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  • STF mantém ativa execução de ação iniciada há 40 anos

    STF mantém ativa execução de ação iniciada há 40 anos

    Um processo aberto há quatro décadas continua em tramitação no STF, hoje restrito à fase de cumprimento de sentença e ainda sem registro de baixa definitiva no sistema da Corte. Trata-se da Ação Cível Originária (ACO) 342, ajuizada em 1985, que envolve uma disputa entre os estados do Paraná e do Pará e a União sobre a repartição de receitas arrecadadas.

    No desfecho do mérito, que transitou em julgado em 2011, o STF reconheceu o direito dos estados do Paraná e do Pará às diferenças devidas na repartição das receitas, o que levou à condenação da União ao pagamento dos valores apurados. Apesar disso, a ação segue formalmente ativa no acervo da Corte enquanto não forem integralmente concluídos os cálculos, pagamentos e registros relativos à fase de execução.

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    No andamento mais recente, o relator do caso, ministro André Mendonça, proferiu despacho em 27 de novembro de 2025 no qual acolheu pedido alternativo apresentado pela União para a definição do montante a ser executado.

    Pela decisão, os valores principais foram fixados em R$ 5,5 milhões para o Estado do Pará e R$ 7,7 milhões para o Estado do Paraná, com atualização até junho de 2023. Já os honorários advocatícios foram estabelecidos em cerca de R$ 105 mil atualizados até março de 2025, com divisão igualitária: 50% para cada um dos estados.

    Somente após o cumprimento total dessas obrigações o processo poderá receber baixa definitiva no sistema do STF.

  • Lideranças do Centrão entram em ano eleitoral na mira da PF de Lula

    Lideranças do Centrão entram em ano eleitoral na mira da PF de Lula

    Três operações da Polícia Federal (PF) deflagradas ao longo de 2025 sacudiram o Congresso Nacional e devem ter peso decisivo nas eleições deste ano.

    Investigação como a “Sem Desconto”, “Carbono Oculto” e “Compliance Zero” deram um poder incendiário a nomes como Beto Louco, Daniel Vorcaro, e Antonio Carlos Antunes, o “Careca do INSS”.

    A coluna reuniu cada uma dessas investigações, e resumiu os riscos que elas representam para a reputação de líderes da oposição, do governo federal, e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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    Farra do INSS nas mãos da Sem Desconto

    O primeiro semestre de 2025 foi marcado pela eclosão de um escândalo bilionário de corrupção envolvendo descontos indevidos na folha de pagamento de aposentados do INSS, a chamada Farra do INSS.

    No último mês de 2025, o vice-líder do governo no Senado, Weverton Rocha (PDT-MA), tornou-se um dos alvos das investigações. Rocha é um dos principais aliados do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União), o que amplia o risco político associado ao avanço do caso.

    A operação Sem Desconto também tem aproximado suas investigações do filho do presidente Lula, Fábio Luís. Segundo o depoimento de uma testemunha à Polícia Federal, ele teria recebido R$ 300 mil de Antonio Carlos Antunes, o “Careca do INSS”.

    Para 2026, a expectativa é que a Farra do INSS continue produzindo efeitos políticos, especialmente com a prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS até poucos meses antes das eleições.

    Outras operações de 2025 com políticos envolvidos

    • Operação Rejeito
      • Data: setembro de 2025
      • O que investiga: esquema de corrupção ilegal na mineração
      • Envolvidos: diretor da ANM, Caio Mário Seabra, nomeado pelo ministro de Minas e Energias, Alexandre Silveira (PSD). Ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), citado pela PF.
    • Operação Transparência
      • Data: dezembro de 2025
      • O que investiga: emendas parlamentares
      • Envolvidos: ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), citado em depoimentos à PF
    • Operação Galho Fraco
      • Data: dezembro de 2025
      • O que investiga: usos irregular de cota parlamentar
      • Envolvidos: líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante. 

    Rueda e Ciro Nogueira na mira da Carbono Oculto

    Deflagrada em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a operação Carbono Oculto tem como alvo um esquema criminoso de adulteração de combustíveis envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC).

    Entre os alvos está o presidente do União Brasil — partido com a maior bancada no Congresso Nacional — Antônio Rueda. Ele é investigado pela Polícia Federal por meio de um dos desdobramentos da Carbono Oculto, a operação Tank, que apura se Rueda seria o dono oculto de jatos executivos registrados formalmente em nome de terceiros e de fundos de investimento.

    No fim de 2025, veio a público a informação de que um dos principais nomes do esquema, Beto Louco, tentou delatar, sem sucesso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, à Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Além de Alcolumbre, o nome do presidente do PP, Ciro Nogueira, também aparece no entorno das investigações da Carbono Oculto. Um ex-assessor do senador foi alvo de uma das ações da operação e, ainda em 2025, foi noticiada a relação de Ciro com pessoas investigadas por outras fraudes na cadeia de combustíveis.

    Operação Compliance Zero e o escândalo bilionário do Banco Master

    Deflagrada no penúltimo mês de 2025, a Operação Compliance Zero sacudiu Brasília ao revelar um escândalo de fraude financeira estimado em R$ 12 bilhões envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro.

    Vorcaro mantém trânsito entre diferentes polos do poder, entre eles, Davi Alcolumbre (União-AP), e Ciro Nogueira (PP). Ainda assim, o principal impacto político do caso tem recaído sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

    Cliente da esposa de Moraes, Vorcaro teria sido beneficiado por decisões do ministro em favor do Banco Master. O episódio alimentou uma ofensiva da oposição, que tentou adiar o recesso parlamentar e promete levar ao Congresso pedidos de impeachment contra o ministro.

  • Réveillon de Lula teve helicóptero e fogos do Forte de Copacabana

    Réveillon de Lula teve helicóptero e fogos do Forte de Copacabana

    O presidente Lula passou o Réveillon de 2025 para 2026 com a primeira-dama Janja e poucos familiares e amigos no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

    Segundo assessores, Lula fez de helicóptero o trajeto entre a base naval da Restinga da Marambaia, onde está hospedado, e o Forte de Copacabana.

    Réveillon de Lula teve helicóptero e fogos do Forte de Copacabana - destaque galeria4 imagensPresidente Luiz Inácio Lula da SilvaLuiz Inácio Lula da SilvaLulaFechar modal.MetrópolesRéveillon de Lula teve helicóptero e fogos do Forte de Copacabana - imagem 11 de 4

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva2 de 4

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

    Hugo Barreto/MetrópolesLuiz Inácio Lula da Silva3 de 4

    Luiz Inácio Lula da Silva

    KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografoLula4 de 4

    Lula

    Ricardo Stuckert / PR

    Além de Janja, o petista estava acompanhado da neta Bia, da bisneta Analua e de amigos. O grupo jantou no próprio Forte, de onde assistiu ao show de fogos.

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    Lula e Janja, de acordo com assessores, devem permanecer descansando na base da Marinha na Restinga da Marambaia até a segunda-feira (6/1).

  • Bad Bunny, AC/DC, The Weeknd: veja lista de shows em SP para 2026

    Bad Bunny, AC/DC, The Weeknd: veja lista de shows em SP para 2026

    A programação de shows em SP em 2026 está recheada de eventos especiais, com artistas e bandas de peso nacionais e internacionais. Além de apresentações e turnês, festivais de música também fazem parte da agenda.

    Nomes como Kesha, My Chemical Romance, Bad Bunny, Gilberto Gil, Guns N’ Roses, João Gomes, Liniker e muito mais se apresentam na capital paulista ao longo do ano.

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    Confira a programação de shows em SP em 2026:

    Janeiro

    • CarnaUOL: Kesha, Pabllo Vittar, João Gomes e Marina Sena
      Onde: Allianz Parque
      Endereço: Avenida Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca.
      Quando: 24 de janeiro.
      Horário: 14h30.
      Preço: A partir de R$ 187,50 (meia) e R$ 375 (inteira).
      Onde comprar: Eventim

    Fevereiro

    • Doja Cat
      Onde:
      Suhai Music Hall
      Endereço:
      Avenida das Nações Unidas, 22540 – Jurubatuba.
      Quando:
      5 de fevereiro.
      Horário:
      21h.
      Preço:
      A partir de R$ 260 (meia) e R$ 520 (inteira).
      Onde comprar:
      Ticketmaster
    • My Chemical Romance
      Onde: 
      Allianz Parque
      Endereço: 
      Avenida Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca.
      Quando:
      6 de fevereiro.
      Horário:
      21h.
      Preço:
      A partir de R$ 247,50 (meia) e R$ 495 (inteira).
      Onde comprar:
      Eventim
    • Bad Bunny
      Onde: 
      Allianz Parque
      Endereço: 
      Avenida Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca.
      Quando:
      20 e 21 de fevereiro.
      Horário:
      21h.
      Preço:
      A partir de R$ 437,50 (meia) e R$ 875 (inteira).
      Onde comprar:
      Ticketmaster
    • AC/DC
      Onde:
      Estádio do Morumbis
      Endereço:
      Praça Roberto Gomes Pedrosa, 1 – Morumbi.
      Quando:
      24 de fevereiro.
      Horário:
      21h.
      Preço:
      A partir de R$ 745 (meia) e R$ 1.490 (inteira).
      Onde comprar:
      Ticketmaster

    Março

    • Big Time Rush
      Onde:
      Espaço Unimed
      Endereço:
      Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda.
      Quando:
      6 de março.
      Horário:
      20h45.
      Preço:
      A partir de R$ 245 (meia) e R$ 490 (inteira).
      Onde comprar:
      Ticketmaster
    • Lollapalooza: Sabrina Carpenter, Skrillex, Tyler, The Creator, Lorde e mais
      Onde:
      Autódromo de Interlagos
      Endereço:
      Avenida Senador Teotônio Vilela, 261 – Jardim Malia I.
      Quando:
      20, 21 e 22 de março.
      Horário:
      A partir das 11h.
      Preço:
      A partir de R$ 500 (meia) e R$ 1.000 (inteira).
      Onde comprar:
      Ticketmaster
    • Cidade Negra
      Onde:
      Suhai Music Hall
      Endereço:
      Avenida das Nações Unidas, 22540 – Jurubatuba.
      Quando:
      28 de março.
      Horário:
      22h.
      Preço:
      A partir de R$ 90 (meia) e R$ 180 (inteira).
      Onde comprar:
      Eventim
    • Titãs
      Onde:
      Espaço Unimed
      Endereço:
      Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda.
      Quando:
      28 de março.
      Horário:
      21h.
      Preço:
      A partir de R$ 107,50 (meia) e R$ 215 (inteira).
      Onde comprar:
      Eventim

    Abril

    • Monsters of Rock: Guns N’ Roses, Lynyrd Skynyrd, Halestorm e Extreme
      Onde: 
      Allianz Parque
      Endereço: 
      Avenida Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca.
      Quando:
      4 de abril.
      Horário:
      11h45.
      Preço:
      A partir de R$ 750 (inteira).
      Onde comprar:
      Eventim

    Maio

    • The Weeknd
      Onde:
      Estádio do Morumbis
      Endereço:
      Praça Roberto Gomes Pedrosa, 1 – Morumbi.
      Quando: 1º de maio.
      Horário: 21h.
      Preço: A partir de R$ 375 (meia) e R$ 750 (inteira).
      Onde comprar: Ticketmaster
    • Nômade Festival: Marcelo D2, João Gomes, Gaby Amarantos, Jota.pê, Jorge Aragão e mais
      Onde:
      Parque Villa-Lobos
      Endereço:
      Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001 – Alto de Pinheiros.
      Quando:
      2 e 3 de maio.
      Horário:
      Das 12h às 22h.
      Preço:
      A partir de R$ 88 (meia) e R$ 150 (inteira).
      Onde comprar:
      Shotgun
    • Djavan
      Onde: 
      Allianz Parque
      Endereço: 
      Avenida Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca.
      Quando:
      8 de maio.
      Horário:
      20h30.
      Preço:
      A partir de R$ 297,50 (meia) e R$ 595 (inteira).
      Onde comprar:
      Ticketmaster
    • C6 Fest: The xx, Beirut, BaianaSystem, Paralamas do Sucesso, Nação Zumbi e mais
      Onde:
      Parque Ibirapuera
      Endereço:
      Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Vila Mariana.
      Quando:
      21, 22, 23 e 24 de maio.
      Horário:
      Horários variados.
      Preço:
      A partir de R$ 375 (meia) e R$ 750 (inteira).
      Onde comprar:
      Eventim

    Julho

    • Liniker
      Onde: 
      Allianz Parque
      Endereço: 
      Avenida Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca.
      Quando:
      11 de julho.
      Horário:
      19h.
      Preço:
      A partir de R$ 132,50 (meia) e R$ 265 (inteira).
      Onde comprar:
      Eventim

    Setembro

    • 5 Seconds of Summer
      Onde:
      Suhai Music Hall
      Endereço:
      Avenida das Nações Unidas, 22540 – Jurubatuba.
      Quando:
      18 de setembro.
      Horário:
      21h.
      Preço:
      A partir de R$ 260 (meia) e R$ 520 (inteira).
      Onde comprar:
      Ticketmaster

    Outubro

    • Iron Maiden
      Onde: Allianz Parque
      Endereço: 
      Avenida Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca.
      Quando:
      27 de outubro.
      Horário:
      19h10.
      Preço: A partir de R$ 585 (inteira)
      Onde comprar: Eventim
  • Metrô e ônibus testam adesão de pagamento com cartão. Veja onde usar

    Metrô e ônibus testam adesão de pagamento com cartão. Veja onde usar

    A exemplo do que acontece em comércios e pedágios, o sistema de pagamento por aproximação com cartões de crédito e débito, ou até mesmo smartphones e smartwatches, tem ganhado, aos poucos, espaço no transporte público de São Paulo.

    Apesar de algumas linhas de ônibus e metrô contarem com projetos-piloto, a tecnologia ainda é pouco explorada em comparação às já consolidadas formas de pagamento, como o Bilhete Único, na capital, e o Bilhete Top, na região metropolitana.

    O transporte mais contemplado com o recurso atualmente é de ônibus intermunicipais, administrados pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Segundo a Autopass, empresa responsável pela bilhetagem, o pagamento por aproximação está disponível em mais de 370 linhas, totalizando cerca de 4 mil veículos em circulação.

    A empresa também gerencia a venda de bilhetes em algumas linhas de trem e metrô, tanto públicas como privatizadas. A tecnologia funciona nas estações Osasco, Granja Julieta, Campo Belo e João Dias, da ViaMobilidade; Jabaquara, Trianon-Masp e Belém, do Metrô; Consolação, da ViaQuatro; e Barra Funda, Brás, Tatuapé, Ipiranga e Aeroporto-Guarulhos, da CPTM – desde 2023, de acordo com a companhia.

    Na capital paulista, o pagamento por aproximação começou a avançar recentemente. No início de dezembro, o Metrô anunciou a nova opção de pagamento com cartões físicos das bandeiras Mastercard, Visa e Elo em todas as estações das linhas 1-Azul e 3-Vermelha. Segundo a estatal, o projeto será ampliado para as linhas 2-Verde e 15-Prata “em breve”. Por enquanto, há uma catraca exclusiva para esse tipo de pagamento — diferentemente da tecnologia da Autopass, que aceita tanto os bilhetes convencionais como cartões bancários.

    Também há um projeto-piloto em andamento em doze linhas de ônibus da capital, além dos terminais do Expresso Tiradentes, que são administrados pela SPTrans – a lista completa está neste site. Os equipamentos que aceitam esse meio de pagamento estão identificados com as bandeiras das operadoras de cartões de débito e crédito. A cobrança da tarifa é feita na fatura ou no extrato da conta corrente.

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    Adesão dos passageiros

    Como a maioria das linhas ainda está em fase de testes, as concessionárias aguardam os próximos meses para avaliar se o pagamento por aproximação teve adesão por parte dos passageiros.

    No caso do metrô, por exemplo, o primeiro balanço deve ser consolidado ainda no início de 2026, conforme apurou a reportagem. As demais empresas não forneceram dados a respeito do uso da tecnologia em comparação aos métodos convencionais.

    A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte e da SPTrans, disse em nota enviada ao Metrópoles que o Bilhete Único é um sistema de pagamento tarifário consolidado, com cerca de 7 milhões de embarques registrados diariamente na capital paulista.

    “O cartão garante ao passageiro benefícios como utilizar até quatro ônibus em até três horas, pagando apenas uma tarifa, além de desconto na integração de ônibus e trens do Metrô ou da CPTM”, afirmou a gestão municipal.

    Para Horácio Figueira, especialista em engenharia de transportes, a tecnologia que permite o pagamento com cartões de crédito e de débito beneficia principalmente quem usa o transporte eventualmente, como turistas, além de passageiros mais jovens, que estão acostumados com o método de pagamento.

    “É bom para os turistas ou para quem está viajando a trabalho, se a pessoa não tem dinheiro trocado. É uma modernidade que ajuda principalmente o usuário eventual, pois para quem mora aqui [em São Paulo] a integração funciona todo dia”, afirmou o especialista.

    Horácio ressalta, no entanto, que a medida por si só não incentiva o aumento de usuários de transporte público, sobretudo nos ônibus. “Teria que ser uma ação combinada, dar acesso para um sistema que vai fluir e ampliar os horários de faixa exclusiva. Não adianta fazer cobrança por cartão ou celular se o sistema de ônibus não andar”, disse.

  • Veja exposições gratuitas para visitar em São Paulo no início de 2026

    Veja exposições gratuitas para visitar em São Paulo no início de 2026

    Para além de passeios, a cidade de São Paulo está cheia de opções culturais para curtir em janeiro de 2026. O Metrópoles separou uma lista com oito exposições gratuitas que estarão em cartaz nos primeiros meses deste ano em diversos museus espalhados pela capital paulista.

    Há mostras na Caixa Cultural, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), Museu do Ipiranga, IMS Paulista, Museu das Culturas Indígenas, Itaú Cultural, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Instituto Tomie Ohtake e Museu A Casa do Objeto Brasileiro.

    Veja exposições gratuitas para visitar em São Paulo no início de 2026 - destaque galeria8 imagensAntagonistas: resistências algorítmicasDebret em questão - olhares contemporâneosGordon Parks - A América sou euOcupação Grande OtheloDemonstra: pela poética defFechar modal.MetrópolesAmados - Zélia & Jorge1 de 8

    Amados – Zélia & Jorge

    DivulgaçãoAntagonistas: resistências algorítmicas2 de 8

    Antagonistas: resistências algorítmicas

    DivulgaçãoDebret em questão - olhares contemporâneos3 de 8

    Debret em questão – olhares contemporâneos

    DivulgaçãoGordon Parks - A América sou eu4 de 8

    Gordon Parks – A América sou eu

    DivulgaçãoOcupação Grande Othelo5 de 8

    Ocupação Grande Othelo

    DivulgaçãoDemonstra: pela poética def6 de 8

    Demonstra: pela poética def

    DivulgaçãoÁguas subterrâneas: narrativas de confluências7 de 8

    Águas subterrâneas: narrativas de confluências

    DivulgaçãoRendando Histórias8 de 8

    Rendando Histórias

    Divulgação

    Confira a programação de exposições gratuitas em São Paulo:

    Amados – Zélia & Jorge

    Em homenagem a Zélia Gattai e Jorge Amado, ícones da literatura e da cultura brasileira, a exposição celebra a trajetória amorosa e literária do casal, que inspirou gerações por meio de fotografias, cartas, vídeos, desenhos e depoimentos.

    Onde: Caixa Cultural São Paulo
    Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro Histórico de São Paulo
    Quando: Até 22 de fevereiro de 2026
    Horário: De terça-feira a domingo, das 8h às 19h


    Antagonistas: Resistências Algorítmicas

    A exposição Antagonistas: Resistências Algorítmicas busca subverter a lógica de que as promessas da inteligência artificial estão rapidamente capturando a imaginação coletiva. Partindo do acervo do MAC USP, a mostra contextualiza a vasta produção de artistas, ativistas e cientistas que, desde os anos 1960, propuseram estratégias de resistência às tecnologias informacionais hegemônicas.

    Onde: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
    Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 – Vila Mariana
    Quando: Até 22 de fevereiro de 2026
    Horário: De terça-feira a domingo, das 10h às 21h


    Debret em Questão – Olhares Contemporâneos

    Por meio do confronto entre os séculos 19 e 21, França e Brasil, a pintura histórica e as novas mídias que caracterizam a produção artística atual, a mostra Debret em Questão – Olhares Contemporâneos revisita o legado do pintor a partir do olhar de uma geração efervescente de artistas atualmente em atividade no país. A exposição celebra os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países.

    Onde: Museu do Ipiranga
    Endereço: Rua dos Patriotas, 100 – Ipiranga
    Quando: Até 17 de maio de 2026
    Horário: De terça-feira a domingo, das 10h às 17h


    Gordon Parks – A América Sou Eu

    Retrospectiva com cerca de 200 obras do fotógrafo Gordon Parks, entre imagens feitas entre as décadas de 1940 e 1970, filmes, periódicos e livros. O conjunto registra a história da população negra nos Estados Unidos, dos movimentos sociais à vida cotidiana, com retratos de figuras como Malcolm X, Martin Luther King e Muhammad Ali, além de séries sobre infância e cotidiano.

    Onde: Instituto Moreira Salles – IMS Paulista
    Endereço: Avenida Paulista, 2424 – Bela Vista
    Quando: Até 1º de março de 2026
    Horário: De terça-feira a domingo, das 10h às 20h

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    Ocupação Grande Othelo

    A 71ª Ocupação Itaú Cultural traz a vida e o legado de Grande Othelo, celebrando o artista na potência multitalentosa, complexa, questionadora e negra. A mostra reúne materiais em vídeo e foto e documentos, além de uma publicação e um site com conteúdos exclusivos – tudo para construir uma merecida homenagem a Sebastião Bernardes de Souza Prata.

    Onde: Itaú Cultural
    Endereço: Avenida Paulista, 149 – Bela Vista
    Quando: Até 8 de março de 2026
    Horário: De terça-feira a sábado, das 11h às 20h | De domingos e feriados, das 11h às 19h


    Demonstra: Pela Poética Def

    A exposição Demonstra: Pela Poética Def nasceu do desejo de construir um território de “reexistência” em que artistas, educadores e pesquisadores com deficiência possam se encontrar e pensar arte como protagonistas. Esse território se apresenta como uma constelação na qual desvios, fragmentos, fissuras, deformações e atalhos são as matérias referenciais que costuram a poética de si a partir do diálogo coletivo.

    Onde: Centro Cultural Fiesp
    Endereço: Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista
    Quando: Até 3 de maio de 2026
    Horário: De terça-feira a domingo, das 10h às 20h


    Águas Subterrâneas: Narrativas de Confluências

    No contexto da Temporada França-Brasil 2025, o Frac Poitou-Charentes e o Instituto Tomie Ohtake apresentam Águas Subterrâneas: Narrativas de Confluências. A exposição coletiva, em duas etapas, reúne múltiplos olhares de artistas contemporâneos sobre os cursos de água doce e os relatos culturais, históricos e ambientais que os atravessam. É concebida como um diálogo imaginário entre o rio Charente e os rios de São Paulo.

    Onde: Instituto Tomie Ohtake
    Endereço: Rua Coropé, 88 – Pinheiros
    Quando: Até 8 de março de 2026
    Horário: De terça-feira a domingo, das 11h às 18h


    Rendando Histórias

    O Museu A Casa do Objeto Brasileiro apresenta a exposição Rendando Histórias, uma celebração da trajetória dos quase 20 anos do coletivo Rendeiras da Aldeia, grupo de mães e mulheres de Carapicuíba (SP). Desde 2006, elas se encontram para exercitar, produzir, preservar e difundir as tradições da renda Renascença, por meio do ofício oriundo das regiões de origem, em especial os estados nordestinos de Pernambuco e Paraíba.

    Onde: Espaço expositivo Museu A Casa
    Endereço: Avenida Pedroso de Morais, 1216 – Pinheiros
    Quando: Até 1º de fevereiro de 2026
    Horário: De quarta-feira a domingo, das 10h às 18h

  • Sexta (2/1) será ponto facultativo no GDF, mas não no governo federal

    Sexta (2/1) será ponto facultativo no GDF, mas não no governo federal

    Servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) terão um dia a mais de descanso. O governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou, no dia 23 de dezembro último, que a sexta-feira (2/1) será de ponto facultativo para a administração pública direta e indireta do DF.

    Porém, quem é servidor público federal não teve a mesma sorte. Isso porque, na lista de feriados e pontos facultativos nacionais de 2026, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) não incluiu a data.

    Exceções no DF

    De acordo com o decreto assinado por Ibaneis Rocha, o ponto facultativo não se aplica aos serviços considerados essenciais.

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    Por isso, as áreas de saúde, segurança, vigilância sanitária, fiscalização tributária, comunicação, assistência social, limpeza urbana, fiscalização do consumidor, fiscalização de transporte e fiscalização de proteção urbanística deverão seguir as orientações das respectivas chefias.

    O documento também determinou que as unidades responsáveis por atendimentos essenciais à população mantenham escalas de trabalho para garantir a prestação ininterrupta dos serviços públicos.

  • Mega da Virada: DF teve 6 apostas vencedoras na história; veja prêmios

    Mega da Virada: DF teve 6 apostas vencedoras na história; veja prêmios

    A Caixa Econômica Federal (CEF) sorteou, nesta quinta-feira (1°/1), o maior prêmio da loteria no Brasil, de R$ 1,09 bilhão. Ao todo, seis apostas acertaram as seis dezenas e cada um desembolsou uma bolada de R$ 181,8 milhões.

    Apesar de nenhum dos bilhetes ter saído para o Distrito Federal, alguns sortudos da capital já acertaram todos os números sorteados em seis concursos anteriores da Mega da Virada.

    Os bilhetes premiados foram sorteados nos anos de 2009, 2011, 2014, 2018 e 2024. Somadas, as apostas garantiram uma bolada de R$ 338,5 milhões ao DF, tornando a Unidade Federativa (UF) a sexta em todo o país que mais acertou as seis dezenas na história do concurso.

    O primeiro bilhete vencedor da Mega da Virada no DF faturou mais de R$ 72 milhões – quase metade do prêmio total, que era avaliado em aproximadamente R$ 150 milhões. A aposta vencedora dividiu a premiação com uma outro bilhete de São Paulo.

    A segunda aposta premiada saiu em 2011: um jogo simples garantiu a bolada de R$ 35 milhões ao sortudo. Três anos depois, em 2014, um outro bilhete simples da capital acertou os seis números e garantiu R$ 65 milhões de premiação.

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    Em 2018, a capital voltou a ter um vencedor. Na ocasião, a aposta vencedora dividiu o prêmio com 51 bilhetes que acertaram os seis números. Esse foi o sorteio com o maior número de vencedores na história do concurso, e cada ganhador recebeu aproximadamente R$ 6 milhões.

    E, somente após seis anos, o DF ganhou novamente, no sorteio de 2024. Foram duas apostas vencedoras, ambas bolões. Um tinha três cotas, garantindo mais de R$ 26 milhões para cada sortudo. O outro, com 30 cotas, rendeu aproximadamente R$ 2,5 milhões para cada participante.

    Sorteio da Mega da Virada

    O sorteio do concurso estava previsto para 22h dessa quarta-feira (31/12), mantendo a tradição de o prêmio ser anunciado no último dia do ano.

    No entanto, o valor do prêmio gerou um movimento inédito nos canais de aposta: foram 120 mil transações por segundo no canal digital e quase 4,8 mil transações por segundo nas unidades lotéricas.

    Em virtude disso, o sorteio foi realizado na manhã de quinta-feira (1°/1).

    Ao todo, seis apostas acertaram as seis dezenas. Três delas foram feitas em casas lotéricas nas seguintes cidades:

    • João Pessoa (PB), aposta simples;
    • Ponta Porã (MS), bolão (10 cotas);
    • Franco da Rocha (SP), bolão (18 cotas).

    As outras três apostas vencedoras foram feitas pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa.

    A Caixa informou que o valor deste ano é 57% superior ao pago em 2024 na Mega da Virada. Naquele ano, foram R$ 635,4 milhões divididos entre os oito ganhadores.

  • Entenda o caso do detento cego que desapareceu com tornozeleira no DF

    Entenda o caso do detento cego que desapareceu com tornozeleira no DF

    O caso do detento cego, gago e com deficiência intelectual que foi liberado sem que parentes ou a defesa dele fossem avisados teve grande repercussão após ser revelado pela coluna Na Mira.

    O custodiado em questão é Ernesto Floriano Damasceno Vilanova (foto em destaque). Preso em 28 de novembro por brigar e ameaçar a cunhada com quem morava, ele foi liberado quase um mês depois, na semana passada, após um alvará de soltura ser expedido em seu favor.

    No dia 27 de dezembro, um sábado, ele deixou o Centro de Progressão Penitenciária (CPP), no Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA), com tornozeleira eletrônica.

    Imagens:

    Entenda o caso do detento cego que desapareceu com tornozeleira no DF - destaque galeria3 imagensErnesto Floriano Damasceno VilanovaErnesto com a famíliaFechar modal.MetrópolesErnesto desapareceu após ser solto com tornozeleira eletrônica sem aviso à família.1 de 3

    Ernesto desapareceu após ser solto com tornozeleira eletrônica sem aviso à família.

    Imagem cedida ao MetrópolesErnesto Floriano Damasceno Vilanova2 de 3

    Ernesto Floriano Damasceno Vilanova

    Material cedido ao MetrópolesErnesto com a família3 de 3

    Ernesto com a família

    Material cedido ao Metrópoles

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    Porém, segundo sua advogada, Polyana Peixoto da Cruz, ela e a família não foram informados sobre a liberação, e ele saiu sozinho do CPP. De acordo com a defensora, em ocasiões anteriores de revogação de prisão, a comunicação era feita por e-mail.

    Durante o período em que ficou desaparecido, a tornozeleira eletrônica descarregou. Em razão de sua condição e da situação de abandono, Ernesto perdeu o carregador do equipamento.

    Após tentar, sem sucesso, descobrir o paradeiro de seu cliente, a advogada registrou um boletim de ocorrência eletrônico na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nessa segunda-feira (29/12).

    No mesmo dia, após a repercussão da reportagem do Metrópoles, Ernesto foi reconhecido por uma cobradora de ônibus no BRT de Santa Maria, que ligou para a advogada dele. O homem, então, foi resgatado.

    Tornozeleira sem energia

    Na tarde da própria segunda, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) solicitou à Justiça a prisão preventiva do custodiado, após a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) perder o sinal do monitoramento eletrônico.

    Segundo o Tribunal de Justiça (TJDFT), o MPDFT alegou que Ernesto não retornou ao domicílio e descumpriu as regras da prisão domiciliar ao deixar a tornozeleira descarregar, o que teria inviabilizado a fiscalização. O juiz entendeu que a conduta comprometeu a efetividade da medida.

    Na terça (30/12), a defesa recorreu da decisão e conseguiu restabelecer a prisão domiciliar. Ao conceder o benefício a Ernesto, o desembargador Roberval Casemiro Belinati destacou a responsabilidade do Estado no episódio.

    Em sua decisão, o magistrado afirmou: “Não é exagero registrar que, no caso dos autos, o Estado contribuiu para o suposto descumprimento das condições impostas ao paciente, deixando-o desamparado após a colocação da tornozeleira”.

    O desembargador também ressaltou que o diagnóstico do detento não indicava risco de fuga. “Tratando-se de paciente com deficiência intelectual, mostra-se plausível a versão de que o Sr. Ernesto não conseguiu retornar para casa, o que resultou no descarregamento da bateria do aparelho de monitoramento”, pontuou.

    Ernesto passou por audiência de custódia nessa quarta-feira (31/12), véspera de Ano-Novo, e foi novamente liberado.

    Família preocupada

    Emilia Damasceno, 55 anos, irmã de Ernesto, alega que o irmão não deveria estar preso, mas internado para tratamento médico. Segundo ela, a família não tem condições de arcar com os custos, mas o Estado deveria se responsabilizar por um acolhimento digno ao familiar.

    “Ele sempre viveu de favor na casa desse nosso outro irmão, que é casado com essa mulher que o acusou. Tem de ter paciência para cuidar, porque ele tem crises de agressividade, mas é doença mental. Ele é gago, mal sabe se comunicar. Precisa estar constantemente sob efeito de medicação diária, senão acontecem as crises”, contou a irmã.

    Emilia detalha que os policiais o colocaram em um ônibus na Rodoviária do Plano Piloto, com instruções para o motorista, mas isso não ajudou.

    “Ernesto não sabe voltar sozinho para casa, e o motorista não poderia levá-lo até a porta. Bastava um pouco de sensibilidade para que a família fosse avisada. Quando finalmente o encontramos, corremos para recarregar a tornozeleira, que havia descarregado, mas ainda assim entenderam que ele estava fugindo”, explicou.

    Em vídeo gravado pela irmã, a mãe de Ernesto aparece emocionada, abraçando o filho e perguntando preocupada se alguém havia batido nele. Ernesto tentou responder, mas teve dificuldade.

    O que disse a Seape?

    Sobre a falta de comunicação com a família do detento no momento da soltura, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) informou que a decisão judicial não previa aviso à defesa ou à família. A pasta acrescentou que o alvará ficou disponível para consulta no processo judicial.

    “A soltura de custodiados ocorre mediante o recebimento e o cumprimento do respectivo alvará judicial, conforme os termos expressamente estabelecidos na decisão. Ressalta-se que não consta, na decisão judicial em questão, determinação para comunicação formal da expedição do alvará de soltura a advogados ou familiares”, justificou.

  • Veneno de marimbondo vira arma contra o Alzheimer em pesquisa da UnB

    Veneno de marimbondo vira arma contra o Alzheimer em pesquisa da UnB

    Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), estudam o veneno de marimbondo como uma possível forma de frear o avanço do Alzheimer.

    A substância não cura a doença, mas pode ajudar a evitar que o cérebro continue se deteriorando, principalmente se for usada no início do tratamento.

    A descoberta partiu de uma observação simples da natureza. A picada do marimbondo é capaz de paralisar pequenas presas sem destruir o sistema nervoso do animal atacado. Isso indicava que a substância age de forma pontual, interferindo na comunicação entre os neurônios, sem matar as células.

    A partir dessa percepção, a professora Márcia Mortari, do Instituto de Biologia da UnB, passou a investigar quais componentes do veneno eram responsáveis por esse efeito. Após anos de pesquisa, os cientistas conseguiram isolar uma molécula com potencial terapêutico, que deu origem à Octovespina.

    Veneno de marimbondo vira arma contra o Alzheimer em pesquisa da UnB - destaque galeria4 imagensVeneno de marimbondo é analisado em laboratório como possível aliado no tratamento do AlzheimerEstudo não fala em cura, mas aponta que composto pode proteger o cérebro e preservar a memória nas fases iniciais da doençaPesquisadores da UnB. Apesar dos resultados promissores, o estudo ainda está em fase experimental e não há previsão de uso em humanosFechar modal.MetrópolesPesquisa da UnB investiga substância derivada do veneno de marimbondo que pode ajudar a retardar o avanço do Alzheimer1 de 4

    Pesquisa da UnB investiga substância derivada do veneno de marimbondo que pode ajudar a retardar o avanço do Alzheimer

    Arquivo pessoalVeneno de marimbondo é analisado em laboratório como possível aliado no tratamento do Alzheimer2 de 4

    Veneno de marimbondo é analisado em laboratório como possível aliado no tratamento do Alzheimer

    Arquivo pessoalEstudo não fala em cura, mas aponta que composto pode proteger o cérebro e preservar a memória nas fases iniciais da doença3 de 4

    Estudo não fala em cura, mas aponta que composto pode proteger o cérebro e preservar a memória nas fases iniciais da doença

    Arquivo pessoalPesquisadores da UnB. Apesar dos resultados promissores, o estudo ainda está em fase experimental e não há previsão de uso em humanos4 de 4

    Pesquisadores da UnB. Apesar dos resultados promissores, o estudo ainda está em fase experimental e não há previsão de uso em humanos

    Arquivo pessoal

    Apesar dos resultados promissores, o estudo ainda está em fase experimental e não há previsão de uso em pessoas.

    “Esse é um processo longo. Ainda precisamos confirmar a segurança e a eficácia da substância antes de avançar para testes em humanos”, diz Luana Camargo.

    Segundo a pesquisadora, podem ser necessários cerca de 10 anos para que os compostos derivados do veneno de marimbondo avancem para etapas mais avançadas da pesquisa.

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    O que acontece no cérebro no Alzheimer

    No Alzheimer, uma proteína tóxica se acumula no cérebro e atrapalha a comunicação entre os neurônios. Para tentar se defender, o organismo provoca uma inflamação, que acaba piorando o problema.

    Com o tempo, as conexões entre as células cerebrais se perdem e os neurônios começam a morrer, causando perda de memória e confusão mental.

    Segundo Luana Camargo, do Instituto de Psicologia da UnB, os remédios atuais atuam principalmente tentando reduzir essa proteína, mas não conseguem impedir que o cérebro continue se degradando.

    “O que observamos é que a Octovespina atua protegendo os neurônios e diminuindo a inflamação no cérebro. Ela não cura o Alzheimer, mas ajuda a retardar a progressão da doença”, explica a pesquisadora.

    Nos testes com camundongos, os animais tratados com a substância apresentaram menos esquecimento. “Isso indica que o composto ajuda a manter o funcionamento do cérebro por mais tempo, especialmente quando usado nas fases iniciais da doença”, afirma Luana Camargo.