Como o Planalto viu o parecer da PGR sobre domiciliar para Bolsonaro

Breno Esaki/Metrópoles
Foto de ex-presidente Jair Bolsonaro - Broncopneumonia: entenda a condição de Bolsonaro - Metrópoles

Auxiliares do presidente Lula no Palácio do Planalto avaliam que o parecer da PGR sobre o cumprimento da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não causa surpresa e nem espanto.

A Procuradoria-Geral da República se manifestou nesta segunda-feira (23/3) favoravelmente ao pedido da defesa do ex-mandatário para que ele cumpra prisão domiciliar por razões humanitárias.

Para assessores de Lula, diante do atual quadro de saúde do ex-presidente e da pressão de bolsonaristas, o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, era previsível.

Nos bastidores, auxiliares argumentam que o ex-mandatário pode cumprir a pena casa, considerando que a prisão domiciliar poderia atenuar os discursos de aliados sobre suposta perseguição política.

Aliados do petista, ressaltam também que Bolsonaro teria direito a um tratamento diferenciado por ser ex-presidente.

Os assessores  destacam, no entanto, que a medida poderia favorecer Bolsonaro pois permitiria  que ele tenha mais liberdade para atuar politicamente e organizar até mesmo um comitê de campanha em casa.

O parecer da PGR

Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Paulo Gonet afirmou que “está positivada a necessidade da prisão domiciliar, que garante os cuidados indispensáveis ao monitoramento integral do estado de saúde do ex-presidente”.

Assim, Gonet considerou que isso deve ocorrer sem prejuízo de reavaliações periódicas do quadro clínico e dos cuidados de segurança necessários para a continuidade da aplicação efetiva da sanção penal.

“O parecer é pelo deferimento do pedido de prisão domiciliar humanitária formulado em favor de Jair Messias Bolsonaro”, declarou.

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *