
A Polícia Militar (PM) prendeu, na noite dessa sexta-feira (13/2), um homem de 29 anos que estava foragido da Justiça e tentou entrar no Sambódromo do Anhembi, zona norte de São Paulo, para ver o desfile das escolas de samba. Ele foi reconhecido pelo Muralha Paulista, programa de monitoramento policial, durante a Operação Carnaval.
O foragido tentou entrar no Sambódromo por um dos acessos do Anhembi, por volta das 20h40, mas os passos dele eram monitorados por policiais militares que tinham recebido as informações por meio do Muralha Paulista. Entre a noite de sexta e a madrugada deste sábado (14/2), sete escolas do Grupo Especial desfilaram no primeiro dia do Carnaval paulistano.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os agentes consultaram, a partir da foto do suspeito, as informações e descobriram que o mandado de prisão seria referente a uma condenação por agressão. Assim, passaram a acompanhar o fluxo de pessoas nas catracas até localizar o foragido.
Segundo a polícia, antes de ser abordado, o homem permaneceu parado em uma área de acesso, como se pressentisse a possibilidade de ser descoberto.
Preso, o foragido foi conduzido à unidade avançada da 1ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), instalada no Anhembi, onde a autoridade policial registrou a ocorrência por captura de procurado e deu cumprimento ao mandado judicial.
Em seguida, ele foi submetido a exame de corpo de delito no posto do Instituto Médico Legal (IML) no Anhembi e encaminhado ao 13º Distrito Policial (Casa Verde).
Operação Carnaval
Segundo a SSP, as forças de segurança têm atuado de forma integrada, com ações preventivas, investigações, equipes à paisana em pontos estratégicos, apoio no combate a furto e roubos – especialmente de celulares – e plantões reforçados nas delegacias.
O órgão explicou, também, que o Muralha Paulista, sistema que auxiliou na captura do foragido da Justiça, opera quase 100 mil câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real.
A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e indicadores de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.
“As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça. Também contribuem para monitorar e ajudar a organizar o trânsito, localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas. A tecnologia restringe rotas de fuga, dificulta a movimentação dos criminosos e aumenta a capacidade de resposta das forças de segurança. Uma vez identificados e presos, os autores deixam de reincidir nesses tipos de crimes”, explicou.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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