
A segunda edição do Congresso Internacional da Felicidade, que acontece no dia 20 de março em Brasília, promete ir além das palestras tradicionais e se consolidar como um espaço de reflexão coletiva sobre bem-estar, desenvolvimento e qualidade de vida. Idealizado por Cosete Ramos, o encontro deve reunir especialistas, autoridades e o público em uma programação pensada para oferecer uma experiência completa.
“A programação foi desenhada para proporcionar uma verdadeira imersão no conceito de felicidade como política de desenvolvimento, com momentos simbólicos, palestras de alto nível e experiências interativas ao longo de todo o dia”, destaca.

Felicidade como pauta global
A expectativa também gira em torno da divulgação de dados inéditos e do debate internacional sobre o tema. Segundo Cosete, a felicidade deixou de ser apenas um conceito subjetivo e passou a ocupar espaço central nas discussões globais.
“A felicidade hoje é a maior pauta do mundo. É uma temática internacional, liderada pela Organização das Nações Unidas, que todos os anos divulga o ranking dos países mais felizes do planeta. E nós vamos apresentar esses dados durante o Congresso”, afirma.
Entre os destaques confirmados está a presença de Lhatu, diretor executivo do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão, país referência no tema desde a criação do índice de bem-estar.
“Atualmente à frente do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão, Lhatu ajuda a mostrar ao mundo que o desenvolvimento precisa colocar o bem-estar das pessoas no centro das decisões”, explica.

Movimento coletivo e engajamento
Mais do que um evento pontual, a iniciativa chega com a proposta de engajar diferentes setores da sociedade.
“Essa não é uma pauta que chega em Brasília, é uma pauta que envolve o mundo inteiro. Ela foi acolhida pela sociedade civil, pelo governo, pelos empresários e pelas escolas. Fizemos inclusive concursos com crianças sobre o que é uma escola da felicidade. É um movimento coletivo”, ressalta Cosete.
A organizadora acredita que o sucesso da primeira edição reforça o crescimento do interesse pelo tema.
“Ver o Congresso chegar à segunda edição com esse nível de engajamento é uma enorme satisfação. Isso mostra que a felicidade deixou de ser um discurso e passou a ser uma construção coletiva, assumida por educadores, gestores e pela sociedade”, diz.

Felicidade como política pública
Além do evento, o Congresso também reforça uma ambição maior: transformar a felicidade em política pública no Distrito Federal. A proposta, defendida por Cosete Ramos, é que o bem-estar passe a orientar decisões de governo, inspirando-se em modelos internacionais.
A iniciativa dialoga com experiências como a do Butão, liderada pelo rei Jigme Singye Wangchuck, que substituiu indicadores puramente econômicos por métricas de qualidade de vida.
Em Brasília, o movimento já mobiliza diferentes setores. A ideia de transformar a cidade em “capital da felicidade” resgata o conceito original de “Capital da Esperança”, associado ao legado de Juscelino Kubitschek, e propõe uma nova visão de desenvolvimento centrada nas pessoas.
Entre os próximos passos, está a proposta de criação de uma Secretaria da Felicidade, consolidando a capital federal como referência no tema.


Convite à reflexão
Com entrada gratuita, o Congresso também se posiciona como um convite à participação ativa da população.
“Mais do que um evento, o Congresso é um convite à reflexão, ao pertencimento e à construção de uma cidade e de um país onde viver bem seja prioridade”, afirma.
Para Cosete, o maior desafio, e também a principal expectativa, é ampliar a compreensão sobre o tema.
“A felicidade precisa deixar de ser vista apenas como uma experiência individual e passar a ser considerada também como um objetivo coletivo. Quando falamos de felicidade, estamos falando de saúde mental, relações humanas, propósito e qualidade de vida nas cidades”, conclui.
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Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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