
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, na manhã desta quarta-feira (4/2), uma operação contra organização criminosa envolvida na tentativa de execução de um policial militar em Paraty, na Costa Verde. A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) e tem como alvo um grupo ligado ao tráfico de drogas na região.
Até o momento, três suspeitos foram presos e um dos principais chefes do tráfico no Morro do Glória acabou morrendo após trocar tiros com os policiais.
As investigações apontam que a quadrilha está por trás de um ataque ocorrido em 17 de junho de 2025, quando homens armados com fuzis e pistolas emboscaram um policial em frente à residência dele.
O militar reagiu, conseguiu escapar da execução e forçou a fuga dos criminosos. Horas depois, o veículo usado no atentado foi incendiado, numa tentativa de eliminar vestígios do crime.
Segundo a Polícia Civil, o grupo atua de forma estruturada, com divisão clara de funções, hierarquia e logística própria, voltada tanto ao tráfico de drogas quanto à prática de ataques contra forças de segurança.
A análise de celulares apreendidos revelou que um dos investigados era responsável por viabilizar a ação criminosa, fornecendo o carro usado no ataque, movimentando dinheiro para custear despesas da quadrilha, repassando informações estratégicas e intermediando contatos entre os integrantes.
Ele também teria papel na distribuição de drogas, armas e no transporte de criminosos para áreas dominadas por facções.
Outros suspeitos são apontados como responsáveis por monitorar deslocamentos de viaturas, dar suporte à fuga dos atiradores e planejar a destruição de provas, incluindo o incêndio do automóvel.
Além do atentado contra o PM, a organização é investigada por envolvimento direto com o tráfico de drogas na Costa Verde e por manter conexões com territórios controlados por facções na capital, especialmente no Complexo do Alemão, além de atuação em crimes como agiotagem.
A operação conta com apoio de equipes da DRE da Baixada Fluminense e de delegacias do Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI).
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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