Como Nunes e entorno enxergam possível candidatura de vice ao Senado

FÁBIO VIEIRA/ESPECIAL METRÓPOLES @fabiovieirafotorua
Imagem colorida do vice-prefeito Mello Araújo e o prefeito Ricardo Nunes em ato na Paulista.

As indicações de que o vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL), está entre os nomes favoritos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)para disputar uma das duas vagas ao Senado no estado cresceram nos últimos dias.

Segundo relatos, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), comunicou ao próprio Mello sobre a possibilidade, durante almoço com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) na última sexta-feira (27/2), realizado na sede da prefeitura. O encontro também teve a presença do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio.

No dia seguinte ao encontro, a defesa de Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que Mello o visite na Papudinha, onde o ex-presidente está preso desde janeiro.

No núcleo duro da prefeitura, a avaliação é de que o vice-prefeito tem boas chances de ser eleito caso seja candidato. Isso porque Mello é visto como um “homem de Bolsonaro” na capital e teria a preferência do eleitorado fiel ao ex-presidente. “Quem vota no Flávio, vota no Mello“, disse uma fonte da prefeitura.

“O coronel Mello Araújo é um nome que tem a simpatia do presidente Bolsonaro e o Rogério Marinho me disse que tem uma pesquisa onde o nome do coronel Melo aparece muito bem, mas não estão descartados outros nomes”, disse o prefeito ao ser questionado sobre o assunto durante agenda na segunda-feira (2/3).

Nos bastidores da prefeitura, também se comenta que uma saída de Mello para Brasília não causaria grandes traumas. A postura do vice-prefeito de tentar fiscalizar o trabalho de outras secretarias, além de tomar decisões enquanto prefeito interino sem consultar Nunes, gerou desgastes para o coronel ao longo do mandato. Vereadores da base também fazem críticas ao auxiliar, de forma reservada.

O próprio vice-prefeito já afirmou ao Metrópoles que muita gente gostaria de vê-lo fora da prefeitura. “Nem preciso fazer campanha”, disse em tom de brincadeira.

Fator Eduardo

Apesar dos ventos a favor de Mello, bolsonaristas e o próprio Flávio ressaltam que o ex-deputado-federal Eduardo Bolsonaro (PL) será ouvido antes de uma decisão ser tomada. A posição do “filho 02” é importante porque, antes do seu autoexílio nos Estados Unidos, ele era tido como nome certo ao Senado em São Paulo.

Eduardo tem defendido aliados próximos a ele para a vaga, como o deputado estadual Gil Diniz (PL), o deputado federal Mario Frias (PL) e a vereadora Sonaira Fernandes (PL). Na próxima semana, deputados do PL devem viajar aos EUA para conversar pessoalmente com Eduardo sobre o assunto.

A segunda vaga ao Senado dentro da chapa composta pelos partidos aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve ficar com o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP). A possível escolha de um segundo nome também de perfil mais bolsonarista contraria a vontade de Tarcísio, que a interlocutores vinha defendendo a indicação de um nome considerado moderado.

Nesta corrida, corre por fora do deputado federal Ricardo Salles (Novo), ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro. Salles e seu partido, o Novo, já declararam apoio à reeleição de Tarcísio, mas não integrarão a coligação do governador.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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