Escassez de líderes

Escassez de líderes

Por Narciso Mendes11 de março de 2026 – 05h00 3 min de leitura

A nossa atividade política encontra-se carente de líderes, e disto resultou a polarização Lula/Bolsonaro.

Os Estados de São Paulo e Minas Gerais, em razão das suas potencialidades populacionais, econômicas, entre outras, por longos tempos, politicamente, sempre encabeçaram as filas que relacionavam as maiores e mais importantes lideranças políticas do nosso país.

Desde a proclamação da nossa República, até o ano de 1930, apenas dois dos nossos Estados podiam indicar candidatos a presidente: São Paulo e Minas Gerais. Daí a denominação política como continua sendo lembrada, a do “café com leite”. Lembrada, mas não democraticamente saudadas.

Contudo, desde o ano de 1930, nascido no Estado de São Paulo, ou como se diz no linguajar popular, com o umbigo enterrado no seu solo, nenhum paulista ou paulistano conseguiu chegou a nossa presidência. A título de esclarecimentos: Jânio Quadros, Fernando Henrique Cardoso e Lula embora tenham construído suas lideranças a partir do Estado São Paulo nasceram em Mato Grosso, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Em relação à disputa eleitoral deste ano, nenhuma delas vem do Estado de São Paulo, a exemplificar: Ratinho Junior, do Paraná, Ronaldo Caiado de Goiás e Eduardo Leite do Rio Grande do Sul. Se confirmada a candidatura Aldo Rabelo, idem, pois o mesmo nasceu no Estado de Alagoas.

O governador Tarcísio de Freitas só se tornou eleitor no Estado de São Paulo, já como candidato e, portanto, para votar em si mesmo. Nomes como os de Ulisses Guimarães, Mário Covas, José Serra, Geraldo Alckmin e do tinhoso Orestes Quércia ficaram pelos meios dos seus caminhos.

Na disputa eleitoral deste ano, ainda mais recrudescida, só restará a nós, eleitores brasileiros, escolher entre duas candidaturas, a do próprio Lula e a do Flávio Bolsonaro, até porque, o trio de candidatos do PSD, ou mais precisamente, do partido do Kassab, foram atropelados pela candidatura de Flávio Bolsonaro e a cada dia que vem passando menos competitivas vêm se tornando.

Daí a pergunta que não pode calar: se impedidas de crescerem, a as pesquisas estão aí para comprovarem, quais serão os comportamentos das candidaturas que forem derrotadas em primeiro turno? Ao meu sentir, só lhes restarão três alternativas. 01 – Cruzarem seus braços e ganhe quem ganhar. 02-Aderirem à candidatura Lula, o que parece improvável. 03- Serem contagiados pela síndrome de Estocolmo e virem apoiar a candidatura Flávio Bolsonaro, justamente àquela que, fruto do seu familismo político, o ex-presidente Jair Bolsonaro jamais abriria mãos.

Eu, particularmente, por discordar da polarização Lula/Bolsonaro, no 1º turno, ainda não defini em quem vou votar, mas se a disputa, em 2º turno, vier se dá entre Flávio Bolsonaro e Lula, pela 2ª irei votar em Lula.

Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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