
Em meio à crise do caso Master e às tentativas de construir um Código de Conduta no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, abriu o ano Judiciário com uma declaração forte. O ministro deixou claro que não pretende ficar inerte diante das crises de imagem que têm atingido o tribunal.
Na presença do presidente Lula, dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, além de ministros do STF, Fachin afirmou: “Abrimos o ano judiciário de 2026 com plena consciência de que momentos de adversidade exigem mais do que discursos: pedem responsabilidade institucional, clareza de limites e fidelidade absoluta à Constituição da República”, afirmou.
“E conferem respeito à liberdade de expressão e de imprensa que não são concessões, uma vez que estruturam o debate público e oxigenam a democracia. A crítica republicana não é mesmo ameaça à democracia”, prosseguiu Fachin.
A retomada das atividades ocorre em meio ao avanço do inquérito do caso Master, sob relatoria do ministro Dias Toffoli.
Durante o recesso, Fachin antecipou o retorno a Brasília para administrar a crise institucional gerada em torno do processo. O presidente do STF tem conversado com outros ministros na tentativa de construir e aprovar um Código de Conduta.
Como mostrou o Metrópoles, apesar da intenção de Fachin, até agora não há documento formal com diretrizes definidas, apenas discussões internas entre os magistrados.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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