
Um jovem natural de Araraquara, no interior de São Paulo, e mais três amigos, de Minas Gerais, foram encontrados mortos em Biguaçu, na região metropolitana de Florianópolis, em Santa Catarina, na manhã desse sábado (3/1). Os rapazes, com idades entre 19 e 28 anos, estavam desaparecidos desde a madrugada de 28 de dezembro.
Quem são as vítimas
Desaparecimento
Lais Almeida, de 24 anos, irmã mais velha de Guilherme, contou ao Metrópoles que os quatro amigos moravam juntos na cidade de São José, também na região metropolitana de Santa Catarina. Os jovens haviam saído de Minas Gerais há pouco tempo.
Pedro e Bruno se mudaram para São José no final de outubro do ano passado. Guilherme foi em dezembro, e Daniel em seguida, poucos dias depois. Todos chegaram à cidade catarinense à procura de oportunidades de trabalho e desenvolvimento profissional.
Na noite do desaparecimento, os quatro saíram juntos para dar uma volta. Uma câmera de segurança registrou o que seria a última imagem dos jovens com vida, por volta da 0h30 do dia 28 de dezembro.
Segundo o boletim de ocorrência, o apartamento em que os jovens moravam foi encontrado destrancado, com as janelas abertas. Também havia indícios de que eles pretendiam voltar em breve, como a presença de comida no fogão e carregadores de celulares conectados às tomadas.
Foi um vizinho quem percebeu que o imóvel permaneceu aberto, mas sem movimentação, por cerca de dois dias. A suspeita fez com que ele acionasse as autoridades.
Os familiares em Minas Gerais passaram o Réveillon sem respostas sobre o paradeiro dos rapazes. “Foi angustiante”, relata Lais. Segundo ela, “a virada de ano foi passada chorando”.
Corpos encontrados
Na manhã de sábado (3/1), os parentes receberam respostas. A Polícia Civil de Santa Catarina encontrou os quatro corpos enterrados, com machucados e já em estado de decomposição.
Laís diz não ter detalhes sobre o real estado dos rapazes, já que essas informações não foram compartilhadas pela polícia com as famílias, segundo ela. A Secretaria da Segurança Pública de Santa Catarina (SSP-SC) não respondeu ao Metrópoles até a publicação desta reportagem.
A irmã de Guilherme sabe apenas que o jovem estava com o cabelo raspado quando foi achado sem vida. “O resto do corpo estava tudo lá. Vamos enterrar meu irmão do jeito que ele estava”, conta.
Por conta da forma em que foram encontradas, as vítimas foram identificadas por meio de tatuagens. Foi a mãe de Guilherme quem detectou as do filho. “Uma delas era o nome da minha mãe no braço”, revela Laís.
A jovem acredita que os rapazes “foram bastante espancados” antes de morrer. “Foi muito cruel”, relata. As circunstâncias da morte ainda são desconhecidas. Os laudos do Instituto Médico Legal (IML) devem sair em aproximadamente 20 dias.
Os corpos de Bruno, Pedro, Daniel e Guilherme devem ser levados para Guaranésia nesta segunda-feira (5/1). Ainda não há informações sobre os sepultamentos.
Também saída da cidade natal para procurar melhores chances de vida, Laís destaca que não imanginava que o irmão mais novo tivesse esse fim. “Esperava que meu irmão pudesse realizar todos os sonhos dele e ter sucesso na vida, igual nós irmãos mais velhos”, desabafa.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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