
A defesa da família de Rodrigo Castanheira, jovem que morreu aos 16 anos após ser agredido, pedirá que o autor do ataque, Pedro Turra, de 19 anos, responda por homicídio doloso.
O advogado da família Albert Halex entende que há elementos que comprovam que o crime foi premeditado. “Houve intenção e premeditação, assumindo, no mínimo, de produzir o resultado morte”, destacou.
Albert reforçou que entende que a investigação deve avançar para esclarecer plenamente os fatos, além da participação de outras pessoas. “Para o avanço da investigação, é importante que todas as diligências legais cabíveis sejam realizadas, como a quebra de sigilo telefônico, a fim de garantir uma apuração completa”, disse o advogado.
O advogado explicou que Rodrigo nunca havia relatado nenhuma ameaça ou queixa à escola.“Esclareço que Rodrigo não havia feito qualquer registro ou queixa junto à escola, pois eventuais desavenças anteriores não indicavam risco ou possibilidade de um desfecho violento. Não havia, portanto, elementos que justificassem preocupação ou intervenção por parte da instituição de ensino”, esclareceu.
“A família confia no trabalho das autoridades para que todas as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas e os responsáveis pelo crime que resultou na morte de Rodrigo Castanheira sejam responsabilizados”, concluiu o advogado da família de Rodrigo em nota.
A morte do estudante Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, pode mudar de forma decisiva o rumo do processo criminal envolvendo o ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, 19 . O que antes era investigado como lesão corporal gravíssima, agora, pode se tornar lesão corporal seguida de morte, crime mais grave, com pena que pode chegar a 12 anos de prisão, ou então homicídio doloso, que prevê até 20 anos de prisão, segundo o Código Penal Brasileiro.
A Coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, apurou que o Ministério Público do DF pediu à Justiça que Pedro Turra seja levado a júri popular pela morte de Rodrigo.
O inquérito, já concluído pela 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), agora está nas mãos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Morte após 16 dias
Episódios de violência
O delegado responsável pelo caso, Pablo Aguiar afirmou que o investigado já teria se envolvido em outros episódios de violência. A defesa contestou as declarações, alegando possível abuso de autoridade.
Após a repercussão do caso, vieram à tona outras ocorrências policiais atribuídas ao ex-piloto, entre elas:
Todos os registros ainda estão sendo apurados.
Dor e pedidos de justiça
Com aplausos, cantos de louvor e pedidos por justiça, o corpo do jovem Rodrigo Castanheira, de 16 anos, foi enterrado sob forte comoção no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul (DF) na tarde deste domingo (8/2). Cerca de 300 pessoas estiveram na cerimônia para prestar as últimas homenagens ao adolescente.
Além dos familiares do Distrito Federal, parentes de Goiânia (GO) e do Rio de Janeiro (RJ) se deslocaram para se despedir do garoto. A vice-governadora do DF Celina Leão (PP-DF) marcou presença na cerimônia.
Após o corpo ser enterrado, todos os presentes aplaudiram e balões subiram. Como forma de homenagear a paixão de Rodrigo pelo futebol, a família e os amigos assinaram uma bola.
Amigos de Rodrigo produziram um emocionante vídeo em homenagem ao garoto e publicaram nas redes sociais na manhã deste domingo (8/2). As imagens revelam o adolescente como todos o conheciam: leve, brincalhão, sempre rodeado de amigos. “Ele transpirava vitalidade”, escreveu uma amiga. “Era impossível ficar triste perto dele”, comentou outro.
Rodrigo era morador do DF e estudava no Colégio Vitória Régia. Amigos, familiares e jovens da capital realizaram duas vigílias na porta do Hospital Brasília em oração ao rapaz — a última foi realizada nessa sexta-feira (6/2).
Além de ser estudante, o jovem foi jogador de futebol da base do Ceilândia Esporte Clube e jovem aprendiz do programa CEP Talal Abu Allan, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Distrito Federal (Senac-DF), que lamentaram a morte do jovem nas redes sociais.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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