Em recuperação judicial, Unigel fecha fábrica em SP e deve demitir 200

Divulgação/Unigel
Imagem de unidade da Unigel, empresa do setor petroquímico - Metrópoles

A Unigel, um das maiores companhias petroquímicas do Brasil e da América Latina, que está em recuperação judicial, anunciou o fechamento de sua fábrica de estireno em Cubatão (SP).

O estireno é um líquido incolor, volátil e matéria-prima essencial da indústria química para produzir plásticos como poliestireno (isopor) e borrachas sintéticas.

Com uma capacidade instalada de 120 mil toneladas por ano de estireno e cerca de 2,5 mil toneladas anuais de tolueno, a unidade vinha enfrentando sérias dificuldades para a produção, em meio a um ciclo de baixa da indústria petroquímica global, além da crise financeira da própria empresa.

Além da fábrica de Cubatão, a Unigel conta com uma outra unidade especializada em estireno, em Camaçari (BA), com capacidade de 140 mil toneladas por ano.

De acordo com informações do Sindicato dos Químicos da região, pelo menos 200 trabalhadores devem ser afetados, entre funcionários diretos da Unigel e terceirizados.

O que diz a Unigel

Por meio de nota, a Unigel confirmou que a “paralisação das atividades da fábrica de estireno e tolueno de Cubatão”. A empresa disse que a decisão foi motivada pelo ciclo de baixa “sem precedentes” do segmento.

“A petroquímica reforça que conduz o processo com transparência, em diálogo com colaboradores e sindicatos, com cumprimento integral da legislação trabalhista e ambiental”, informou a Unigel, que não confirmou o número exato de funcionários atingidos.

Recuperação judicial

Fundada em 1966, a Unigel é um dos maiores conglomerados químicos do país e do continente. A companhia atua com petroquímicos, acrílicos, estirênicos e fertilizantes, fornecendo matérias-primas essenciais para diversas indústrias – entre as quais a automotiva, a construção civil e a de eletrodomésticos.

A Unigel entrou em recuperação judicial em outubro do ano passado. O pedido foi aprovado pela 2ª Vara de Falências de São Paulo e envolvia inicialmente uma dívida de R$ 5,5 bilhões.

A recuperação judicial é um processo que permite às organizações renegociarem suas dívidas, evitando o encerramento das atividades, demissões ou falta de pagamento aos funcionários.

Por meio desse instrumento, as empresas ficam desobrigadas de pagar aos credores por algum tempo, mas têm de apresentar um plano para acertar as contas e seguir em operação.

Em linhas gerais, a recuperação judicial é uma tentativa de evitar a falência.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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