
A Polícia Federal apreendeu R$ 429 mil em dinheiro que estavam dentro da mala arremessada pela janela de um apartamento durante a terceira fase da Operação Barco de Papel, deflagrada nesta quarta-feira (11/2), em Santa Catarina.
O episódio ocorreu no momento em que agentes cumpriam mandado de busca e apreensão em um endereço ligado a investigados no município de Balneário Camboriú.
Ao perceber a chegada da equipe policial, um dos ocupantes do imóvel tentou se desfazer da mala, jogando o objeto pela janela. Parte das cédulas se espalhou pela área externa do prédio.
O dinheiro foi rapidamente localizado e recolhido pelos policiais federais, que também apreenderam dois veículos de luxo, dois aparelhos celulares e diversos documentos durante a ação.
Segundo a PF, a ação tem como foco localizar e recuperar bens e valores ocultados após o avanço das investigações que miram um esquema de crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos da Rioprevidência.
Desdobramento direto da prisão do ex-presidente
A terceira fase da operação é um desdobramento da investigação que levou à prisão do ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, na semana passada.
Para a PF, há indícios de que o ex-dirigente e pessoas próximas teriam atuado para ocultar patrimônio, apagar rastros digitais e remover documentos após a deflagração da primeira fase da operação, em janeiro.
Quase R$ 1 bilhão em investimentos sob suspeita
A Operação Barco de Papel apura irregularidades na aquisição de Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição posteriormente liquidada pelo Banco Central.
Entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido cerca de R$ 970 milhões no banco.
Segundo a PF, os papéis são considerados de alto risco, não contam com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e seriam incompatíveis com o perfil conservador exigido para um fundo previdenciário.
O que a PF investiga agora
Com as novas apreensões, a Polícia Federal busca esclarecer:
• quem autorizou as aplicações no Banco Master;
• se houve pagamento de vantagens indevidas;
• para onde foram direcionados recursos após a liquidação do banco;
• quem participou da ocultação de bens e valores.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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