Naquele Famp – Festival Acreano de Música Popular – do século passado (Foi o último?), em 2003 teve de um, tudo, até uma música minha e do Dinho.
Soraya, eu mais nosso isopor, abarrotado de gelo e iscol, não perdemos nenhuma noite de apresentações, na belíssima concha acústica Jorge Nazaré, no Parque da Maternidade (nome lindo para um parque, né?!), em Rio Branco, Acre.
Cara… Foi tão massa, sabe? É… meio que assim… indizível! Piegas, mas é verdade. Escrevo e digo com meu coração e minha emoção ao lembrar de minha amada e daqueles dias tão significativos.
Como aqueles momentos de curtição, sorrisos, dança, ao som dos melhores músicos, poetas, cantores, difusores da cultura brasileira, oriunda da Amazônia foram marcantes na minha memória, na minha alma!
Então. Tava lá tudo enquanto era gente do meu bem querer. Eu dançando, pulando, me remexendo muito, ao lado de Sossó e do isopor de iscol e, vez por outra, aparecia gente perguntando quanto era. Pense!
Aquilo era para nosso consumo durante as apresentações, não para fins comerciais. Então eu, educadamente cobrava o dobro do preço que se cobrava lá fora, pra ver se a criatura se mancava e ia comprar sua cerveja nas barracas ao derredor da concha.
E num é que os abestados pagavam! E Soraya sapecava sua famosa gargalhada maravilhosa. Eu pegava a grana, entreva uma iscol, ia lá no meu barraqueiro providencial, comprava mais duas e voltava pro ronquenrrol.
Jornalista profissional (DRT/AC 36/98), chargista, cartunista, designer, poeta e cronista. Autor de Crônicas do Cartunista Francisco Braga e História Desenhada – 10 anos de charges do Braga, construiu trajetória na imprensa e na cultura do Acre. Hoje vive em Casimiro de Abreu (RJ), onde atua com direção de arte, design gráfico, charges e caricaturas.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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