Dólar mantém-se estável e Bolsa desaba com queda de ações dos bancos

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Imagem de uma nota de dólar com um cifrão sobre ela - Metrópoles

O dólar apresentou estabilidade, com zero de variação frente ao real, cotado a R$ 5,25, nesta quarta-feira (4/2). Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), registrava forte recuo de 2,57%, aos 180.902 pontos, às 16h50. Na véspera, ele havia superado a marca de 185 mil pontos, um novo recorde do indicador.

Na avaliação de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o movimento de pequena alta do dólar é explicado, em grande medida, pelo fortalecimento da moeda americana no exterior, que pressiona divisas de países emergentes como o real.

“Esse quadro é reforçado com a piora do desempenho do Ibovespa, sinalizando uma provável saída de recursos da Bolsa, depois de um fluxo expressivo (de recursos do exterior) registrado no primeiro mês do ano”, diz. “Na ausência de catalisadores positivos no exterior, os ativos brasileiros parecem atravessar um movimento de consolidação no pregão, com desempenho negativo tanto para o Ibovespa quanto para o câmbio.”

Ibovespa

No caso do Ibovespa, observa Bruno Perri, sócio da Forum Investimentos, ele reagiu a fatores como a realização de lucros (quando os investidores negociam ações, depois de atingido determinado patamar de retorno) e a queda dos papéis do Santander, que provocou uma correção em todo o setor financeiro e se espalhou por outros setores, “em sinal de exaustão da forte alta recente do mercado acionário brasileiro”.

Bancos em queda

Perri nota que outros papéis importantes do índice da B3, como Petrobras e Vale, também recuaram, embora num nível mais modesto. Isso como resultado de um movimento de correção depois de alta na véspera e apesar da elevação das commodities de referência das duas empresas.

“Preocupações quanto à independência do Banco Central (BC), com as indicações de novos diretores, também reforçam o movimento de queda”, afirma o analista. “O ambiente no exterior também não ajudou. Os mercados americanos caíram hoje, em movimento de aversão ao risco, puxado pelo setor de tecnologia, e favorecendo ativos mais conservadores como o dólar e o ouro.”

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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