
Parlamentares governistas prepararam um relatório paralelo sobre a farra dos descontos indevidos investigada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O documento vai citar 170 envolvidos com o escândalo e responsabilizar o governo de Jair Bolsonaro (PL). A coluna teve acesso ao roteiro do relatório, que é elaborado pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).
O documento destaca a atuação dos seguintes “servidores do Governo Bolsonaro”. São eles:
Apesar de classificá-los como “servidores do governo Bolsonaro”, dois deles – André Fidelis e Virgílio Oliveira – atuaram também no governo Lula.
Sobre a participação de agentes públicos, o relatório ressalta ainda a atuação de Onyx Lorenzoni, ex-ministro do Trabalho e Previdência.
Onyx Lorenzoni admitiu ter recebido doação de R$ 60 mil do empresário Felipe Macedo Gomes, dirigente de uma das entidades investigadas, para a campanha para governador do Rio Grande do Sul em 2022. Além disso, o relatório mostra que o filho de político, o advogado Pietro Lorenzoni, atuou para a Unibap, que faturou cerca de R$ 80 milhões com descontos suspeitos.
Relatório aponta 8 núcleos da Farra e cita Master
O relatório destaca “omissões e baixa resposta do governo Bolsonaro diante de denúncias”.
Também são destacados atos normativos do governo Bolsonaro que alteraram “deliberadamente regras que removeram barreiras de controle e criaram o ambiente propício para expansão do esquema de fraudes”.
O relatório aponta oito núcleos da Farra do INSS e respectivas lideranças. São eles:
- Núcleo Conafer
– Liderança: Carlos Lopes - Núcleo CBPA
– Liderança: Abraão Lincoln Ferreira da Cruz - Núcleo Maurício Camisotti
– Liderança: Maurício Camisotti - Núcleo “Golden Boys”
– Lideranças: Américo Monte Jr, Anderson Cordeiro, Felipe Macedo Gomes e Igor Delecrode - Núcleo Cecília Mota
– Liderança: Cecília Rodrigues Mota - Núcleo Alexsandro Prado (“Lequinho”)
– Liderança: Alexsandro Prado Santos - Núcleo Domingos Sávio
– Liderança: Domingos Sávio de Castro - Núcleo Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”)
– Liderança: Antônio Carlos Camilo Antunes
O relatório aponta o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, como o “operador central do esquema”.
O relatório também analisa o papel do crédito consignado, ao evidenciar falhas regulatórios, crescimento atípico de operações e ampliação da margem. Neste ponto, o caso Banco Master é citado como exemplo da atuação da expansão do uso do crédito consignado.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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