Da caixa de som às redes sociais: apreensão de ecstasy explode no DF

Gabriel Lucas/Arte Metrópoles
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Entorpecentes, como maconha e crack, são as drogas mais encontradas em operações contra o tráfico no Distrito Federal. Entretanto, nos últimos dois anos, as apreensões têmcontado com um novo “protagonista”: o ecstasy.

Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) demonstram que o mercado das drogas sintéticas explodiu na capital, com o número de comprimidos de ecstasy apreendidos saltando de 11.603 para 21.570 — um aumento de quase 86%.

De acordo com o delegado da Coordenação de Repressão às Drogas (CORD) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Rogério Henrique de Oliveira, o aumento de apreensões revela a maior eficiência operacional e não “necessariamente um maior consumo” da droga.

Ele explica que estão sendo feitos monitoramentos permanentes das dinâmicas do tráfico no DF, com emprego de inteligência policial, análise de dados e integração entre investigações em andamento. Essas medidas contribuem, de certa forma, para o aumento da apreensão.

“As ações são voltadas à apreensão de todas as espécies de entorpecentes, tanto drogas tradicionais quanto sintéticas, com foco na identificação de fornecedores, rotas de distribuição e pontos de comercialização”, revela.

“Parte significativa” das drogas sintéticas apreendidas no Distrito Federal possuem origem em redes interestaduais, especialmente em razão da logística de aquisição e transporte. Mas ele diz que também existem grupos locais responsáveis pela distribuição e pulverização das substâncias dentro do DF.

Venda do ecstasy

Um fator que chama a atenção em relação ao tráfico desses entorpecentes é a forma que a droga é vendida. Geralmente comercializada em comprimido, os traficantes têm “inovado” na maneira em que a droga é entregue ao usuário.

A polícia já flagrou comprimidos sendo repassados como encomendas por funcionários dos Correios, escondidos em caixa de som e dentro de objetos tridimensionais. Além disso, há registros de transações pelas redes sociais.

“As apreensões ocorrem em diferentes contextos e o tráfico tem se adaptado, utilizando meios cada vez mais discretos, muitas vezes virtuais, o que exige constante atualização das estratégias policiais”, explicou Rogério.


Relembre alguns casos de comercialização da substância


Samambaia lidera as apreensões

Dentre as Regiões Administrativas (RAs) da capital com o maior número de apreensões está Samambaia (DF).

Segundo delegado, o volume registrado está relacionado principalmente à “intensificação das ações policiais e ao fortalecimento do trabalho investigativo na região“.

No entanto, o crescimento mais alarmante foi registrado no Riacho Fundo (DF). A RA viu o volume de ecstasy disparar de modestos 84 unidades em 2024 para 894 em 2025um aumento equivalente a 22.250% do número anteriormente apreendido.

Veja os dados das apreensões por RA

Questionado sobre as regiões que mais registraram casos de apreensão, o delegado explica:

“A CORD faz um trabalho voltado ao monitoramento criminal e análise de indicadores, assim, acabaram sendo realizada ações específicas nessas regiões, com operações direcionadas e cumprimento de medidas judiciais. Esse planejamento contribuiu para o crescimento das apreensões observadas nesses locais.”

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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