andamento — entendimento já adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em caso envolvendo o ex-ajudante.

    O inquérito, conduzido pela Polícia Civil, aponta que o investigado é um dos principais nomes do tráfico de drogas na região. A investigação teve início após boletins de ocorrência e denúncias anônimas.

    Com base nessas informações, além de depoimentos e reconhecimento por fotografia, o suspeito teve a prisão temporária decretada.

    A defesa, por sua vez, alegou ausência de provas e cerceamento, ao afirmar que não teve acesso integral ao inquérito — pedido já negado em primeira instância.

    O desembargador, no entanto, manteve a decisão e reforçou que a restrição de acesso é legítima enquanto houver diligências em curso. Para sustentar o entendimento, citou precedente do STF, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, segundo o qual a defesa tem direito aos elementos já documentados, mas não a atos investigativos ainda em andamento.

    “Na presente hipótese, portanto, nos termos da jurisprudência consolidada por este Supremo Tribunal Federal, em relação a Mauro Cesar Barbosa Cid, as informações colhidas referem-se a diligências em curso e outras em fase de deliberação no âmbito de colaboração premiada devidamente homologada em juízo, que, portanto, estão acobertadas pelo sigilo, não implicando em violação à Súmula Vinculante 14/STF”, diz trecho de decisão do STF citado pelo magistrado como precedente.

    O desembargador também já citou o mesmo precedente em outra decisão, de setembro do ano passado, em um caso de Mogi das Cruzes. O magistrado, na ocasião, negou acesso da defesa aos autos de uma ação penal envolvendo um investigado preso, sob o argumento de que havia diligências em curso.

    Cid

    Condenado a 2 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe, Mauro Cid cumpre pena em regime aberto, sem uso de tornozeleira eletrônica.

    O ex-ajudante de ordens foi responsável por delatar o esquema que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além do ex-chefe do Palácio do Planalto, militares de alta patente também foram condenados.

    Atualmente na reserva, Cid recebe remuneração proporcional, conforme as regras aplicáveis aos militares nessa condição.

  • Magreza excessiva gera preocupação entre profissionais da moda

    Magreza excessiva gera preocupação entre profissionais da moda

    Doug Peters/PA Images via Getty Images
    foto com cor. demi moore no after do oscar - metrópoles

    A magreza é um padrão estético que perdura no mundo da moda. Do heroin chic dos anos 1990 ao uso de medicamentos para emagrecer nos dias de hoje, o visual  é associado a status, disciplina e desejabilidade. Apesar de não ser um fenômeno recente, estilistas e outros profissionais do segmento têm demonstrado preocupações a respeito da aparência excessivamente magra de diversas celebridades.

    Vem saber mais!

    98th Oscars - Demi Moore - metrópoles
    Demi Moore no Oscar 2026

     

    Emagrecimento rápido

    Durante a temporada de premiações do cinema em 2026, atrizes como Demi Moore, Jenna Ortega, Ariana Grande e Emma Stone chamaram a atenção do público com suas silhuetas delgadas. No cenário musical, Kelly Osbourne, Meghan Trainor e Maiara (da dupla com Maraisa) também tiveram suas aparências questionadas.

    foto com cor. kelly osbourne com traje de gala - metrópoles
    Kelly Osbourne

     

    O que todas as personalidades apresentam em comum são os traços de magreza excessiva, característicos do uso de remédios para emagrecimento e procedimentos cirúrgicos e estéticos. A preocupação surge devido ao padrão de corpos magros que se reinventa ao longo das décadas nas indústrias.

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    Ariana Grande usa Vivienne Westwood no Globo de Ouro 2026

     

    Heroin nada chique

    Nos anos 1990, esse ideal se popularizou sob a estética heroin chic. Marcada por corpos extremamente magros, aparência pálida, olheiras profundas e um ar de fragilidade quase doentia, modelos como Kate Moss se tornaram símbolos dessa fase.

    foto com cor. kate moss com vestido preto decotado - metrópoles
    Kate Moss em 2026

     

    Embora tenha sido amplamente criticada por promover padrões nocivos e até incentivar transtornos alimentares, a lógica por trás do heroin chic nunca desapareceu completamente.

    foto com cor. Atriz Lily Collins - metrópoles
    Atriz Lily Collins chocou o público com sua aparência no desfile da Calvin Klein

     

    Popularização dos remédios

    Nos últimos anos, esse cenário ganhou um novo capítulo com os medicamentos para emagrecimento – como os agonistas de GLP-1 Ozempic e Mounjaro. Celebridades, influenciadores e até figuras da indústria da moda passaram a exibir transformações corporais rápidas, reacendendo discussões sobre padrões irreais e acessibilidade.

    foto com cor. Rosé, integrante do grupo de k-pop Blackpink - metrópoles
    Rosé, integrante do grupo de k-pop Blackpink, é alvo constante de críticas sobre magreza extrema

     

     

    Profissionais da moda acendem alerta

    Em meio a este cenário, estilistas norte-americanos vêm expressando preocupações com o baixo peso das celebridades. “Agora existe um estigma em relação a ter qualquer peso”, afirmou um stylist e ex-editor da Vogue ao Page Six.

    foto com cor. Atriz Emma Stone - metrópoles
    Atriz Emma Stone

     

    Ao mesmo veículo, outra fonte declarou que existe pressão e competição entre as artistas para que acompanhem umas às outras: “Uma atriz vê outra emagrecer, então outra emagrece ainda mais”. A dificuldade de vestir as celebridades aumenta a medida que até mesmo o sample size – amostras enviadas pelas grifes para editoriais e tapetes vermelhos – ficam grandes demais.  Deve-se levar em consideração que essas peças já são tradicionalmente menores que a média da população .

    foto com cor. Atriz Jenna Ortega - metrópoles
    Atriz Jenna Ortega

     

    A atriz, modelo e ativista Jameela Jamil foi às redes registrar sua aflição: “Porque tantas feministas que entendem os danos que essa estética pode causar estão aderindo a esse visual e usando roupas que acentuam o quão esqueléticas elas estão se tornando?”, declarou.

    Jameela Jamil é uma voz ativa do movimento Body Positive

     

    Jameela ainda pontua como o visual ganha força em um cenário de ascensão do conservadorismo, no qual as pessoas têm tido menos acesso a comidas nutritivas e variadas por questões financeiras. “Fico triste que a fragilidade seja um padrão de beleza nos dias de hoje, em plena era do feminismo”.

    @jameelajamil♬ original sound – Jameela Jamil
  • Henry Borel: crime que chocou o Brasil foi abordado em série

    Henry Borel: crime que chocou o Brasil foi abordado em série

    Reprodução/Web
    Henry Borel morreu aos quatro anos

    O caso Henry Borel vai a júri popular nesta segunda-feira (23/3), mais de cinco anos após o crime que chocou o país. São réus o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe do menino, Monique Medeiros.

    Após grande repercussão, o caso foi retratado na série Investigação Criminal, disponível na Apple TV. O episódio dedicado ao crime integra a 10ª temporada da produção, com cerca de 2h30 de duração.

    Em 2022, a HBO Max também anunciou a produção de um documentário sobre Henry Borel. Até o momento, no entanto, o projeto segue sem data oficial de estreia.

    Quem foi Henry Borel

    Nascido em 3 de maio de 2016, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, Henry Borel morreu aos quatro anos, em 2021. A morte ocorreu pouco tempo após a separação dos pais.

    Nos meses seguintes ao divórcio, o menino passou a apresentar sinais de sofrimento, como medo, regressão de comportamento e queixas físicas. Ele chegou a ser atendido por médicos e a fazer sessões de psicoterapia, em meio a relatos de possíveis agressões e ao desejo de não retornar à casa da mãe após visitas ao pai.

    No fim de semana de 7 de março de 2021, Henry esteve com o pai, participou de atividades em família e foi visto em bom estado. Já na madrugada seguinte, foi levado ao hospital pela mãe e pelo padrasto, sem vida.

    O laudo pericial apontou 23 lesões pelo corpo, incluindo ferimentos no crânio e hemorragia interna, descartando acidente e indicando violência extrema, sem possibilidade de defesa.

    As investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro concluíram que Henry era submetido a uma rotina de agressões e torturas atribuídas a Jairinho. De acordo com o inquérito, Monique tinha conhecimento das violências — tendo sido alertada pela babá do menino ao menos um mês antes da morte — e, ainda assim, consentiu com a situação.

     

  • Gesto de Flávio a Alexandre de Moraes ajuda situação de Bolsonaro

    Gesto de Flávio a Alexandre de Moraes ajuda situação de Bolsonaro

    Vinícius Schmidt/ Metrópoles
    Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro

    O encontro do senador Flávio Bolsonaro com o ministro Alexandre de Moraes foi determinante para que o STF passe a considerar, pela primeira vez, o retorno da prisão domiciliar a Jair Bolsonaro. O gesto do pré-candidato à Presidência, ao fazer o pedido pessoalmente, foi visto por Moraes como um sinal de deferência institucional, segundo interlocutores do magistrado.

    Somado ao fator político, o componente de saúde pesa na balança: o quadro de Jair Bolsonaro piorou nos últimos meses. Esses dois elementos levaram Moraes a solicitar um parecer da Procuradoria-Geral da República sobre a possibilidade de prisão domiciliar ao ex-presidente. Até então, o fato de Jair Bolsonaro ter violado a tornozeleira eletrônica era visto como um impeditivo intransponível pela Corte, que receava que o episódio voltasse a ocorrer.

    Como mostrou a coluna, Alexandre de Moraes avalia que Flávio tem tido uma atuação “moderada”, que difere da postura mais bélica que marcou a trajetória política do pai. A pessoas próximas, o ministro chegou a confidenciar que o parlamentar “cumpre” combinados.

    Jair Bolsonaro permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Embora tenha apresentado melhora nos marcadores inflamatórios e esteja recebendo fisioterapia respiratória, o comprometimento do pulmão esquerdo ainda requer especial atenção, de acordo com o último boletim médico.

    Internação de Bolsonaro

    Bolsonaro foi internado às pressas no último dia 13, após sofrer uma queda acentuada na saturação de oxigênio. Os exames confirmaram uma broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões, com origem aspirativa — causada pela entrada de conteúdo gástrico nas vias respiratórias.

  • Brasileirão: confira os melhores momentos dos jogos deste domingo

    Brasileirão: confira os melhores momentos dos jogos deste domingo

    Gustavo Martins/ Cruzeiro
    Foto colorida de Cruzeiro x Santos, com Gerson e Gabriel Menino - Metrópoles

    A oitava rodada do Campeonato Brasileiro terminou neste domingo (23/3), após sete jogos. O Cruzeiro permanece na última colocação, o Internacional deixou a zona de rebaixamento, e Corinthians e Flamengo fizeram um duelo movimentado.

    Veja os melhores momentos dos jogos deste domingo (23/3)

    Vasco x Grêmio

    O Vasco venceu o Grêmio por 2 x 1, em jogo realizado no Estádio São Januário, no Rio de Janeiro. A partida foi válida pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. Todos os gols foram marcados na primeira etapa. Cuiabano e David marcaram para o Gigante da Colina; e Carlos Vinícius, artilheiro do Brasileirão diminuiu para o Grêmio.

    Cruzeiro x Santos

    Em duelo dos desesperados, Cruzeiro e Santos empataram em 0 x 0, no Mineirão, em jogo da 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado não foi bom para nenhuma das equipes, que buscam evitar a zona de rebaixamento.

    Athletico-PR x Coritiba

    No clássico, o Athletico-PR derrotou o Coritiba por 2 x 0, pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo foi disputado na Arena da Baixada.

    Remo x Bahia

    Em momentos distintos, Remo e Bahia se enfrentaram, no Pará, em duelo da 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mesmo com posições distintas na tabela de classificação, o Remo foi fatal em seus ataques e venceu o Bahia por 4 x 1 de virada, no Mangueirão. Os gols foram marcados por Everaldo, para o Bahia; Gabriel Taliari (duas vezes), Vitor Bueno e Jajá.

    Internacional x Chapecoense

    O Internacional venceu a Chapecoense, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, no Beira-Rio. Gabriel Mercado e Alan Patrick fizeram os gols do jogo.

    Vitória x Mirassol

    O Vitória voltou a se impor dentro de casa e triunfou sobre o Mirassol por 1 x 0, no Barradão, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro.

    Corinthians x Flamengo

  • Veja os melhores momentos de Corinthians x Flamengo pelo Brasileirão

    Veja os melhores momentos de Corinthians x Flamengo pelo Brasileirão

    Alex Silva/Sports Press Photo/Getty Images
    Foto colorida de Bidu e Paquetá, em Corinthians x FLamengo - Metrópoles

    Corinthians e Flamengo fizeram, neste domingo (23/3), um jogo muito movimentado pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Neo Química Arena, e empataram em 1 x 1.

    Veja os melhores momentos do jogo

    Com o resultado, o Rubro-Negro fica em quarto lugar do Brasileirão, com 14 pontos. O Corinthians está na 11ª posição, com 10.

    O jogo

    Em jogo com chances para as duas equipes, Hugo Souza e Rossi fizeram grandes intervenções e impediram um placar maior.

    Os gols da partida saíram no primeiro tempo. Aos 2 minutos do primeiro tempo, Jorginho aproveitou saída errade Hugo Souza, tocou para Pedro, que arrancou e serviu Lucas Paquetá. O meia-atacante abriu o placar.

    Aos 18 minutos, Yuri Alberto empatou. Memphis Depay fez belo lançamento de três dedos para Bidu após finta. O lateral-esquerdo cruzou para o centroavante.