
O elevador que despencou de cinco andares com oito pessoas em um prédio de sete andares em Vicente Pires (DF), na noite dessa terça-feira (3/2), estava com duas pessoas a mais que o permitido dentro da cabine.
Segundo o síndico do prédio, Bruno Vieira, o limite máximo era de seis pessoas.
“O excesso [de passageiros] era grande. Todos eram adultos, e isso ocasionou uma sobrecarga no freio do elevador, que desceu para o subsolo”, contou.
Ele explica que o elevador caiu de “forma abrupta” depois de um “tranco” que a cabine deu entre o terceiro e o segundo andares do prédio. Não houve rompimento de cabos.
“A gente está buscando saber por que esse elevador desceu dessa forma, pois existe a atuação do freio nas calhas de segurança e de cinco cabos do elevador com sistemas de freio para que tenham uma descida segura e lenta”, ressaltou.
Vieira destacou também que a manutenção do elevador “estava em dia” e “sem problema de ordem técnica”. “Após o acidente, toda a área foi isolada e o elevador foi desligado. Deixamos o local isolado e está inutilizável desde então”, disse.
Susto e situação dos feridos
O impacto da queda chegou a acordar moradores do prédio. Ao Metrópoles um casal de moradores, que prefiriu não se identificar, relatou que deu para escutar o barulho do elevador caindo de dentro do apartamento, dois andares acima da onde o “tranco” ocorreu.
“Nós moramos no quinto andar e estávamos dormindo quando escutamos um barulho muito alto de algo caindo no chão. Foi um susto grande que até saímos de dentro do apartamento para ver o que tinha acontecido”, contou a moradora.
Por conta do impacto da queda, a porta do elevador emperrou e teve de ser arrombada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).
Segundo a corporação, uma mulher sofreu trauma moderado em um dos membros inferiores e foi encaminhada ao hospital, consciente, orientada e com quadro clínico estável.
Um homem adulto também se feriu ao bater a cabeça, mas recusou o transporte para uma unidade de saúde. Os demais ocupantes não apresentaram ferimentos.
De acordo com o síndico, todos os ocupantes se “encontram bem” após a queda.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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