
O deputado federal e pré-candidato ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP), afirmou que com a inclusão da proibição ao direito a voto para presos ao Projeto de Lei Antifacção, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), “não vai comemorar mais”.
A fala aconteceu durante o ato bolsonarista “Acorda, Brasil”, realizado neste domingo (1°/3), na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Derrite realizou um breve discurso, em que afirmou que a maioria dos presos que votaram na última eleição escolheram o petista. “Chega de bandido votar, porque a gente sabe em que eles votam”, afirmou o deputado.
O texto do PL aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 24/2 agora segue para sanção do presidente Lula.
Ato na Paulista
Trata-se do primeiro ato bolsonarista deste ano, com foco na redução das penas aos condenados pelo 8/1, na prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nos ataques ao governo Lula e no impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação “Acorda Brasil” foi convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e pelo pastor Silas Malafaia, e também ocorre em outras capitais brasileiras. Em São Paulo, além de Flávio, outros dois presidenciáveis, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), participam do encontro.
A agenda conta com as presenças dos governadores presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG); de Valdemar Costa Neto, presidente do PL; dos deputados federais Guilherme Derrite (PP-SP), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Mário Frias (PL-SP), Rosana Valle (Partido Liberal-SP), Bia Kicis (PL-DF), Marcos Pollon (PL-MS), e dos deputados estaduais Lucas Bove (PL-SP), Coronel Telhada (PP-SP) e Valéria Bolsonaro (PL-SP), entre outros.
No páreo ao Senado
Também convidado a discursar, Mário Frias, cotado para a segunda vaga de candidato ao Senado por São Paulo, reforçou ser “radicalmente cristão”. “Muita gente diz que a gente é extremo, que a gente é radical. E a gente é radical, sim, a gente é radicalmente cristão. A gente é radicalmente temente a Deus. A gente é radicalmente patriota e radicalmente Bolsonaro”, afirmou no palanque.
Outra concorrente à mesma vaga, Rosana Valle, presidente do PL Mulher em São Paulo e nome defendido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), fez elogios à madrinha política. “Eu quero registrar aqui e fazer uma referência especial à nossa primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que tantas e tantas vezes esteve aqui na Paulista e o seu discurso, as suas lágrimas nos emocionaram. Michelle, o povo paulista, o povo brasileiro te ama”, disse.
Na sexta-feira (27/2), Valdemar afirmou ao Metrópoles que quem decidirá o nome do partido para a disputa do Senado em São Paulo será o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, a tendência é que seja alguém “mais ideológico e bolsonarista”.
“O Eduardo quer participar disso também. Eu acho que nós sairíamos com uma vaga e provavelmente o Derrite com a outra. Essa é a minha opinião. Agora vai ter muita conversa pela frente. Acho que quem for o candidato do Bolsonaro ganha a eleição. Acho que ele vai pegar um camarada que tem a marca da direita. Mais ideológico, mais próximo dele, mais bolsonarista. Ele gosta disso”, disse Valdemar após evento em sua homenagem na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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