
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por unanimidade, manter o afastamento do desembargadorMagid Nauef Láuar, um dos responsáveis por votar pela absolvição de um homem de 35 anos acusado de manter relacionamento com uma menina de 12 anos, o que é considerado estupro de vulnerável.
O afastamento foi determinado pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, e referendado pelos demais magistrados em sessão sigilosa nesta terça-feira (3/3).
Magid, que atua no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, virou alvo de investigações após desdobramentos no CNJ identificarem indícios de possível participação do magistrado em crimes sexuais.
Campbell está responsável por ouvir as vítimas que denunciam o desembargador. Uma das supostas vítimas é parente do magistrado.
Operação
A Polícia Federal (PF) apreendeu, na sexta-feira (27/2), documentos, computadores e pen drives na sala do desembargador, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
A coluna apurou que uma equipe do CNJ foi enviada de Brasília a Minas Gerais para apurar a atuação do magistrado ao votar pela absolvição do homem acusado de estuprar a menina de 12 anos.
Com o avanço das apurações, incluindo a investigação de supostos crimes de abuso sexual atribuídos a Magid Nauef Láuar, a PF foi acionada para dar suporte à diligência realizada na sexta-feira. Servidores que estavam no local no momento da ação foram retirados para que os agentes pudessem atuar.
O material apreendido ficará sob responsabilidade da PF, que elaborará relatório a ser encaminhado ao CNJ.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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