
A hipoglicemia, mais conhecida como glicose baixa, ocorre quando o nível de açúcar no sangue cai abaixo do necessário para o funcionamento adequado do organismo. A condição pode provocar sintomas variados e, em casos mais intensos, até perda de consciência, exigindo atenção rápida para evitar complicações.
Os sinais costumam aparecer de forma relativamente rápida e podem ser percebidos no dia a dia. Segundo o clínico geral Leonardo Catizani, da clínica Tivolly, a queda de glicose interfere especialmente no funcionamento do cérebro.
“Os sintomas mais frequentes incluem tremores, suor frio, palidez, palpitações, tontura, fraqueza e fome intensa. Em situações mais acentuadas pode haver confusão mental, dificuldade de raciocínio, visão embaçada e alterações de comportamento”, explica.
Ele acrescenta que um indicativo importante é a melhora logo após ingerir açúcar. Esse alívio rápido ajuda a diferenciar a hipoglicemia de outras causas de mal-estar.
Quando a glicose baixa costuma acontecer
Embora muita gente associe a hipoglicemia apenas à diabetes, a situação pode ter outras causas. O clínico geral e geriatra Paulo Camiz, professor da Universidade de São Paulo (USP) e do Hospital Sírio-Libanês, explica que ela é mais comum entre pessoas que usam insulina ou medicamentos que aumentam sua liberação. “Em quem não tem diabetes, é bem raro”, afirma.
Entre as possíveis causas fora da diabetes estão desnutrição prolongada, consumo crônico de álcool e doenças hepáticas, que prejudicam a produção de glicose pelo organismo.
Também existe a chamada hipoglicemia reativa, que pode surgir após refeições muito ricas em carboidratos ou em pessoas que passaram por cirurgias no estômago. “Nesses casos ocorre liberação exagerada de insulina e a glicose pode cair rapidamente”, explica Camiz.
O que fazer diante dos sintomas
Ao perceber sinais de glicose baixa, a orientação é agir de forma rápida. A endocrinologista Paula Fabrega, do Sírio-Libanês em Brasília, recomenda confirmar o nível de glicose sempre que possível.
Já alimentos gordurosos devem ser evitados nesse momento, pois retardam a absorção do açúcar. Em situações leves, antecipar a refeição pode resolver, mas quadros mais graves exigem atenção imediata.
“Se houver desmaio ou rebaixamento da consciência, não se deve colocar nada na boca da pessoa. Nesses casos pode ser necessário glucagon injetável e é fundamental acionar o atendimento de emergência”, afirma.
A especialista reforça que episódios graves podem trazer riscos importantes e não devem ser ignorados.
Como prevenir o problema
A prevenção envolve principalmente hábitos alimentares regulares e acompanhamento médico quando necessário. Paulo Camiz destaca que pessoas com diabetes precisam manter rotina alimentar organizada e seguir corretamente o tratamento.
“Evitar pular refeições e fazer dietas muito restritivas, além de usar corretamente os medicamentos, são medidas fundamentais, especialmente para quem já tem risco aumentado”, diz.
Leonardo Catizani acrescenta que cuidados simples fazem diferença no dia a dia. “Manter horários certos para comer, equilibrar carboidratos com proteínas e fibras e evitar consumo de álcool em jejum ajudam bastante. Quem tem episódios frequentes deve procurar avaliação médica para investigar a causa”, orienta.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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