Conheça como é o presídio em Brasília onde Vorcaro ficará preso

Senappen/ reprodução
Penitenciária Federal de Brasília

O banqueiro Daniel Vorcaro será transferido nesta sexta-feira (6/3)  para o Presídio de Segurança Máxima de Brasília. A transferência foi autorizada, ontem, pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da Polícia Federal. Vorcaro foi preso preventivamente na quarta-feira (4/6), em São Paulo.

A penitenciária, de segurança máxima, é uma das cinco que fazem parte do Sistema Penitenciário Federal.  O sistema tem como intuito combater o crime organizado, isolando as lideranças criminosas e os presos de alta periculosidade. O local tem sistema de vigilância avançado, com captação de som ambiente e monitoramento de vídeo.

A cela onde ele ficará preso é individual e mede seis metros quadrados. No local, tem cama, sanitário, pia, chuveiro, mesa e assento. Não há tomadas elétricas e a energia do chuveiro e das lâmpadas é ativada e desativada em horários determinados.

O dia a dia do preso inclui seis refeições por dia, duas horas de banho de sol, atividades laborais e educacionais, quando aplicáveis, atendimento médico, odontológico, farmacêutico, psicológico, quando necessários, assistência social, pedagógica e terapia ocupacional, quando necessárias, e visitas sociais e com advogado por parlatório, em dias e horários determinados.

Entenda a decisão

No pedido, a PF argumentou que o Sistema Penitenciário Federal se destina “justamente ao recolhimento de presos cuja custódia exija maior controle estatal, regime de segurança mais rigoroso ou medidas especiais de monitoramento”, o que seria o caso de Vorcaro.

Além disso, destaca que o banqueiro “detém significativa capacidade de articulação e influência sobre diversos atores situados em diferentes esferas do poder público e do setor privado”.  A PF ainda argumenta que, estando em Brasília, Vorcaro estará mais próximo dos órgãos responsáveis pela investigação.

“A Penitenciária Federal em Brasília apresenta condições institucionais que permitem monitoramento mais próximo da execução da custódia, considerando a localização da unidade em relação aos órgãos responsáveis pela condução  da investigação e pela supervisão judicial das medidas cautelares adotadas no âmbito desse Supremo Tribunal Federal”, diz.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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