Fiesp sobre acordo Mercosul-UE: "Não é perfeito, mas foi o possível"

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Imagem de bandeiras de Mercosul e União Europeia - Metrópoles

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), uma das principais entidades do setor industrial no Brasil, comemorou, nesta sexta-feira (9/1), a aprovação preliminar do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) por parte da maioria dos países da Europa.

Depois de mais de 25 anos de tratativas, a maioria dos embaixadores dos 27 Estados-membros da UE aprovou grande parte do acordo. França, Irlanda, Polônia, Áustria e Hungria se opuseram ao texto, enquanto a Bélgica se absteve.

Após a aprovação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar o acordo com os parceiros do Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – na próxima semana. Para que o acordo entre em vigor, também será necessária a aprovação do Parlamento Europeu.

O que diz a Fiesp

Em comunicado, a Fiesp diz que “recebeu com entusiasmo a autorização para a assinatura do Acordo de Comércio entre Mercosul e União Europeia”.

“A entidade participou ativamente das negociações nas últimas décadas, com o objetivo principal de que o entendimento trouxesse valor real para as pessoas e para a indústria brasileira. O texto não é perfeito, mas foi o acordo possível para conciliar interesses de 31 países, em um cenário de transformação do comércio internacional”, afirma a federação.

Segundo a Fiesp, “o acordo é abrangente e mudará substancialmente a forma com que as empresas do Mercosul e da UE fazem negócios, importam, exportam e investem entre si”.

“Para a Fiesp, o trabalho de verdade começa agora. Caberá a todos nós inovar, melhorar a produtividade e buscar incessantemente a excelência da porta para dentro das fábricas, onde já fazemos frente aos competidores europeus. E trabalharemos para assegurar a isonomia competitiva que permita ao empreendedor nacional prosperar e tirar o máximo proveito das oportunidades que o acordo oferece”, afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que recentemente tomou posse no cargo.

“Apesar do momento de celebração inicial, é importante destacar que o acordo ainda precisa ser assinado e ratificado pelo Congresso brasileiro e pelo Parlamento Europeu, para que os pilares econômico e comercial passem a vigorar o mais rápido possível e impactem positivamente a economia brasileira”, conclui o texto da Fiesp.

Mais sobre o acordo UE-Mercosul

O acordo é considerado estratégico por ampliar a integração comercial entre duas grandes regiões econômicas e tem sido descrito como uma prioridade para reforçar o comércio global, a competitividade econômica e a estabilidade geoeconômica.

Ele prevê a redução de tarifas e barreiras comerciais em uma das maiores áreas de comércio do mundo, o que pode impulsionar exportações e investimentos entre os dois blocos. Para países do Mercosul, isso representa acesso ampliado ao mercado europeu. Já para a UE, haverá uma diversificação das relações comerciais.

Apesar da expectativa de assinatura, o processo ainda enfrenta etapas importantes de implementação e salvaguardas que precisam ser finalizadas antes da oficialização.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou, na quinta-feira (8/1), que decidiu votar contra o acordo. O governo francês é um dos principais opositores ao acordo.

Os agricultores franceses continuam sendo o principal foco de resistência. Eles argumentam que o tratado abriria espaço para concorrência desleal com produtos sul-americanos, produzidos sob regras ambientais e sanitárias diferentes das exigidas na UE.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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