Cuba nega que esteja em "estado de guerra" após cerco dos EUA

Horacio Villalobos/Getty Images – Kevin Dietsch/Getty Images
Montagem mostra o presidente de Cuba à esquerda e o dos EUA à direita

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nessa quinta-feira (5/2) que o país não entrou em estado de guerra, mas está se preparando para essa possibilidade, caso seja necessário.

“Não está dizendo que passamos ao estado de guerra. Está dizendo que estamos nos preparando para o caso de ser necessário passar ao estado de guerra em algum momento”, disse o cubano.

A declaração foi feita após a divulgação de uma nota do Conselho de Defesa Nacional que gerou interpretações de que Havana estaria adotando medidas bélicas imediatas.

Segundo ele, a publicação do comunicado foi intencionalmente transparente. “E isso foi publicado porque não escondemos”, reforçou.

A nota do Conselho de Defesa Nacional, informa que o órgão se reuniu “para analisar e aprovar os planos e medidas para a passagem ao estado de guerra, como parte da preparação do país sob a concepção estratégica da guerra de todo o povo”.


Contexto regional


Apesar do discurso firme, o governo cubano sinalizou o desejo de caminhar pela via diplomática com os Estados Unidos.

Díaz-Canel afirmou que Havana está disposta a conversar “sem pressões, sem pré-condições e em pé de igualdade”, desde que haja respeito à soberania, independência e autodeterminação do país.

Ainda na quinta-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que a Era Trump 2.0 avalia que Cuba vive seus “últimos momentos” e estaria à beira do colapso, mas ressaltou que o presidente Donald Trump permanece aberto ao caminho diplomático.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *