
O Banco de Brasília S.A. emitiu, na última sexta-feira (13/2), um comunicado informando ter recebido os pedidos de renúncia de Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos e Celivaldo Elói Lima de Sousa. Os dois ocupavam, respectivamente, os cargos de membro titular e membro suplente, do Conselho Fiscal da Companhia. As indicações de ambos havia sido atribuída a um fundo ligado à gestora Reag.
O comunicado do BRB, formalizado como fato relevante, que é um documento direcionado a informar especialmente investidores e o mercado financeiro, apresenta parte da carta de renúncia. Sousa e Vasconcelos dizem desconhecer a relação da indicação deles com a Reag.
“Declaro que desconheço integralmente tal indicação pelo fundo Borneo. Declaro ainda que não possuo qualquer vínculo, relação ou conhecimento acerca do referido fundo, tampouco conheço seus representantes ou administradores”, cita o documento atribuindo o trecho a Celivaldo de Sousa.
O fundo Borneo é detentor de 3,1% do capital do BRB e já foi administrado pela Reag, que foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central (BC) no dia 15 de janeiro deste ano por desrespeito a normas que ordenam o Sistema Financeiro Nacional (SFN).
“A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN”, argumentou o Banco Central em janeiro.
Em março de 2025, a indicação dos conselheiros pelo Borneo foi registrada em ata de reunião do BRB com acionistas.
Relação com o Master
O empresário João Carlos Falbo Mansur é fundador e ex-presidente do conselho de administração da Reag Investimentos. No começo de fevereriro deste ano, o próprio BRB atualizou informações junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para documentar que Mansur se tornou um dos principais acionistas.
Mansur foi um dos alvos da operação Carbono Oculto, que apura supostas ligações do mercado financeiro com o crime organizado para lavar dinheiro e ocultar patrimônio. A operação Compliance Zero investiga Mansur por meio da Reag, fundada por ele.
A Compliance Zero foca em irregularidades cometidas pelo Banco Master, instituição que tem ligações financeiras com a Reag.
O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente em 18 de novembro de 2025 por determinação do Banco Central. O motivo foram supostas fraudes financeiras de impacto bilionário, o que a defesa do banco, pertencente ao empresário Daniel Vorcaro, nega.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis
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