Estresse crônico: o inimigo invisível da concentração no trabalho

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Foto colorida de mulher em frente à mesa, com as mãos na cabeça, insinuando dor de cabeça, estresse e cansaço. -Metrópoles.

O esgotamento profissional deixou de ser um problema individual para se tornar um gargalo estratégico nas empresas. Muito além do cansaço físico, o estresse atua como um “curto-circuito” nas funções cognitivas, comprometendo a capacidade de foco e a tomada de decisão. Segundo a psicóloga Denise Milk, o estado de alerta prolongado força o cérebro a priorizar instintos de sobrevivência em detrimento de processos mentais sofisticados, transformando tarefas simples em desafios hercúleos.

Entenda

A neurociência do baixo rendimento

O fenômeno tem explicação biológica. Denise Milk pontua que, sob estresse contínuo, o organismo permanece em um estado de “luta ou fuga”. Esse mecanismo, essencial para nossos ancestrais, é disfuncional no escritório moderno. Referenciando estudos de Robert Sapolsky, da Universidade de Stanford, a especialista destaca que níveis crônicos de cortisol prejudicam justamente as funções mais refinadas do intelecto.

Foto colorida de mulher sentada e com notebook à frente em uma mesa. Ela está com as mãos no rosto - Metrópoles
O estresse não é apenas uma sensação de cansaço ou sobrecarga. Do ponto de vista da psicologia e da neurociência, ele altera diretamente o funcionamento cognitivo

“Na prática, a pessoa tem dificuldade de se concentrar e manter a atenção, mesmo que possua todo o conhecimento técnico para a função”, explica a psicóloga. Isso ocorre porque o cérebro ‘desliga’ parcialmente as áreas de decisão estratégica para economizar energia para a sobrevivência.

O reflexo na produtividade e na gestão

Dentro das organizações, esse cenário se traduz em perdas financeiras e operacionais. A dispersão mental e a impulsividade geram erros que exigem retrabalho, minando a eficiência da equipe. Por esse motivo, a gestão consciente do estresse deixou de ser um tópico de “bem-estar” para se tornar uma pauta de desempenho econômico.

Estudos de psicologia organizacional reforçam que ambientes com clareza de papéis e relações de confiança são os mais produtivos. “Um cérebro regulado é um cérebro mais focado e criativo”, afirma Denise.

O papel das lideranças

Para sustentar resultados em um mercado competitivo, empresas contemporâneas estão investindo no desenvolvimento de lideranças mais conscientes. A criação de um ambiente psicologicamente seguro não apenas protege a saúde do colaborador, mas garante que o capital intelectual da empresa — a capacidade de pensar e resolver problemas — não seja drenado pelo esgotamento.

O desafio atual das organizações é compreender que profissionais consistentes em suas entregas são, acima de tudo, profissionais equilibrados emocionalmente.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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