
A empresa sueca Volvo, gigante do setor automotivo, registrou forte queda de suas ações no pregão desta quinta-feira (5/2) da Bolsa de Valores de Estocolmo, em meio à reação negativa dos investidores após a divulgação de resultados trimestrais considerados decepcionantes pelo mercado.
De acordo com o balanço financeiro da fabricante sueca, o lucro operacional da companhia no quarto trimestre do ano passado desabou 68%, sob impacto das tarifas comerciais impostas pelo governo dos Estados Unidos, além da demanda fraca na China.
O lucro operacional ajustado somou 1,8 bilhão de coroas suecas (o equivalente a US$ 200,4 milhões), bem abaixo dos 5,6 bilhões de coroas suecas obtidas no mesmo período do ano anterior.
Tombo das ações
Efeito do tarifaço
O peso do tarifaço comercial imposto por Trump ao setor automotivo é uma das explicações para os resultados ruins da Volvo no quarto trimestre.
Em julho do ano passado, EUA e União Europeia (UE) fecharam um acordo comercial que prevê a aplicação de uma taxa geral de 15% sobre a maioria dos produtos europeus – abaixo dos 30% planejados inicialmente pela Casa Branca.
A Volvo é considerada uma das montadoras europeias mais expostas às tarifas de Trump, levando em conta o peso dos EUA sobre suas vendas globais.
História centenária
A Volvo foi fundada há quase 100 anos, em 1927, em Gotemburgo (Suécia).
Hoje, o grupo é líder mundial em transporte comercial e tem fábricas operando em mais de 190 países.
A Volvo também atua na extração de matérias-primas, como ferro e pedras. Seus motores industriais ainda fornecem energia para irrigar instalações agrícolas.
No Brasil, a companhia tem sede em Curitiba, onde produz caminhões, ônibus e motores. Também há fábricas em Pederneiras (SP) e São José dos Pinhais (PR).
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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