
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o deputado Leur Lomanto (União-BA) rebateu, nesta quarta-feira (25), as acusações de integrantes do governo Lula de que a Casa estaria demorando para analisar o projeto que propõe o fim da escala 6×1.
Segundo o deputado, não há atraso na tramitação da proposta. O parlamentar afirmou que, diante da importância do tema, os integrantes da CCJ precisam se debruçar sobre a matéria.
“De forma nenhuma. Estamos cumprindo todos os compromissos de debater esse assunto. Foi uma deliberação do próprio plenário da CCJ, diante do impacto que esse projeto traz para o Brasil. Os membros da comissão querem ter a oportunidade de discutir e aprofundar o tema, que afeta tanto a classe trabalhadora quanto o setor produtivo”, declarou.
Lomanto destacou que já foram realizadas duas audiências públicas e que outras duas estão previstas antes da votação do projeto. Ele ainda cobrou a presença do ministro Fernando Haddad na comissão.
“Já promovemos duas audiências públicas e temos mais duas programadas. Depois disso, o projeto estará pronto para ser votado. Também aguardamos a participação do ministro da Fazenda, que nos enviou um ofício informando que não pôde comparecer. Estamos aguardando a presença do ministro da Fazenda. Já contamos com a participação do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e de representantes das centrais sindicais. Na próxima etapa, vamos ouvir o setor produtivo. Portanto, não há qualquer tipo de atraso nas discussões”, disse o deputado.
À coluna, no entanto, integrantes do Palácio do Planalto afirmam que o projeto está atrasado, especialmente porque o governo pretende avançar com a proposta até 1º de maio, quando o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência da República) planeja realizar um grande evento com trabalhadores.
De acordo com fontes da Secretaria de Relações Institucionais, o governo espera uma resposta sobre a proposta até o fim desta semana. Caso isso não ocorra, a equipe deve procurar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir o envio de um projeto próprio à Casa.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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