
A decisão do STF que afastou do cargo, nesta quarta-feira (4/3), o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, conhecido como Dr. Furlan (PSD), e o vice-prefeito passou a ser avaliada, no meio político local, como um fator favorável à estratégia eleitoral do senador Randolfe Rodrigues (PT), que busca a reeleição.
O afastamento foi determinado no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga suspeitas de fraudes na construção do Hospital Geral de Macapá. A apuração mira um possível esquema de irregularidades em licitação e em contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde.
A investigação atinge diretamente o núcleo político da atual gestão municipal, liderada por Furlan, e ocorre em um momento de definição do cenário eleitoral no estado. A prefeitura é comandada pelo marido da principal adversária de Randolfe numa eventual disputa ao Senado.
Levantamento do Instituto Real Time Big Data, realizado entre 7 e 9 de fevereiro, indica a liderança da primeira-dama de Macapá, Rayssa Furlan (Podemos), com 33% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece o senador petista, com 20%, seguido por Lucas Barreto (PSD), que registra 14% e tenta a reeleição.
Com o afastamento do prefeito e do vice, o grupo político ligado à candidatura de Rayssa passa a enfrentar um ambiente de maior desgaste público, associado às investigações sobre a área da saúde.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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