
Eliana voltou ao lugar que era seu, e que ela conquistou. A apresentadora estreou no domingo (15/3) seu novo programa na Globo, Em Família, marcando seu retorno às tardes do fim de semana da TV aberta.
Com mais de duas décadas à frente de atrações dominicais, a apresentadora falou, em entrevista a este colunista do Metrópoles, sobre a representatividade de ocupar um espaço historicamente dominado por homens. Ela garante que vê sua presença também como uma forma de ampliar a presença feminina no comando de programas de auditório.
“Para mim é uma satisfação e alegria muito grande, de alguma forma, representar as mulheres nesse hall que por anos foi masculino. Ser essa representante feminina, de programas de auditório… Vou fazer em agosto 21 anos aos domingos, é importante para nós. Todos os lugares que a gente puder ter como centro a mulher e falar sobre isso, enaltecer isso, e não deixar que as pessoas esqueçam, é uma conquista que não é só minha”, afirmou.
E continou: “É uma conquista de mais mulheres. No protagonismo, tendo voz, ampliando a comunicação para falas que a gente acredita que sejam necessárias. Em um país com tantas questões nesse campo”.
Ao comentar a chegada à Globo, a apresentadora também destacou o alcance da emissora e a possibilidade de ampliar sua comunicação com o público.
“Para mim é uma realização muito grande. E estar hoje, na Globo, é a realização de ampliar ainda mais essa comunicação. A gente está falando de um TV que a primeira do Brasil e a segunda do mundo. Se a gente for olhar por esse lado, a minha comunicação vai mais longe ainda, a minha voz vai ter muito mais alcance. Isso, para um comunicador, tem um valor muito grande”, disse.
Durante a conversa, Eliana também explicou que as decisões sobre seus projetos profissionais sempre foram guiadas pela relação de respeito com o público.
“Baseio todos meus passos profissionais no respeito que tenho pelo público. Desde que trabalhava com as crianças, fazia sempre as mesmas perguntas: ‘o que estou oferecendo é o que eu gostaria que meus filhos tivessem assistindo? Ou estivessem consumindo?’ Se a resposta, genuinamente era ‘sim’, eu pensava comigo mesma que estava no caminho certo”, relatou.
A apresentadora ainda relembrou a mudança de fase na carreira, quando passou do público infantil para o entretenimento voltado ao público adulto, movimento que marcou sua trajetória na televisão.
“A qualidade e a preocupação, com respeito ao público, sempre foi o que me norteou para minhas escolhas. Quando fiz a transição para o público adulto, em 2005, na Record, também. Queria um programa de entretenimento, que divertisse, mas que informasse, tivesse esse olhar feminino e boa qualidade de entrega. A qualidade sempre foi algo que me norteou. E, claro, sempre estando com profissionais competentes ao meu lado. Isso para mim foi muito importante”, afirmou.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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