Cidade brasileira quer trocar diesel por biocombustível de soja e óleo

Divulgação/Prefeitura Passo Fundo
Imagem colorida de biocombustível - Metrópoles

A cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, irá testar como veículos de frota municipal reagirão a substituição do diesel pelo BeVant, um biocombustível responsável ambientalmente feito a partir de fontes renováveis, como soja, gorduras animais e óleos de cozinha usados. O produto foi criado pela Be8, uma empresa brasileira de energias renováveis.

O objetivo é que a maior parte dos veículos da cidade movidos a diesel, como caminhões, ônibus e máquinas pesadas, passem a ser abastecidos com o biocombustível, ao passo que ele substituia o combustível fóssil completamente no futuro.

A parceria entre Be8 e a prefeitura de Passo Fundo foi assinada em meados do ano passado. A previsão é que 17 veículos e máquinas da frota da cidade sejam abastecidas com o combustível feito através de fontes renováveis.

“Essa parceria coloca Passo Fundo no mapa da inovação e reforça nossa meta de sermos uma cidade sustentável, com menos poluição e mais qualidade de vida para todos”, afirmou o prefeito de Passo Fundo, Pedro Almeida (PSD), em comunicado à época.

Caso o projeto dê certo, a tecnologia brasileira pode ser exportada para outras regiões locais e até mesmo para fora do país. Como se trata de uma alternativa renovável, o BeVant ajuda a reduzir drasticamente a emissão de gases estufa e, consequentemente, mitigar as mudanças climáticas.

“Passo Fundo sai na frente como referência de uma cidade que avança em tecnologia de forma sustentável e que reduz suas emissões no curto prazo para proporcionar uma cidade mais saudável para toda a sua população”, afirma o presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella.

Como funciona o biocombustível

Apesar de ser uma opção melhor que o diesel tradicional, o biodiesel atual ainda é misturado com uma pequena quantidade de combustível fóssil. A proposta do novo biocombustível é ser totalmente puro, sem a presença do poluente em sua composição.

Dessa maneira, além de reduzir as emissões de gases poluentes para a atmosfera terrestre, os custos para a produção também são menores. A presença maciça de plantações de soja no estado sulista ajuda ainda mais a fabricação do BeVant.

De acordo com a empresa, não é preciso realizar modificações nos veículos movidos a diesel para que o BeVant funcione adequadamente.

A empresa responsável pelo biocombustível recebeu autorização para iniciar sua produção no final de 2024. Ele ainda é mais caro que o biodiesel tradicional, mas a expectativa é que a expansão da fabricação torne o produto mais acessível.

Em meio às tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, que provocam um aumento no preço do petróleo, biocombustíveis como o BeVant podem se tornar alternativas viáveis e melhores.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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