Categoria: Teste

  • DF tem vagas com até R$ 3 mil de salário nesta quinta-feira (26/2)

    DF tem vagas com até R$ 3 mil de salário nesta quinta-feira (26/2)

    Felipe Menezes/Metrópoles
    Foto colorida de trabalhador com carteira assinada IBGE - Metrópoles

    Nesta quinta-feira (26/2), as agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 691 vagas disponíveis. O maior salário oferecido é de R$ 3 mil.

    A remuneração é encontrada em duas vagas para pedreiro de reforma geral e duas para soldador, ambas no Jardim Botânico. Nos dois casos, não há exigência de escolaridade, mas é necessário experiência prévia.

    Também se destacam os salários oferecidos em 10 vagas para açougueiro, no Guará (R$ 2.898), três para a mesma profissão, em Taguatinga (R$ 2.608,20), e uma para técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos hospitalares, na Asa Sul (R$ 2.698,59).

    Para pessoas com deficiência (PcDs), estão abertos 10 postos para auxiliar de limpeza, 10 para cumim, 10 para lavador de pratos, oito para monitor de transporte escolar e quatro para condutor escolar, no Plano Piloto e em Samambaia.Os salários variam entre R$ 1.621 e R$ 1.750,68.

    Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana.

    Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br.

  • Namorado de delegada do PCC presa queria "nova vida" em SP, diz defesa

    Namorado de delegada do PCC presa queria "nova vida" em SP, diz defesa

    Reprodução/Redes Sociais
    Imagem colorida mostra Layla Lima Ayub e Jardel Neto Pereira da Cruz, acusados de vínculo com o PCC. Metrópoles

    O namorado da delegada recém-empossada Layla Lima Ayub, presa por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC), estava de mudança para São Paulo e queria ter uma “nova vida”, afirmou a defesa dele, ao Metrópoles.

    Também acusado de elo com o crime organizado, Jardel Neto Pereira da Cruz, o Dedel, tem raízes no Pará, mas buscava “se desvincular desse passado e construir uma nova trajetória em São Paulo”, afirmou a advogada Tainara Arantes.


    Entenda o caso


    “Nova trajetória em São Paulo”

    Tainara informou ao Metrópoles que, antes de ser preso, Jardel tinha o objetivo de se desvincular do passado no Pará e construir uma nova trajetória na capital paulista, “onde se estabeleceu e buscou meios para sua ressocialização”.

    “Como parte de seu processo de ressocialização e buscando construir uma nova vida, Jardel Neto Pereira da Cruz tinha a intenção de estabelecer residência e futuros vínculos em São Paulo, onde sua companheira também vive e possui seu trabalho”, declarou.

    Na capital paulista, o casal estava se preparando para comprar uma padaria, localizada na zona leste da cidade. A negociação foi alvo de suspeita pelo MPSP e pela Corregedoria da Polícia Civil, que apontou potencial lavagem de dinherio na transação.

    Questionada sobre a compra do estabelecimento, a defesa afirmou que “informações sobre eventuais negócios ou investimentos são especulativas” e que “qualquer aspiração comercial seria parte de um esforço legítimo de ressocialização e busca por trabalho lícito”.

    Defesa nega elo com crime organizado

    A advogada também contestou as alegações de que Jardel seja uma liderança do PCC responsável pela expansão da facção no Norte do Brasil.

    “Tratam-se de acusações graves que, até o presente momento, carecem de qualquer prova concreta e não foram devidamente demonstradas nos autos. Tais narrativas são, em grande parte, especulativas e desprovidas de base factual robusta”, disse à reportagem.

    A defensora destacou que o processo contra Jardel, em segredo de justiça, está em fase de investigação. Ela detalhou que o homem é acusado de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de bens e valores.

    “É crucial ressaltar que são apenas acusações e ele goza da presunção de inocência, a qual a defesa trabalha para reafirmar”, enfatizou Tainara.

    “Fugiu” porque estava sendo ameaçado

    A advogada afirmou ainda que Jardel descumpriu a liberdade condicional ao deixar o estado do Pará porque estava sofrendo “sérias ameaças à sua integridade física”. O risco o levou a buscar refúgio em outro estado, alegou a defesa.

    “A defesa está apresentando todos os argumentos e fatos que demonstram o contexto da situação e buscando a regularização de sua situação jurídica”, declarou a defensora. Segundo ela, o objetivo é apresentar à Justiça o contexto integral da trajetória de Jardel e o “desejo genuíno de ressocialização”.

    Ela também negou ter conhecimento de qualquer vídeo que comprove o envolvimento de Jardel com o crime organizado. Um vídeo, atribuído ao acusado, mostra criminosos ensinando técnicas de tortura, supostamente para serem aplicadas em tribunais do crime.

    Conforme a advogada, os conteúdos veiculados pela imprensa se baseiam em “especulações infundadas”.

    O Metrópoles não localizou a defesa de Layla Lima Ayub. O espaço segue aberto.

  • Concessionária quer transformar Serraria do Ibirapuera em “shopping”

    Concessionária quer transformar Serraria do Ibirapuera em “shopping”

    William Cardoso/Metrópoles
    Imagem mostra área da Serraria, no Parque Ibirapuera - Metrópoles

    A Urbia pretende transformar em uma espécie de “shopping” parte da antiga Serraria, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. O grande vão coberto, usado hoje para contemplação e práticas variadas, como ioga e tai chi chuan, seria destinado a atividades comerciais, como restaurantes, lojas e até academia.

    A liberação das mudanças na Serraria está condicionada à aprovação do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), que deverá colocar o projeto em pauta em uma próxima reunião.

    O projeto que envolve a Serraria foi apresentado pela concessionária em junho de 2024 e enfrenta resistência mesmo após modificações propostas pela empresa para convencer órgãos de proteção do patrimônio e torná-lo viável.

    A área onde fica o novo alvo da Urbia, nas proximidades do Portão 7, na Avenida República do Líbano, já passou por muitas transformações desde que o Ibirapuera foi concedido, com a construção da Casa Ultravioleta, do Nubank, e do restaurante Jardim Churrascada.

    A Serraria está no espaço que foi revitalizado a partir de projeto de Roberto Burle Marx, em 1992, tanto que a praça ao lado recebe o nome do paisagista.

    Em parecer contrário à reforma, um dos arquitetos da área técnica do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) ressaltou, entre outras coisas, que “a Serraria representa o maior projeto executado de Burle Marx com proteção cultural em São Paulo, idealizado para o uso coletivo e, desse modo, melhor exemplar capaz de aproximar a obra desse paisagista mundialmente conhecido dos cidadãos de nossa cidade”.

    O parecer também aponta que “não se trata de um espaço ocioso ou abandonado”. “Burle Marx se utilizou dessa estrutura como parte de seu programa, criou um espaço de proteção das intempéries, local para se abrigar da chuva, se proteger da luz solar”, diz.

    Por fim, conclui que “a proposta apresentada é prejudicial à edificação e a todo paisagismo que a circunda e, desse modo, somos contrários à sua implantação”.

    Em 11 de fevereiro, entretanto, a coordenadora geral do DPH determinou que a questão fosse apreciada e decidida pelo colegiado, no Conpresp. E fez uma observação, registrando que não havia o entendimento de que o Plano Geral de Intervenção seja “algo imutável”, “que não possa ser revisto, desde que devidamente justificado”.

    Na última segunda-feira (23/2), o projeto que trata da reforma foi retirado da pauta do Conpresp, o que é visto como um respiro por quem é contra a mudança. O temor é de que houvesse a aprovação.

    Vereadores entraram com pedido para a retirada da pauta e também têm se manifestado contrários à intervenção proposta pela Urbia.

    Reação

    Nas redes sociais, Nabil Bonduki (PT) disse que o projeto da Urbia “não respeita a permeabilidade, ambiência e a arquitetura do lugar”. “A intervenção descaracteriza a construção, remanescente do período da industrialização de São Paulo, com uma laje intermediária de concreto e fechamento de vidro, não respeitando a recomendação do IPHAN, e do próprio Plano de Intervenção da concessão”, afirmou.

    Renata Falzoni (PSB) solicitou à Secretaria da Cultura e Economia Criativa, na última sexta-feira (20/2), celeridade no processo de tombamento da Serraria e da Praça Burle Marx. Em entrevista ao Metrópoles, a vereadora criticou o projeto da Urbia.  “A gente sabe o que acontece no Ibirapuera. É um comércio elitizado”, disse.

    A parlamentar ressaltou que o espaço atualmente é usado para atividades calmas, de contemplação, o oposto do que se pretende com o projeto. “É para isso que esse espaço foi criado. Imagina o impacto de muitos carros chegando para um consumo que a gente sabe que vai ser bem no estilo dos shoppings centers”, afirma.

    Projeto

    Segundo o projeto, cinco vãos do espaço coberto permaneceriam destinados “à livre fruição”. Entretanto, sete vãos seriam ocupados com atividades comerciais, sanitários, escadas e elevador, um para circulação e outro para o espelho d’água. A maior transformação ocorreria na parte superior, com a criação de um laje. Por definição, mezzanino não pode ultrapassar um terço da edificação, mas a Urbia apresentou o projeto com ocupação de 89% do total, caracterizando um pavimento como qualquer outro, segundo análise da área técnica do DPH.

    A Urbia afirmou à prefeitura que o projeto foi “revisado e aprimorado”, com base em aprovações anteriores, “incorporando todos os ajustes possíveis” para torná-lo viável. “As intervenções garantem a fruição pública, respeitam a configuração histórica da Praça Burle Marx e mantêm coerência com os elementos existentes no Parque Ibirapuera. Dessa forma, as observações dos órgãos foram atendidas, tornando o projeto consistente e qualificado para aprovação”, diz, no documento apresentado à administração municipal.

    A reportagem ouviu frequentadores do parque sobre a intenção da Urbia de promover alterações na área da Serraria.

    “Até entendo a vontade deles de tornar algo mais comercial. Como professor e com a minha turma, gostamos de usar esse espaço por ser coberto, ventilado, com visual bonito. Ainda mais depois que foi reformado, ficou muito gostoso aqui. Gostaria muito de continuar usando aqui, se possível”, disse o professor de educação física e tai chi chuan, Marco Augusto Sato Hanada, 46 anos. “Mas, também, se eles forem mudar, o que a gente pode fazer? Não tem muito. Mas gostaria de continuar contando com esse espaço, que é muito gostoso”, afirmou.

    Gerente de marketing, Isabela Cristina Testoni, 31 anos, afirmou que é favorável a trazer vida para o parque em suas mais diversas formas. “Mas essa é uma área já bastante ocupada por pessoas, famílias, crianças, sem ter comércio. Falta hoje na vida de quem mora em São Paulo espaços vazios para estar em contato com a natureza. Não acho que é necessário colocar mais comércio aqui. Está suficiente, é bom esse espaço vazio, sem comércio, para as pessoas estarem em contato com a natureza”, disse.

    O que diz a Urbia

    A Urbia afirma que “tem orgulho de apresentar o projeto de requalificação da antiga Serraria, dando continuidade ao projeto do restauro da Praça Burle Marx, no Parque Ibirapuera”.

    “Trata-se de uma proposta cuidadosamente desenvolvida para valorizar o patrimônio histórico, qualificar o uso público e devolver protagonismo a uma área hoje subutilizada do parque”, afirma.

    Segundo a concessionária, o uso comercial da Serraria foi aprovado desde 2022 pelos três órgãos de preservação do patrimônio (Iphan, Condephaat e Conpresp) como atividade compatível com o conjunto tombado e o projeto atual respeita as diretrizes e preserva as funções arquitetônicas e paisagísticas do espaço.

    A Urbia diz que a proposta atual já foi aprovada pelo Iphan e Condephaat e aguarda a aprovação do Conpresp, “com manifestação favorável da Diretoria Técnica e Coordenação Geral do DPH no âmbito municipal”. “Há uma única manifestação técnica divergente em análise, dentro do rito regular de deliberação do Conpresp, o que faz parte do processo institucional de avaliação”, afirma.

    O que diz a Prefeitura de São Paulo

    A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) afirma que a pauta referente à reforma da Serraria e da Praça Burle Marx, no Parque Ibirapuera, será discutida em uma próxima reunião do Conpresp, com data a ser definida.

    “A deliberação sobre o projeto passará pela análise do parecer do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) citado”, diz, em nota.

  • Caso Epstein: Hillary Clinton depõe nesta quinta a comissão dos EUA

    Caso Epstein: Hillary Clinton depõe nesta quinta a comissão dos EUA

    Foto: Hillary Clinton Media Press
    Hillary Clinton

    A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, deverá depor nesta quinta-feira (26/2) na comissão do Congresso que investiga as atividades do criminoso sexual Jeffrey Epstein.

    O depoimento será a portas fechadas. O ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, também concordou em depor na investigação. A fala dele está marcada para sexta-feira (27/2).

    Caso eles não fossem depor, a Câmara dos Representantes poderia considerar o casal culpado de desacato.

    Nos arquivos divulgados da investigação sobre Epstein têm fotografias de Bill Clinton ao lado do financista e de Ghislaine Maxwell, ambos condenados por crimes sexuais.

    No entanto, Clinton nunca foi acusado pelas autoridades de qualquer envolvimento em crimes relacionados a Epstein.

    Em declarações anteriores, um porta-voz do ex-presidente afirmou que ele rompeu relações com Epstein antes de sua prisão em 2019 e que não tinha conhecimento de seus crimes. “O presidente Clinton não sabe nada sobre os crimes terríveis pelos quais Jeffrey Epstein se declarou culpado na Flórida nem sobre aqueles pelos quais foi posteriormente acusado em Nova York”, disse o porta-voz Angel Ureña, em comunicado divulgado à época.

    No caso de Hillary Clinton, não há registros públicos que indiquem envolvimento direto ou proximidade semelhante. Ela não aparece em listas de voos nem foi citada em processos judiciais relacionados a Epstein.

  • Entre sirenes e batidas: delegado DJ da PCDF lança álbuns de house

    Entre sirenes e batidas: delegado DJ da PCDF lança álbuns de house

    Lara Abreu / Arte Metrópoles
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    Batidas que arrepiam a pele. Ritmos eletrizantes que transportam o ouvinte para universos paralelos. Algumas músicas acalmam; outras aceleram o coração. E todas têm algo em comum: foram criadas por alguém que, no dia a dia, lida com a lei e o combate aos crimes contra os animais.

    Jonatas Silva, delegado-chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes contra os Animais (DRCA) há mais de dois anos, revelou ao mundo uma outra faceta: a de DJ. Utilizando seu nome artístico, Dark Cyber Project, o delegado lançou seu primeiro álbum no Spotify, Renascimento, no fim do ano passado.

    Imagens: 

    As obras combinam vocais próprios, letras escritas por ele e um pack de samplers cuidadosamente selecionados. Em algumas faixas, todo o trabalho é gravado em estúdio e lapidado até atingir a perfeição sonora.

    O álbum Renascimento foi inspirada na frequência 432 Hz, que ele usa para dormir. Uma música que pode induzir relaxamento, energia ou foco, agindo diretamente no cérebro e no sistema nervoso.

    Apesar da intensidade sonora, Jonatas garante que a paixão pela música é um refúgio da rotina policial. Rock, house e sons eletrônicos surgem como válvula de escape. “No máximo, as duas coisas se conectam quando divulgo uma ocorrência ou uma operação e coloco uma das minhas músicas ao fundo”.

    O delegado ainda não se apresentou em público, mas já acumula mais de quatro álbuns no Spotify, além de singles e EPs — formato musical intermediário, com 3 a 6 faixas, que totalizam de 15 a 30 minutos de pura imersão sonora. Entre suas inspirações, Jonatas cita artistas como Illusionise, Claudinho Brasil, Rufus Du Sol e Vintage.

    A música sempre foi uma paixão desde a adolescência. “Eu levava broncas por escutar músicas altas, que chegavam até a incomodar os vizinhos”, lembra. Hoje, essa paixão se materializa em projetos especiais, como o álbum Pé na Areia, dedicado à esposa, e Paralelo 14, uma homenagem à Chapada dos Veadeiros (GO), lugar que ele adora.

    “Para mim, criar música é como criar felicidade. Sempre que eu produzo algo, me deixa muito feliz”, confessa Jonatas. E é justamente essa felicidade que transborda nas batidas que fazem qualquer ouvinte atravessar mundos paralelos.

  • Saiba como golpista do aluguel passou a perna em 51 vítimas no DF e GO; veja prints

    Saiba como golpista do aluguel passou a perna em 51 vítimas no DF e GO; veja prints

    Imagem cedida ao Metrópoles
    Saiba quem é a golpista do falso aluguel que atacava em Águas Claras

    A golpista Aline Silva da Paixão (foto em destaque), 32 anos, deixou um rastro de vítimas no Distrito Federal e em Goiás. Ela foi presa nessa terça-feira (24/2) suspeita de aplicar uma série de golpes por meio de falsos anúncios de aluguel de imóveis. Com um modus operandis semelhante em todos os casos, a investigada está ligada a pelo menos 37 ocorrências registradas entre 2022 e 2025 no DF e a outras 14 denúncias em GO.

    Conforme apurado pela 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), Aline fez as vítimas do DF amargarem um prejuízo que supera o montante de R$ 17,8 mil com a locação inexistente de apartamentos anunciados nas regiões de Águas Claras, no Plano Piloto e em Pirenópolis (GO).

    A investigação teve início a partir de uma vítima que denunciou ter sofrido prejuízo no valor de R$ 200 em agosto do ano passado. O homem relatou que, por meio de uma plataforma de vendas, encontrou um anúncio referente a um apartamento para aluguel em Águas Claras pelo valor de R$ 1,8 mil.

    Ao entrar em contato com o número do anúncio, Aline se apresentou como proprietária do imóvel. Ela solicitou documentos pessoais do possível locatário, incluindo extratos bancários, para realizar o aluguel.

    A mulher teria insistido que, para reservar o apartamento, seria necessário realizar um Pix referente ao valor da caução de um aluguel.

    Veja prints da negociação: 

    Como a vítima não possuía o valor total naquele momento, realizou uma transferência de R$ 200, combinando o pagamento do restante para alguns dias depois, ocasião em que seriam entregues o contrato e as chaves do imóvel.

    Na data combinada, ao chegar ao condomínio, o homem não conseguiu mais contato com Aline, nem por mensagem, nem por ligação.

    Ao falar com o porteiro do prédio para verificar se a mulher era realmente proprietária do apartamento, o funcionário negou a existência de qualquer pessoa com esse nome. Poucos minutos depois, apareceu um casal que também aguardava Aline, tendo passado pelo mesmo golpe.

    Pagamento antecipado

    A investigada publicava anúncios de imóveis com fotografias atrativas e valores abaixo do mercado, exigindo pagamento antecipado a título de “reserva” ou “garantia” do imóvel.

    Após o primeiro contato, as conversas eram direcionadas para aplicativos de mensagens, nos quais ela mantinha diálogo direto com as vítimas, criando senso de urgência e alegando alta procura pelo imóvel, com o objetivo de induzir o envio imediato de valores, via Pix.

    Assim que o pagamento era realizado, o contato era interrompido ou as respostas se tornavam evasivas.

    Ainda de acordo com as investigações, o esquema apresentava organização e adaptação constante. A suspeita operava múltiplos anúncios, simultaneamente, alternando localidades e ajustando a narrativa conforme o perfil da vítima.

    Em algumas situações, a mulher enviava documentos e imagens adicionais para conferir aparência de legitimidade à negociação.

    De acordo com a investigação, em consulta aos dados cadastrais de chave Pix e relacionamentos bancários junto ao Banco Central, foi possível verificar que Aline foi detentora de ao menos 44 relacionamentos bancários e 55 chaves Pix.

    Flagrante

    Nessa terça (24/2), foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão preventiva contra a investigada.

    Durante a operação da PCDF, realizada no endereço vinculado à investigada, em Taguatinga, diversos dispositivos eletrônicos foram apreendidos, inclusive um aparelho celular que estava em uso no instante da abordagem.

    Os agentes da 8ª DP constataram que ela trocava mensagens, naquele exato momento, com uma nova vítima interessada em um suposto apartamento em Águas Claras — anúncio que também se revelou inexistente —, evidenciando que o esquema permanecia ativo até o instante da prisão.

    Com base nas provas já consolidadas, a investigada deverá responder por estelionato eletrônico, crime cuja pena pode chegar a até oito anos de reclusão, por cada ocorrência.

    Considerando a quantidade de casos atribuídos à investigada e a possível incidência da continuidade delitiva, a pena pode ser aumentada, podendo ultrapassar 13 anos de reclusão, além de multa.

  • Cuba mata 4 tripulantes de lancha dos EUA e denuncia "infiltração terrorista"

    Cuba mata 4 tripulantes de lancha dos EUA e denuncia "infiltração terrorista"

    Ministerio del Interior/ Reprodução
    Lancha

    Agentes da guarda costeira cubana mataram quatro tripulantes de uma lancha norte-americana na costa da ilha. Segundo comunicado do Ministério do Interior, a lancha, com matrícula da Flórida, tinha 10 pessoas armadas que tinham intenção de realizar uma infiltração com fins terroristas.

    Foram apreendidos fuzis de assalto, pistolas, artefatos explosivos improvisados ​​(coquetéis Molotov), ​​coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes camuflados. Seis pessoas foram detidas.

    De acordo com o comunicado, todos são cubanos residentes nos Estados Unidos. A maioria deles também tem histórico conhecido de atividades criminosas e violentas. O caso está em investigação.

    O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que o país também investigará o caso. “Teremos nossas próprias informações sobre isso e vamos descobrir exatamente o que aconteceu. Há uma série de coisas que podem ter ocorrido aqui”, afirmou Rubio.

     

  • A expectativa dos petistas em SP após o longo voo de Lula com Haddad

    A expectativa dos petistas em SP após o longo voo de Lula com Haddad

    Ricardo Stuckert/PR
    Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de boas-vindas a Casa Azul, com a presença do presidente da República da Coreia, Lee Jae-myung

    Aliados do ministro Fernando Haddad (PT) apostam que a longa viagem à Índia e à Coreia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) serviu para o chefe do Palácio do Planalto diminuir a resistência do ex-prefeito da capital paulista em ser o candidato ao Governo de São Paulo na eleição deste ano.

    Lula considera Haddad o principal nome para liderar seu palanque no maior colégio eleitoral no país, mas o ministro tem se mostrado reticente em disputar novamente o Palácio dos Bandeirantes. Ele foi derrotado no segundo turno em 2022 pelo atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como o favorito para vencer novamente o pleito, de acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto.

    A comitiva presidencial partiu de Brasília na terça-feira passada (17/2) e retornou ao Brasil na madrugada desta quarta-feira (25/2).

    Além do ex-prefeito da capital, também acompanharamm o presidente a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB).

    Ambos são nomes cotados para compor a chapa paulista. Enquanto Marina é um dos nomes discutidos para sair ao Senado, França é pré-candidato ao governo paulista, mas petistas acreditam que ele pode deixar a disputa, a depender do acordo com o PSB.

    O partido é peça central no xadrez devido à indefinição se o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) permanecerá no posto. Lula tem indicado que gostaria de ter o auxiliar, que foi governador de São Paulo por quatro mandatos, nas urnas no estado, seja ao Senado ou ao próprio governo caso Haddad não seja o candidato.

    Além disso, o PSB aparece como um dos possíveis destinos para a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), caso ela também componha a chapa em uma das vagas para a disputa ao Senado. Isso porque a ministra não teria o aval do atual partido, MDB, para a candidatura, uma vez que a legenda faz parte do arco de alianças de Tarcísio de Freitas em São Paulo.

  • Homem performático é o novo "esquerdomacho"? Entenda a tendência

    Homem performático é o novo "esquerdomacho"? Entenda a tendência

    Reprodução/Instagram
    Homem performático

    A masculinidade tradicional abriu espaço para o chamado “homem performático” ou, em inglês, “performative male. O termo ganhou força nas redes sociais ao descrever indivíduos que adotam “acessórios de consciência”, como ecobag, falas feministas e a leitura estratégica de autoras como bell hooks. Mais do que uma estética, representa a construção de uma imagem “sensível e desconstruída” que transforma identidade em espetáculo como forma de validação social.

    Principais características do homem perfomático

    "Pack" do homem perfomático
    “Pack” do homem perfomático

    Por que virou tendência nas redes sociais?

    De acordo com Theo Alarcon, psicólogo e sexólogo, o homem performático surge quando a desconstrução da masculinidade deixa de ser um processo ético de revisão de privilégios e se torna uma estratégia visual. O que mudou foi a percepção de que a masculinidade tradicional e agressiva se tornou um “mau negócio” em certos lugares.

    “O homem percebeu que performar vulnerabilidade gera mais status e atratividade”, explica o psicólogo pós -graduado em sexologia e terapia sexual ao Metrópoles.

    Theo acredita que o problema não está nos itens utilizados em si, mas em como são usados como objetos de manipulação da imagem para evitar questionamentos. “Isso permite que o indivíduo mantenha dinâmicas de poder e desresponsabilização afetiva enquanto sua aparência sinaliza o contrário.”

    Renata Verna, médica psiquiatra do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, destaca alguns fatores que podem explicam a tendência do homem performático:

    “Não é que o comportamento masculino tenha ‘mudado’ radicalmente; ele se tornou exposto e curado para audiência”, afirma Renata.

    Emilio Dantas na série Todas as Mulheres do Mundo
    O personagem Paulo, estrelado por Emilio Dantas na série Todas as Mulheres do Mundo, é um exemplo de “homem performático”

    Insegurança, validação externa ou pressão social?

    Segundo o psicólogo e sexólogo Theo, a tendência do homem performático reflete uma busca por validação por meio do que a psicologia humanista chama de Locus de Avaliação Externo.

    O senso de valor desse homem não vem de uma convicção interna, mas da aprovação da “plateia”. Na sexologia, vemos isso como a troca de um script (roteiro) sexual antigo por um novo. Não há uma mudança de consciência, apenas a adoção de um novo manual de instruções para ser aceito.

    Theo Alarcon

    A médica psiquiatra Renata Verna acrescenta que a performance excessiva costuma estar associada a questões como necessidade de validação externa, medo de parecer fraco, dificuldade de lidar com vulnerabilidade e autoestima dependente de reconhecimento.

    “Do ponto de vista psicológico, quando identidade depende fortemente de aprovação externa, temos um funcionamento mais frágil. Isso não significa que todo homem que se cuida ou busca sucesso esteja inseguro. A diferença está em motivação interna (autonomia) x necessidade constante de aprovação e autenticidade x personagem”, esclarece a profissional.

    Ela ainda acrescenta que “quando a imagem pública precisa ser sustentada o tempo todo, há grande risco de sofrimento psíquico”.

    Interferência na vida íntima e nos relacionamentos

    O comportamento performático pode inteferir em diferentes áreas. No caso da vida íntima, há um paradoxo: muita sinalização de afeto, mas pouca entrega real. Segundo o psicólogo Theo, a intimidade exige vulnerabilidade, e a performance exige controle.

    “O relacionamento com um homem performático costuma ser marcado pela desresponsabilização afetiva. Ele usa o discurso da saúde mental e da liberdade para evitar o compromisso emocional. É o cara que ‘te entende perfeitamente’, mas desaparece quando a relação exige presença real ou cuidado”, alerta o expert.

    Em relação à saúde mental, a psiquiatra Renata Verna cita impactos que vão desde ansiedade de desempenho constante, medo de fracassar publicamente e síndrome do impostor a exaustão emocional e dificuldade de intimidade real.

    Relacionamentos saudáveis exigem imperfeição compartilhada — e performance constante impede isso.

    Renata Verna

    Crise da masculinidade tradicional?

    Afinal, o fenômeno representa uma crise da masculinidade tradicional ou apenas uma nova forma de expressá-la? Para Theo Alarcon, psicólogo pós-graduado em sexologia e terapia sexual, o fenômeno representa uma crise de transição.

    “As masculinidades tradicionais estão ruindo e isso é positivo, mas o homem performático ainda não é a resposta saudável que buscamos; é uma espécie de ‘gentrificação da masculinidade’: uma reforma estética que mantém as bases de privilégio intactas”, afirma o sexólogo.

    Theo ressalta que não existe uma “verdadeira” masculinidade a ser alcançada, e sim múltiplas formas de masculinidades possíveis.

    “O caminho saudável não é trocar um acessório por outro, mas buscar a congruência. As masculinidades saudáveis são aquelas que se validam na ética da responsabilidade e no cuidado real, e não na manutenção de uma fachada para consumo social”, finaliza.

  • De volta ao Brasil, Flávio visita Bolsonaro e tenta reorganizar o PL

    De volta ao Brasil, Flávio visita Bolsonaro e tenta reorganizar o PL

    Pré-candidato ao Planalto tem trabalhado para consolidar chapas nos estados. Ele também tenta aparar arestas entre aliados