
A deputada Erika Hilton (PSol-SP) afirmou à coluna que, além de praticar racismo, a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) também cometeu crime contra a Justiça Eleitoral.
Aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Fabiana se envolveu em um episódio de blackface durante sessão de quarta-feira (18/3) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Fabiana, como o Metrópoles mostrou, concorreu nas eleições de 2022 se apresentando como parda. Ela recebeu R$ 1.593,03 em recursos da verba de cota racial.
À coluna, Érika disse que acionou a Justiça para apurar se a candidata teria ou não direito de usar a verba destinada a candidatas negras.
“Acionei a Justiça já na quarta porque a deputada, além de cometer racismo e transfobia, enganou a Justiça Eleitoral. Ela deu um golpe ao mentir para o órgão”, disse.
A defesa de Fabiana afirmou à coluna que o PL realizou o registro eleitoral da deputada. Segundo ele, as informações foram aprovadas pela Justiça Eleitoral em 2022, sem qualquer irregularidade.
O advogado também ressaltou que a parlamentar possui familiares negros.
“Como a própria deputada disse em seu discurso ontem (quarta), ela tem um avô negro e uma avó indígena. Portanto, ao se declarar parda, não há nenhuma ilegalidade”, declarou o advogado Alberto Rollo.
O que aconteceu?
A deputada estadual pintou o rosto e parte do corpo de marrom durante uma sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), nessa quarta-feira (18/3), para criticar a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados, em Brasília.
“A gente viu agora essa semana, na comissão federal, lá em Brasília, que uma mulher trans, Erika Hilton, foi colocada como presidente da Comissão da Mulher. E isso me entristece muito. Não porque ela, uma trans, está como presidente, mas porque está tirando o espaço de fala de uma mulher”, disse.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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