Chefe do CV na Ilha do Governador morre em confronto com a PM

Reprodução/Divulgação
Imagem colorida, Cachulé - Metrópoles

O traficante Wagner Barreto de Alencar (foto em destaque), de 45 anos, conhecido como “Cachulé”, morreu na tarde desta sexta-feira (16/1) durante um confronto com policiais militares na Comunidade do Barbante, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar (PMERJ), ele era apontado como chefe do Comando Vermelho (CV) na região.

De acordo com a corporação, policiais interceptaram o veículo em que Cachulé estava dentro da comunidade. Houve resistência armada e, em seguida, troca de tiros. O traficante foi atingido por ao menos dois disparos, um no ombro e outro na região da bacia.

Cachulé chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Durante a ação, os militares apreenderam dois fuzis e recuperaram um carro. A operação foi realizada por equipes do 17º BPM (Ilha do Governador), com apoio do Grupamento Aeromóvel (GAM), que utilizou um helicóptero nas buscas.

Após o confronto, a área foi isolada para perícia, e a Delegacia de Homicídios da Capital (DH) foi acionada para investigar o caso.

Quem era Cachulé

Segundo a PMERJ, Cachulé era o responsável pelo controle do tráfico de drogas na Ilha do Governador. Ele estava foragido do sistema penitenciário desde abril de 2016, quando não retornou após regredir ao regime semiaberto. À época, ele cumpria pena no Instituto Penal Edgard Costa.

Cachulé também era apontado como o principal suspeito de liderar um ataque armado contra um Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) da PM na região, em novembro de 2017.

Ele acumulava anotações criminais por homicídio simples, tentativa de homicídio e associação para o tráfico de drogas. Investigadores indicam que Cachulé exercia papel central na organização criminosa que atua na região.

Criminosos reagem à morte

Após a morte de Cachulé, criminosos reagiram na região do Morro do Barbante. Ainda nesta sexta-feira, ao menos dois ônibus foram usados para bloquear vias importantes da Ilha do Governador, com o objetivo de causar impacto no trânsito.

As interdições provocaram retenções e transtornos para motoristas e usuários do transporte público. Equipes da PMERJ foram acionadas para liberar as vias e reforçar o policiamento na região.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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