Dólares e libras: veja apreensões de operação contra corrupção fiscal. Vídeo

Divulgação/ Polícia Militar
Imagem colorida de dinheiro apreendido em operação. Metrópoles

O Ministério Público de São Paulo cumpriu, com apoio da Polícia Militar, 22 mandados de busca e apreensão em uma operação contra um “esquema estruturado” de corrupção envolvendo servidores da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Durante a ação, foram apreendidas quantias em espécie de dólares e libras, além de aparelhos eletrônicos e documentos. Veja imagens das apreensões:

 

A ação, realizada na manhã desta quinta-feira (26/3), é um desdobramento da Operação Ícaro, que prendeu o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, em agosto do ano passado. Os mandados foram cumpridos nas cidades de São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos.

Os endereços são vinculados aos servidores da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, incluindo a Delegacia Regional Tributária da Capital II (Lapa), a Delegacia Regional Tributária da Capital III (Butantã), a Delegacia Regional Tributária 12 (DRT-12 – ABCD), a Delegacia Regional Tributária 14 (DRT-14 – Osasco) e a Diretoria de Fiscalização (Difis).

Segundo a Polícia Militar, em Campinas, as autoridades apreenderam três aparelhos celulares do modelo Iphone, um Ipad, dois lap tops, quase R$ 21,9 mil, U$ 1,8 mil e £ 95 – todas as quantias em espécie. Já em São José dos Campos, as autoridades apreenderam seis pendrives, uma CPU, um notebook, dois celulares e diversos documentos.

De acordo com o Ministério Público, a operação acontece após as investigações apurarem a existência de um esquema estruturado de corrupção, destinado à manipulação indevida de procedimentos fiscais envolvendo ressarcimento de ICMS-ST e créditos acumulados de ICMS, com possível pagamento de vantagens ilícitas e lavagem de dinheiro.

A operação, chamada de Fisco Paralelo,  é um desdobramento da Operação Ícaro e conta com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), CyberGaeco, Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira) da Polícia Militar, com o objetivo de desarticular a organização criminosa e coletar documentos, mídias e outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.


Relembre a Operação Ícaro

  • O MPSP também cumpriu 19 mandados de busca e apreensão. Além dos valores sequestrados dos detidos, foram retidos R$ 73 mil e US$ 13 mil com uma das contadoras envolvidas no esquema.
  • No centro do esquema, segundo os promotores do MPSP, estava o auditor Artur Gomes da Silva Neto, então supervisor da Diretoria de Fiscalização da Fazenda estadual. Ele tinha contato direto com os empresários e teria recebido propina por meio de uma empresa em nome da sua mãe. O esquema consistia na emissão de créditos de ICMS inflacionados e funcionava ao menos desde 2021.

  • Em nota, a Secretaria da Fazenda e Planejamento do estado (Sefaz-SP) informou que atua desde a deflagração da Operação Ícaro, em agosto de 2025, em conjunto com o MPSP, colaborando com as investigações.

    “Como integrante do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, a Sefaz-SP tem atuado em diversas frentes e operações de combate à sonegação fiscal, à lavagem de dinheiro e a ilícitos contra a ordem tributária, em conjunto com os órgãos responsáveis pela operação deflagrada em 13/3”, diz o texto.

    Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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