Diretor de O Agente Secreto quebra silêncio sobre uso da Lei Rouanet

Rich Polk/2026GG/Penske Media via Getty Images
Imagem colorida de Kleber Mendonça Filho no palco da 83ª edição anual do Globo de Ouro - Metrópoles

Kleber Mendonça Filho, diretor do aclamado O Agente Secreto, quebrou o silêncio nesse domingo (18/1) e viralizou com uma resposta afiada sobre ter usado ou não a Lei Rouanet para financiar a gravação do filme estrelado por Wagner Moura.

Em resposta a uma publicação do Governo Federal, o cineasta esclareceu que não teve apoio da lei de incentivo, mas afirmou que gostaria de se beneficiar da legislação no próximo projeto.

“Nunca fiz um filme com a Lei Rouanet, mas quero muito”, escreveu em um comentário. “Quem sabe o próximo? É um excelente mecanismo de apoio a cultura no Brasil”, acrescentou.

 

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Acontece que, independentemente da vertente política, nenhum projeto de longa-metragem brasileiro pode receber repasses da Lei Rouanet. Isso porque, segundo o texto, apenas obras de curta e média-metragem podem fazer jus à lei de incentivo.

O Agente Secreto, no entanto, recebeu R$ 7,5 milhões pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) da Ancine, por meio da Chamada Pública Produção Cinema via Distribuidora 2023, aprovada em fevereiro de 2024.

O longa poderia contar ainda com uma verba de R$ 4 milhões para a distribuição do filme no Brasil, conforme prevê o investimento do FSA. Contudo, a produção decidiu não optar pelo incentivo.

O Agente Secreto teve um orçamento de R$ 27.165.775. Do total restante, cerca de R$ 5,5 milhões correspondem a investimentos da iniciativa privada brasileira. O filme recebeu ainda cerca de R$ 14 milhões de incentivos de outros países: França, Alemanha e Holanda.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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