
Pré-candidato à Presidência pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (24/3) sua intenção de criar o Ministério da Segurança Pública em um eventual governo a partir de 2027. O anúncio foi feito ao lado do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), relator da Lei Antifacção aprovada pelo Congresso em fevereiro, sugerindo uma possível indicação para o comando da nova pasta.
“O Derrite trouxe para mim algumas propostas sobre segurança pública, que nós vamos analisar com muito carinho. A nossa convergência é total nesse assunto. E como tem muita gente perguntando já sobre ministros e ministérios, eu já quero anunciar aqui o compromisso público de que vai haver uma primeira vez na história do Brasil um ministério permanente da Segurança Pública”, disse o senador, em suas redes sociais.
De acordo com Flávio Bolsonaro, o ministério vai atuar na “integração entre todas as forças, sejam federais, municipais, investimento em tecnologia, compartilhamento de dados, uma melhor proteção das nossas fronteiras, cooperação técnica com outros países para combater organizações terroristas”. “Então de fato nós teremos um ministério que não vai ser só no nome, ele vai funcionar para a segurança pública de verdade para a nossa população”, afirmou.
Lei Antifacção
Flávio e Derrite falaram sobre a sanção do projeto pelo presidente Lula, marcada para esta terça-feira. “Um dia muito importante, conversando sobre segurança pública com o nosso senador Flávio Bolsonaro, e um dia que o Lula vai sancionar ou vetar o PL Antifacção. Lembrando que o projeto que foi enviado pelo governo federal, muito fraco, criando a figura de faccionado privilegiado, com penas brandas”, disse o secretário.
“Nós conseguimos, na Câmara e no Senado, no Congresso Nacional, aprovar o ordenamento jurídico com a lei mais severa para o combate ao crime organizado, com condenações que podem chegar até 40 anos, 60, 80 anos de prisão, com o mínimo de 70% do cumprimento em regime fechado, com líderes de organizações criminosas, como o Comando Vermelho e o PCC, cumprindo pena direto no sistema penal federal, sem direito a auxílio reclusão, a visita íntima, além da questão que nós retiramos o direito dos presos provisórios de votar no Brasil”, destacou Derrite.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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