Flávio faz cena e pode ser adversário mais duro que Bolsonaro, diz Hilton

A deputada federal Erika Hilton (Psol) afirmou, em entrevista à coluna, que o senador Flávio Bolsonaro (PL) vem tentando construir um discurso mais moderado de olho nas eleições para presidente. Na opinião da parlamentar, no entanto, esse movimento é encenado e não deve se sustentar.

“O 8 de Janeiro fica simbólico para que entendamos qual projeto se coloca na esteira da discussão. Ainda que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro tenha modulado muito o seu discurso e a sua figura”, opinou.

Segundo a deputada, o senador tem adotado uma mudança de tom nas redes sociais e no debate público, com o objetivo de diminuir a sua rejeição no eleitorado. “Ele virou um doce, ele até brinca com ‘todes’ nas publicações, ele é brincalhão, não é mais o senador raivoso, o senador das rachadinhas, das mansões compradas com dinheiro vivo. É um homem moderado, que vai falar da economia”, ironizou.

Hilton também comparou o possível apelo eleitoral de Flávio em relação ao seu pai, classificando o pré-candidato ao Planalto como potencialmente mais “duro” de ser batido. “Talvez ele seja um nome mais duro que Jair Bolsonaro, porque Jair Bolsonaro tem uma rejeição muito grande, mas é difícil fazer essa análise política, porque o voto é de Jair Bolsonaro, não é de Flávio Bolsonaro. Flávio recebe esse eleitorado, esse voto”, disse.

Para a parlamentar, a tentativa de reposicionamento é estratégica e pode não se manter ao longo do tempo. “Modular o discurso, se fazer de menino legal nas redes sociais, dizer que quer dialogar com todo mundo é cena? É cena, é encenação. Se levar as eleições, no dia seguinte volta a ser a mesma família Bolsonaro que o Brasil conhece”, concluiu.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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