Cientistas criam 1ª réplica de cérebro de mosca em simulação virtual

Reprodução/EON Systems
Cientistas criam réplica exata de mosca em simulação virtual

Cientistas de São Francisco, nos Estados Unidos, afirmam ter feito uma descoberta que pode revolucionar o futuro das simulações virtuais: criar um modelo computacional que emule completamente o cérebro de uma mosca, capaz de replicar conexões neurais biológicas e comportamentos complexos.

Segundo divulgado na revista científica Nature, o modelo criado pela empresa EON Systems foi capaz de recriar todos os mais de 125 mil neurônios e 50 milhões de conexões sinápticas do cérebro de uma mosca adulta da espécie Drosophila melanogaster.

There’s a fruit fly walking around right now that was never born.@eonsys just released a video where they took a real fly’s connectome — the wiring diagram of its brain — and simulated it. Dropped it into a virtual body. It started walking. Grooming. Feeding. Doing what flies… pic.twitter.com/VCJi4tTrrl

— Hattie Zhou (@oh_that_hat) March 7, 2026

A tecnologia se baseia em um sistema de Inteligência Artificial (IA) capaz de identificar padrões neurais, tomar decisões próprias e realizar tarefas mesmo sem um comando ou programação por parte dos pesquisadores.

Para testar a eficácia do sistema, foi criada uma simulação completa, desde um modelo físico do corpo da mosca até um ambiente virtual com o qual ela pudesse interagir.

O resultado, revolucionário no campo da computação, divulgado é que o inseto de computador foi capaz de replicar o comportamento motor da versão do mundo animal com 95% de precisão.

Segundo divulgado, esta seria a primeira vez em que cientistas conseguiram emular completamente um cérebro, derivado de um mapa detalhado e abrangente de todas as conexões neurais (sinapses) de um sistema nervoso biológico real, capaz de controlar um corpo simulado por meio de múltiplos comportamentos naturalistas.

A empresa Eon afirma que o objetivo final é ser capaz de, um dia, realizar uma emulação em escala humana. O próximo passo, segundo os pesquisadores é  criar uma emulação digital completa do cérebro de um camundongo  — 560 vezes mais do que o da mosca.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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