Flávio fala de identidade de Tarcísio: "Saiu da costela de Bolsonaro"

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Filho mais velho de Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro foi escolhido pelo pai para representá-lo nas eleições de 2026

Enquanto o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tenta reverter a imagem de submissão ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) faz questão de dizer de onde vem o “carioca e flamenguista”.

Nesta terça-feira (3/2), o presidenciável bolsonarista afirmou que Tarcísio “saiu da costela de Bolsonaro” ao ser questionado sobre uma suposta união do campo da direita, incluindo o governador, em torno de seu nome como candidato à Presidência da República.

“O Tarcísio talvez seja a maior revelação política dos últimos anos. É do grupo do Bolsonaro. Saiu da costela do Bolsonaro”, disse Flávio em entrevista de Bahrein ao foragido da Justiça Paulo Figueiredo.

Mal-estar

A semente do mal-estar sobre a autonomia política de Tarcísio, com frequência explorada por adversários políticos, foi soprada por alguém que não descarta se sentar na cadeira de governador: o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD), hoje secretário do mandatário estadual, em entrevista ao UOL, afirmando que o governador deveria ser grato a Bolsonaro, mas sem postura de submissão.

Tarcísio, ao ser questionado sobre a fala de Kassab, rejeitou a tese de que seria submisso a Bolsonaro. Respondeu que “é fácil você estar do lado quando a pessoa está bem. Difícil, e você às vezes não vê muito isso na política, é estender a mão quando a pessoa está na pior, precisa da sua ajuda, quando a pessoa perdeu o poder e está privada da sua liberdade. Isso não tem absolutamente nada a ver com submissão”, disse ele durante agenda na região central de São Paulo.

O ex-prefeito, por sua vez, sentiu a necessidade de se explicar após suas declarações. Em redes sociais, Kassab afirmou que não quis dizer que Tarcísio fosse submisso a Bolsonaro, mas o contrário.

“Um governador de São Paulo, o segundo maior cargo executivo no Brasil, que tem todas as qualidades para presidir o país, não deve ser submisso a ninguém, como o Tarcísio não é. Ele comanda o governo com identidade própria e caráter, como afirmei nas duas entrevistas”, emendou.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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